O professor Carlos Eduardo Lobo e Silva com representantes da UFRGS, UFCSPA e UFSM com a presidente da Capes, Mercedes Bustamante. / Foto: Arquivo pessoal

A PUCRS recebeu na terça-feira (5), em cerimônia em Brasília, o prêmio Capes Elsevier 2023, que enaltece a produção científica nacional e reconhece instituições brasileiras pela contribuição de maior impacto aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). A Universidade, representada pelo pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação Carlos Eduardo Lobo e Silva, foi destaque no ODS de número 11: Cidades e comunidades sustentáveis.  

Segundo dados divulgados pela Elsevier, o ranqueamento das instituições foi realizado a partir de análises da produção científica e métricas obtidas por meio da ferramenta SciVal, que permite acesso agilizado aos resultados de pesquisa de mais de 20 mil instituições em 230 nações ao redor do mundo.  Além do indicador, são elegíveis para concorrerem ao prêmio as instituições com mais de 2 mil documentos nos últimos 5 anos (2018-2022). 

Na categoria vencedora, pesquisas em áreas da biodiversidade, meio ambiente e tecnologia receberam destaque pelo número de citações. Para o pró-reitor de pesquisa e pós-graduação, o reconhecimento reflete o trabalho de excelência desenvolvido na Universidade.

“A PUCRS parabeniza a CAPES e a Editora Elsevier por essa iniciativa que reconhece e valoriza o impacto da pesquisa brasileira na nossa sociedade. Estamos extremamente honrados em receber essa premiação que fortalece ainda mais a nossa convicção de promover pesquisas de relevância social”, comenta Lobo e Silva. 

Excelência em pesquisa faz da PUCRS uma instituição líder no campo da ciência no Brasil, com impacto nacional e internacional de publicações científicas e formação continuada de pesquisadores. Além de indicadores que demonstram um aumento continuado do número de trabalhos científicos publicados em periódicos internacionais, nos últimos anos também observamos uma tendência de crescimento das citações – um indicativo da relevância das pesquisas conduzidas na Universidade -, fazendo com que a porcentagem de citações ultrapasse os níveis observados globalmente.  

Agenda 2030 da ONU: uma prioridade entre a comunidade universitária 

O prêmio foi entregue na última terça-feira, 5 de dezembro, para os representantes das instituições premiadas. / Foto: Divulgação/CAPES

Em 2023 a PUCRS iniciou um novo ciclo de Planejamento Estratégico e, entre seus principais direcionadores para o período, há um específico sobre Responsabilidade Social, Ambiental e de Governança. A Universidade busca, cada vez mais, gerar e transformar conhecimento em desenvolvimento social, ambiental, cultural e econômico, preparando pessoas para mudar o mundo.  

Gerar desenvolvimento e impacto social é uma causa que acompanha a instituição desde a sua fundação, há 75 anos. Segundo o reitor, Ir. Evilázio Teixeira, o compromisso com a Casa Comum e com a Agenda 2030 ONU está cada vez mais presente no dia a dia da instituição e mobiliza centenas de estudantes, educadores, pesquisadores e colaboradores em prol deste plano de ação global traduzido em 17 ODS. 

“A PUCRS procura responder de maneira integrada aos desafios do mundo atual, integrando grandes projetos e ações que se concretizam por meio da pesquisa em áreas prioritárias como sustentabilidade, energias renováveis, saúde e humanidades”, destaca Ir. Evilázio. 

Além de manter há 30 anos a maior reserva ambiental privada do Rio Grande do Sul, o Pró-Mata, a PUCRS tem hoje um comitê dedicado a implementar um Plano de Gestão Ambiental que responda aos desafios do presente e do futuro. Em tempos de emergência climática, além de ações em laboratórios e uma exposição educativa sobre o tema no Museu de Ciências e Tecnologia, o Instituto do Petróleo e dos Recursos Naturais (IPR) está trabalhando em um programa pioneiro de captura de carbono da atmosfera.

vEJA as instituições vencedoras: 

ODS 1 – Erradicação da pobreza 

Premiado: Universidade Federal de Santa Maria 

ODS 2 – Fome zero e agricultura sustentável 

Premiado: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais 

ODS 3 – Saúde e bem-estar 

Premiado: Fundação Getúlio Vargas 

ODS 4 – Educação de qualidade 

Premiado: Hospital Israelita Albert Einstein 

ODS 5 – Igualdade de gênero 

Premiado: Universidade Federal de Ouro Preto 

ODS 6 – Água potável e saneamento 

Premiado: Universidade Federal do Rio Grande do Sul 

ODS 7 – Energia limpa e acessível 

Premiado: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia 

ODS 8 – Trabalho decente e crescimento econômico 

Premiado: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais 

ODS 9 – Indústria, inovação, infraestrutura 

Premiado: Universidade Federal do Rio Grande do Sul 

ODS 10 – Redução das desigualdades 

Premiado: Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre 

ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis 

Premiado: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul 

ODS 12 – Consumo e produção responsáveis 

Premiado: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro 

ODS 13 – Ação contra a mudança global do clima 

Premiado: Universidade Federal de Itajubá 

ODS 14 – Vida na água 

Premiado: Universidade Federal de Goiás 

ODS 15 – Vida terrestre 

Premiado: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais 

ODS 16 – Paz, justiça e instituições eficazes 

Premiado: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária 

*Menção especial por seu destaque nos ODS 1 – Erradicação da pobreza, ODS 3 – Saúde e bem-estar, ODS 5 – Igualdade de gênero, ODS 10 – Redução das desigualdades, ODS 12 – Consumo e produção responsáveis, ODS 16 – Paz, justiça e instituições eficazes, no Nordeste. – Universidade Federal de Sergipe 

Conheça as outras iniciativas da PUCRS RELACIONADAS AOS ODS

Prêmio, Dia Mundial da Bicicleta

Professor Nelson com seu prêmio, ao fundo, Pierre de Coubertin em uma bicicleta/Foto: Camila Cunha

Os brasileiros possuem mais bicicletas do que carros. No entanto, apenas 7% da população utiliza a bicicleta como meio de transporte principal, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a mesma pesquisa aponta que há um potencial no País para que esse percentual chegue a 40%. A bicicleta é um meio de transporte limpo, igualitário e que promove a saúde e o bem-estar. Pensando nisso, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu, em 2018, a data de 3 de junho como Dia Mundial da Bicicleta. A celebração de 2022 terá uma cerimônia para a entrega de prêmios a personagens que desenvolveram importantes ações em prol da data. Dentre eles está Nelson Todt, professor da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS e presidente do Comitê Brasileiro Pierre de Coubertin.  

“Todos conhecem o que Coubertin fez, mas poucos realmente o conhecem”, afirma Todt, se referindo ao criador dos Jogos Olímpicos Modernos. Afinal, um dos motivos para que o professor recebesse esse reconhecimento internacional e fosse convidado para discursar no dia da premiação, foi a realização do evento El Día Mundial de la Bicicleta como parte de la visión de Pierre de Coubertin, que contribuiu para a divulgação da data na América Latina ao mesmo tempo em que chamava atenção à história dessa figura tão marcante.  

Coubertin era um apaixonado por bicicletas e chegou até mesmo a nomear a sua com um apelido que fazia referência ao movimento dos pedais. Dois séculos depois dos primeiros modelos serem lançados, metade da população mundial ainda é considerada analfabeta no uso de bicicletas. A data tem como objetivo erradicar esse problema, mobilizando líderes e organizações em todos os níveis possíveis da sociedade global para alcançar um futuro sustentável.  

O responsável pela criação da data foi o professor polonês Leszek Sibilski, que explorou academicamente o papel das bicicletas para o desenvolvimento. Do estudo surgiu um grande esforço de defesa, apoiado pela iniciativa Mobilidade Sustentável para Todos, para que as Nações Unidas designassem um dia para celebrar e promover o uso de bicicletas em todo o mundo. Foi então que, em 12 de abril de 2018, todos os 193 estados membros da ONU adotaram a resolução da Assembleia Geral, que declarou o Dia Mundial da Bicicleta. 

De acordo com o professor Todt, existem quatro grandes motivos para estimular o uso da bicicleta:  

Dia Mundial da Bicicleta

Foto: Camila Cunha

O professor considera que a Universidade teve um importante papel em sua trajetória para que pudesse chegar ao reconhecimento internacional: “apenas consegui esse prêmio, essa conquista, devido ao apoio institucional que a PUCRS sempre deu ao meu trabalho. Ter o nome da Universidade junto ao seu é algo que traz credibilidade e impulsiona o reconhecimento. É por isso que, abaixo do meu nome, está o nome da PUCRS no prêmio enviado pela ONU em comemoração ao Dia Mundial da Bicicleta”, comenta.  

Uma história da bicicleta 

Em 1817 o barão alemão Karl von Drais era o dono da primeira bicicleta, conhecida como máquina corredora. Ela foi desenvolvida como alternativa ao transporte que utilizava cavalos, o qual era muito caro e trazia dificuldades na manutenção. Esse primeiro modelo era feito de madeira e funcionava não com pedais, mas com impulsos dos pés do condutor.  

Os pedais apenas surgiriam em 1839, e são atribuídos ao ferreiro Kirkpatrick MacMillan, apesar do modelo de bicicleta com essa ferramenta começar a ser produzido apenas em 1869, pelo inglês Thomas McCall. Os pedais das bicicletas nesses primeiros momentos eram posicionados na roda dianteira e o patenteador oficial do modelo foi Pierre Lallement.  

A primeira bicicleta totalmente fabricada em metal foi a de roda alta, de 1870. Apesar de sua condução ser difícil devido à altura das rodas, que exigiam um grande equilíbrio, ela era muito mais cômoda do que os modelos anteriores e atingia maiores velocidades em razão do diâmetro do aro. Também foram fabricados modelos com três e quatro rodas, para evitar acidentes.  

Justamente pelo risco de quedas desse modelo anterior, surgiram, na próxima década, as bicicletas de segurança, parecidas com as atuais, elas possuíam as duas rodas do mesmo tamanho. Em 1888, foram acrescentados os pneus às estruturas e, a partir da década de 1890, passaram a ser produzidas em larga escala, se popularizando.  

A bicicleta, nesse período também foi sinônimo de liberdade. Ela permitiu que mulheres pudessem se deslocar sozinhas e em distâncias maiores. Inclusive, isso aconteceu ao mesmo tempo em que o movimento sufragista surgia, em busca dos direitos políticos do gênero feminino.  

Atualmente, a bicicleta tem se mostrado uma aliada da sustentabilidade. Seus benefícios para todo o ecossistema social foram os motivadores para a celebração do Dia Mundial da Bicicleta. 

Professora Rita Petrarca e Marlova Noleto / Foto: Reprodução

Ser feliz ou ter uma carreira consolidada? Precisa escolher? Talvez você já tenha se perguntado isso ao pensar sobre seu futuro e qual profissão seguir. E esse também foi um dos aspectos abordados na abertura do Open Campus 2020, com a convidada Marlova Noleto, diretora e representante da Unesco no Brasil. Ao relembrar o começo da sua trajetória, ela comenta que “não basta ter uma carreira. Ela precisa ser fonte de prazer, além de um modo de ganhar a vida”. 

O evento faz parte da programação da primeira edição online do Open Campus, que conta com mais de 200 atividades gratuitas, de 22 a 24 de outubro. A mediação do encontro ficou por conta da professora Rita Petrarca, do curso de Psicologia da Escola de Ciências da Saúde e da Vida. Assista a live completa neste link. 

Eu sou paga para fazer o que eu adoro 

Eu sempre digo que a escolha de uma carreira profissional é um momento decisivo na vida que geralmente acontece quando somos muito jovens. Quanto mais prazerosa, melhor será a trajetória profissional”, destaca Marlova. 

Ela conta que em nenhum momento se sentiu arrependida de suas escolhas profissionais. Eu adoro ser assistente social e acho que é um curso que abre uma janela para o mundo, que dá muita perspectiva e possibilidades de intervir para a transformação social. 

O mundo mudou muito e a maior parte das profissões da forma que as pessoas conhecem hoje provavelmente vai deixar de existir nos próximos 20 anos, comenta Marlova. Segundo ela, é muito importante escolher o que se gosta de fazer, porque é necessário estar sempre estudando e se atualizando. 

Uma carreira dedicada ao bem-estar coletivo 

Nascida no interior do Rio Grande do Sul, Marlova Jovchelovitch Noleto é a primeira mulher a ser diretora da Unesco no Brasil, agência das Organização das Nações Unidas (ONU) voltada a contribuir para a paz e a segurança no mundo mediante a educação, a ciência e a cultura. 

“Fui inspirada pela trajetória profissional dos meus pais, que eram pessoas muito comprometidas, não só profissionalmente, mas também com o trabalho voluntário”, conta. 

“Como será o dia de amanhã?” 

Escolher mudar o mundo passa pela trajetória acadêmica e profissional

Irmão Marcelo Bonhemberger / Foto: Reprodução

Relembrando uma reflexão feita pelo reitor da Universidade, Irmão Evilázio Teixeira, o Irmão Marcelo Bonhemberger abriu o evento convidando a audiência a pensar sobre os tempos atuais.Como será o dia de amanhã? Quando tudo voltará ao normal? Aliás, será possível voltar ao normal? Estamos fazendo uma travessia inédita e é tempo de espera e esperança. Confiamos que algo muito bom está por vir depois das dificuldades. Quem sabe uma nova civilização mais humana e mais feliz?”. 

Marlova também destacou que a instituição de ensino fez toda a diferença na sua trajetória. “Eu olho com muito carinho para a PUCRS, porque foi a universidade onde eu estudei e ela evoluiu com o tempo, não parou e soube acompanhar as mudanças do mundo”. 

Open Campus: interativo e totalmente online 

Oficinas, tours, bate-papos, possibilidades acadêmicas e de carreiras, atrações culturais. Essas são apenas algumas das atividades do Open Campus. O tradicional evento em que a PUCRS abre as portas para quem tem interesse em ingressar no ensino superior, oportunizando experiências em suas áreas profissionais de interesse, está com inscrições abertas. 

Confira neste link as próximas atrações, como a palestra com a youtuber Débora Aladim – conhecida por produzir videoaulas sobre história, redação e dicas de estudos nas redes sociais –, no dia 24 de outubro, sábado, às 18h. 

Já pensou se você não tivesse o direito de... escolher? Em quem votar, de se expressar, de participar de decisões que afetam a sua vida. Ou, ainda, simplesmente não ter direitos? À educação, saúde, segurança, justiça, saneamento, entre tantos outros. A democracia é uma construção social histórica. E, da mesma maneira que foi criada por pessoas, depende delas para se desenvolver e permanecer. É o que explica o professor André Salata, coordenador do Centro Brasileiro de Pesquisas em Democracia (CBPD) da PUCRS, que investiga a consolidação da democracia através das instituições sociais, econômicas, jurídicas, políticas, da cultura e questões correlatas. Segundo o professor, a democracia pode ser entendida de duas maneiras. “De modo mais estreito, ela é um método de troca de poder e de tomada de decisões políticas, no qual a vontade da maioria tem um peso muito importante. E de modo amplo, e mais adequado, ela inclui também aspectos como a igualdade perante a lei e a garantia de direitos (humanos, civis, políticos e sociais) a todos, independentemente de origem ou posição social, raça, sexualidade, gênero ou crença religiosa”, explica Salata. Mas a democracia pode acabar? Sim, pode - o que não significa que vá acontecer. Pesquisas recentes têm mostrado que, do ponto de vista global, a democracia tem se enfraquecido nos últimos anos. “Isso tem ocorrido, em grande medida, não em função de rupturas abruptas, mas sim de governos que, gradualmente, minam as instituições democráticas”, destaca o professor. Segundo a Democracy Matrix (DeMax), projeto financiado pela Fundação Alemã de Pesquisa (DFG), 22 países apresentaram declínio democrático no último ano. Entre eles, Brasil, Sérvia, Hungria, Índia e Turquia. A pesquisa avalia mais de 200 itens de liberdade política, igualdade e controle legal em 179 países desde 1900. Vigiar e prevenir Segundo André Salata, a prevenção a isso exige vigilância constante por parte da sociedade civil e das instituições. “Felizmente vivemos em um regime democrático, mesmo com suas inúmeras limitações. As pesquisas são importantes pois nos permitem justamente analisar essas limitações a fim de aperfeiçoar nosso sistema. E para isso é preciso estudos sistemáticos, objetivos e interdisciplinares, como aqueles promovidos pelo CBPD”. Mais de 30 anos de democracia e o CBPD Entre as publicações do CBPD, a principal é o livro 30 Anos de Democracia: Avanços e Contradições, lançado em 2018 pela Edipucrs. A obra trata da sobrevivência do regime democrático no País após três décadas do fim da ditadura. Desde 2015 o CBPD atua como parceiro ativo na Rede de Observatórios da Dívida Social das Universidades Católicas na América Latina (RedODSAL), com apoio financeiro da Fundação PORTICUS. Um dos projetos é a pesquisa comparativa a respeito do desenvolvimento humano e das condições socioeconômicas da população na região. Entre os trabalhos do CBPD estão pesquisas sobre as desigualdades sociais no Brasil, incluindo questões de classe, raça e ensino; ativismo transnacional de migrantes; violência, justiça e criminalidade no País; a capacidade das instituições e processos políticos de conectarem a política pública governamental com os interesses e opiniões dos cidadãos; trajetórias de políticas no Brasil; entre outros. Sobre a data O Dia Internacional da Democracia, celebrado em 15 de setembro, foi criado pela Organização das Nações Unidas em 2007. Segundo a ONU, a democracia é “um valor universal baseado na vontade, expressa livremente pelo povo, de determinar o seu próprio sistema político, econômico, social e cultural, bem como na sua plena participação em todos os aspectos da vida”. Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, Paulo Paim, a democracia é o sistema que permite aos cidadãos o pleno exercício de seus direitos. “Uma democracia forte se estabelece a partir do respeito às diferenças e às diversidades, da igualdade de direitos e de oportunidades, da saúde e da educação, do emprego e da renda. Combater a intolerância, o racismo e todo tipo de discriminação é consolidar a democracia”, afirmou durante entrevista no Senado.

Foto: Arnaud Jaegers/Unsplash

Já pensou se você não tivesse o direito de… escolher? Em quem votar, de se expressar, de participar de decisões que afetam a sua vida. Ou, ainda, simplesmente não ter direitos? À educação, saúde, segurança, justiça, saneamento, entre tantos outros. A democracia é uma construção social histórica. E, da mesma maneira que foi criada por pessoas, depende delas para se desenvolver e permanecer. 

É o que explica o professor André Salata, coordenador do Centro Brasileiro de Pesquisas em Democracia (CBPD) da PUCRS, que investiga a consolidação da democracia através das instituições sociais, econômicas, jurídicas, políticas, da cultura e questões correlatas. 

Segundo o professor, a democracia pode ser entendida de duas maneiras. “De modo mais estreito, ela é um método de troca de poder e de tomada de decisões políticas, no qual a vontade da maioria tem um peso muito importante. E de modo amplo, e mais adequado, ela inclui também aspectos como a igualdade perante a lei e a garantia de direitos (humanos, civis, políticos e sociais) a todos, independentemente de origem ou posição social, raça, sexualidade, gênero ou crença religiosa”, explica Salata. 

Mas a democracia pode acabar? 

Sim, pode o que não significa que vá acontecer. Pesquisas recentes têm mostrado que, do ponto de vista global, a democracia tem se enfraquecido nos últimos anos. “Isso tem ocorrido, em grande medida, não em função de rupturas abruptas, mas sim de governos que, gradualmente, minam as instituições democráticas”, destaca o professor. 

Segundo a Democracy Matrix (DeMax), projeto financiado pela Fundação Alemã de Pesquisa (DFG), 22 países apresentaram declínio democrático no último ano. Entre eles, Brasil, Sérvia, Hungria, Índia e Turquia. A pesquisa avalia mais de 200 itens de liberdade política, igualdade e controle legal em 179 países desde 1900. 

Vigiar e prevenir 

Segundo André Salata, a prevenção a isso exige vigilância constante por parte da sociedade civil e das instituições. “Felizmente vivemos em um regime democrático, mesmo com suas inúmeras limitações. As pesquisas são importantes pois nos permitem justamente analisar essas limitações a fim de aperfeiçoar nosso sistema. E para isso é preciso estudos sistemáticos, objetivos e interdisciplinares, como aqueles promovidos pelo CBPD”.   

Mais de 30 anos de democracia e o CBPD 

30 anos de democracia - livro edipucrsEntre as publicações do CBPD, a principal é o livro 30 Anos de Democracia: Avanços e Contradições, lançado em 2018 pela Edipucrs. A obra trata da sobrevivência do regime democrático no País após três décadas do fim da ditadura. 

Desde 2015 o CBPD atua como parceiro ativo na Rede de Observatórios da Dívida Social das Universidades Católicas na América Latina (RedODSAL), com apoio financeiro da Fundação PORTICUS. Um dos projetos é a pesquisa comparativa a respeito do desenvolvimento humano e das condições socioeconômicas da população na região. 

Entre os trabalhos do CBPD estão pesquisas sobre as desigualdades sociais no Brasil, incluindo questões de classe, raça e ensino; ativismo transnacional de migrantes; violência, justiça e criminalidade no País; a capacidade das instituições e processos políticos de conectarem a política pública governamental com os interesses e opiniões dos cidadãos; trajetórias de políticas no Brasil; entre outros. 

Sobre a data 

O Dia Internacional da Democracia, celebrado em 15 de setembro, foi criado pela Organização das Nações Unidas em 2007. Segundo a ONU, a democracia é “um valor universal baseado na vontade, expressa livremente pelo povo, de determinar o seu próprio sistema político, econômico, social e cultural, bem como na sua plena participação em todos os aspectos da vida”. 

Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, Paulo Paim, a democracia é o sistema que permite aos cidadãos o pleno exercício de seus direitos.Uma democracia forte se estabelece a partir do respeito às diferenças e às diversidades, da igualdade de direitos e de oportunidades, da saúde e da educação, do emprego e da renda. Combater a intolerância, o racismo e todo tipo de discriminação é consolidar a democracia”, afirmou durante entrevista no Senado. 

Fronteiras do Pensamento

Denis Mukwege respondeu às várias perguntas da plateia, com a mediação de Daniel Scola/Fotos: Luiz Munhoz

O médico Denis Mukwege – Prêmio Nobel da Paz em 2018 – aproveitou o palco do Fronteiras do Pensamento, na segunda-feira à noite (dia 19 de agosto), para fazer um apelo por justiça e paz na República Democrática do Congo e pela criação de um fundo global para os sobreviventes. O Hospital Panzi, que criou há 20 anos, no seu país, já tratou 55 mil mulheres vítimas de violência sexual. “Até hoje os corpos delas têm sido um campo de batalha. Essa é uma estratégia de guerra que destrói gerações. Comunidades inteiras são forçadas a saírem de seu território em benefício de mineradoras”, denunciou o conferencista, aplaudido várias vezes pela plateia, que lotou o Salão de Atos da UFRGS. O projeto conta com o apoio cultural da PUCRS.

O seu relato contundente da realidade do Congo, governado por uma coalisão de grupos rebeldes que acabaram no Exército e na Polícia, provocou no final a pergunta de um espectador: “Como podemos ajudar?”. O que fazer diante dos 6 milhões de mortos e desaparecidos da região leste do país pelos conflitos envolvendo o coltan, uma mistura de dois minerais usados em eletrônicos, como os smartphones? Um dos caminhos apontados pelo médico e ativista é cobrar que as Nações Unidas tirem da gaveta um relatório do Alto Comissariado dos Direitos Humanos que detalha 617 casos. Recentemente, o Tribunal Penal Internacional fez a primeira condenação por crime sexual no Congo, o que é visto por Mukwege como uma vitória, mas ainda tímida.

Sentido da vida

Denis Mukwege, Fronteiras do Pensamento

A conferência começou com o relato do médico sobre a origem de sua missão, lembrando que o tema do Fronteiras deste ano é Sentidos da vida. Com problemas no parto, quando nasceu, teve uma grave infecção generalizada, e a família contou com o apoio de uma professora primária sueca que travava a luta contra a mortalidade infantil na África. O pai, pastor protestante, também foi uma fonte de inspiração. Aos 8 anos, acompanhou-o numa visita a uma criança doente e se deu conta de que queria fazer Medicina para salvar vidas. “Como fui ajudado, eu queria me dedicar aos outros, pouco importa o preço a pagar.”

Depois de formado pela Universidade de Burundi, Mukwege se concentrou nas crianças, mas logo se deu conta do também alto índice de mortalidade materna. Concluiu seus estudos em Ginecologia e Obstetrícia na Universidade de Angers, na França. Também possui PhD pela Universidade de Bruxelas, na Bélgica. Mas decidiu voltar ao Congo, em meio à guerra, e dedicar sua atuação a devolver a dignidade a mulheres.

Uma das maiores atrocidades a que assistiu foi o atentado ao hospital no povoado de Lemera. “A fossa comum em que estão enterradas as vítimas lembra a banalidade do mal”, reforça. Esse crime nunca foi reconhecido. Mukwege volta a falar “na amnésia e no silêncio do mundo”. “A epopeia desses mártires nunca foi contada por nenhum Homero”, sublinha. Porém, garante que não vai se resignar a um horror que não poupa nem bebês ou idosas. Para ele, outro fato doloroso é tratar filhas das vítimas.

Atentados

Respondendo a uma pergunta da plateia sobre a sua segurança pessoal, o médico contou que já sofreu seis atentados em 20 anos. Em 2011, o ministro da Saúde da República Democrática do Congo disse para ele não falar na Assembleia Geral da ONU, ameaçando-o. Cancelou de véspera a sua participação em Nova York, mas não deixou de ir no ano seguinte para pedir pela condenação dos grupos rebeldes. Resultado: foi recebido na volta em sua casa por homens armados, que fizeram seus filhos de reféns e balearam fatalmente seu segurança. Hoje ele recebe proteção de soldados das forças de paz da ONU e resolveu morar no Hospital de Panzi com a mulher. Após minutos de silêncio, emocionado, o médico relatou que o restante da família deixou o Congo.

Outra questão feita a ele, na conversa mediada pelo jornalista Daniel Scola, foi a responsabilidade das grandes empresas que se beneficiam da extração do coltan. “Elas sabem o destino desses minérios de sangue, a martirização das mulheres que têm o seu aparelho genital destruído. Tudo isso está documentado em publicações científicas.”

Os próximos convidados do Fronteiras do Pensamento são Janna Levin, Werner Herzog, Contardo Calligaris e Luc Ferry.

Mais sobre a trajetória de Mukwege

O médico é considerado o maior especialista do mundo em reparação interna de genitais femininos. Também coordena programas de HIV/Aids em seu país. Em 2008, recebeu o Prêmio Olof Palme e o Prêmio Direitos Humanos das Nações Unidas por seu trabalho de proteção aos direitos e à dignidade de milhares de mulheres congolesas. Em 2014, o médico recebeu um dos mais importantes prêmios do mundo, o Sakharov.

Eleanor Roosevelt com o cartaz da Declaração Universal dos Direitos Humanos

Eleanor Roosevelt, então presidente da Comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas, com o cartaz da Declaração Universal /Foto: Reprodução

Em outubro de 2017, Paul McCartney veio ao Brasil para uma série de shows. Em meio ao repertório de sucesso, referindo-se a um momento ideológico instável do País, o ex-beatle citou a canção Blackbird, sucesso da banda de Liverpool, inspirada na busca por direitos iguais na sociedade. Dedicou a música para quem continua nessa luta. A obra, composta por ele em 1968, coloca em questão um fator corriqueiro do mundo em meio a tanta disputa ideológica: os direitos humanos. Lançada em 10 de dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi elaborada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para tentar unificar um mundo dividido, tendo em vista humanizar uma sociedade destruída pelo pós-guerra. Comemora-se o Dia Internacional dos Direitos Humanos em 10 de dezembro.

Jair Kriscke

Krischke avalia que há retrocessos no mundo em relação ao tema/Foto: Giulia Cassol

Dividida em 30 artigos, a declaração tem como intuito criar um cenário condicional de livre-arbítrio para os cidadãos. Neste ano, completa 70 anos, mas a busca por um ambiente igualitário continua em discussão. As teses relacionadas aos direitos humanos são constantemente questionadas. Para Jair Krischke, presidente e fundador do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), o País está regredindo. “Vivemos um retrocesso no mundo. No Brasil, duplo ou triplo retrocesso”, afirma Krischke, considerado um dos maiores especialistas sobre o tema.

Acesse o texto completo da Revista PUCRS, feita pelo aluno do curso de Jornalismo Leonardo Radaelli, com fotos de Giulia Cassol, via Agência J de Reportagem, da Escola de Comunicação, Artes e Design – Famecos, no link.

 

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Professora Betina Blochtein – Foto: Camila Cunha

O mais recente encontro do Ciclo Preparatório PUCRS 2017-2018 para a Terceira Conferência Regional da Educação Superior da América Latina e Caribe (Cres) – Unesco Iesalc de 2018 teve como tema A Educação Superior no desenvolvimento sustentável. Ocorrido no dia 12 de abril, no 6º andar da Biblioteca Central, o evento teve como painelistas os professores Betina Blochtein, diretora do Instituto do Meio Ambiente (IMA), e Júlio César Bicca-Marques, da Escola de Ciências, com mediação da Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação Carla Bonan.

Conceito de desenvolvimento sustentável

Primeira a se apresentar, a professora Betina expôs uma breve linha do tempo do conceito de desenvolvimento sustentável e as iniciativas promovidas com a chancela da Organização das Nações Unidas (ONU). Em 1972, em Estocolmo (Suécia), a Assembleia Geral criou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. No ano de 1987, o relatório Nosso futuro comum, elaborado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, trouxe a definição “o desenvolvimento sustentável é aquele que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”. No ano de 1992, a conferência Eco 92, ocorrida no Brasil, com 179 países representados, consolidou o compromisso público internacional com diversas formas de respeito ao meio ambiente e aos recursos naturais.

Engajamento da PUCRS

No ano de 2005, teve início a Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, criando datas como o Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho. A PUCRS, além de ter esse tema presente em sua Visão de Futuro, mantém o Instituto do Meio Ambiente (IMA) e do Comitê de Gestão Ambiental (CGA). Ambos desenvolvem atividades de formação, assessoria e conscientização, voltadas a estudantes, professores, técnicos administrativos e lideranças. Eventos, exposições e capacitações têm ocorrido frequentemente, a fim de manter a questão ambiental em evidência e partilhar conhecimento. Betina também apresentou um vídeo sobre o Centro de Preservação e Conservação da Natureza – Pró-Mata, área de 3,1 mil hectares no município de São Francisco de Paula (RS). O projeto, com o apoio da Universidade de Tübingen (Alemanha) e da empresa Stihl, foi inaugurado em 1996. A enumerar as ações da PUCRS, a professora destacou que “as universidades devem funcionar como catalizadoras do desenvolvimento sustentável”.

Desenvolvimento sustentável x sustentabilidade ambiental

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Professor Júlio César Bicca-Marques – Foto: Camila Cunha

A exposição do professor Bicca-Marques foi aberta com a afirmação de que “todas as profissões têm um papel importantíssimo em trabalhar em prol do desenvolvimento sustentável e da preservação da natureza como um todo”, alertou. Com isso, procurou comprometer a todos sobre o assunto, especialmente em sala de aula e nos hábitos cotidianos. Na sequência, esclareceu à plateia algumas diferenças filosóficas. “Embora a expressão desenvolvimento sustentável seja predominante, ela remete à uma visão antropocêntrica e utilitária”, ressaltou, valorizando sobretudo o ser humano. Em contrapartida, o conceito de sustentabilidade ambiental, “está relacionado ao valor intrínseco da biodiversidade, é uma visão biocêntrica”, ou seja, na qual todas as formas de vida são respeitadas.

Carta Encíclica Laudato Si’

Grande parte das citações da palestra tiveram como base a Carta Encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, da qual Bicca-Marques extraiu diversas citações alinhadas à sustentabilidade. A explanação apresentou uma série de slides com as manifestações do Sumo Pontífice, como o item 159, no qual Francisco afirma que “a noção de bem comum engloba também as gerações futuras. Já não se pode falar de desenvolvimento sustentável sem uma solidariedade intergeracional. Se a terra nos é dada, não podemos pensar apenas a partir dum critério utilitarista de eficiência e produtividade para lucro individual. É um empréstimo que cada geração recebe e deve transmitir à geração seguinte”.

O professor também apresentou as raízes psico-comportamentais da crise da biodiversidade na qual vivemos, as quais ilustrou com uma pandorga (pipa), que permanece subindo. São elas: o individualismo – com pessoas pensando sobretudo em si; o sentimento de insignificância – perante os 7,3 bilhões de habitantes do Planeta; a desconexão com a natureza – olhando-a de forma utilitária; e a adaptabilidade – tolerância crescente e inerte às situações negativas. Como antídoto, ele propôs “a sensibilização e o amor pelo exemplo, pois não adianta sabermos, temos que sensibilizar as pessoas à nossa volta, para que protejam o que conhecem e amam”, defendeu. Por fim, destacou seu lema em sala de aula “pense localmente, mas aja”, para que o saber se transforme em atitudes.

Próximo encontro

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Pró-Reitora Carla Bonan foi a mediadora – Foto: Camila Cunha

No dia 26 de abril, ocorre próximo encontro na PUCRS, que terá o tema Educação Superior, internacionalização e integração regional. O painel será apresentado pelas professoras Heloisa Delgado, assessora-chefe da Assessoria para Assuntos Internacionais e Interinstitucionais (AAII), e Marília Morosini, coordenadora do Centro de Estudos em Educação Superior (CEES/PUCRS), com mediação da professora Magda Cunha, coordenadora de Pesquisa da Escola de Comunicação, Artes e Design – Famecos. A programação completa do ciclo pode ser acessada neste link. Já os textos relacionados aos encontros na Universidade podem ser consultados pelo Portal PUCRS.

Sobre o Ciclo Preparatório

O Ciclo Preparatório PUCRS conta com sete encontros, que se configuram em um espaço de reflexão na comunidade acadêmica. Cada evento busca discutir algum dos temas centrais abordados pela CRES. Ao final da programação, será elaborada uma carta manifesto sobre a Educação Superior, com as contribuições e reflexões dos representantes da Universidade. A CRES será realizada em junho, na Cidade de Córdoba (Argentina), promovido pelo Instituto Internacional da Unesco para a Educação Superior na América Latina e no Caribe (Iesalc-Unesco).

 

2017_10_02-empretec(907x520)O Idear – Laboratório Interdisciplinar de Empreendedorismo e Inovação da PUCRS recebe, entre os dias 16 e 21 de outubro, o Empretec – Empreendedorismo ao extremo, curso desenvolvido pela Organização das Nações Unidas (ONU) e aplicado no Brasil pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O evento, que nesta edição é promovido em parceria com a Universidade, propõe seis dias de imersão com atividades de método interativo e prático com o objetivo de potencializar o comportamento empreendedor. Para participar do seminário aberto ao público, é preciso ser aprovado em entrevista prévia. As inscrições estão disponíveis até o dia 5 de outubro neste link. Na etapa seguinte, será agendada uma entrevista até o dia 6 de outubro, das 9h às 18h, no Idear, sala 212 do prédio 15 do Campus (Avenida Ipiranga, 6681 – Porto Alegre). Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (51) 3353-7754 e (51) 3353-6065 ou pelo e-mail [email protected].

Seis dias de capacitação

O Empretec é uma metodologia da ONU voltada para desenvolver as características do comportamento empreendedor, melhorar o desempenho empresarial, ampliar a visão de mundo, de liderança e de oportunidades. São 60 horas-aula de capacitação em 6 dias imersão em que o participante é desafiado em atividades práticas, que apontam como um empreendedor de sucesso age. Três empresários atuam como facilitadores e irão ministrar o curso.

Conheça os facilitadores:

Paulo Christiano Ferneda
Administrador de Empresas, graduado pela Escola de Negócios da PUCRS. Tem pós-graduação em Gestão Estratégica de Recursos Humanos (PPGA/UFRGS). Especialista em Dinâmica de Grupos pela Sociedade Brasileira de Dinâmica de Grupos (SBDG). Formação em coach pelo ICI – Integrated Coaching Institute. Sócio-diretor da empresa Multicontrole – Controle de Pragas e Serviços Ltda. Sócio-diretor da Empresa Pensarh – Desenvolvimento Humano. Facilitador pela Organização das Nações Unidas no Curso ONU/Empretec.

Frederico Brider Peixoto
Engenheiro Civil, com pós-graduação em Engenharia de Produção. Empresário e coach, com atuação nas áreas de Gestão Estratégica, Gestão Pública, Empreendedorismo e Desenvolvimento Comportamental. Facilitador-líder do Empretec. Tem experiência empresarial de 20 anos atuando nas áreas de construção civil, treinamento e gestão empresarial. Sócio das empresas RPX Engenharia e do Instituto Gaúcho de Estágios e Profissionais (Igepro), ambas com sede em Porto Alegre.

Ricardo Fernandes da Silva
Graduado em Administração de Empresas pela Escola de Negócios da PUCRS, com pós-graduado em Gestão de Marketing (ESPM). Coordenador de Dinâmica de Grupos na Sociedade Brasileira de Dinâmica de Grupos. Consultor do Sebrae-RS desde 1999 e consultor das Nações Unidas, atuando como facilitador do Empretec. Coach pelo ICI – Integrated Coaching Institute. Sócio da RF Consultoria e Negócios Ltda., empresa que atua de consultoria e treinamentos.

Lilian Milnitsky Stein na ONU

Foto: arquivo pessoal

A professora do Programa de Pós-graduação em Psicologia da PUCRS Lilian Milnitsky Stein integrou o painel de especialistas do evento “Tortura em Interrogatórios: Ilegal, Imoral e Ineficaz”, realizado em Nova Iorque no dia 22 de setembro, durante a semana da 72ª sessão da Assembleia Geral da ONU. A docente foi convidada a palestrar devido ao seu trabalho pioneiro, desenvolvido há mais de 15 anos, em temas relativos a coleta de testemunhos e depoimentos no âmbito jurídico, como também sobre técnicas de entrevistas investigativas baseadas em princípios científicos.

O encontro contou com a participação de mandatários e representantes de diversos países e teve como moderador o Secretário-Geral Assistente para Direitos Humanos da ONU, Andrew Gilmour. Foram debatidas estratégias para prevenir a tortura e outras práticas coercitivas em interrogatórios com suspeitos. A professora Lilian abordou as bases científicas que norteiam as melhores práticas de entrevista investigativa, baseadas nos avanços produzidos nos últimos 30 anos pelas pesquisas em Psicologia Investigativa. Ela discutiu também práticas de tortura empregadas pela CIA dentro do chamado “Programa de Interrogatório Aprimorado”, como por exemplo, aquelas a que foram submetidos muitos dos prisioneiros de Guantánamo.

“Esse tipo de evento traz à luz uma área infelizmente ainda insipiente em nosso país, no que diz respeito a aproximar a ciência das práticas investigativas, particularmente relativas às entrevistas com suspeitos, testemunhas e vítimas”, comenta Lilian. A organização foi da Secretaria de Direitos Humanos da ONU, com apoio do Centro para Direitos Humanos e Direito Humanitário da Escola de Direito da American University Washington, da Convenção contra Tortura e da Polícia das Nações Unidas.

Tecna,John FraserNo dia 14 de setembro, às 9h30min, o Tecna – Centro Tecnológico Audiovisual do RS recebe a palestra sobre propriedade intelectual na área criativa e audiovisual. O ministrante é o americano John Fraser, especialista com mais de 30 anos de carreira dedicados em levar criações e resultados de pesquisas universitárias para o mercado. Recentemente, ele tem se dedicado à inovação no setor audiovisual e irá abordar aspectos sobre licenciamento, transferência de tecnologia e comercialização.

A inscrição para a palestra Indústria Audiovisual – Tecnologia e Propriedade Intelectual é gratuita, mas precisa ser feita antecipadamente neste link. A atividade, organizada pelo Escritório de Transferência de Tecnologia da PUCRS (ETT) e pelo Tecna, conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O evento terá tradução simultânea.

Sobre John Fraser

Com mais de 30 anos de experiência em levar criações e resultados de pesquisas universitárias para o mercado, John Fraser é um empreendedor acadêmico que fundou e ajudou a fundar mais de 50 startups de base tecnológica. Conferencista internacional pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi) e ONU nos temas licenciamento, transferência de tecnologia e comercialização de ativos intangíveis, é ex-presidente da Association of University Technology Managers (AUTM).

Indústria Audiovisual – Tecnologia e Propriedade Intelectual
Data: 14/09/2017
Horário: das 9:30min às 11:30min
Local: Estúdio A do Tecna – Centro Tecnológico Audiovisual do RS. Av. Senador Salgado Filho, 7.000, Viamão
Entrada franca
Transporte: gratuito (ida e volta), a partir da PUCRS até o Tecna, em Viamão. A informação deve ser mencionada no momento da inscrição.
Tradução: haverá tradução simultânea. Interessados precisam mencionar na inscrição.