Cristiano Aguzzoli é pesquisador associado do InsCer. / Foto: Paulo Nemitz

O médico neurologista e pesquisador-associado do Instituto do Cérebro da PUCRS, Cristiano S. Aguzzoli, recebeu financiamento de 250 mil dólares da organização internacional Alzheimer’s Association. O investimento será destinado para a condução de sua pesquisa Glial Reactivity Marker Predictive Value on Neuropsychiatric Symptoms in Alzheimer’s disease (Valor preditivo do marcador de reatividade glial em sintomas neuropsiquiátricos na doença de Alzheimer), que visa identificar marcadores inflamatórios no sangue capazes de prever sintomas neuropsiquiátricos em pacientes com a doença neurodegenerativa de maior incidência no mundo. 

O projeto de pesquisa financiado é fruto dos resultados obtidos em recente estudo liderado por Cristiano e realizado na Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. O estudo contou ainda com a supervisão do professor Dr. Tharick Ali Pascoal, e a participação de outros dois pesquisadores-associados do InsCer, o neurocientista Eduardo Zimmer e o neurologista Lucas Schilling.

“O estudo revelou que a neuroinflamação medida por neuroimagem contribui substancialmente para o desenvolvimento de sintomas neuropsiquiátricos em pacientes com doença de Alzheimer. Agora, o projeto proposto que obtivemos financiamento se baseia nos resultados desse estudo anterior e busca investigar se marcadores sanguíneos de inflamação têm associação e podem predizer sintomas neuropsiquiátricos em um estudo longitudinal”, destaca Cristiano.

A proposta do projeto passou por um criterioso e competitivo processo de seleção pela organização internacional Alzheimer’s Association, maior associação de financiamento não governamental dedicada à pesquisa sobre a Doença de Alzheimer e Desordens Relacionadas (DADR). A organização é comprometida com o avanço e financiamento de pesquisas de alto impacto e altamente relevantes para o desenvolvimento de métodos, tratamentos e, por fim, a cura da Doença de Alzheimer. 

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O estudo conduzido por Cristiano é original no Brasil. No mundo, pesquisas prévias demonstraram a associação de proteínas beta-amilóide e Tau a sintomas neuropsiquiátricos, mas poucos centros investigam a associação desses sintomas à neuroinflamação nos pacientes com doença de Alzheimer.

“A conquista deste financiamento representa uma oportunidade única de trazer investimento exterior para a ciência brasileira e, desta forma, contribuir para aprimoramento de pesquisas conduzidas no nosso país e na América Latina”, reforça Cristiano. 

Segundo Heather M. Snyder, Ph.D., vice-presidente de Relações Médicas e Científicas da Associação de Alzheimer, um dos objetivos é promover a pesquisa de médicos de diversas origens e perspectivas em todo o mundo. “Como maior financiadora mundial sem fins lucrativos da ciência do Alzheimer e da demência, a Associação de Alzheimer tem orgulho de financiar cientistas clínicos. É uma necessidade importante em nossa área apoiar especialistas tanto em pesquisa quanto em atendimento ao paciente”, pontua Snyder. 

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Ângelo Brandelli Costa

Professor Angelo Brandelli coordenou pesquisa sobre HIV/Aids em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde. / Foto: Giordano Toldo

O professor da Escola de Ciências da Saúde e da Vida e dos programas de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde, Psicologia e Sociologia e Ciência Política, Angelo Brandelli Costa, coordenou a pesquisa Insights, experiências e perspectivas sobre o diagnóstico rápido de tuberculose, histoplasmose e criptococose em pessoas com doença avançada pelo HIV em Porto Alegre. O trabalho, desenvolvido em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) da Organização Mundial da Saúde (OMS) e alunos de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado da PUCRS, teve o objetivo compreender a viabilidade da implementação de um pacote para o diagnóstico rápido de infecções oportunistas, 

Em Porto Alegre, o estudo aconteceu em quatro locais: Grupo Hospitalar Conceição, Santa Casa de Misericórdia, Hospital de Clínicas e Associação Hospitalar Vila Nova. Além da PUCRS, a pesquisa acontece em parceria com a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Nesse processo, focou-se em coletar as percepções e vivências de profissionais e gestores da área da saúde por meio de grupos focais e entrevistas em profundidade com usuários que vivem com HIV. Estas entrevistas, como também a elaboração das estratégias de pesquisa, foram concebidas pelos alunos da PUCRS.  

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Para Angelo, este estudo tem um grande valor, por reforçar a parceria entre academia, sociedade civil, serviços de saúde e organizações unilaterais.  

“A união de diferentes atores foi fundamental para a estruturação e o sucesso da resposta da política de HIV/Aids no Brasil.  Ainda, esses resultados foram apresentados em seminário envolvendo hospitais, universidades e gestão municipal/estadual, além de reunião técnica com a gestão federal”, destaca o professor. 

Resultados da pesquisa 

hiv, aids

Estudo reforça parceria entre academia, sociedade civil, serviços de saúde e organizações unilaterais. / Foto: Envato Elements

Os resultados do estudo destacam a necessidade da colaboração interdisciplinar entre profissionais de saúde, gestores e pacientes para a implementação efetiva de políticas de atenção ao HIV/Aids. A análise dos dados coletados ressalta a relevância da velocidade no diagnóstico, bem como a necessidade de estratégias de educação em saúde para informar os pacientes sobre os benefícios da testagem e de cuidados necessários.  

Nesse sentido, a educação desempenha um papel fundamental ao estabelecer uma ponte para mitigar novas contaminações, ao mesmo tempo, em que promove conscientização e molda um novo panorama na saúde pública, integrando assim a prevenção e o tratamento. 

A pesquisa evidencia que a velocidade do diagnóstico é um fator crítico não apenas para o início imediato do tratamento, mas também para a sobrevivência em casos de exposição a infecções oportunistas. Todavia, o acesso ao diagnóstico rápido enfrenta desafios diversos, incluindo questões relacionadas à disponibilidade de insumos e recursos humanos.  

Além disso, o estudo identifica que a falta de compreensão sobre a importância da testagem e do tratamento, tanto por parte dos pacientes quanto dos profissionais de saúde, constitui um obstáculo que precisa ser abordado de forma abrangente para garantir resultados positivos no controle do HIV e das infecções oportunistas correlacionadas. 

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Com o fim da pandemia global por Covid-19, especialistas projetam que 2024 na área da saúde traga novas perspectivas na área de saúde e bem-estar. / Foto: Bruno Todeschini

Em 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou encerrado o período de emergência sanitária para a Covid-19, e com o fim da pandemia, novas perspectivas na área de saúde e bem-estar voltaram ao centro de discussões científicas e mercadológicas. Conheça cinco assuntos que, segundo especialistas e pesquisadores da PUCRS, estarão em alta em 2024. 

1) Conexão entre dados para saúde 

As interfaces digitais fornecem dados sobre a nossa rotina, hábitos e práticas. Para que os sistemas de saúde possam funcionar de maneira mais assertiva, o compartilhamento e cruzamento dessas informações é um passo crucial. “A interoperabilidade envolve a padronização de dados e protocolos para permitir que diferentes sistemas de saúde compartilhem informações de forma eficiente e segura”, explica professor da Escola de Ciências da Saúde e da Vida e dos Programas de Pós-Graduação em Gerontologia Biomédica e Odontologia, Rafael Reimann Baptista. 

Nessa lógica, existe a cooperação de todos os profissionais, organizações de saúde e demais profissionais, estabelecendo uma construção de apoio, mais sólida e direcionada ao paciente a partir de uma perspectiva global de suas necessidades. 

“Isso inclui a proteção da privacidade e segurança dos dados dos pacientes, a integração de dados em tempo real para insights clínicos, com o aumento do acesso dos pacientes aos seus próprios dados e a melhoria da colaboração entre especialidades e instituições”, ressalta o professor. 

2) TeleHealth e recursos cruzados 

O uso das possibilidades desenvolvidas pela tecnologia na área da saúde está ainda mais presente, possibilitando que diferentes especialistas se conectem com a população em diferentes regiões. “TeleHealth é um termo amplo que engloba telemedicina e o uso de tecnologia para seguimento de pacientes. Existem diversas formas e cenários em que a tecnologia pode contribuir para melhorar a assistência aos pacientes”, destaca o decano da Escola de Medicina e professor Programa de Pós-Graduação em Medicina Pediatria e Saúde da Criança, Leonardo Araújo Pinto. 

Nessa construção, os pacientes que possuem necessidades mais específicas e que residem distantes de espaços hospitalares de referência, poderão ser os mais favorecidos.  

“Recentemente, muitos aplicativos e tecnologias vestíveis tem facilitado o seguimento desses pacientes, reduzindo a necessidade de deslocamentos, e inclusive melhorando a capacidade dos centros de realizar e registrar o seguimento dos pacientes e controle das doenças crônicas, como asma, hipertensão e diabetes”, elenca Leonardo 

Para a decana da Escola de Ciências da Saúde e da Vida e professora dos programas de pós-graduação em Educação e Gerontologia Biomédica, Andrea Gonçalves Bandeira, o acesso de maneira mais prática é uma construção que gerará maior eficiência quando falamos nessas tecnologias.  

“Além disso, a facilidade de acesso a sua jornada nos serviços de saúde e a possibilidade de informações confiáveis é outro ponto de destaque quando falamos em TeleHealth”, destaca a professora.  

3) Tecnologias vestíveis 

A expectativa para 2024 é que algumas doenças possam ser erradicadas devido ao desenvolvimento de novas vacinas. / Foto: Cristine Rochol/PMPA

O uso de tecnologias vestíveis, aquelas que se conectam ao nosso corpo e trazem dados em tempo real, já é bastante utilizado em relógios inteligentes. As aplicações para essa tecnologia são as mais variadas, podendo estar presente de diferentes formas, como em roupas e tecidos e relógios mais assertivos.  

“Os dispositivos vestíveis continuarão a ser uma tendência, fornecendo dados em tempo real sobre a saúde dos usuários e promovendo um estilo de vida mais ativo e saudável”, destaca Rafael Baptista. 

4) Novas vacinas 

Com os investimentos na produção de vacinas no período pandêmico, os laboratórios buscam, atualmente, a descoberta de prevenções para outras doenças. “Durante a pandemia de Covid-19, a área de desenvolvimento de vacinas ganhou um impulso em relação às diversas tecnologias que podem ser utilizadas para o desenvolvimento de vacinas e prevenção de doenças infecciosas” explica Leonardo. 

Nesse ano, diversas doenças populares podem ser erradicadas, caso as vacinas sejam desenvolvidas e popularizadas. O Ministério da Saúde já incorporou a vacina contra a dengue no calendário vacinal do SUS, mas ela não será utilizada em larga escala em um primeiro momento devido a capacidade restrita de fornecimento de doses pelo fabricante.  

“Dessa forma, outras doenças infecciosas que aguardavam há anos pela possibilidade de prevenção com uso de vacinas têm se beneficiado dessas novas estratégias e tecnologias. Para citar exemplos recentes, algumas doenças infecciosas de alto impacto vêm recebendo lançamentos na área de imunizações: dengue, vírus sincicial respiratório (principal causa de bronquiolite) e pneumococo (principal causa de pneumonia). Essas intervenções podem provocar uma grande mudança, para melhor, na epidemiologia das doenças infecciosas”, explica o professor. 

5) Saúde mental como recurso de saúde pública 

A saúde mental tem um impacto direto na qualidade de vida das pessoas. No período de enfrentamento a Covid-19, depressão e ansiedade aumentaram mais de 25% apenas no primeiro ano da pandemia. Hoje, a sociedade está vivendo as consequências desse período, e os jovens são os mais afetados: de acordo com o relatório anual do Estado Mental do Mundo, divulgado pela Sapien Labs, o número de pessoas na faixa etária dos 18 aos 24 anos relatando queixas de saúde mental no Brasil é maior quando comparado as pessoas que tem entre 55 e 64 anos.  

Saúde mental e qualidade de vida andam lado a lado, estabelecendo uma correlação mútua para uma vida com maior qualidade. O professor Leonardo Pinto explica que muitos pacientes com doenças crônicas costumam ser mais suscetíveis a problemas de saúde mental, o que interfere diretamente na adesão ao tratamento e controle da doença. “Dessa forma, diversas especialidades médicas têm colocado foco também nas medidas que podem promover a saúde mental dos pacientes com doenças crônicas”, contextualiza. 

“Frente ao todo contexto atual, enfrentamos muitos desafios na Rede de Atenção Psicossocial, com uma demanda maior que a oferta de serviços e com a necessidade de cada vez mais preparar profissionais da saúde qualificados para a atuação na promoção da saúde mental e na atenção psicossocial, que pressupõe um olhar ampliado e uma atuação interprofissional. Com isso a formação em saúde seja em nível de graduação ou pós-graduação precisa estar conectada aos desafios da sociedade e preparada para auxiliar na resposta a estas demandas”, afirma Andrea. 

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A natação é considerada um dos exercícios mais completos por movimentar bastante o corpo. / Foto: Gilson Oliveira

Cuidar da saúde é uma das metas mais citadas no começo de um novo ano. No entanto, priorizar o bem-estar físico e mental deve ser uma prática mantida ao longo de todos os meses. Mudar pequenos hábitos e adotar alguns cuidados pode ser um caminho para se manter saudável. 

O médico cardiologista Mário Wiehe, professor da Escola de Medicina da PUCRS, reuniu sugestões para auxiliar no cuidado com a saúde. Confira: 

1. Cuide do seu IMC

Manter o peso compatível com a sua altura, ou seja, não ultrapassar o Índice de Massa Corporal (IMC) de 27, previne várias doenças crônicas de elevada prevalência, como a diabetes, e a morbimortalidade associada com estes fatores de risco. Para calcular o IMC é preciso dividir seu peso (em quilos) pela sua altura (em metros) ao quadrado, ou seja: IMC = Peso ÷ (Altura × Altura). Caso o resultado for acima de 27, o indicado é procurar o acompanhamento médico de um especialista.

2. Alimente-se bem

Ter uma alimentação saudável é essencial para a saúde. Uma dica básica é reduzir a ingestão de produtos industrializados e conservados em sais de sódio, além de evitar ou reduzir a adição de sal (cloreto de sódio) aos alimentos. Saiba como se alimentar de forma saudável.

3. Faça exercícios

Mantenha ou comece a praticar atividades físicas aeróbicas por, pelo menos, 150 minutos por semana – ou seja, 3 sessões da 50 minutos. Exercícios em academia, funcionais ou resistidos (musculação) são complementos necessários para melhorar a autonomia, força muscular e a autoestima.  

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4. Procure reduzir ou eliminar maus hábitos

Entre as mudanças de hábitos de vida, a cessação do tabagismo tem lugar de destaque, reduzindo o risco de infarto, enfisema pulmonar, bronquite crônica e vários tipos de câncer, especialmente de pulmão, bexiga, laringe e esôfago. Evitar uso abusivo de bebidas alcoólicas, energéticos e refrigerantes também é benéfico para a saúde.

5. Pratique atividades que lhe proporcionem bem-estar

Iniciar ou manter atividades artísticas, hobbies, esportes coletivos e viagens de turismo geram bem-estar e contribuem para a saúde mental. Ter contato (mesmo que virtual) com amigos e desfrutar de momentos de lazer também são atividades que geram prazer e devem ter espaço na nossa rotina. Lembre-se de que o trabalho é importante em nossas vidas, mas em excesso pode desencadear doenças físicas e transtornos emocionais. Uma atividade que tem como objetivo promover momentos de relaxamento, bem-estar e conexão consigo mesmo é a meditação. Se essa prática ainda não está inserida no seu dia a dia, saiba como começar a meditar. 

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O app reúne funcionalidades focadas em saúde e bem-estar. / Foto: Camila Cunha

Ficou para trás a ideia de que a tecnologia representa um empecilho para a prática de atividades físicas. Celulares e videogames já estiveram em um lugar de vilões, como se incentivassem o sedentarismo. Hoje, um aplicativo de esporte garante maior eficácia aos treinos e a lógica da gamificação transforma os exercícios em algo motivador e, muitas vezes, divertido 

O aplicativo do Parque Esportivo da PUCRS é um exemplo de tecnologia utilizada a favor do esporte. Desenvolvido em parceria com a Technogym, o app reúne diversas funcionalidades focadas em proporcionar saúde e bem-estar aos usuários. Ignaldo Paz, coordenador da academia do Parque, selecionou cinco curiosidades sobre o aplicativo e dicas de como ele pode melhorar a sua relação com a prática de exercícios físicos. Confira! 

1) Ranking de usuários 

Com o objetivo de estimular a competição saudável e a superação, o app conta com uma área de ranking de usuários. Nessa seção, os alunos da academia podem conferir a sua posição atual e a colocação dos demais. A pontuação é calculada a partir do número de Moves (movimentos) realizados por cada usuário.  

2) Vídeos com demonstração dos movimentos 

Uma das grandes dificuldades para quem frequenta academias convencionais é a realização os movimentos da forma correta. Para sanar essas dúvidas, o aplicativo conta com uma galeria de vídeos demonstrativos de todos os exercícios disponíveis. Com esse diferencial, exercitar-se na academia ou em casa se torna mais seguro e eficaz. 

Academia Parque Esportivo

Os diferenciais da academia tornam os exercícios mais seguros e eficazes./Foto: Camila Cunha

3) Monitoramento de atividades

O app do Parque Esportivo oferece ao usuário a possibilidade de acompanhar o seu desempenho durante as atividades físicas. Informações sobre gasto calórico, número de movimentos e quilômetros percorridos em caminhada, corrida e bicicleta são exibidas separadamente por dia, semana e mês 

Assim, é possível ter uma visão objetiva e clara sobre seus treinos e resultados, além de oferecer ao treinador dados complementares para a criação de novas metas e planejamentos. 

4) Comunicação com o treinador 

Por meio de um chat, você se comunicar com o treinador de forma próxima e ágil. Assim, qualquer dúvida que surgir – durante o treino ou não – pode ser sanada nesse canal de comunicação, excluindo a necessidade de utilização de outros meios, como redes sociais.  

5) Agendamento de aulas  

Outra curiosidade sobre o aplicativo é a facilidade no agendamento de aulas da academia, como HIIT, yoga e corrida orientada, por exemplo. Nesta seção, os alunos conseguem acessar os horários e as aulas disponíveis, realizando o agendamento com apenas 3 cliques – dinâmica ideal para quem tem a rotina agitada.  

Curiosidade bônus sobre o aplicativo de esporte da academia da PUCRS 

Hoje, existem diversos aplicativos de saúde e bem-estar no mercado, inclusive vinculados a pulseiras e relógios inteligentes. O grande diferencial do aplicativo do Parque Esportivo é, justamente, a compatibilidade com aplicações diversas. “O aluno do Parque consegue ter quase todas as informações de seus treinos em um único app”, pontua Ignaldo.  

Conheça opções de planos que se encaixam na sua realidade  

Ficou com vontade de conhecer a academia da PUCRS? Informações sobre planos e valores podem ser obtidas pelo WhatsApp (51) 98443.0788. Você também pode agendar uma visita pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (51) 3320-3622 e (51) 3320-3910. Não deixe de acompanhar também as novidades nas redes sociais (Facebook e Instagram). 

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por que é importante se vacinar, vacinação

Uma das metas é atingir um grande número de pessoas vacinadas para eliminar a circulação do vírus. / Foto: Envato

Ao longo da história, as vacinas estiveram presentes em períodos críticos, marcados por tristeza e dificuldade. Trazendo ares de prevenção e esperança há mais de 200 anos, elas vêm garantindo a bilhões de pessoas a saúde, o bem-estar e a continuidade da vida. Neste Dia Nacional da Vacinação, é importante seguirmos conscientes da importância da imunização individual e coletiva. Para a pesquisadora e professora da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS Ana Paula Duarte Souza, a vacinação é uma prática fundamental para garantir a diminuição dos casos de doença severa e das chances de hospitalização.

“De forma coletiva, quando nos vacinamos reduzimos a possibilidade do vírus circular e, consequentemente, protegemos o restante da população que não está vacinada”, pontua Ana Paula.

A pesquisadora ressalta que essa lógica vale para outras doenças também. Quando tratamos de patologias contagiosas, a meta é atingir um grande número de pessoas vacinadas para poder eliminar a circulação do vírus, como aconteceu com a varíola, erradicada no início da década de 80.  

“Nós nem precisamos mais tomar essa vacina e isso representou um avanço imenso para a sociedade. Tivemos também a diminuição nos casos de sarampo e de paralisia infantil, tudo por conta da grande campanha de imunização e do aumento de pessoas vacinadas”.

Para reforçar a relevância da vacinação, selecionamos uma série de conteúdos sobre a temática. Boa leitura!  

Passaporte da vacina: entenda o que é

Foto: Frank Meriño/Pexels

O pioneiro no desenvolvimento das vacinas foi Edward Jenner, um médico britânico que desenvolveu o imunizante contra a varíola, a qual foi declarada erradicada em 1979 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – devido à grande eficácia do método.

Apesar de não ser uma ferramenta nova de combate a doenças, surgem muitas dúvidas por parte da população. Entre as preocupações e as curiosidades estão as orientações para quem pode receber os imunizantes contra a Gripe (Influenza) e o coronavírus, além de como funciona o processo para a produção de uma vacina. Leia mais.

Patrícia Fischprofessora de Infectologia da Escola de Medicina da PUCRS, explica que a vacinação é uma das intervenções de saúde mais eficazes. A campanha de vacinação em larga proporção mundial conseguiu erradicar a varíola, por exemplo, doença que teve seu último caso no Brasil em 1971, no mundo em 1977, e na Somália foi declarada erradicada pela Organização das Nações Unidas em 1980. Leia mais.

Por que é tão importante vacinar as crianças? 

Durante o período de alta infecção de Covid-19, embora o número de crianças infectadas não tenha sido tão expressivo como o de adultos, houve casos em que os pequenos contraíram a forma grave da doença, explica a professora Ana.

“Além de proteger a saúde das crianças, a vacinação em massa também ajuda a parar a circulação do vírus. Quanto mais pessoas estiverem vacinadas, mais barreiras contra a circulação viral nós teremos. Então, elas acabam protegendo, de forma indireta, seus familiares, principalmente aqueles que estão em grupos de risco: idosos, pessoas com comorbidades, diabetes, pessoas com mais risco de ter a doença grave”, ressalta.

Além disso, crianças que frequentam ambientes como escolas e creches, estão mais suscetíveis à contaminação. “É uma maior segurança para os pais ao mandarem os filhos para a escola vacinados”, afirma a professora. Como pesquisadora, Ana trabalha com temas relacionados a vacinas, imunologia viral, terapias antivirais e antitumorais e respostas de diferentes tipos de células.  

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Jorge Praiana, de 73 anos, melhorou sua saúde ao participar do PIAFI/ Foto: Arquivo pessoal

Melhorar a condição de saúde de idosos por meio da prática de exercícios físicos: é com esse objetivo que o Programa de Incentivo à Atividade Física para Idosos (PIAFI), promovido pelo Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG) da PUCRS, completou seu primeiro ano neste mês de setembro.  

Denise Howes, de 71 anos, faz exercícios no PIAFI várias vezes ao mês/ Foto: Arquivo pessoal

Desde a criação do programa, 200 idosos em vulnerabilidade social receberam orientações sobre prevenção, tratamento e reabilitação de doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, fraturas ósseas e insuficiência renal – tudo através de atividades físicas personalizadas e atividades em grupos, que contribuem no processo de envelhecimento e na qualidade de vida. 

“O PIAFI mostra, na prática, que o exercício físico tem um impacto importante em diversos indicadores de saúde, pois já percebemos uma redução na frequência cardíaca, melhora do equilíbrio e flexibilidade do corpo, redução do número de quedas, além de uma redução no consumo de medicamentos”, declara Douglas Sato, diretor do IGG da PUCRS e coordenador do PIAFI. 

Além de resultados físicos, o PIAFI também contribui para a saúde mental dos idosos, aumentando o convívio social e reduzindo os sintomas depressivos dos participantes. Denise Howes tem 71 anos e participa do programa desde o início.  

“O PIAFI mudou toda a minha vida! Tanto a física quando a mental. Quando comecei estava passando por um processo de luto. No início participava uma vez por semana e a partir daí já começou a mudança. É bom conversar com as pessoas que têm a mesma idade que a gente. Tivemos a oportunidade de fazer passeios, encontros. Hoje já faço exercícios três vezes por semana e hidroginástica duas vezes por mês”, conta. 

Resultados positivos também na vida de Jorge Praiana. Aos 73 anos, sente-se mais feliz e alegre. “Entrar no PIAFI foi tudo de bom! Melhorou a minha saúde em geral, a minha memória e só vejo bons resultados. Já perdi quatro centímetros de circunferência de barriga e quilos de peso, tudo com acompanhamento das professoras e estagiários do programa”. 

A previsão é que o PIAFI ocorra até maio de 2024, atingindo um total de 500 idosos atendidos. Por enquanto, as vagas estão esgotadas. A partir de 27 de novembro, caso haja vagas remanescentes, será possível tentar se inscrever diretamente no mezanino do segundo andar do Parque Esportivo, no turno da tarde. 

Ir. Evilázio Teixeira, reitor da PUCRS, e Irmã Inês Pretto, presidente da Sociedade Sulina Divina Providência/ Foto: Diego Furtado

Um acordo de cooperação entre a PUCRS e a Rede de Saúde da Divina Providência (RSDP) – instituições reconhecidas pela atuação no Rio Grande do Sul – prevê o aprimoramento da educação em saúde no Estado e das práticas clínicas no ensino. A principal novidade, prevista ainda para setembro, é o lançamento de edital com prova única para os Programas de Residência Médica e o desenvolvimento de práticas integradas em serviços das duas instituições nos programas em Medicina Comunitária e Saúde da Família e Ginecologia e Obstetrícia. Também os programas da Residência Multiprofissional em Saúde da PUCRS (PREMUS), que tem vagas para profissionais de Enfermagem, Farmácia, Nutrição, Fisioterapia, Psicologia e Serviço Social, passarão a ter inserção em serviços da Rede Divina Providência, além das já realizadas no Hospital São Lucas da PUCRS.  

No convênio, assinado no dia 11 de setembro, as instituições católicas que têm o cuidado em saúde presente no DNA, somam forças por meio de suas áreas de ensino e educação continuada. A parceria visa estabelecer e regulamentar um programa de cooperação acadêmica nas áreas de atuação e interesses comuns, iniciando pela implementação de residências médicas e multiprofissional conjuntas, ampliação de vagas e fortalecimento dos campos de prática. Para um futuro breve, prevê-se ainda o lançamento de um portfólio conjunto de cursos de especialização e extensão.  

O reitor da Universidade, Ir. Evilázio Teixeira, destaca que o acordo firmado entre as instituições é também um benefício para o atendimento em Saúde da capital, que receberá profissionais ainda mais qualificados.

“Atualmente são milhares estudantes e profissionais da saúde em formação na PUCRS e essa parceria nos permite ir além da qualificação dos campos de prática, nos permite potencializar o ensino em saúde preparando profissionais com a missão de cuidado com a vida, diretrizes guias dessas duas instituições. Essa aproximação é, antes de tudo, um compromisso de desenvolvimento mútuo”, ressalta.  

Já a presidente da Sociedade Sulina Divina Providência, Irmã Inês Pretto, escolheu uma passagem bíblica, em Isaías, para representar o que a aliança entre a Rede de Saúde da Divina Providência (RSDP) e a PUCRS buscam: “Alarga o espaço da tua tenda; estica as cordas e finca as estacas”, frase que também serve de inspiração ao Planejamento Estratégico da instituição para 2024-2026, que está em construção.  

Segundo Irmã Inês, as duas instituições religiosas estão unidas no mesmo horizonte do cuidado com a vida: “E não seremos os únicos! Deixaremos os caminhos abertos, pois só alarga o espaço da tenda, os que confiam. E é por aqui que queremos andar fazendo uma caminhada conjunta, somando os nossos carismas em favor das pessoas”, afirmou. 

A pró-reitora de Graduação e Educação Continuada, professora Adriana Kampff, ressalta que o acordo prevê também a atuação conjunta de estudantes, professores e pesquisadores da Universidade e profissionais da rede hospitalar e um conjunto de iniciativas com foco em ensino, pesquisa e extensão como a realização de eventos científicos e atividades acadêmicas colaborativas.  

Ingresso nas residências 

Os editais para ingresso nas residências oferecidas tanto pela Rede Divina Providência quanto pela PUCRS, por meio do Hospital São Lucas, devem ser publicados entre os dias 20 e 25 de setembro nos sites www.pucrs.br e www.divinaprovidencia.org.br.  

Escola de Ciências da Saúde e da Vida inaugura ambulatórios do curso de Odontologia revitalizados/ Foto: Diego Furtado

Foi realizada, na tarde desta quarta-feira (2), a inauguração da modernização das clínicas do Curso de Odontologia da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS. Com um investimento estimado de mais de um milhão de reais, a reestruturação conta com 52 novas cadeiras odontológicas de última geração. Para a decana da Escola, a professora Andrea Gonçalves Bandeira, trata-se de um momento de suma importância para o curso de Odontologia, que em 2023 completou 70 anos. 

É um curso longevo, com muita tradição e história. Mais de 4,5 mil cirurgiões dentistas já foram formados aqui, sem falar nos inúmeros profissionais que realizaram nossos cursos de especialização, mestrado e doutorado. Nada disso seria capaz sem toda a dedicação dos técnicos administrativos, funcionários e corpo docente qualificado e dedicado. Este é um investimento muito significativo em prol de uma formação de qualidade dos nossos alunos e um atendimento especial à comunidade”, declara. 

Esse feito traz um importante benefício, não somente para os alunos, mas principalmente para o grande número de pacientes que são atendidos no Serviço Escola, localizado no prédio 6. O ambulatório do curso é aberto ao público em geral, e os/as interessados/as em receber atendimento podem marcar horário para a triagem em todo o início de semestre, pelo telefone (51) 3353-4106.  

As vagas são distribuídas de acordo com as necessidades acadêmicas, e os pacientes pagam uma taxa de atendimento a cada consulta clínica. Os tratamentos são realizados a preços acessíveis, sendo alguns de forma gratuita. Somente no primeiro semestre de 2023, foram realizadas mais de 2,3 mil consultas odontológicas. “Os novos consultórios contemplam questões essenciais para os atendimentos, como biossegurança e ergonomia, não somente para os pacientes, mas também para alunos e professores”, explica o coordenador do curso de Odontologia da PUCRS, Prof. João Batista Blessmann Weber. 

A cerimônia, que contou com o Reitor da PUCRS, Ir. Evilázio Teixeira, também registrou a presença da professora Andrea; da decana associada, professora Tatiana Quarti Irigaray; da Pró-Reitora de Graduação da Universidade, professora Adriana Justin Cerveira Kampff; do Pró-Reitor de Administração e Finanças, professor Alam de Oliveira Casartelli; da Coordenadora Administrativa, Tamara Georgi, além de docentes, técnicos e técnicos administrativos do curso de Odontologia. 

O reitor declara seu desejo para que o ambulatório revitalizado ajude cada vez mais as pessoas. 

Que esse espaço seja mais que uma localização geográfica dentro de um prédio, que seja um lugar que gere senso de pertencimento e comunidade, de aprendizagem e vida para a nossa comunidade e para todos aqueles que vem aqui buscar alívio de dores e por uma saúde melhor. Quem sabe por um sorriso que ajude a realizar os sonhos.”   

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Agosto é o mês mundial do incentivo ao aleitamento materno/ Foto: Giordano Toldo

Essencial para a sobrevivência, a nutrição e o desenvolvimento nos primeiros meses de vida e no início da infância, o leite materno é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o “alimento de ouro” para os bebês. Para conscientizar a população sobre a importância da amamentação, o Agosto Dourado marca a campanha mundial de incentivo ao aleitamento materno. Estabelecida em 1992 pela OMS e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) é promovida em mais de 120 países entre os dias 1º e 7 de agosto, sendo o principal movimento em defesa do aleitamento.  

Mas, afinal, por que a prática do aleitamento é tão essencial? Caroline Abud é nutricionista materno infantil, pesquisadora e professora da Escola de Ciências da Saúde e da Vida e da Escola de Medicina, e afirma que além da questão da saúde, a amamentação também traz benefícios psicológicos e de qualidade de vida. “A amamentação é uma das formas de estabelecimento de vínculo entre mãe e bebê”. 

Amamentação traz benefícios além da saúde 

A amamentação possui inúmeros benefícios para a saúde da criança como um todo. Caroline explica que o leite humano é um alimento completo e personalizado em termos de nutrientes, o que proporciona o adequado crescimento e desenvolvimento do bebê.  

“Há evidências associando a exposição ao leite humano (quanto mais prolongada, melhor) à prevenção de sobrepeso, obesidade e diabetes tipo II ao longo da vida, maior potencial intelectual, menos chances de má oclusão dental e até mesmo redução de mortalidade e morbidade no recém-nascido e lactante. Para as mães, os achados dos estudos consideram a prática como forma de prevenção de câncer de mama e ovário e contribuição para controle de natalidade”, pontua. 

O leite materno possui nutrientes específicos necessários para os bebês, que não podem ser nem mesmo replicados em formulações artificiais. Os principais componentes desse leite são carboidratos, proteínas, lipídeos (gorduras), vitaminas, minerais, compostos imunológicos e componentes que favorecem a melhor colonização de bactérias para o intestino. Todos esses componentes se fazem presentes no leite em proporções exatas, que variam conforme as etapas da vida da criança. Caroline destaca, inclusive, que uma dieta saudável por parte da mãe pode contribuir significativamente para a qualidade do leite. 

Fatores significativos contribuem para o desmame 

Falta de informação adequada e a ausência de uma rede de apoio contribuem para o desmame precoce/ Foto: Giordano Toldo

A nutricionista alerta que o desmame precoce, ou seja, quando as mães deixam de amamentar seus filhos, pode ser um fator de risco para alterações de saúde, crescimento e desenvolvimento da criança. Além disso, a alimentação do bebê em caso de desmame também é um fator determinante, com alguns aspectos a serem considerados, como a exposição precoce ao leite de vaca (antes dos 12 meses), alimentos ultraprocessados e açúcar (24 meses). Além disso, também é importante considerar os fatores socioeconômicos e de informação envolvidos. 

Apesar de tudo isso, Caroline deixa um alerta: 

“É importante olhar para essa questão com empatia, e que estes dados não levem as mães que não amamentaram por algum motivo a se sentirem menos mães ou como algum tipo de fracasso.” 

Caroline também destaca os principais motivos que levam mães a não amamentarem seus filhos. Um deles, que acaba permeando todos os outros, é a ausência de uma rede de apoio – que deve ser composta pela sociedade como um todo: familiares, amigos, profissionais de saúde, empresas. A pouca acolhida para com a mãe pode dificultar a produção de ocitocina, hormônio relacionado à ejeção de leite e que está ligado às emoções. 

Outro fator que pode contribuir é falta de informação assertiva em diferentes momentos (gestação, pós-parto imediato e ao longo do tempo de amamentação). Além disso, também há a questão de orientações inadequadas quanto ao início da alimentação complementar, que deve iniciar após os seis meses de vida, e também quanto ao manejo de intercorrências, como ganho de peso, problemas de pega, fissuras nas mamas. “Muitos profissionais acabam iniciando complementos de forma precoce, o que pode contribuir para menor produção de leite”, explica a pesquisadora. 

Há ainda a ação das indústrias alimentícias, que contribui para esse desmame. 

Em casos onde a mãe não pode amamentar diretamente, o bebê pode receber o leite ordenhado ou doado/ Foto: Giordano Toldo

“A indústria de fórmulas infantis, a propaganda abusiva de produtos alimentícios e dispositivos que podem favorecer ao desmame (bicos e mamadeiras por exemplo). Para isso temos normativas de controlam alguns aspectos relacionados a indústria e o quanto se atingem os vulneráveis (pais e crianças na primeira infância)”, pontua Caroline. 

A separação do binômio mãe/bebê, em casos de um nascimento prematuro, por exemplo, também pode ser um fator determinante. “Neste caso, assim que o bebê pode ser alimentado (muitas vezes não diretamente ao seio materno), ele pode receber o leite da mãe ordenhado, ou ainda, doado. Para esse processo existem os bancos de leite humano”, explica a docente. 

Entre as situações específicas que impedem que a mãe amamente seu bebê estão a presença do vírus HIV e HTLV, galactosemia (erro inato do metabolismo) e o uso de algumas medicações e drogas ilícitas. Nesses casos, é sempre importante consultar um médico para fazer as avaliações necessárias. 

Escola de Ciências da Saúde e da Vida promove evento em homenagem ao Agosto Dourado 

A Escola de Ciências da Saúde e da Vida promove, no dia 23 de agosto, o IV Encontro PUCRS em Homenagem ao Agosto Dourado. O evento, que acontece no auditório 202 do prédio 40, tem por objetivo compartilhar informação e conhecimento, além de proporcionar discussões relacionadas à importância do leite materno e prática da amamentação. Você pode encontrar mais informações sobre e o encontro e fazer sua inscrição aqui. 

A professora Caroline coordena o evento, que é realizado anualmente em apoio à Semana Mundial do Aleitamento Materno, e convida todos os alunos, profissionais e comunidade a participarem. 

Entendemos como nossa responsabilidade, enquanto universidade, promover a prática, por meio desta e outras ações de incentivo. Entendemos que quem participa carrega alguma informação importante a ser multiplicada, contribuindo assim para a formação da rede de apoio que queremos.”