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Tic-tac... contagem regressiva Olímpica!

segunda-feira, 09 de maio | 2016

Professor Nelson Todt, da Fefid

Professor Nelson Todt, da Fefid
Foto: Camila Cunha – Ascom/PUCRS

Neste momento, falar sobre os Jogos Olímpicos do Rio 2016 é muito difícil, especialmente pelos inúmeros problemas que, de forma recorrente, atrapalham a preparação brasileira para este desafio internacional, como o alto grau de corrupção do sistema político nacional e a decorrente burocracia para aprovação, encaminhamento e desenvolvimento dos projetos propostos.

Muitos pensam que, com a realização desse evento, muitos problemas do País seriam evitados e outros acabariam… doce ilusão. Até porque seria muita pretensão jogar tal responsabilidade sobre um único evento.

Entre encantamentos, expectativas positivas e dados não muito animadores, neste momento não quero entrar no mérito sobre se os jogos são bons ou ruins, quero apenas me ater ao fato de que são grandiosos.

Um evento como este merece pelo menos maior atenção, compreensão e respeito pelo seu alcance.

Apenas na Era Moderna, os jogos já duram mais de um século… ao considerarmos também os festivais pan-helênicos em Olímpia chegamos a um total de 13 séculos! Por um outro olhar, chama a atenção a audiência da Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos em Londres (2012), que chegou a 3 bilhões de pessoas, ou seja quase 43% da população mundial.

Desde sua (re) criação no final do século 19, tendo Pierre de Coubertin como figura mais representativa, até os dias de hoje, o mundo Olímpico encontra-se em constante contradição. É muito cômodo criticar (até porque há motivos para isso), o difícil para muitos tem sido pensar em como tirar um bom proveito de um fenômeno inigualável como este.

É importante ressaltar que o Movimento Olímpico tem sua filosofia apoiada não apenas em uma excelente programação de atividades esportivas, mas, sobretudo na utilização do esporte como um fator de aprimoramento do homem e de sua cultura.

Esta é uma extraordinária oportunidade de mostrar que os brasileiros podem ser muito mais do que um povo simpático e alegre. É possível (e necessário) transformar a indignação de boa parcela do povo brasileiro em ações de mudança e construção… mais do que nunca precisamos de “Ordem e Progresso” para o bem-estar e melhoria da qualidade de vida daqueles que sofrem com a indiferença, desigualdade e falta de perspectivas.

Muitos se questionam sobre o legado que os Jogos deixarão para o País… penso que legado não se recebe, mas se constrói! Assim, é preciso reafirmar a ideia de que ao utilizar o esporte como instrumento de educação, é possível causar efeitos positivos na vida de muita gente.

Esta afirmativa me deixa esperançoso nesta época em que o esporte no Brasil está em evidência. Esperançoso no sentido de que muitos poderão aproveitar o momento máximo da chamada “Década do esporte no Brasil” para educar, formar pessoas melhores e felizes. Formar cidadãos pelo esporte não apenas para o sentido de sociedade, mas para um sentido de humanidade!

 

Saudações Olímpicas!

 

Nelson Todt

 

* Este artigo expressa a opinião pessoal do seu autor.

 

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