Universidade é a única instituição privada do Rio Grande do Sul que figura na pesquisa 

Reforçando o seu impacto e relevância global, a PUCRS foi destaque no Times Higher Education Impact Rankings, pesquisa que avalia as universidades em relação aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. A PUCRS é a única universidade privada do Rio Grande do Sul no ranking, onde também aparecem a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), ambas públicas e federais. Ao todo, 1.963 instituições de ensino foram ranqueadas no mundo. 

O ranking utiliza indicadores para fornecer uma comparação abrangente e equilibrada em quatro grandes áreas: investigação, gestão, divulgação e ensino. Cada ODS possui uma série de métricas utilizadas para avaliar o desempenho da universidade naquele objetivo em questão. A PUCRS foi destaque em quatro dos 17 ODS:  3 (Saúde e Bem-Estar); 8 (Trabalho descente e crescimento econômico); 9 (Indústria, inovação e infraestrutura); e 17 (Parcerias e meios de implementação). A avaliação é referente aos dados de 2022. 

O reitor da PUCRS, Ir. Evilázio Teixeira, celebra este reconhecimento para a Universidade. Para ele, ser destaque no Times Higher Education Impact Rankings vai ao encontro dos objetivos traçados no Planejamento Estratégico da PUCRS (2023-2027), que tem como posicionamento “Inovação, geração de impacto e valor para a sociedade”. 

“A relevância da Universidade deve se pautar entre o que a sociedade espera dela e o que ela realiza de fato. Uma Universidade inovadora e ciente de seu compromisso social deve ser protagonista no processo de desenvolvimento regional e global. Este reconhecimento nos inspira a seguir nesta busca por uma atuação que ressoe em resultados para os desafios do nosso tempo, que dê respostas para as questões urgentes no nosso planeta”, destaca.  

Para o assessor de Planejamento e Avaliação da PUCRS, Silvio Langer, estar presente no ranking reforça o alinhamento da Universidade com essa temática: 

“Isso confirma que as iniciativas e esforços da instituição estão sendo reconhecidos internacionalmente como contribuições significativas para o avanço dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Assumimos o compromisso com a responsabilidade social e a sustentabilidade, bem como a capacidade de integrar esses direcionadores em todas as áreas de atuação da instituição.” 

Saiba mais sobre a metodologia  

A pontuação total de uma universidade num determinado ano é calculada combinando a sua pontuação no ODS 17 com os seus três melhores resultados nos demais objetivos. O ODS 17 representa 22% da pontuação total, enquanto os outros têm, cada um, uma ponderação de 26%. Isto significa que diferentes universidades são pontuadas com base num conjunto diferente de ODS, dependendo do seu foco. A pontuação para a classificação geral é uma média das pontuações totais dos últimos dois anos. 

As universidades podem submeter dados sobre o maior número possível de ODS, e qualquer universidade que forneça dados sobre o ODS 17 (Parcerias e meios de implementação) e pelo menos três outros ODS é incluída na classificação geral. Além da classificação geral, o ranking também publica os resultados de cada ODS individualmente.   

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Programa da PUCRS em parceria com a RBS TV volta com a temporada cheia de experiências e possibilidades nesta sexta-feira (14) às 13h 

Após uma pausa durante o mês de maio, por razões de eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul, o programa Caminhos: Um Novo Mundo, produção da RBS TV em parceria com a PUCRS, retorna nesta sexta-feira (14), a partir das 13h, no Globo Esporte. Alice Bastos Neves e Lucianinho Périco embarcam em novos desafios nos diferentes espaços da Universidade, conhecendo as iniciativas das Escolas da PUCRS para um novo mundo.  

Os comunicadores estarão acompanhados de estudantes de Ensino Médio dos colégios Anchieta, Farroupilha, Leonardo da Vinci, Marista Champagnat, Marista Ipanema, Marista Rosário, Província de São Pedro e Unificado, que formam as equipes do #TimeLucianinho e do #TimeAlice.  

Os episódios utilizam recursos de gameficação para contar histórias que traduzem o impacto social da PUCRS para a sociedade em formato de reality show. Na primeira fase, as equipes passarão pelos sete reinos da PUCRS, as Escolas de Ciências da Saúde e da Vida; Direito; Medicina; Politécnica; Comunicação, Artes e Design; Humanidades; e Negócios, além de um novo reino: o eixo de inovação e empreendedorismo.   

A partir da segunda fase, os estudantes viverão desafios em diversos locais do Campus. Com a presença de torcidas das instituições, os alunos irão conhecer o novo mundo do ensino superior. Nesta etapa, começam as competições, para que, no final do programa, restem apenas dois times, um de Luciano e outro da Alice.   

Já na última fase, as histórias de vida de cada estudante e as suas escolhas de cursos servirão como gatilhos para a reflexão e apresentação de projetos em cada um dos reinos do conhecimento.  O programa final será ao vivo, com a definição do grande campeão da temporada. E fica a dúvida: Time Alice vence de novo? Ou o Time Lucianinho volta a ser campeão?  

Acompanhe os próximos episódios nas terças e sextas-feiras, no Globo Esporte: 

14/06: Episódio de retomada 

18/06: Marista Ipanema conhece o reino das Humanidades 

21/06: Província de São Pedro no reino das Ciências da Saúde e da Vida 

Relembre a temporada anterior 

A terceira temporada da série Caminhos para a Vitória realizada pela RBS TV em parceria com a PUCRS teve como tema central o impacto positivo que as ações, projetos e atuação da comunidade universitária são capazes de gerar na sociedade. Com a missão de desbravar um novo mundo, os comunicadores Alice Bastos Neves e Luciano Périco percorreram por seis meses uma jornada em sete diferentes áreas do conhecimento, baseadas nas Escolas da Universidade.  

A temporada foi composta pela apresentação de ações como a Agência Experiencial da Escola de Negócios, que conecta estudantes, empresas e sociedade e promove uma imersão no ecossistema de empreendedorismo e inovação da PUCRS. Outra pauta importante foi sustentabilidade, com a apresentação do Projeto Use, iniciativa da Escola Politécnica que existe há 15 anos e leva às pessoas conscientização sobre temas como consumo consciente de recursos energéticos e formas de energia limpa. Já sobre a Escola de Medicina o público pode conhecer o Global Health, um programa de intercâmbio que oportuniza experiências internacionais e contato com diferentes realidades no campo da saúde.  

Confira o primeiro episódio

Por Ir. Manuir Mentges, vice-reitor da PUCRS*

Ser uma Universidade para uma nova sociedade, reconhecida pelo seu impacto e relevância. Esta é a visão que a nossa comunidade acadêmica assumiu para o ciclo 2023- 2027 do novo Plano Estratégico da PUCRS. Sem dúvida, mais do que uma frase de efeito, trata-se de um propósito ancorado num de nossos valores institucionais: a audácia! Somos empreendedores, agimos há 75 anos com coragem e responsabilidade no contexto em que estamos inseridos. Discernimos com ousadia as decisões que tomamos em prol da nossa missão.

Uma universidade que se destaca na tríade de inovação, geração de impacto e valor para a sociedade – posicionamento institucional que assumimos – desempenha um papel crucial na evolução e no avanço da comunidade em que está inserida para além do acadêmico. Ela atua como um catalisador para o desenvolvimento econômico, social, ambiental, cultural e tecnológico. A inovação é o principal ativo a nos impulsionar na busca de novas formas de abordar desafios complexos, aplicando novas tecnologias, desenvolvendo novos conhecimentos e promovendo uma cultura de criatividade e pensamento crítico.

No entanto, a verdadeira medida do êxito não reside apenas na capacidade de inovar, mas em traduzir essa inovação em impacto tangível para a sociedade, assegurando que as ações de ensino, pesquisa e extensão sejam relevantes e estejam alinhadas com as necessidades e prioridades do agora e do amanhã. Acreditamos que tal posicionamento nos direciona a desempenharmos um papel vital na construção de um mundo melhor e mais sustentável para as gerações futuras.

Aspiramos ser um farol de conhecimento, criatividade e desenvolvimento, inspirando e capacitando pessoas e comunidades a enfrentar os desafios do século 21. Se num primeiro momento essa perspectiva parece demasiado ambiciosa e talvez utópica, é sinal de que estamos no caminho certo, pois nossa missão fundamental é gerar e transformar conhecimento, preparando pessoas para mudar o mundo para melhor.

*Texto originalmente publicado na edição 194 da Revista da PUCRS, lançada no mês de março de 2024. A produção foi cocriada com a República Conteúdo e a edição completa está disponível para download neste link. 

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Texto atualizado em 05/6 às 16h53

Estudante PUCRS,

Esperamos que você esteja bem e em segurança. A PUCRS se solidariza com todas as pessoas atingidas pela enchente no Rio Grande do Sul.

Confira as perguntas e respostas frequentes sobre as aulas e funcionamento do Campus a seguir e/ou entre em contato com a Secretaria da sua Escola. Conforme previsto e comunicado anteriormente, confirmamos a retomada das atividades presenciais a partir do dia 10/6, segunda-feira.  

Atentos às possíveis dificuldades de deslocamento, especialmente na região metropolitana, seguiremos com algumas flexibilizações para o período de retorno à presencialidade: 

Reforçamos que, na impossibilidade de estar presente nas aulas, o/a estudante deve procurar a Secretaria da sua Escola ou coordenador do seu curso e assim ter um atendimento personalizado para que seja possível acolher as dificuldades específicas. Os apoios aos estudantes atingidos pelas enchentes podem variar de falta justificada com abono até afastamento excepcional autorizado, conforme o caso e a necessidade, com repercussão também em avaliações presenciais que precisem de data especial. 

Em todas as alternativas apresentas, o/a estudante seguirá com acesso ao Moodle para acompanhamento das disciplinas. 

Nossas equipes estão empenhadas em acolher individualmente cada estudante, e assim viabilizar condições a quem necessita neste momento, para seguir com as suas trajetórias acadêmicas.  

Confira perguntas e respostas frequentes

1. Quando será a retomada das aulas presenciais? A retomada se dará no dia 10/6, segunda-feira.


2. As aulas presenciais serão gravadas? Não. Porém, os materiais e os conteúdos abordados em aula serão registrados no Moodle para que o/a estudante acompanhe a disciplina. 
 

3. Estou com dificuldades de deslocamento e talvez me atrase. Isso impactará no registro de presença? O horário de chegada terá tolerância estendida, acolhendo estudantes com eventuais atrasos e registrando presença. 
 

4. Fui impactado pelas enchentes e estou com dificuldades de comparecer às aulas e demais atividades presenciais. O que faço? No Moodle, estarão disponíveis materiais e orientações sobre as aulas em andamento. Também recomendamos que o/a estudante entre em contato com o coordenador do seu curso ou com a Secretaria da sua Escola para receber um atendimento personalizado e ter suas dificuldades específicas acolhidas. Os apoios aos atingidos pelas enchentes podem variar de falta justificada com abono até afastamento excepcional autorizado, conforme o caso e a necessidade, com repercussão também em avaliações presenciais que precisem de data especial. 

Nossas equipes estão empenhadas em acolher nossos/as estudantes, viabilizando condições a quem necessita para seguirem com as suas trajetórias acadêmicas. 


5. O Campus está em funcionamento pleno? Sim. O Campus segue o seu funcionamento normal.  


6. O Calendário Acadêmico será alterado? Sim. O Calendário Acadêmico terá duas semanas a mais, compensando as duas semanas de suspensão de aulas e recompondo a carga-horária obrigatória dos cursos, como preconizado na legislação educacional. Acesse o painel do aluno e confira o calendário atualizado. 
 

7. O Calendário das formaturas será alterado? Não. O calendário das formaturas segue inalterado. 
 

8. As atividades de internato e estágios serão mantidas? Devido à especificidade de cada curso, a secretaria de cada Escola enviará orientações para seus estudantes. Caso o estudante não tenha recebido, este deve entrar em contato com a secretaria da sua Escola. Importante ressaltar que todos serão acolhidos e contarão com alternativas para o cumprimento das atividades acadêmicas obrigatórias de internato e estágios. 


9. Como ficam os prazos para entrega e bancas de TCC? Os prazos de entrega e bancas de TCC serão reagendadas, seguindo a prorrogação do calendário acadêmico. Os prazos devem ser verificados com o coordenador do seu curso.    


10. Como será a retomada das aulas presenciais dos cursos de Mestrado e Doutorado? Aqueles que tiverem dificuldades de deslocamento ou não conseguirem atender presencialmente as aulas, devido à situação causada pelas enchentes serão oferecidas algumas flexibilizações: o horário de chegada terá tolerância estendida; todas as atividades realizadas e os conteúdos dados em aulas serão registrados no Moodle; e, caso necessário, o/a estudante poderá solicitar justificativa de falta com abono e recuperação de trabalhos avaliativos e provas, junto à Secretaria da sua Escola. 

Reforçamos que, no caso de impossibilidade de atender às aulas devido à situação das enchentes ou caso você tenha alguma necessidade específica, entre em contato com o coordenador do seu Curso ou com a Secretaria da sua Escola. Nossas equipes estão empenhadas em acolher nossos/as estudantes, viabilizando condições a quem necessita, para seguirem com as suas trajetórias acadêmicas. 


11. As orientações de Mestrado e Doutorado serão presenciais? As orientações de Mestrado e Doutorado retornam à normalidade, podendo ocorrer de forma presencial ou remota.  
 

12. Qual o impacto no Calendário Acadêmico do Mestrado e Doutorado? O Calendário Acadêmico do semestre em curso terá duas semanas a mais, compensando as duas semanas de suspensão de aulas e recompondo a carga-horária obrigatória das disciplinas. Os prazos de entrega das dissertações de Mestrado e teses de Doutorado, assim como entrega de projeto ou qualificação, serão reagendados, seguindo a prorrogação do calendário acadêmico. Os novos prazos devem ser verificados com a coordenação do seu Programa. 


13. Como ficam as bancas de Mestrado e Doutorado? Em caso de necessidade do aluno, é possível reagendar a banca. Havendo impossibilidade de participação de integrantes da banca, há duas alternativas: reagendar ou propor a substituição de membro(s) da banca.  

Contatos das Secretarias:

Fale com a Secretaria pelo WhatsApp

Outros contatos úteis:

Professor Emérito da PUCRS, foi prefeito universitário e teve importante atuação na fundação do Museu de Ciências e Tecnologia, do Pró-Mata e na missão Marista na Amazônia  

Ir. Jacob Kuhn dedicou-se por 81 anos à Vida Religiosa Marista

Uma trajetória centenária de doação e serviço pela educação evangelizadora é que deixa o Irmão Marista Jacob Ignácio Kuhn, que em setembro de 2023 completou 100 anos e por 81 dedicou-se à Vida Religiosa Consagrada. Seu falecimento, ocorrido no dia 1º de junho de 2024, às 17h30, em Porto Alegre, em decorrência de uma insuficiência respiratória, foi comunicado pelo Irmão Deivis Alexandre Fischer, Provincial da Província Marista Brasil Sul-Amazônia, e pela Casa São José. O velório será realizado no dia 2 de junho, a partir das 6h, na Vila Marista, na cidade de Viamão. A partir das 15h30 haverá Missa de corpo presente, seguida de sepultamento. 

A Universidade lamenta sua partida e expressa seus mais sinceros sentimentos a familiares, amigos, colegas e a todos aqueles que, de alguma forma, foram tocados por sua atuação e presença.  

TRAJETÓRIA E MISSÃO 

Caçula entre 12 irmãos, ele nasceu no interior de Santa Cruz do Sul em uma família de origem alemã, na colônia Dona Josefa. Aos 15 anos, em 1938, ingressou no Juvenato, iniciando sua formação religiosa na Congregação Marista. “Olha, é difícil dizer porque eu entrei, a ideia surgiu assim ao natural”, explica o Irmão durante o seu relato biográfico para o programa Memórias Maristas: histórias de amor e vida, gravado em abril de 2018.  

Seu apostolado iniciou em 1946, atuando como professor em escolas de educação básica. Foi docente nos Colégios Maristas Champagnat e Rosário (Porto Alegre) e em escolas nas cidades de São Gabriel, Lajeado e Erechim. Em 1953, concluiu a sua graduação em História Natural e, logo na sequência, já começou a lecionar na PUCRS as disciplinas de História Natural, Mineralogia e Cristalografia. Seu envolvimento com a Universidade Marista foi de muito carinho e dedicação para o desenvolvimento da educação superior no Rio Grande do Sul. Jacob acompanhou a fundação da PUCRS, ainda no Colégio Marista Rosário, e depois, como prefeito universitário (1976-1978), implementou o serviço de vigilância, criou a numeração dos prédios do Campus, projetou a construção do Prédio 20 como Prefeitura Universitária (onde hoje está localizado o Setor de Serviços Operacionais (SSO).  

A numeração dos prédios da PUCRS também é obra do Ir. Jacob. “Foi consenso que o prédio 1 fosse a Reitoria. A partir dela, fiz como se estivesse lendo um livro”, explicou em entrevista à Revista PUCRS. Na época, o prédio 2, onde hoje é a Fundação Ir. José Otão, abrigava um laboratório com computadores para uso de todos, a Economia ficava no 5 e a Engenharia no 8. Como assessor da direção no Campus Avançado, que abrangia as áreas de educação, saúde, alimentação, pesquisa, serviço social e comunicação, costumava ajudar em tudo:  eletricidade, hidráulica, esgoto.  

APREÇO PELAS CIÊNCIAS DA NATUREZA 

Seu apreço por História Natural inspirou a atuação, ao longo de 20 anos, na região amazônica na implementação e acompanhamento do projeto Campus Avançado da PUCRS, em Alto Solimões. “Comecei uma plantação de agrião e levei sementes de hortaliças, estimulando a venda nos armazéns. A partir de então, nunca mais tiveram problemas de plantação de legumes e verduras”, orgulha-se. Depois de concluir suas atividades no Alto Solimões, trabalhou como missionário em Atalaia do Norte e Ji-Paraná.  

Ir. Jacob contribuiu significativamente na fundação do Museu de Ciências e Tecnologia (MTC), destinando espaço para as coleções de zoologia, botânica e anatomia que deram origem à coleção vigente. Discípulo do professor Manoel Parreira, vice-Reitor da PUCRS no primeiro mandato do Ir. José Otão como reitor, Ir. Jacob estudava a área de mineralogia e junto ao professor Jeter Bertoletti (fundador do MCT), foi responsável por iniciar o acervo em uma sala no prédio 10.  

“Criei espaço e consegui acumular material significativo para as coleções que resultaram na criação do museu enquanto eu estava no Alto Solimões”, contou em entrevista à Revista PUCRS. Também teve importante papel nas conexões necessárias para viabilizar a criação do Centro de Pesquisas e Conservação da Natureza da PUCRS (Pró-Mata), a maior Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), hoje com 30 anos. 

Registro da Missa de Celebração dos seus 100 anos, em setembro de 2023, na Igreja Universitária Cristo Mestre

CURIOSIDADES 

Em tantos anos de atuação na Universidade, Ir. Jacob acumulou memórias e curiosidades que costumava compartilhar sobre o Campus da PUCRS, como por exemplo que, antigamente, no prédio do RU (Prédio 3), havia quartos para internos; que o Prédio 6, da Odontologia, foi o primeiro construído e ocupado no Campus atual; que uma linha de ônibus passava por dentro do Campus, com desembarque em frente ao Prédio 8 (Escola de Humanidades) e que antes de a PUCRS comprar o espaço onde hoje funciona o estacionamento localizado atrás do Prédio 41, ali estava situada uma grande plantação. 

Evento ocorreu em maio, durante o congresso de comunicação organizacional e relações públicas   

Foto: Icaro Iserhard 

A professora e pesquisadora Cleusa Maria Andrade Scroferneker, da Escola de Comunicação, Artes e Design – Famecos da PUCRS, foi eleita presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas (Abrapcorp) para o biênio 2024/2026. A posse ocorreu de forma online, no dia 8/5, durante a Assembleia de Sócios da Entidade do XVIII Congresso da associação que ocorreu na PUC de Curitiba–PR.   

A professora possui uma vasta experiência acadêmica e profissional na área de comunicação. Graduou-se em Comunicação Social pela PUCRS e em licenciatura em Geografia, ambos em 1973. Depois fez bacharelado em Geografia em 1976, e mestrado em Planejamento Urbano e Regional em 1983 na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Além disso, obteve doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP), em 2000, e Pós-Doutorado, na mesma Instituição, em 2017. É Bolsista/Produtividade do CNPq. 

Seus interesses de pesquisa incluem comunicação organizacional, relações públicas, ouvidorias (tradicionais e virtuais), organizações e cultura organizacional. Também desempenha papéis importantes, sendo membro da Comissão Coordenadora e Científica do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da PUCRS e coordenadora da Comissão de Bolsas do mesmo programa.   

Confira os membros da chapa eleita: 

•     Presidente: Cleusa Maria Andrade Scroferneker (PUCRS);    

•     Vice-Presidente: Isaura Mourão (UFV);    

•     Diretora Executiva: Patrícia Salvatori (USJT);    

•     Diretora Científica: Gisela Maria Santos F. Sousa (UFMA);   

•     Diretora Editorial: Mônica Cristine Fort (UTP);    

•     Diretor de Relações Públicas: Diego Wander da Silva (UFRGS);   

•     Conselho Fiscal: Adriano de Oliveira Sampaio (UFBA), João José Curvello (UNB) e Rudimar Baldissera (UFRG) 

Leia também: 

Por: Carlos Eduardo Lobo, Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da PUCRS 

Pessoas abrigadas no Parque Esportivo da PUCRS estão sendo atendidas por estudantes e professores/as voluntários/as da Escola de Ciências da Saúde e da Vida. / Foto: Lucas Azevedo

Quando as águas transbordaram e invadiram ruas, casas, desabrigaram milhares de famílias e mataram pessoas, deixando um rastro de destruição por mais de 400 municípios do Rio Grande do Sul, a sociedade se mobilizou e – mais do que isso – se jogou de corpo e alma em ações de solidariedade e de ajuda às vítimas do desastre. Muitos heróis se revelaram, de lares secos e inundados. Todos imbuídos na superação do primeiro grande desafio de um desastre como esse: salvar vidas e cuidar das vidas salvas, no meio ao caos social, com falta de água, de luz e de mobilidade. Na luta pela vida, mesmo com perdas inevitáveis, as sociedades gaúcha e brasileira mostram uma força de reação extraordinária. 

Na medida em que a água desce pela Lagoa dos Patos, novas cidades se veem ameaçadas e outras, vítima da semana passada, iniciam o segundo desafio dessa dura jornada: reconstruir o Estado – não apenas casas, comércios, fábricas, hospitais e escolas, mas também a vida de centenas de milhares de gaúchos. 

Enquanto retiramos a lama e os destroços, pavimentamos ruas e reconstruímos pontes, não há como ignorarmos o risco futuro de novos desastres. E aqui chegamos ao terceiro desafio: planejar e implementar estratégias eficazes que nos protejam. Se não pudermos – como sociedade local – evitar intempéries climáticas, que possamos reduzir ao máximo a destruição por elas causada. 

Para enfrentar os três desafios – salvar vidas, reconstruir o estado e minimizar danos futuros – as universidades têm papel preponderante. Este é um momento especial em que a sociedade precisa do nosso conhecimento e, mais do que isso, da nossa capacidade de transformar conhecimento em impacto social e melhoria do bem-estar da população. 

Precisamos não apenas da UFRGS, da PUCRS, da Unisinos e de tantas outras boas universidades gaúchas, mas também da USP, Unicamp, UNESP, UFSCar, e de todas que possam trazer soluções que ajudem a reconstruir o Rio Grande e as nossas esperanças. 

Entretanto, o conhecimento e a boa vontade da pesquisa brasileira não bastarão. É fundamental que haja uma coordenação, que identifique e articule iniciativas e grupos de pesquisa aptos e fortemente orientados a resultado, nas mais diversas áreas do conhecimento. 

Em tarefas emergenciais e de reconstrução multidimensional e multidisciplinar, uma boa coordenação das ações é determinante, como deixam claro os documentos “The Federal Response to Hurricane Katrina: Lessons Learned” (2006) e “National Disaster Recovery Framework” (segunda edição, 2016). 

Portanto, o governo federal, em alinhamento com os governos locais e a iniciativa privada, precisa assumir o protagonismo deste amplo movimento, definindo como mobilizará recursos e competências para alcançar êxito. Certamente, um projeto dessa magnitude precisa estabelecer em todas as suas frentes resultados esperados claros e mecanismos de acompanhamento e avaliação, para garantir a eficiência máxima na utilização dos recursos. 

O caminho é longo e os problemas são complexos. Mas o Brasil tem mais uma oportunidade de mostrar à sociedade que investimento em educação e ciência transforma para melhor a vida dos brasileiros. 

*Artigo publicado originalmente no site do Estadão.

Atenção: A PUCRS encerrou o período de recebimento de doações no dia 6 de junho de 2024.

Agradecemos o engajamento e a solidariedade de todos/as! Nossa ação conjunta está sendo ágil e conseguimos mobilizar rapidamente voluntários e as doações para atender as pessoas abrigadas no Parque Esportivo da PUCRS. 

Por enquanto, não há necessidades de novos voluntários e qualquer mudança será comunicada. Os pedidos de doações especificas para os abrigados do Parque Esportivo serão atualizados no Instagram oficial da PUCRS (@pucrs) e da Pastoral (@pastoralpucrs), conforme as rápidas mudanças de necessidades. Quem quiser contribuir com algum valor, pode fazer a doação pelo pix [email protected].

As doações na PUCRS devem ser entregues APENAS no Estacionamento do Centro de Eventos (prédio 41), portão 1 (entrada pela Ipiranga, antes do Museu), de segunda a sexta, das 8h às 17h. Demais pontos de coleta na Universidade não estarão mais recebendo doações.

A PUCRS se solidariza com todas as pessoas afetadas pelas chuvas. Seguimos atentos e à disposição da comunidade.

Saiba o que doar:  

Solidariedade 

A Campanha do Agasalho na PUCRS é realizada anualmente e deseja colocar em prática formas concretas de construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Nesta edição, todas as doações serão direcionadas às pessoas abrigadas no Parque Esportivo, em razão da calamidade no Rio Grande do Sul.

A Universidade segue à disposição para orientações e o nosso Campus se mantém aberto aos/às estudantes e à comunidade de forma segura, oferecendo acesso à energia elétrica, equipamentos, ambientes de estudo, serviços de alimentação e uso das estruturas disponíveis.

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Foto: Isabelle Rieger/Sul21

Por: Nelson Ferreira Fontoura, diretor do Instituto do Meio Ambiente da PUCRS 

O Rio Grande do Sul é um estado que se orgulha de sua tradição, cultura e belezas naturais. É um povo alegre, trabalhador e acolhedor. Hoje, porém, é um povo que se vê de joelhos diante de um desastre ambiental. E agora? 

Os avisos não foram poucos. A prestigiada revista Science já alertava para o aquecimento global em 1975. Em 1997, através do Protocolo de Kyoto, pela primeira vez se construiu um esforço global para redução da emissão de gases do efeito estufa. Os riscos de incêndios florestais e fenômenos climáticos extremos já eram prenunciados em 2005 e 2006 por artigos publicados pela mesma revista. 

Avisos concretos em território brasileiro também não faltaram. Desde enchentes no Nordeste, secas na Amazônia e Pantanal, enxurradas catastróficas no Rio de Janeiro, até as enchentes de 2023 no próprio Rio Grande do Sul. Avisos que não foram levados a sério. 

As mudanças climáticas são um fato! E a sociedade e o meio ambiente são as principais vítimas. É urgente repensarmos nossas ações como indivíduos. O Estado, em todos os seus poderes, precisa reavaliar suas prioridades. É preciso mudar para garantir não apenas a qualidade de vida, mas a própria sobrevivência da sociedade como a conhecemos. Não estou sendo alarmista. O alarme já foi dado pela própria natureza. 

Individualmente, precisamos consumir com responsabilidade, consumir apenas o necessário, buscando sempre alternativas que diminuam as emissões de gases estufa. O setor produtivo precisa estar atento aos seus processos, ao consumo de matérias-primas, ao ciclo de vida dos produtos e embalagens, tendo sempre em mente o compromisso moral com um desenvolvimento sustentável. O sistema educacional, em todos os níveis, assim como a mídia, deve procurar não apenas informar, mas sensibilizar as pessoas para a necessidade de melhorar os hábitos de vida visando diminuir o impacto individual no meio ambiente. Ao Estado cabe regulamentar, fiscalizar e induzir ações que diminuam o impacto da sociedade no meio ambiente. Compete ao Estado também a tarefa de assegurar que as catástrofes decorrentes das mudanças climáticas não coloquem a sociedade de joelhos. E isto requer planejamento, vontade política e integração entre os poderes. Isto requer orçamento. E não é uma tarefa de um governo, mas uma tarefa de Estado. 

Não podemos mais admitir que comunidades inteiras residam em áreas de risco, sujeitas a inundações periódicas ou desmoronamentos. Essas comunidades precisam ser realocadas, devidamente indenizadas, e as localidades de risco transformadas em unidades de conservação efetivamente fiscalizadas, de forma a impedir novas ocupações. Equipamentos públicos de proteção, como diques e bombas, precisam receber atenção prioritária para manutenção, atualização de equipamentos e estrutura, assim como treinamento contínuo das equipes de operação. Além disso, é extremamente importante aumentar a resiliência dos equipamentos públicos, que devem ser projetados para suportarem situações extremas ainda não observadas na história, mas que poderão se apresentar em futuro próximo. Serviços essenciais como água, energia e transportes devem apresentar estruturas redundantes, de forma que se tenha alternativas de funcionamento imediato na medida em que um equipamento ou estrutura venha a falhar.

Isso requer orçamento e linhas dedicadas de financiamento. Órgãos de Estado, como a Defesa Civil, precisam aumentar sua estrutura, o quadro de pessoal, e a relevância política no processo de tomada de decisões. Instituições de apoio emergencial, como as forças armadas, os bombeiros e forças de segurança, precisam de suplementação orçamentária para fazer frente aos desafios de apoio social que certamente irão surgir no futuro. Prontidão operacional para fazer frente às catástrofes requer planejamento, treinamento e simulação de eventos envolvendo os diversos atores. E isto requer recurso para aquisição de equipamentos de pronta resposta, assim como fundos financeiros de disponibilidade imediata. São ações que não resolvem a causa do problema, mas minimizam o sofrimento das pessoas envolvidas. 

Por fim, precisamos atuar de forma muito efetiva nas diferentes frentes, diminuindo nosso impacto no meio ambiente e nos preparando para os eventos extremos que chegarão aos nossos lares, pois chegarão novamente. Infelizmente, não temos alternativas. Precisamos agir! 

Ir. Manuir Mentges, vice-reitor da PUCRS

O Rio Grande do Sul, berço de riquezas naturais e culturalmente diversificado, é vitimado por uma tragédia sem precedentes. A maior catástrofe climática registrada na história do estado não apenas deixa uma marca indelével em mais de 300 municípios, com mais de uma centena de mortos e milhares de desabrigados, como também nos instiga a refletir sobre as consequências devastadoras do aquecimento global e nossas ações de prevenção e políticas públicas para enfrentar o tema. 

Enquanto os escombros ainda estão sendo removidos e as famílias tentam reconstruir suas vidas, é imperativo que olhemos para além das margens inundadas dos rios e encontremos soluções duradouras para evitar que tragédias como esta se repitam no futuro. O título deste artigo, “A Última Catástrofe Climática”, não é apenas uma expressão de esperança, mas um chamado à ação. É um lembrete de que, se nos unirmos como sociedade e investirmos em infraestrutura resiliente, podemos mudar o curso desta história. Não podemos nos dar ao luxo de sermos complacentes diante das mudanças climáticas e seus impactos cada vez mais devastadores. 

Precisamos de um plano abrangente que inclua medidas de prevenção, como o manejo sustentável dos recursos hídricos, além da melhoria da infraestrutura de drenagem e a realocação de comunidades em áreas de risco. É fundamental que promovamos a conscientização sobre a urgência do problema e incentivemos práticas sustentáveis em todos os setores da sociedade. A última catástrofe não pode ser apenas um capítulo trágico na história do Rio Grande do Sul, mas um ponto de virada.  

Devemos transformar essa tragédia em um catalisador para a mudança, adotando medidas concretas e urgentes para proteger nosso estado e nosso planeta para as gerações futuras. Juntos, podemos fazer da última catástrofe climática uma lembrança triste do passado, não um presságio do futuro. Podemos, no futuro, ter outras enchentes, mas elas não precisam ceifar tantas vidas e desalojar tantas pessoas. Podemos ter enchentes, mas não precisam se transformar em catástrofes. Que as políticas públicas, sob a perspectiva de planejamento, execução e monitoramento constantes, assegurem um plano de ação efetivo para enfrentarmos o problema, de modo que as futuras gerações, dentro de algumas décadas, possam dizer: “Eles fizeram o dever de casa, e por isso a última catástrofe climática no RS foi no final de abril e maio de 2024.”