Kenji Saito elogiou infraestrutura da Universidade e conversou com estudantes 

Kenji Saito, Diretor de Desenvolvimento e Ciências do Esporte do COB, e a decana da Escola de Ciências da Saúde e da Vida, a professora Andrea Bandeira.

O Diretor de Desenvolvimento e Ciências do Esporte do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Kenji Saito, esteve na PUCRS, nesta terça-feira (26), conversando com estudantes de graduação. A convite da Escola de Ciências da Saúde e da Vida (ECSV), do Parque Esportivo, do Centro de Reabilitação e do Grupo de Pesquisa em Estudos Olímpicos, o executivo visitou as instalações utilizadas pelos cursos da área da saúde da Universidade. 

Pela manhã, acompanhado pela decana da Escola, a professora Andrea Bandeira, Saito percorreu o Parque Esportivo e o Centro de Reabilitação da PUCRS, conhecendo toda estrutura à disposição dos alunos e da comunidade. Logo após, participou de um bate-papo com professores e estudantes dos cursos Educação Física, Fisioterapia, Nutrição e Psicologia sobre o tema “Contagem regressiva para Paris 2024 – a equipe multidisciplinar na preparação dos atletas Olímpicos”. 

“Tenho certeza que o ensino que vocês possuem aqui na PUCRS é diferenciado. Não é à toa que a universidade foi considerada a melhor particular do Brasil. Entendam que a capacitação de vocês é um processo contínuo. Busquem o constante aperfeiçoamento”, destacou. 

Para a professora Andrea Bandeira, a fala do representante do COB vai ao encontro do que propõe a Escola. “O bate-papo foi um momento muito importante de valorização do esporte como determinante social para a promoção da saúde e da vida e uma educação de qualidade. Além disso, a aula especial abordou um olhar de trabalho em equipe interprofissional na preparação dos atletas para os Jogos Olímpicos, temática de extrema relevância e alinhada ao propósito da ECSV, que tem trabalhado de forma importante para o desenvolvimento do trabalho colaborativo na área da saúde.” 

Bate-papo com estudantes 

Durante a conversa em um auditório do Parque Esportivo lotado de alunos, Saito salientou que o investimento em esporte e educação é primordial: “Esporte e educação precisam andar de mãos dadas sempre. Através do esporte a gente consegue transforar, de fato, a nossa sociedade”, avaliou. 

O executivo defende a universidade como um diferencial muito importante na gestão do esporte. 

“A formação acadêmica é fundamental. Um dos grandes desafios que a gente tem é transferir o conhecimento acadêmico para a prática. A maior parte da minha aplicação profissional é completamente conectada com o que estudei na academia. Não aprendi a ser gestor esportivo na faculdade. Tem coisas que você vai aprender no cotidiano. Mas a aplicação de várias ferramentas que tenho hoje na diretoria do COB, na relação humana, muita coisa foi adquirida na academia.” 

Para o professor Nelson Todt, coordenador do Grupo de Pesquisa em Estudos Olímpicos da ECSV, a visita de Saito impulsiona o Projeto PUCRS Olímpica que envolve diferentes atividades relacionadas aos Jogos Olímpicos de Paris 2024: “Estamos preparando ações que envolvam a comunidade acadêmica e a participação direta de estudantes e pesquisadores em eventos relacionados aos Jogos”, salienta. 

Confira orientações de Ana Duarte, farmacêutica e professora da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS

Campanhas priorizam grupos com mais risco de desenvolver quadros graves das doenças / Foto: Bruno Todeschini

Há quatro anos, a Covid-19 era declarada como ameaça global pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – felizmente, com o recuo dos indicadores de gravidade, a classificação emergencial atribuída à doença foi removida no ano passado. No entanto, isso não significa que os riscos simplesmente desapareceram: de acordo com dados do Ministério da Saúde, ocorreram 1.789 mortes no Brasil entre os dias 31 de dezembro e 2 de março de 2024, o que equivale a aproximadamente 200 vítimas por semana

Paralelo a isso, outra doença respiratória em circulação é a gripe, causada pelo vírus Influenza. Apesar de geralmente começar a circular durante os meses mais frios (maio, junho e julho), o Ministério da Saúde vem observando uma antecipação da circulação deste e de outros vírus respiratórios desde o ano passado. Devido a isso, a campanha de vacinação contra a Influenza também foi adiantada: a imunização se inicia no dia 25 de março. 

Em meio a esses dois contextos, reforça-se a importância de manter o esquema vacinal em dia para prevenção de doenças. Confira respostas para as principais dúvidas e alguns cuidados importantes antes de se vacinar. Ana Duarte, professora da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS e pesquisadora (principalmente das áreas relacionados a vacinas e imunologia viral), preparou algumas orientações úteis. Confira! 

1. Leve os documentos necessários

É importante lembrar de levar algum documento de identificação (com foto, de preferência), comprovantes (caso faça parte dos grupos prioritários não relacionados à idade, como profissionais da saúde) e a carteirinha de vacinação das crianças (para Influenza).  

2. Tome precauções no dia da vacina

Para preservar a saúde, em alguns casos o ideal é adiar a aplicação das vacinas. Em pacientes com doenças febris, por exemplo, recomenda-se esperar até a melhora dos sintomas. A vacina da Influenza pode ser administrada mesmo com a ingestão de outros medicamentos, entretanto, remédios imunossupressores podem atrapalhar a resposta da vacina.

É importante tomar algumas precauções antes de se vacinar/ Foto: Bruno Todeschini

Pacientes que previamente apresentaram reações alérgicas após ingestão de ovo (angioedema, desconforto respiratório, vômitos repetidos) podem receber a vacina para Influenza, desde que em um ambiente onde seja possível o tratamento de manifestações alérgicas graves e com supervisão médica.  

Também é preciso ter cautela e avaliar caso a caso ao administrar a vacina em pessoas com trombocitopenia, qualquer distúrbio da coagulação ou a pessoas em terapia anticoagulante.   

Não é recomenda a administração simultânea das vacinas contra o coronavírus e a gripe. A indicação é respeitar um intervalo de pelo menos 14 dias entres as doses.  

3. Prepare-se para (raros) possíveis efeitos adversos

As reações adversas mais comuns associadas a todas essas vacinas estão relacionadas à dor local e eventual processo alérgico. Em especial para vacina da AstraZeneca (Fiocruz), existe o risco muito baixo de ocorrência de coágulos sanguíneos. Preste atenção aos possíveis sintomas, como falta de ar, dor no peito, inchaço na perna, dor de cabeça e abdominal.  

Todos os imunizantes disponíveis hoje passaram por longos períodos de testes e análises e são seguros para a utilização pela população. Caso seja necessário, procure orientação médica, mas evite se expor aos vírus.  

Atuação na área da saúde  

Além de docente, Ana Paula Duarte de Souza é graduada em Farmácia Bioquímica e Análises Clínicas (UFSM), tem mestrado em Biotecnologia (UFSC) e doutorado em Biologia Celular e Molecular (PUCRS) com sanduíche na University of Melbourne na Austrália (2009) e pós-doutorado na área de Imunologia (PUCRS). 

Estudo foi publicado na The Lancet, uma das maiores revistas científicas do mundo

Estudo da revista científica The Lancet sobre infecções respiratórias em bebês prematuros inclui professores da Escola de Medicina da PUCRS/ Foto: Bruno Todeschini

Um estudo recente, publicado na renomada revista científica The Lancet, analisou o impacto das infecções respiratórias causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) em bebês prematuros e crianças pequenas. A publicação tem como coautores os professores da Escola de Medicina e do Programa de Pós-Graduação em Pediatria e Saúde da Criança, Marcus Jones e Renato Stein, e outros pesquisadores de universidades ao redor do mundo, como a University of Edinburgh, Université Claude Bernard Lyon 1 e University of Singapore, entre outras. 

O artigo fornece insights fundamentais sobre os fatores de risco associados à gravidade da infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em prematuros, utilizando uma base de dados abrangente com informações coletadas globalmente. Dentre os dados analisados, destacam-se aqueles provenientes de um estudo conduzido com bebês prematuros no Hospital São Lucas (HSL) da PUCRS. 

O estudo, que utilizou dados coletados entre 1995 e 2021, aponta que os bebês nascidos prematuramente enfrentam maior risco de desenvolver infecções respiratórias graves causadas pelo VSR. Estima-se que, em 2019, ocorreram 1.650.000 episódios de infecção respiratória aguda associada ao VSR em bebês prematuros em todo o mundo, resultando em 533.000 hospitalizações e 3.050 mortes hospitalares relacionadas ao VSR. Os bebês nascidos muito prematuramente enfrentam um fardo ainda maior, com taxas de hospitalização significativamente mais altas em comparação com bebês nascidos no período previsto. 

Para Jones, estes dados reforçam a necessidade da ampliação de estratégias de proteção contra infecções por Vírus Sincicial Respiratório (VSR) nestes grupos vulneráveis de crianças.  

“A importância das vacinas e imunobiológicos na prevenção destas infecções em bebês nascidos prematuramente não pode ser subestimada. Tais medidas profiláticas representam uma das mais eficazes ferramentas na redução da incidência e severidade das infecções por VSR, uma das principais causas de hospitalização em crianças menores de um ano”, destaca. 

A publicação do estudo na revista The Lancet não apenas valida a qualidade e relevância da pesquisa, mas ressalta a importância e o impacto significativo que essas descobertas têm no campo da saúde global. A The Lancet é reconhecida como uma das principais revistas científicas do mundo, conhecida por sua rigorosa revisão por pares e por abrigar estudos de alto impacto que influenciam políticas de saúde, práticas clínicas e pesquisa em todo o mundo.  

Leia mais

Médico neurofisiologista do InsCer Humberto Luiz Moser Filho indica práticas para ter uma boa rotina de sono

Dormir por um período inferior à necessidade média (de sete a nove horas) gera a privação de sono, afetando o desempenho intelectual. / Foto: Andrea Piacquadio/Pexels

Dormir bem é fundamental para a saúde e bem-estar das pessoas, mas isso todo mundo já está cansado de ouvir. O que muitas pessoas ainda não sabem é como garantir que a noite de sono seja realmente revitalizante e reparadora. Alguns hábitos e práticas adotados antes de dormir podem transformar a qualidade da sua noite – e do seu dia.

Estabelecer horários para dormir e acordar ajuda a regular o relógio biológico do corpo, facilitando a transição entre os diferentes estágios do sono. Muitas pessoas incorporam técnicas de relaxamento, como respiração profunda ou alongamento, para acalmar a mente e o corpo antes de dormir. Seguir uma rotina consistente de sono gera um impacto significativo tanto para a saúde física como para a mental. 

“Uma boa noite de sono traz inúmeros benefícios para o organismo, como a melhora do desempenho cognitivo, o aumento na capacidade de aprendizagem, impacto benéfico no humor e a melhora de funções imunológicas“, pontua Humberto Luiz Moser Filho, médico neurofisiologista do Instituto do Cérebro da PUCRS (InsCer). 

Confira algumas práticas para dormir melhor

1) Evite alimentação pesada antes de dormir 

Segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS), a recomendação é comer três horas antes de deitar-se, para o organismo conseguir realizar a digestão com tranquilidade e evitar mal-estares como refluxo, dores abdominais e enxaquecas. 

Leia mais: Como manter a rotina de sono durante as férias? Especialista dá dicas para crianças e adolescentes

2) Não fique muito tempo na cama 

Se estiver acordado e sem sinal de sono, saia do quarto e busque um lugar silencioso para relaxar. Só volte para a cama quando sentir sonolência. Isso também serve para o caso contrário: tente levantar assim que acordar. Com essa prática, você irá se condicionando a só ficar na cama quando realmente estiver dormindo 

3) Pratique exercícios físicos regularmente 

Os exercícios físicos são essenciais para uma boa saúde física e mental. Além do cansaço natural após a prática de atividades físicas, o exercício favorece a liberação de neurotransmissores que causam o relaxamento dos músculos e garantem que o sono dure mais tempo sem interrupções.  

4) Evite o uso de telas durante a noite 

As telas são os grandes vilões das noites maldormidas entre adolescentes e jovens adultos. É recomendado que o uso do celular seja reduzido a 5 horas por dia para evitar problemas como a fadiga ocular, dor de cabeça, sedentarismo, insônia e até mesmo dependência tecnológica. 

5) Identifique seu melhor ambiente 

É importante conhecer o seu corpo, investigue melhores posições na qual se sente confortável e explore dormir com mais travesseiros. As terapias de relaxamento também são uma ótima opção: tente respirações profundas e meditações guiadas antes de dormir. Quem medita com frequência tende a apresentar menos sintomas de estresse, depressão e ansiedade – condições que interferem negativamente no sono. 

Consequências do sono de má qualidade 

Dormir por um período inferior à necessidade média (de sete a nove horas) gera a privação de sono, afetando o desempenho intelectual. Isso pode dificultar a memória, aprendizado, concentração, atenção, tomada de decisão, entre outros. 

Caso você queira saber mais sobre o assunto, a Cartilha da Semana do Sono 2024, que segue as orientações da organização internacional National Sleep Foundation, já está disponível para o acesso livre ao público.

Acesse a cartilha

vacinação contra a dengue

Vacinação é a melhor ferramenta para a prevenção da dengue. / Envato Elements

Os casos de dengue no Rio Grande do Sul não param de subir: o Estado já registrou mais de 17 mil casos confirmados de dengue em 2024, o que é seis vezes maior do que o mesmo período no ano anterior. Essa explosão de casos é justificada pelas mudanças climáticas, e as fortes chuvas, combinadas de altas temperaturas, formam o ambiente perfeito para a rápida proliferação e contágio da doença entre a população.  

Caracterizada por febre alta, dores pelo corpo e vermelhidão na pele, a dengue já causou 17 mortes no RS e mais de 300 em todo o país. Neste cenário, a vacinação se torna a melhor ferramenta de prevenção contra a doença. No Brasil, a vacina Qdenga é distribuída e aplicada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), fazendo parte do Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde desde fevereiro deste ano.  

A farmacêutica Takeda, de origem japonesa, é a responsável pela vacina Qdenga, feita com o vírus atenuado. Nesta composição, o vírus está vivo, mas sua capacidade infecciosa é menor, desenvolvendo a imunidade no corpo humano e torna a vacina segura.  

O professor da Escola de Medicina e do Programa de Pós-Graduação em Pediatria e Saúde da Criança Marcelo Scotta, garante que o imunizante Qdenga é seguro para a população. “A vacina já possui estudos com seguimento de mais de quatro anos sem apresentar eventos adversos relevantes que tenham sido associados a ela”. 

Além desta vacina, concomitantemente, o Instituto Butantan está em fase final do desenvolvimento de um imunizante nacional. Desde 2009, pesquisadores elaboram a vacina que também é feita com o vírus atenuado. Ambas as vacinas protegem contra os quatro tipos de dengue, mas a do Instituto possui em sua composição os quatro diferentes vírus, a que torna mais eficiente. Ambas as vacinas são seguras e oferecem uma boa fonte de proteção.  

“A vacina Qdenga reduz em cerca de 80% o número de casos bem como o número de hospitalizações nos indivíduos vacinados”, destaca Scotta.  

Leia também: Entenda como funciona a produção de uma vacina em 5 passos 

vacinação contra a dengue

Imunizante Qdenga já está disponível e é seguro para a população/ Foto: Divulgação

Nas regiões em que a vacina já é aplicada, a faixa etária de 10 a 14 anos é o público-alvo, idades que concentram a maior proporção de hospitalização pela doença. O professor destaca que o sucinto público se dá pela limitação de doses disponíveis.  

“Como o Brasil é um dos países mais afetados, a aplicação vem em ótimo momento. Entretanto, ainda está sendo feita em faixas etárias restritas por limitações na capacidade de produção do fabricante”, elenca. 

Enquanto a vacina não é liberada para a população em geral, a recomendação é a mesma de outras endemias tropicais. “O uso de repelentes e eliminar os focos de reprodução do mosquito, evitando água parada acumulada são as principais ações de proteção”, menciona Scotta. 

O Rio Grande do Sul ainda não recebeu doses do Ministério da Saúde, mas as doses podem ser encontradas na rede privada. 

Confira 5 dicas para prevenção da dengue 

1. Utilize repelente  

Passar o produto nas partes do corpo que ficam expostas, como braços e pernas, é uma maneira eficaz de manter os mosquitos afastados da pele.  

2. Cubra a maior parte do corpo, quando possível  

O Aedes aegypti é atraído pela substância que o corpo humano elimina por meio do suor e da respiração; por isso, é importante utilizar roupas que cubram a maior parte do corpo para atenuar esse processo.  

3. Elimine focos de água parada  

Evite deixar qualquer reservatório de água parada sem proteção em casa. O mosquito pode usar como criadouros desde espaços como caixas d’água e piscinas abertas até pequenos objetos, como tampas de garrafa e vasos de planta.  

4. Coloque telas em janelas e portas  

Fique, preferencialmente, em locais com telas de proteção, mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis.  

5. Aplique inseticidas e larvicidas  

Inseticidas são grandes aliados na prevenção da dengue, pois ajudam a eliminar focos do mosquito em locais abertos e fechados. Na PUCRS são realizadas aplicações regulares de inseticidas e larvicidas nas áreas externas em todo o Campus.  

Leia mais: Dengue: confira dicas para prevenir a doença 

Rosalia Barili (geóloga), Lennon Class (químico), Filipe Albano (engenheiro de produção) e Rafaela Caron (nutricionista). / Foto: Divulgação

A presença em um ecossistema de inovação possibilita um mindset voltado a gerar novas soluções a partir do encontro e da colaboração entre diferentes áreas. Exemplo disso é a análise cristalográfica de cálculos renais, o novo serviço do Instituto do Petróleo e dos Recursos Naturais (IPR) da PUCRS, com sede no Tecnopuc. O serviço tem o objetivo de apoiar médicos, nutricionistas e pacientes a tratar e prevenir cálculos renais. 

Saber quais minerais compõem os cálculos renais de cada paciente é uma informação importante para a tomada de decisões clínicas, a prevenção de recorrências e o tratamento das pessoas que enfrentam esse problema. Foi ao ver laudos que médicos recebem de análises de cálculos renais que o engenheiro de produção, Filipe Albano, que é também gerente da qualidade do IPR e professor da Escola Politécnica da PUCRS, teve a ideia que deu origem ao novo serviço.

“Os cálculos renais são minerais e, por isso, têm relação com o que fazemos aqui no IPR, com nossos equipamentos e tecnologias”, conta Filipe. “Sabendo disso, levei a ideia para equipe do nosso Laboratório de Caracterização de Rochas, coordenado pela geóloga Rosalia Barili da Cunha, que aceitou o desafio”. 

O médico nefrologista e clínico geral Giovani Gadonski, chefe do serviço de clínica médica do Hospital São Lucas, professor adjunto e agente de Inovação da Escola de Medicina da PUCRS explica que investigar o que causa os cálculos renais, especialmente em pessoas que apresentam quadros repetidos, é importante. “A análise dos cálculos permite descobrir quais os minerais específicos estão envolvidos no processo, o que possibilita orientar o tratamento para que eles não voltem a ser formar, seja por meio de dieta, hábitos e até medicações que serão guiadas a partir dessa análise”. Gadonski alerta, ainda, que além da intensidade da dor, as pedras podem causar complicações, como infecções e piora do funcionamento dos rins, reforçando a necessidade de entender como prevenir um novo episódio. 

A análise do cálculo renal é realizada no Difratômetro de Raios-X (DRX) do IPR, método utilizado para análise mineralógica e cristalográfica. Assim como o DRX, o Laboratório de Caracterização de Rochas, acreditado pela ISO/IEC 17025, conta com equipamentos de ponta e equipe especializada, composta por geólogos e químicos.

“Quando submetemos o cálculo renal à radiação não ionizante, parte dessa radiação é absorvida e outra parte difratada. Os padrões de difração resultantes são expressos como picos com posições e intensidades variáveis. Essas posições variam conforme a estrutura cristalina da amostra e, por sua vez, refletem sua composição química e volume das diferentes fases, possibilitando a identificação e quantificação dos minerais que compõem aquele cálculo”, explica Rosalia.

Foto: Giordano Toldo

A especialista conta, ainda, que esse tipo de análise pode ser aplicado a quaisquer materiais que apresentam cristalinidade e, por isso, a técnica pode ser utilizada para apoiar no tratamento de outras condições, como cálculos biliares e de vesícula, além de ajudar a identificar e de biominerais associados a nódulos. 

Médicos, nutricionistas e pacientes que contratarem o serviço receberão um laudo contendo a imagem da pedra em microscópio e a identificação de todos os minerais que estão em sua composição. Com isso, poderão traçar uma estratégia para prevenir, por meio da alimentação, por exemplo, a formação de novos cálculos renais, além de direcionar o melhor tratamento. 

“A alimentação é parte importante no cuidado de pacientes com cálculos renais e distúrbios metabólicos relacionados. Dietas ricas em proteínas, sódio e alimentos ultraprocessados podem aumentar a formação de cálculos, enquanto a hidratação adequada e o consumo equilibrado de alimentos in natura, especialmente frutas cítricas, vegetais e fontes adequadas de cálcio, podem reduzir os riscos. A avaliação criteriosa do padrão alimentar, evitando suplementos prejudiciais, e a análise detalhada dos exames laboratoriais (sangue e urina), bem como da composição mineral dos cálculos possibilitam individualizar o tratamento nutricional e melhorar o cuidado ao paciente”, relata a nutricionista Rafaela Caron, doutora em Nefrologia e professora da Escola Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS. 

Esse trabalho multidisciplinar, que envolve engenheiros, geólogos e químicos para apoiar médicos, nutricionistas e pacientes reforça a relevância da atuação ecossistêmica na área da inovação. “O novo serviço do IPR é um exemplo claro de como a inovação acontece. Ao fazer parte de um ecossistema de inovação, como o Tecnopuc, as pessoas conseguem olhar para além de suas áreas de formação e de atuação na busca de soluções a problemas diversos. E, em colaboração com profissionais de diferentes áreas, encontrar novos caminhos para impactar positivamente a sociedade”, destaca Flavia Fiorin, gestora de operações e empreendedorismo do Tecnopuc. 

Como contratar

O valor da análise é de R$ 248 e mais informações podem ser obtidas com o IPR, pelo WhatsApp (51) 98348-0174) e pelo e-e-mail [email protected]. O IPR é um dos dois laboratórios do Brasil a realizar esse tipo de análise. 

Sobre o IPR 

Localizado no Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc) desde a sua fundação, em 2014, o Instituto do Petróleo e dos Recursos Naturais (IPR), tem por objetivo fomentar, dar visibilidade e proporcionar um crescimento sustentado das ações da universidade em pesquisa, desenvolvimento e inovação na área de petróleo e derivados, recursos naturais, energia e meio ambiente. O Instituto possui acreditação internacional nas normas ISO/IEC17025 e ISO17034, cobrindo as atividades desenvolvidas em seus laboratórios, incluindo os ensaios realizados, amostragem e produção de materiais de referência certificados. 

Como elemento-chave do instituto, uma equipe multidisciplinar composta por professores, pesquisadores, auxiliares de laboratório, profissionais administrativos e alunos de graduação e pós-graduação da PUCRS desenvolve atividades de excelência, fazendo com que resultados de análises, produzidos com rigor e qualidade, sejam transformados em informações estratégicas e elementos de tomada de decisão para os parceiros do instituto. Acesse o site oficial do IPR. 

Sua estrutura no Parque compreende 5000 m² de área construída, com um prédio de sete andares (o 96), onde os quatro primeiros são destinados a laboratórios de alta complexidade e os três últimos a salas de pesquisadores e infraestrutura administrativa. O IPR inclui o Laboratório de Análises Químicas (LAQ), o Laboratório de Caracterização de Rochas (LCR), o Laboratório de Geoquímica e Petrofísica (LGP), o Laboratório de Isótopos e Geocronologia (LIG), Laboratório de Monitoramento Ambiental e Biotecnologia (LMA) e o Laboratório de Tecnologias de Baixo Carbono e Hidrogênio (LBC). 

Recentemente, o IPR passou a oferecer o Inventário de Gases de Efeito Estufa e foi finalista do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2023 em projeto com a Petrobras. 

Cristiano Aguzzoli é pesquisador associado do InsCer. / Foto: Paulo Nemitz

O médico neurologista e pesquisador-associado do Instituto do Cérebro da PUCRS, Cristiano S. Aguzzoli, recebeu financiamento de 250 mil dólares da organização internacional Alzheimer’s Association. O investimento será destinado para a condução de sua pesquisa Glial Reactivity Marker Predictive Value on Neuropsychiatric Symptoms in Alzheimer’s disease (Valor preditivo do marcador de reatividade glial em sintomas neuropsiquiátricos na doença de Alzheimer), que visa identificar marcadores inflamatórios no sangue capazes de prever sintomas neuropsiquiátricos em pacientes com a doença neurodegenerativa de maior incidência no mundo. 

O projeto de pesquisa financiado é fruto dos resultados obtidos em recente estudo liderado por Cristiano e realizado na Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. O estudo contou ainda com a supervisão do professor Dr. Tharick Ali Pascoal, e a participação de outros dois pesquisadores-associados do InsCer, o neurocientista Eduardo Zimmer e o neurologista Lucas Schilling.

“O estudo revelou que a neuroinflamação medida por neuroimagem contribui substancialmente para o desenvolvimento de sintomas neuropsiquiátricos em pacientes com doença de Alzheimer. Agora, o projeto proposto que obtivemos financiamento se baseia nos resultados desse estudo anterior e busca investigar se marcadores sanguíneos de inflamação têm associação e podem predizer sintomas neuropsiquiátricos em um estudo longitudinal”, destaca Cristiano.

A proposta do projeto passou por um criterioso e competitivo processo de seleção pela organização internacional Alzheimer’s Association, maior associação de financiamento não governamental dedicada à pesquisa sobre a Doença de Alzheimer e Desordens Relacionadas (DADR). A organização é comprometida com o avanço e financiamento de pesquisas de alto impacto e altamente relevantes para o desenvolvimento de métodos, tratamentos e, por fim, a cura da Doença de Alzheimer. 

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O estudo conduzido por Cristiano é original no Brasil. No mundo, pesquisas prévias demonstraram a associação de proteínas beta-amilóide e Tau a sintomas neuropsiquiátricos, mas poucos centros investigam a associação desses sintomas à neuroinflamação nos pacientes com doença de Alzheimer.

“A conquista deste financiamento representa uma oportunidade única de trazer investimento exterior para a ciência brasileira e, desta forma, contribuir para aprimoramento de pesquisas conduzidas no nosso país e na América Latina”, reforça Cristiano. 

Segundo Heather M. Snyder, Ph.D., vice-presidente de Relações Médicas e Científicas da Associação de Alzheimer, um dos objetivos é promover a pesquisa de médicos de diversas origens e perspectivas em todo o mundo. “Como maior financiadora mundial sem fins lucrativos da ciência do Alzheimer e da demência, a Associação de Alzheimer tem orgulho de financiar cientistas clínicos. É uma necessidade importante em nossa área apoiar especialistas tanto em pesquisa quanto em atendimento ao paciente”, pontua Snyder. 

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Ângelo Brandelli Costa

Professor Angelo Brandelli coordenou pesquisa sobre HIV/Aids em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde. / Foto: Giordano Toldo

O professor da Escola de Ciências da Saúde e da Vida e dos programas de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde, Psicologia e Sociologia e Ciência Política, Angelo Brandelli Costa, coordenou a pesquisa Insights, experiências e perspectivas sobre o diagnóstico rápido de tuberculose, histoplasmose e criptococose em pessoas com doença avançada pelo HIV em Porto Alegre. O trabalho, desenvolvido em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) da Organização Mundial da Saúde (OMS) e alunos de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado da PUCRS, teve o objetivo compreender a viabilidade da implementação de um pacote para o diagnóstico rápido de infecções oportunistas, 

Em Porto Alegre, o estudo aconteceu em quatro locais: Grupo Hospitalar Conceição, Santa Casa de Misericórdia, Hospital de Clínicas e Associação Hospitalar Vila Nova. Além da PUCRS, a pesquisa acontece em parceria com a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Nesse processo, focou-se em coletar as percepções e vivências de profissionais e gestores da área da saúde por meio de grupos focais e entrevistas em profundidade com usuários que vivem com HIV. Estas entrevistas, como também a elaboração das estratégias de pesquisa, foram concebidas pelos alunos da PUCRS.  

Leia também: Disciplina de mestrado e doutorado fomenta a transformação de conhecimento em impacto

Para Angelo, este estudo tem um grande valor, por reforçar a parceria entre academia, sociedade civil, serviços de saúde e organizações unilaterais.  

“A união de diferentes atores foi fundamental para a estruturação e o sucesso da resposta da política de HIV/Aids no Brasil.  Ainda, esses resultados foram apresentados em seminário envolvendo hospitais, universidades e gestão municipal/estadual, além de reunião técnica com a gestão federal”, destaca o professor. 

Resultados da pesquisa 

hiv, aids

Estudo reforça parceria entre academia, sociedade civil, serviços de saúde e organizações unilaterais. / Foto: Envato Elements

Os resultados do estudo destacam a necessidade da colaboração interdisciplinar entre profissionais de saúde, gestores e pacientes para a implementação efetiva de políticas de atenção ao HIV/Aids. A análise dos dados coletados ressalta a relevância da velocidade no diagnóstico, bem como a necessidade de estratégias de educação em saúde para informar os pacientes sobre os benefícios da testagem e de cuidados necessários.  

Nesse sentido, a educação desempenha um papel fundamental ao estabelecer uma ponte para mitigar novas contaminações, ao mesmo tempo, em que promove conscientização e molda um novo panorama na saúde pública, integrando assim a prevenção e o tratamento. 

A pesquisa evidencia que a velocidade do diagnóstico é um fator crítico não apenas para o início imediato do tratamento, mas também para a sobrevivência em casos de exposição a infecções oportunistas. Todavia, o acesso ao diagnóstico rápido enfrenta desafios diversos, incluindo questões relacionadas à disponibilidade de insumos e recursos humanos.  

Além disso, o estudo identifica que a falta de compreensão sobre a importância da testagem e do tratamento, tanto por parte dos pacientes quanto dos profissionais de saúde, constitui um obstáculo que precisa ser abordado de forma abrangente para garantir resultados positivos no controle do HIV e das infecções oportunistas correlacionadas. 

Leia também: Dengue: confira 5 dicas para prevenir a doença

Aedes aegypti

Com o aumento de casos de dengue no RS e no Brasil, é importante se prevenir/ Foto: Muhammad Mahdi Karim

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, no dia 22 de novembro de 2023, foram confirmados 21.624 casos de dengue com sinais de alarme e de dengue grave (DSA e DG) no ano passado, o que representa um aumento de 16,4% em relação ao mesmo período de 2022, quando foram registrados 18.564 de DSA e DG. No Rio Grande do Sul, já foram registradas, apenas nas primeiras quatro semanas de 2024, 1.595 casos da doença, enquanto foram apenas 88 no mesmo período em 2023.  

O aumento dos casos se deve ao fato de que os eventos climáticos que o Estado atravessa, como o calor excessivo e a chuva, contribuem para o acúmulo de lixo em algumas cidades, propiciando a reprodução e desenvolvimento do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. 

Os sintomas da doença são febre alta, mal-estar, falta de apetite, dores no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas pelo corpo e dor de cabeça. Pessoas de todas as faixas etárias são suscetíveis à doença, mas idosos e indivíduos com doenças crônicas têm maior risco de apresentarem sintomas graves e complicações. 

Confira as dicas para prevenção da dengue: 

1.Utilize repelente 

Passar o produto nas partes do corpo que ficam expostas, como braços e pernas, é uma maneira eficaz de manter os mosquitos afastados da pele. 

2.Cubra a maior parte do corpo, quando possível 

O Aedes aegypti é atraído pela substância que o corpo humano elimina por meio do suor e da respiração, por isso é importante utilizar roupas que cubram a maior parte do corpo para atenuar esse processo. 

3.Elimine focos de água parada 

Evite deixar qualquer reservatório de água parada sem proteção em casa. O mosquito pode usar como criadouros desde espaços como caixas d’água e piscinas abertas até pequenos objetos, como tampas de garrafa e vasos de planta. 

4.Coloque telas em janelas e portas 

Fique, preferencialmente, em locais com telas de proteção, mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis. 

5.Aplique inseticidas e larvicidas 

Inseticidas são grandes aliados na prevenção da dengue, pois ajudam a eliminar focos do mosquito em locais abertos e fechados. Na PUCRS são realizadas aplicações regulares de inseticidas e larvicidas nas áreas externas em todo o Campus. 

Se você perceber a presença de mosquitos em qualquer espaço, é importante que a Universidade seja avisada da localização exata para que possa atuar pontualmente no local. Neste caso, você deve informar à secretaria do SSO via sistema Trace ou pelo e-mail [email protected]. 

Leia também: InsCer atua de forma pioneira no Brasil para diagnóstico do Alzheimer 

Manter uma rotina de sono nas férias é importante não só para as crianças mas também para os adultos. / Foto: Pexels

Durante os primeiros meses do ano, é comum que estudantes tentem aproveitar ao máximo o tempo de lazer antes do ano letivo começar. De folga da rotina escolar, eles acabam passando mais tempo acordados e virando a noite para assistir a filmes ou jogar videogame, por exemplo. No entanto, manter uma rotina de sono nas férias é importante e traz benefícios não apenas para crianças e adolescentes, mas também para os pais 

É preciso ficar alerta: segundo especialistas, a falta de uma rotina regular de sono pode atrapalhar o desenvolvimento dos estudantes. Segundo Magda Nunes, médica neurologista infantil do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul (Inscer) e professora da Escola de Medicina da PUCRS, o sono é um ciclo biológico que funciona num padrão de 24 horas e o ideal é seguir esse padrão para evitar alterações no nosso organismo.  

“Como não temos os marcadores de levantar, ir à escola e fazer as atividades, as crianças e os adolescentes acabam dormindo mais tarde e também acordando mais tarde. Então o que se recomenda é que, pelo menos uma ou duas semanas antes do final das férias, já se comece a tentar voltar ao normal, ao ritmo de sono e horários de acordar e de dormir durante a semana.”  

Além de um mau desenvolvimento, um sono irregular pode causar alterações nas funções do organismo, o que pode acarretar um mau funcionamento de hormônios relacionados a questões metabólicas, como o hormônio da fome e o da saciedade. Uma má qualidade do sono também pode levar a sintomas perceptíveis em crianças e adolescentes, como alterações de humor, irritabilidade e desatenção.  

Como retomar a rotina de sono? 

A professora Magda Nunes ressalta que é importante cuidar para que a alimentação não seja muito pesada à noite para não atrapalhar a rotina de sono. / Foto: Bruno Todeschini

Para estabelecer e manter uma boa rotina de sono, é importante seguir alguns passos. De acordo com Magda, a chamada “higiene do sono” começa já na alimentação. “O ideal é evitar alimentos gordurosos e muito pesados durante a noite. Também é importante evitar bebidas com cafeína, como alguns chás, achocolatados e refrigerantes.”  

Além da alimentação, é importante começar a preparar o ambiente para o descanso após o jantar, diminuindo as luzes e ruídos externos. Fatores como um quarto limpo, arejado, em uma boa temperatura – nem frio demais nem quente demais, e uma cama bem-organizada também fazem parte desse processo. Para crianças e especialmente adolescentes, o uso das telas acaba sendo o grande “vilão” de uma noite mal dormida.  

“Quando falamos de telas, falamos de celular, televisão e computador. O recomendado é que, para crianças pequenas, esse uso de telas seja limitado durante o dia e que, durante a noite, os pequenos fiquem no mínimo duas horas longe das telas antes da hora de ir para a cama. Já para adolescentes, esse período tem que ser pelo menos de meia hora antes do horário do sono”, finaliza a professora.  

Qual a quantidade de sono ideal para cada faixa etária?  

Além de estabelecer a rotina também nas férias, pais e responsáveis precisam estar atentos ao tempo de sono de cada criança e adolescente. A recomendação da Cartilha da Semana do Sono 2020, que segue as orientações da organização internacional National Sleep Foundation, varia conforme a idade. Para os mais novos, entre 3 e 5 anos, o recomendado é de 10 a 13 horas de sono. Dos 6 aos 13 anos, a média já diminui – a indicação é de 9 a 11 horas de sono. Para os adolescentes entre 14 e 17 anos, a orientação é dormir entre 8 e 10 horas. 

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