Nova pesquisa do PUCRS Data Social aponta os afazeres domésticos como principal motivo de afastamento das mulheres do mercado de trabalho/ Foto: Envato

A mais recente análise do PUCRS Data Social: Laboratório de Desigualdades, Pobreza e Mercado de Trabalho, intitulada Levantamento Sobre Gênero, Trabalho e Parentalidade no Rio Grande do Sul, aponta que, no Rio Grande do Sul, 19,7% das mulheres em relações conjugais com idade entre 25 e 50 anos estão fora do mercado de trabalho, sendo que 13,4% se afastam em função da demanda de tarefas domésticas, como cuidar dos filhos, de outros dependentes ou dos afazeres domésticos. Ou seja, o motivo que faz 68,3% das mulheres estarem fora do mercado é o trabalho doméstico. Entre os homens no mesmo recorte, por sua vez, apenas 2,6% não participam do mercado de trabalho, sendo que somente 0,3% se afastam em função de tarefas domésticas.  

Tamanha diferença se torna ainda mais marcante quando olhamos apenas para famílias com filhos. Entre as famílias gaúchas com filhos de até seis anos, 25,9% das mulheres, chefes de família ou cônjuges, estão fora do mercado de trabalho. Entre os homens, somente 1,6%. E mesmo analisando somente famílias cujos filhos têm entre seis e quinze anos – ou seja, em uma faixa etária mais elevada –, a diferença é significativa: enquanto apenas 4,2% dos homens não participam do mercado de trabalho, entre as mulheres essa proporção chega a 18,5%. 

A fonte de dados é da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio Contínua, em sua versão trimestral. O recorte utilizado inclui pessoas de referência no domicílio e cônjuges, em relações heterossexuais, com idade entre 25 e 50 anos, no 4º trimestre de cada ano estudado.  

“Os resultados expressam, primeiro, a marcante divisão do trabalho doméstico, em especial no que se refere ao cuidado com os filhos, pelo qual as mulheres são tidas como responsáveis. E, em segundo, o resultado substantivo disso na redução da participação dessas mulheres no mercado de trabalho”, diz o professor Andre Salata, coordenador do PUCRS Data Social e um dos autores do estudo. 

Essas constatações ficam muito evidentes quando se compara a participação de homens e mulheres no mercado de trabalho, de acordo com o número de filhos. Entre os casais sem filhos, 2,3% dos homens estão fora do mercado de trabalho, e 14,8% das mulheres. Quando consideramos apenas casais com um filho, 3% dos homens não trabalham nem procuram emprego, contra 18,9% das mulheres. Quanto a casais com três ou mais filhos, 36,6% das mulheres e somente 4,8% dos homens estão fora do mercado de trabalho.  

Mulheres negras sofrem ainda mais desvantagens no âmbito do trabalho do que as mulheres brancas/ Foto: Envato

“Os dados mostram que, em relação às mulheres, há um claro aumento na proporção daquelas que estão fora do mercado entre famílias com mais filhos. O mesmo, no entanto, não ocorre entre os homens, cuja participação pouco varia em função do número de filhos. Isso é, em alguma medida, resultado da ideia de que cabe mais às mulheres do que aos homens cuidar dos filhos”, diz a professora Izete Pengo Bagolin, pesquisadora do PUCRS Data Social. 

O levantamento traz ainda dados sobre desigualdades raciais, e mostra que mulheres gaúchas negras parecem sofrer mais desvantagens que as brancas nesse âmbito. Entre as mulheres brancas, 12,8% estão fora do mercado de trabalho por motivos domésticos. Já entre as negras, a proporção era de 16,8% no quarto trimestre de 2023. Além disso, os dados evidenciam que, independentemente no número de filhos ou da idade deles, a taxa de mulheres negras fora do mercado de trabalho é sempre maior que a de mulheres brancas.  

Segundo Ely José de Mattos, pesquisador do PUCRS Data Social, mulheres negras estão sobrerepresentadas nos estratos mais baixos da população. “Em virtude disso, estamos falando de famílias com menos recursos para pagar babás ecreches. Ou seja, é esperado que entre mulheres negras o fardo do trabalho doméstico seja ainda maior, conforme mostram os dados”, pontua. 

Por fim, o estudo traz uma comparação entre as unidades da federação. Apesar dos preocupantes dados acima mencionados, o Rio Grande do Sul possui a menor taxa de mulheres fora do mercado de trabalho (13,4%). No Acre, estado com a maior taxa, a proporção chega a 38,1%. Em São Paulo está em 17,2%, e no Rio de Janeiro em 20,8%. 

“Essas proporções estão correlacionadas com o nível socioeconômico das unidades da federação. Em estados mais ricos, as famílias têm mais recursos para pagar pelo trabalho doméstico, fazendo a pressão sobre as mulheres cair um pouco. Mesmo assim, os dados continuam preocupantes, como no caso do Rio Grande do Sul”, conclui Salata.

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Soft Skills; Homem estudando

A especialista do PUCRS Carreiras Ana Cecília Petersen explica que as soft skills podem ser aplicadas em diversas profissões, contextos e cargos. / Foto: Envato Elements

Em meio às constantes transformação do mercado de trabalho, as exigências para se destacar vão além das habilidades técnicas e dos títulos acumulados ao longo de formação. Os recrutadores estão cada vez mais atentos às soft skills, ou seja, habilidades comportamentais ou socioemocionais que afetam o cotidiano de uma pessoa em seu ambiente de trabalho. Elas impactam a maneira como você interage, se comunica e lida com diversas situações junto à equipe. Nesse contexto, desenvolver e aprimorar tais habilidades se tornou fundamental para se destacar em uma sociedade altamente competitiva. 

Ao contrário das habilidades técnicas que se concentram em serem competências práticas dos profissionais e que ajudam a garantir a execução das funções, as soft skills podem ser aplicadas em diversas profissões, contextos e cargos. Elas são cada vez mais importantes ao colaborarem na construção de um relacionamento interpessoal mais próximo com os colegas, além de ajudarem a melhorar a liderança e tornar a empresa adaptável às mudanças no mercado. 

Tendo isso em vista, elas são cada vez mais essenciais para garantir o sucesso profissional, tendo em vista que complementam as habilidades técnicas e colaboram para que sua rotina de trabalho seja mais leve e tranquila. Além disso, podemos destacar algumas habilidades essenciais para o ambiente de trabalho, como a escuta ativa, a expressão clara de ideias, a capacidade de adaptação e como você consegue resolver problemas de maneira criativa. 

As soft skills são cada vez mais valorizadas pelos empregadores, já que um profissional com excelentes habilidades técnicas, mas sem competências socioemocionais, pode ter dificuldades para se integrar em equipes, colaborar efetivamente e se adaptar às mudanças constantes. 

Quais são as Soft Skills mais importantes para o mercado de trabalho?

Desenvolver soft skills é um passo importante para se destacar no mercado de trabalho. Por isso, a consultora do PUCRS Carreiras, Ana Cecília Petersen, destaca cinco delas. 

1) Comunicação

Saber se comunicar é uma das habilidades mais essenciais para o mercado de trabalho. A comunicação vai ajudar em diferentes etapas do seu desenvolvimento profissional, por isso, investir em cursos que ajudem no aperfeiçoamento dessa aptidão é tão importante. Com uma boa comunicação verbal, por exemplo, você consegue ter mais sucesso nas entrevistas de emprego, pode se destacar no dia a dia e construir relacionamentos bons que tornam o clima organizacional mais efetivo. Além, é claro, de contribuir na hora de uma apresentação e de expressar uma ideia. Para Ana Cecília, a prática é essencial para treinar essa habilidade.

“Gravar apresentações para analisar a sua imagem e a sua voz em áudio e vídeo, participar de grupos de debate e negociação, ir a eventos que promovam interação e apresentações, apresentar trabalhos em sala de aula ou eventos e atividades como o teatro, ajudam a ganhar mais prática e a se comunicar melhor em momentos cruciais”. 

2) Inteligência emocional

Soft Skills; mulheres no mercado de trabalho

As cinco soft skills mais importantes para o mercado de trabalho são comunicação, inteligência emocional, relacionamento interpessoal, criatividade e autogestão. / Foto: Envato Elements

Passar por oscilações de humor e dias difíceis é normal no dia a dia. No entanto, é preciso saber enfrentar essas situações, principalmente no trabalho. Para isso, é preciso desenvolver a capacidade de lidar com as emoções.  

“Para desenvolver a inteligência emocional, você pode agir em cada uma dessas partes: adquirir conhecimento sobre as emoções, auto-observar-se ou realizar atividades como a psicoterapia para se autoconhecer e gerir melhor a si mesmo, além de se expor a relacionamentos e interações com outras pessoas”, explica Ana Cecília. 

Por meio dessa habilidade, você consegue oferecer amparo emocional para algum colega em um dia difícil, ou gerir suas emoções de tal maneira que problemas pessoais não impactem sua experiência no trabalho. 

3) Relacionamento interpessoal

A terceira soft skill que merece destaque é o relacionamento interpessoal. Ele se refere à capacidade de interagir, comunicar-se e colaborar efetivamente com outras pessoas. É uma habilidade que envolve empatia, escuta ativa e a capacidade de entender e respeitar as perspectivas e sentimentos dos outros. 

Em um ambiente de trabalho, por exemplo, um bom relacionamento interpessoal pode ser a diferença entre um ambiente harmonioso e um ambiente tóxico. Desenvolver habilidades interpessoais requer autoconhecimento, prática e feedback contínuo. 

“Procure por atividades e projetos que te coloquem em contato com diferentes pessoas e colegas, e se observe durante essas interações para aprender sobre o seu perfil. Pedir feedbacks para outras pessoas pode lhe trazer mais informações sobre onde você está acertando e errando nos relacionamentos”, destaca Ana Cecília. 

4) Criatividade

A criatividade é uma habilidade ligada à resolução de problemas e à geração de ideias inovadoras. Para a consulta de carreiras, o desenvolvimento da criatividade se baseia em adquirir conhecimentos novos tanto na sua área de atuação como em áreas diferentes para aumentar o acervo de conhecimentos e perspectivas. Assim, é fundamental participar de atividades e projetos que desafiem o pensamento convencional, permitindo uma abordagem diversificada e inovadora. Relacionar-se com pessoas de diferentes contextos e experiências também é uma maneira valiosa de absorver novas perspectivas e ampliar o horizonte criativo. 

Exercitar a criatividade requer pensar fora da caixa, desafiando padrões estabelecidos e sempre buscando novas formas de abordar problemas e situações. Uma dica prática é manter um local de registro dessas ideias, seja um caderno, aplicativo ou qualquer ferramenta que ajude a consolidar esse novo hábito de pensamento criativo que você está cultivando. 

5) Autogestão

Muitas vezes chamada de produtividade, essa competência engloba aspectos como organização, disciplina, foco e a capacidade de ser autossuficiente. Ana Cecília destaca que essa habilidade é essencial para um mundo cada vez mais complexo, com excesso de estímulos e tarefas. Para desenvolver efetivamente a autogestão, ela sugere: “Mapeie onde estão seus pontos fortes e fracos para identificar qual ferramenta deve ser utilizada e será mais eficaz para você: calendários, agendas, listas de tarefas, organização de horários para atividades, gestão do seu tempo diário ou semanal, priorização de tarefas, fragmentação de projetos em pequenas etapas etc.”. 

Ao incorporar e adaptar essas ferramentas ao seu cotidiano, você estará não apenas estruturando melhor suas atividades, mas também aprimorando continuamente sua capacidade de autogestão. 

Onde aplicar o desenvolvimento das soft skills?

Soft Skills; Mulher trabalhando

Além de apreender quais as melhores soft skills é importante que a pessoa saiba aplicar essas habilidades no dia a dia. / Foto: Envato Elements

Desenvolver as soft skills irá contribuir em muitos aspectos da vida profissional, como a busca por uma vaga, recolocação no mercado de trabalho ou promoção dentro de alguma empresa. No entanto onde elas podem ser aplicadas na prática? 

1) Melhor desempenho nas entrevistas 

As entrevistas são parte importante dos processos seletivos. Sair-se bem nelas aumenta as chances de alcançar os cargos desejados e, com isso, construir uma carreira de sucesso. Nesse aspecto, as habilidades comportamentais também são úteis e podem ser aprimoradas em uma simulação de entrevista com os consultores do PUCRS Carreiras. Por exemplo, é possível participar de dinâmicas em grupo e se sair bem, saber responder às respostas do entrevistador de modo eficiente, ter destaque pelo pensamento crítico apresentado nelas e muito mais. 

2) Otimização do desempenho no trabalho 

Outra vantagem é ter um desempenho excelente no dia a dia profissional. Ele é crucial para que você se desenvolva e tenha destaque no cargo em que está. Ao desenvolver habilidades comportamentais, você aprende a trabalhar bem em equipe, ter uma comunicação clara com todos os colegas de trabalho e demonstrar ética profissional. 

3) Melhora do networking 

As soft skills também são um ponto importante para a construção de networking. Ter uma rede de contatos é fundamental para conseguir acesso a oportunidades, troca de informações e avanços no conhecimento desenvolvido. 

Se você quer alcançar novos objetivos profissionais, aposte nas soft skills. Por meio delas, é possível criar um relacionamento duradouro, colaborar com os projetos da empresa e levar a uma transformação real no seu ambiente de trabalho.  

Feira de Carreiras reuniu mais de 2000 participantes, sendo um dos maiores eventos de desenvolvimento profissional do sul do país/ Foto: Giordano Toldo

Mais de 2 mil pessoas participaram da 10ª edição da Feira de Carreiras da PUCRS que ocorreu nos dias 3 e 4 de outubro. Promovida pelo PUCRS Carreiras, é um dos maiores eventos focados em desenvolvimento profissional do Sul do país. 

Este ano, a feira resgatou a essência das edições anteriores, promovendo diálogos sobre carreira e o mercado de trabalho por meio de uma imersão para recolocação profissional; trilhas para desenvolver suas hard e soft skills, oportunizando muito networking e conexão com as empresas de diferentes segmentos. Para a coordenadora do PUCRS Carreiras, Katia Almeida, “chegar na 10ª edição é um desafio grande diante das transformações do mercado de trabalho, mas também, é um indicativo da força do evento e da importância dele para muitas pessoas que vêm em busca de oportunidades”, destaca. 

Destinado a criar conexões e oportunidades de networking, o espaço dos stands contou com 20 empresas de diferentes segmentos: Gerdau, CEEE Equatorial, AGCO, GM, EY, TKE, Unimed, Tozzini Freire, Neológica, SLC Agrícola, AEL Sistemas, PUCRS, Cmpc, Quero-Quero, ADP, Montebravo, Supergasbras, Grupo Lins Ferrão, Pwc e Cyrela. 

Além disso, para auxiliar na inserção no mercado, a programação contou com Bootcamps de Empregabilidade abordando os temas como currículo estratégico, como se destacar no processo seletivo, uso do LinkedIn com assertividade e estratégias para encontrar as oportunidades.  

Carolina Machado/ Foto: Giordano Toldo

“Essa programação é um grande diferencial do evento. É focada para pessoas que estão buscando oportunidades no mercado de trabalho e são conduzidas por profissionais das empresas que estão expondo suas marcas”, ressalta a coordenadora. 

Carolina Machado, de 18 anos, terminou o Ensino Médio e participou da feira em busca de conhecimentos na área de seu interesse: Recursos Humanos. “Conhecer pessoas do RH já me faz ter cada vez mais certeza de que é o que eu quero trabalhar: ajudar as pessoas a conseguirem um emprego, terem estabilidade financeira e encontrarem o que gostam de fazer profissionalmente”, comenta. Ela ainda destaca a importância da Universidade aproximar as empresas dos estudantes: 

Me senti muito acolhida pela PUCRS. A gente fica confortável e tranquilo nessas situações, principalmente com esse evento do PUCRS Carreiras. Eu tenho 18 anos e isso é uma introdução à carreira e a minha vida profissional, então é algo assustador. Ter esse acolhimento e essa rede de apoio e de pesquisa da faculdade é algo essencial”, afirma ela. 

Jeferson Menezes/ Foto: Giordano Toldo

Já Jeferson Menezes, estudante do curso de Psicologia da Escola de Ciências da Saúde e da Vida, participou pela primeira vez da Feira de Carreiras e afirma ter sido uma experiência muito interessante. Ele elogia a riqueza de oportunidades proporcionada pela PUCRS. 

“É muito legal ter essa interação com as empresas, conseguir conhecer mais de perto a história delas, o pessoal que trabalha ali. Ver que eles estão realmente procurando gente que tem vontade de estar no mercado de trabalho. Sempre fazem questão de mostrar que há espaço para todo tipo de área, isso é muito legal”, diz o estudante. 

O evento ainda contou com uma variedade de Talks com as empresas parceiras; um bate-papo inspirador com o POD GURIAS, das jornalistas Carla Fachim, Patrícia Cavalheiro e Vanessa Martini, com uma reflexão fundamental sobre sua trajetória profissional e pessoal; talk com profissionais de sucesso abordando como eles alcançaram seus objetivos e uma palestra com Luciano Santos falando sobre protagonismo na carreira. 

Entretenimento e espaço para o bem-estar também estiveram presentes: atrações musicais e um espaço de descompressão, um refúgio sereno dentro da agitação do evento, com momentos de meditação, massagem terapêutica e alongamentos revigorantes estavam entre as atrações do evento. 

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Tathyana Tonniges é formada em Administração pela PUCRS e atualmente cursa Enfermagem na Universidade/ Foto: Giordano Toldo

Nunca é tarde para voltar a estudar ou incluir essa rotina no dia a dia. De acordo com o levantamento feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), houve um crescimento de 93,84% de pessoas com mais de 40 anos que entraram na universidade no período de 2011 a 2022. Atualmente, elas representam 13,4% de todos os estudantes universitários do país. Embora possa parecer intimidante retornar à sala de aula, essa decisão demonstra coragem e passa pela busca do autodesenvolvimento contínuo. 

Conciliar compromissos como trabalho e família com as demandas acadêmicas pode ser uma das maiores dificuldades para os alunos 40+. Para facilitar essa experiência, a líder de Talentos do PUCRS Carreiras, Bruna Lira, destaca que é importante saber gerir o tempo da melhor maneira possível. 

“O aluno precisa elencar prioridades e criar uma lista de tarefas para melhorar o gerenciamento de tempo, anotando tudo o que precisa ser feito. Organizar as atividades a partir de um cronograma também contribui neste momento. E, claro, também é importante ser flexível consigo mesmo, sabendo que os contratempos podem acontecer”. 

Por já possuírem uma vivência profissional e terem acumulado diversas experiências ao longo da vida, os estudantes dessa faixa etária possuem diferentes motivos para retornar ao mundo universitário: cursar uma graduação que aperfeiçoe ainda mais a carreira, realizar um sonho que ainda estava no papel ou mudar totalmente de profissão são algumas delas. Na semana em que comemoramos o Dia do Estudante, a PUCRS apresenta a história de alunos/as que, aos 40+, optaram por ingressar no mundo universitário. 

Foi a partir da organização do seu tempo que Tathyana Tonniges, estudante do Curso de Enfermagem da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS, conseguiu voltar para a Universidade. Formada em Administração em 2014, também pela PUCRS, decidiu mudar para a área da saúde. Para ela, a disciplina é uma estratégia fundamental para conciliar a vida pessoal e a universitária.  

“Eu fiz uma escolha no momento em que decidi estudar. Precisei conciliar uma rotina com emprego, afazeres domésticos e vida pessoal. Todos nós, em algum momento da vida, passamos por uma fase que exige um pouco mais de sacrifício, e onde é necessário abrir mão de alguma coisa, porque no final sempre vem a recompensa. Tenho certeza de que o caminho que eu escolhi já está rendendo bons frutos. A troca de experiências com as pessoas de todas as idades, sejam mais jovens ou mais velhas, sempre é válida. Tenho colegas maravilhosos na minha turma, com pensamentos diferentes, mas com uma conexão e sinergia que andam juntas”. 

A satisfação de Tathyana hoje é tão grande que a futura enfermeira quer continuar na vida acadêmica, cursando mestrado e doutorado na área. 

Apoio é fundamental para os estudantes nessa faixa etária 

Laura Medina é jornalista e hoje cursa Psicologia na PUCRS/ Foto: Giordano Toldo

Voltar a estudar depois dos 40 anos é um desafio pela rotina corrida entre trabalho, aulas e vida pessoal. No entanto, contar com o apoio da família torna esse trajeto bem mais fácil. Marilda Blauth é formada em Turismo pela PUCRS. Em 1986 ela trabalhava em uma agência de viagens e resolveu investir nos estudos na área. Apesar das dificuldades financeiras, finalizou a primeira graduação otimista. “Mesmo sendo difícil conciliar estudo, trabalho e família terminei o curso pensando que faria tudo novamente, pois me apaixonei por este ambiente acadêmico, de pesquisa e convivência com os colegas. 

Cerca de 20 anos depois, durante a pandemia da Covid-19, ela decidiu que retomaria os estudos. Hoje é aluna do Curso de Psicologia da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS e se prepara para fazer a mobilidade acadêmica em Portugal ainda neste semestre. Com o apoio da família, conseguiu dar continuidade a essa etapa, que iniciou de forma online. 

“Foram eles que me incentivaram e me ajudaram muito nas questões tecnológicas. Pensamos juntos em um local onde eu pudesse assistir às aulas sem distrações. Também nos revezávamos nas tarefas diárias. Quando voltei ao modelo presencial, tive que me readaptar novamente, mas continuei tendo todo o apoio necessário”. 

Bruna Lira reforça a importância de contar com uma rede de apoio que funcione como uma base para que os/as estudantes possam continuar na procura pelo conhecimento. É claro que neste momento de vida o tempo destinado a essas atividades é mais curto que na juventude, por isso, além da organização, é preciso buscar suporte em uma rede que auxilie no cuidado com os filhos, com a casa e com as atividades da vida adulta”, ressalta. 

O retorno aos estudos após uma carreira consolidada em outra área  

Laura Medina decidiu mudar o foco profissional aos 50 anos. Depois de uma carreira de sucesso, tendo passado por diversos veículos e sendo reconhecida pela apresentação de programas com foco em saúde, a jornalista resolveu apostar em uma nova paixão: a psicologia.  

“Dividir o meu tempo com pessoas mais jovens me renova e me faz sentir em um processo de transformação. Aos 56 anos de idade percebo um novo caminho na minha fase de vida. É um momento que serve como um dispositivo para iniciar uma construção amorosa da minha velhice”. 

Voltar à universidade após os 40 anos é poder aproveitar toda a experiência de vida para apostar novas fichas em diferentes possibilidades. “A psicologia é uma profissão que permite entrar no mercado de trabalho em qualquer fase da vida. O curso também é um campo inesgotável de estudo, basta querer”, destaca Laura. 

Atualmente com uma rotina flexível de trabalho, a jornalista também ressalta a importância de uma organização que facilite a vida. “Não tenho uma carga horário fixa, mas atendo algumas empresas e eventos. Em casa, possuo horários para as tarefas e um tempo para curtir a família. Não é fácil conciliar tudo. Quando não consigo, respiro fundo e está tudo bem, sigo em frente, com calma, sem cobranças como eu fazia no passado. Viva a maturidade!”, brinca. 

Para Laura, a troca com professores e colegas contribui na formação, possibilitando um aprendizado além da grade curricular. 

“É enriquecedor a troca de saberes, o aprendizado com a experiência do outro e o compartilhamento de ideias. Está sendo uma bela experiência de vida conviver com colegas bem mais jovens do que eu”.

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escola de direito

Núcleo de Prática Jurídica da Escola de Direito proporciona aos alunos vivências práticas da profissão/ Foto: Igor Bandera

O mercado de trabalho em Direito possui, sem dúvidas, uma ampla gama de possibilidades de atuação – especialmente considerando as constantes transformações da área e da sociedade como um todo. A Escola de Direito da PUCRS proporciona aos seus alunos e alunas a oportunidade de unir a teoria aprendida em sala de aula com a prática e, assim, experienciar o mercado de trabalho já durante a graduação – além de gerar impacto positivo na sociedade. Essa é a proposta do Núcleo de Prática Jurídica, que tem como objetivo proporcionar aos estudantes experiências em diversas áreas do Direito – e, para muitos, o primeiro contato com a profissão. Além disso, todos os serviços prestados pelos alunos no Núcleo são oferecidos de forma gratuita à comunidade, democratizando o acesso a atendimento e soluções jurídicos para a população. 

Cloves Egídio Knob, encarregado do Núcleo de Práticas Jurídicas, destaca a importância desse espaço como serviço à comunidade:  

“Trata-se de prática jurídica real, pois alunos vivenciam a rotina de um escritório de advocacia, mediante o atendimento da comunidade hipossuficiente que necessita de atendimento jurídico. Dessa forma, a Universidade e os estudantes prestam um relevante serviço à comunidade”. 

Ele também destaca que as experiências vividas pelos alunos nesses espaços são fundamentais para prepará-los para o mercado de trabalho. Afinal, os estudantes atuam de variadas formas, desde o atendimento ao assistido, passando pela discussão do caso, elaboração de peças processuais, até o acompanhamento de audiências e julgamentos. 

“Eles desenvolvem competências comportamentais do profissional do Direito, como postura, ouvir o cliente, trabalhar e discutir o caso em grupo, bem como competências inerentes para o profissional, desenvolvendo seu raciocínio jurídico”, destaca. 

O coordenador do curso de Direito, Elton Somensi, ressalta que há habilidades e competências necessárias para a prática jurídica e que precisam ser vivenciadas para um efetivo aprendizado, como: interpretar e aplicar as normas da ordem jurídica, dialogar e argumentar em um contexto de diversidade e pluralismo cultural, identificar e apresentar soluções para os conflitos e trabalhar em grupo. No Brasil, hoje em dia, a maioria dessas experiências acontece em estágios fora das instituições de ensino. “O mesmo acontece na PUCRS, mas temos um diferencial que poucas instituições possuem: nosso Núcleo de Prática Jurídica oferece oportunidades que são complementares e até mesmo suprem a necessidade de recorrer a um estágio fora”, pontua.

Elton ainda acrescenta que os espaços do Núcleo estão passando por renovações, a fim de oferecer aos alunos uma experiência jurídica ainda mais completa. 

“Além do contato com a comunidade e uma vivência da pluralidade de realidade socioeconômico e cultural, estamos ampliando nossas parcerias com órgãos públicos e escritórios de advocacia, por meio das quais esta vivência também permitiram uma efetiva inserção no mercado de trabalho. Os escritórios, por exemplo, vão acompanhando, recrutando e preparando os estudantes em vistas a uma futura contratação”, conta ele. 

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Espaços do Núcleo de Prática Jurídica oferecem serviços de assistência jurídica gratuita à comunidade/ Foto: Giordano Toldo

Segundo dados da Defensoria Pública, 25% da população brasileira está à margem do sistema jurídico e se encontra impedida de acessar seus direitos civis, sendo boa parte dessa população em situação de vulnerabilidade econômica e com renda familiar de até três salários-mínimos. O objetivo do Núcleo de Práticas Jurídicas é justamente ajudar a modificar essa realidade. Em entrevista à GaúchaZH, Felipe Kirchner, professor da Escola de Direito, comentou sobre o que, para ele, é o verdadeiro papel do Direito na sociedade: 

“O Direito costuma ser pensado por um viés um tanto elitista, mais relacionado a questões empresariais. Isso, no entanto, é a exceção. O Direito na verdade é um método de resolução de conflitos para o cidadão comum. E é essa uma das vivências que o aluno deve ter na universidade. Ele pode ser advogado, defensor, promotor, juiz e precisa aprender a lidar com essa realidade”, pontua ele. 

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Alunos relembram experiências no Núcleo 

Os espaços do Núcleo de Práticas Jurídicas perpassam e já perpassaram a trajetória acadêmica de muitos estudantes da PUCRS – e alguns deles contam suas experiências. Thiago Pauletti, que integrou o Serviço de Assistência Jurídica Gratuita (SAJUG), afirma sentir orgulho de ter participado do serviço. 

“Foram apenas seis meses, mas cada pessoa que necessitou do meu auxílio foi de extrema importância, mal sabem elas que me auxiliaram em um grau ainda maior. E nada disso seria possível sem as orientações da professora Dora e da equipe fantástica.” 

Thales Moura, também alumni do curso de Direito, também fez parte do SAJUG e destaca o serviço como um diferencial, pois possibilita que os alunos sejam os protagonistas das atividades.  

“A minha experiência no SAJUG foi fundamental para chegar aonde estou hoje, pois foi o contato mais próximo que tive da realidade prática de um escritório de advocacia. A equipe qualificada de profissionais que trabalha junto aos professores, fornece todo suporte durante as aulas. Atualmente trabalho em um escritório de advocacia e faço parte do Núcleo de Integridade e Compliance e a PUCRS faz parte desta minha conquista.” 

Maria Jucelia, que está cursando o 8º semestre, acredita no impacto da experiência no desenvolvimento das relações humanas, bem como de competências como comunicação, negociação, relação interpessoal, capacidade analítica e estratégica. 

“A experiência no SAJUG foi divisora de águas para o encontro do meu propósito na área jurídica. É gratificante a satisfação das pessoas quando atendidas, e ver que elas indicam nosso serviço prestado para a comunidade. Isso representa mais que responsabilidade social, é a essência dos valores maristas.” 

Amanda, que está no 10º semestre, afirma que está sendo uma excelente oportunidade de aplicar de forma prática os conhecimentos aprendidos em sala de aula.  

“O excelente corpo docente, a dinâmica dos atendimentos e a constante interação com os procedimentos jurídicos me permitiram adquirir um conhecimento que vai além dos bancos da universidade. O aprendizado adquirido ao longo desse semestre engrandece as perspectivas futuras, tanto para vida profissional como acadêmica.” 

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SAJUG, Balcão do Consumidor, JEC e SADHIR são os espaços que integram o Núcleo de Prática Jurídica/ Foto: Giordano Toldo

Conheça os espaços 

O Núcleo de Prática Jurídica conta com espaços de aprendizagem focados em diferentes ramos do Direito. São eles: 

Serviço de Assistência Jurídica Gratuita (SAJUG) 

No SAJUG, os alunos realizam práticas jurídicas reais, por meio de atividades filantrópicas que envolvem atendimento jurídico gratuito à comunidade vulnerável (com rendimento de até dois salários-mínimos) com processos que tramitem nos foros Partenon ou Central, nas áreas família, cível e penal. Os estudantes realizam os atendimentos no gabinete, em grupos, sempre supervisionados por um professor – são aproximadamente mil atendimentos por semestre. Além disso, realizam uma avaliação durante o semestre, nos mesmos moldes da prova da OAB, e no final entregam um relatório das atividades realizadas. 

Balcão do Consumidor 

Iniciativa fruto do convênio entre a PUCRS e o PROCON-RS, o Balcão do Consumidor é dedicado a resoluções de eventuais reclamações nas relações de consumo, promovendo atendimento aos cidadãos em relações que não obtiveram êxito na relação contratual. Entre as atividades exercidas pelos alunos estão: esclarecer, conscientizar, educar e informar o consumidor sobre seus direitos e deveres. Além disso, também orientam, recebem, analisam e encaminham reclamações, consultas e denúncias, facilitando o exercício da cidadania por meio da divulgação dos serviços oferecidos. Os alunos realizam o atendimento e intermediam o contato com as empresas envolvidas, sempre orientados por um professor, que está presente no dia do atendimento. O Balcão do Consumidor atende aproximadamente 100 casos por semestre, sendo em torno de 70% dos conflitos resolvidos pelos alunos. 

Juizado Especial Cível (JEC) 

No JEC, os alunos atuam junto ao Cartório do Juizado, fazendo acompanhamento de audiências e do andamento de processos. O serviço atua como parte da Justiça descentralizada para causas reais de menor complexidade, sendo de grande valia para a população mais vulnerável, principal beneficiária dos atendimentos promovidos pelo JEC – em torno de 500 por semestre. Os alunos atuantes no espaço têm a disponibilidade do professor responsável pelo Juizado para orientá-los e tirar dúvidas. 

Serviço de Assessoria em Direitos Humanos para Imigrantes e Refugiados (SADHIR) 

O SADHIR é um projeto de extensão universitária que conta com a participação de alunos dos cursos de Direito e Relações Internacionais, oferecendo aos alunos uma experiência de acolhida humanitária e promoção dos direitos humanos aos imigrantes em situação de vulnerabilidade – o atendimento é feito tanto de forma presencial quanto online. O SADHIR presta uma assessoria que transcende a esfera jurídica, atuando em rede com diversas entidades da sociedade civil, e também valorizando a esfera acadêmica. O grupo organiza um congresso intitulado “Direitos Humanos e Migrações Forçadas”, que no ano de 2023 contará com a sua sétima edição. Para atuar no SADHIR, os alunos precisam passar por um processo seletivo, e os que ingressam ganham a oportunidade de exercer as atividades de acolhida humanitária durante todo o período do curso.

ESTUDE DIREITO NA PUCRS AINDA 2023

PUCRS Carreiras

O serviço foi criado em 2019, e desde lá o PUCRS Carreiras é o responsável por tudo relacionado à emprego e carreira na Universidade. / Foto: Giordano Toldo

Uma das maiores preocupações de quem busca ingressar no Ensino Superior é o mercado de trabalho. E esse medo tem motivo: de acordo com pesquisa divulgada pelo Ministério da Economia, em 2021, o número de jovens desempregados no Brasil em agosto era de 31%, contra 14% da taxa geral. Essa preocupação também acaba afastando estudantes da busca por uma educação de qualidade e que possa proporcionar um futuro profissional melhor. 

Solucionar esse receio vivido pelos/as estudantes é um dos objetivos do PUCRS Carreiras, serviço que busca contribuir para o desenvolvimento da trajetória de carreira e empregabilidade de alunos/as e alumni da PUCRS. Segundo a coordenadora do PUCRS Carreiras, Katia Almeida, o serviço atua em duas frentes: a gestão de talentos e a gestão de carreiras.  

Leia mais: Inserção no mercado de trabalho: veja 5 dicas para impulsionar a carreira

“A gestão de talentos é a área em que realizamos o acompanhamento dos estágios obrigatórios e não obrigatórios dos estudantes, além dos convênios com agentes de integração ou diretamente com as empresas. Também divulgamos em nosso portal oportunidades de estágio e de efetivos. Já na gestão de carreiras, buscamos oferecer um espaço de reflexão sobre carreira para os/as alunos/as e alumni da Universidade. O principal objetivo deste serviço é disponibilizar aconselhamento de carreira para orientar os/as futuros/as profissionais para um mercado de trabalho em constante mudanças”, explica. 

Criado em 2019, o PUCRS Carreiras consiste na unificação entre os serviços já existentes de estágios e carreiras na Universidade. Essa transição tem promovido um melhor atendimento tanto para os/as alunos/as quanto para os alumni. Além disso, ampliação do espaço permitiu disponibilizar no sistema vagas de estágios e efetivas, e o acesso a todos os alunos/as matriculados/as na Universidade.    

Para além do emprego 

Mais do que vagas de emprego, os/as estudantes também têm a oportunidade de vivenciar oficinas, workshops, e atividades voltadas para inserção ou recolocação no mercado de trabalho. Essa necessidade de oferecer assistência aos/as estudantes com questões especificas relacionadas ao mundo profissional foi percebida pelo próprio PUCRS Carreiras.  

“Percebemos que muitos não tinham conhecimento sobre um processo seletivo e também sobre suas próprias soft skills. Dessa forma, as atividades propostas contribuem para que eles estejam mais preparados para o momento da entrevista, saibam construir um currículo atrativo e também sejam encontrados em seus perfis do LinkedIn”, pontua.

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PUCRS Carreiras

Além do emprego, o PUCRS Carreiras também traz aos/as interessados/as/ diversas atividades relacionadas ao mundo do trabalho. Foto: Giordano Toldo

Katia explica que nesses quatro anos de atuação, foram realizados mais de 19 mil contratos de estágios em parceria com outras Instituições de Ensino Superior (IES) e também mais de 7 mil atendimentos na Consultoria de Carreira. Ao total, o serviço firmou mais de 32 mil contratos de estágio, estabeleceu convênio com 288 Instituições de Ensino e também mais de 6.700 empresas contratantes para estágios obrigatórios e não obrigatório desde 2019 

“Realizamos 126 oficinas de recolocação desde 2019, sobre criação de currículo, perfil no LinkedIn e dicas para participar de processo seletivo. Contamos também com 42 mil participantes em oito edições da Feira de Carreiras, além de mais de mil inscrições nas três edições do Talentos em Ação”. 

A psicóloga Ananda Arruda é um exemplo de estudante que conseguiu estágio obrigatório por meio do PUCRS Carreiras, em 2020. Ela conta que teve muito apoio nesse processo, principalmente da sua supervisora.  

“O portal do PUCRS Carreiras foi essencial para eu iniciar nessa oportunidade, pois é nele que estão dispostas diversas vagas, não só da Universidade, mas de outras grandes empresas também. Entretanto, eu tive o conhecimento da vaga por indicação de uma amiga, o que também é muito importante nesse período em que estamos à procura de uma colocação”, conta. 

Felipe da Silva Zanini é estudante de Jornalismo da PUCRS e, durante muito tempo, precisou trabalhar em áreas de atuação diferentes das que estuda, tanto por necessidade e quanto por falta de oportunidades. O PUCRS Carreiras foi quem proporcionou que Felipe pudesse dar os primeiros passos profissionalmente na Comunicação. “É muito gratificante ter um serviço facilitador que faz essa conexão entre a universidade e o mercado dentro da PUCRS.” 

O objetivo do PUCRS Carreiras é fortalecer o elo entre a Universidade e o mundo do trabalho, desenvolvendo a empregabilidade dos/as alunos/as PUCRS. Para Katia, isso só é possível por conta da assistência integral oferecida pela Universidade:  

“O serviço é referência na área, poucas Universidades oferecem serviços unificados e com uma forte conexão com o mercado como a PUCRS. Esse é um dos grandes diferenciais, a relação com o mercado de trabalho, o contato com as empresas e a parceria construída”. finaliza. 

Saiba mais: Experiência será cada vez mais valorizada entre as empresas

Estude na PUCRS em 2023

profissionais idososA população está envelhecendo: os nascimentos estão diminuindo e a expectativa de vida, aumentando. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de nascimentos caiu 1,6% em 2021, chegando a cerca de 2,6 milhões. Esse foi o menor número de nascimentos desde 2003. Com menos pessoas nascendo e a expectativa de vida aumentando – agora é de 77 anos, a experiência dos profissionais precisará ser cada vez mais valorizada nas empresas. 

Um levantamento feito pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) mostrou que o mercado vem, cada vez mais, se abrindo para profissionais com mais de 50 anos. Em 15 anos, as contratações mais do que dobraram nesta faixa etária, o que representa um aumento bem maior do que o número que soma todas as faixas de idade.

Na mesma linha, um estudo da consultoria Maturi mostra que 57% das organizações pensam em ações voltadas ao envelhecimento, como investir no recrutamento de profissionais maduros e na preparação da cultura organizacional nos próximos três anos. É que em um país em que o envelhecimento está cada vez mais acelerado, quem se preparar para isso terá uma vantagem – é o que pensam 88% dos entrevistados. 

A professora da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS Jaqueline Mânica é consultora na área de desenvolvimento e de carreiras e diz que as empresas precisam apostar em profissionais alinhados aos valores e cultura da organização. 

“Os profissionais com mais experiência viveram uma relação com as estruturas de poder; por isso, tendem a lidar melhor com a questão das normas, dos limites e com a hierarquia. Muitas vezes, os jovens não entendem a distinção entre um gerente, um assessor e um analista, por exemplo. Então, para os mais experientes, essa visão é mais clara, fazendo com que eles se adaptem melhor à cultura da organização”, declara. 

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) projeta que, em 2040, cerca de 57% da população brasileira em idade ativa será composta por pessoas com mais de 45 anos. Para as empresas, apostar em funcionários mais velhos é uma alternativa vantajosa. A professora Jaqueline ressalta: 

“Essas pessoas já tiveram uma vivência e isso tem muito valor. Se a pessoa já passou por uma série de dificuldades e aprendizagens ao longo do seu percurso, ela já reconhece os recursos para a resolução dos problemas, tanto em relação ao conhecimento, quanto em relação à destreza na resposta daquela situação. E isso é muito importante porque as aprendizagens contínuas trazem uma série de creditações aos profissionais no mercado de trabalho. As pessoas com mais experiência também tendem a ter mais maturidade emocional e intelectual, além de saberem lidar melhor com tolerância à frustração”. 

Entender as próprias habilidades é o caminho para voltar ao mercado de trabalho 

profissionais idosos

Foto: Canva

Com a expectativa de vida aumentando cada vez mais, muitos profissionais com experiência buscam se recolocar no mercado de trabalho, seja após a aposentadoria, uma demissão ou até mesmo uma mudança na carreira. Jaqueline Mânica aponta que uma grande dica para retomar a vida profissional, é se colocar no mercado como um competidor qualquer. 

“O profissional precisa entender quais são as suas próprias habilidades e onde elas terão uma maior receptividade. É entender quais são as atividades que a pessoa desenvolveu e que hoje conversam com a nova trajetória que ela está pensando em desenhar”

Outro ponto importante é saber que, mesmo com toda a experiência profissional, é necessário estar sempre estudando e se atualizando. “O profissional precisar participar de eventos, fomentar uma nova rede de relacionamentos e conhecer novas pessoas. Talvez ela precise dar um passo atrás para conseguir se realocar”.  

Apostar em cursos é uma oportunidade para se recolocar no mercado de trabalho 

Para quem busca uma vida profissional totalmente diferente, apostar em cursos pode ser um caminho alternativo. Na PUCRS, a Universidade da Terceira Idade (Unati) possui uma programação desenvolvida especialmente para pessoas com mais de 60 anos, com o desejo de experimentar o novo sem precisar sair de casa.  

São diversas iniciativas online, como palestras, cursos e bate-papos, que contam com profissionais renomados em diversas e diferentes áreas. Conheça as oportunidades em pucrs.br/unati. 

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Foto: Giordano Toldo

Estudantes da PUCRS e de outras instituições, além de ex-alunos da Universidade, participaram nesta terça-feira, 28, do “Open Office: Você no Tecnopuc”. A iniciativa teve o objetivo de apresentar as novidades, tendências do mercado e ainda projetos inovadores. Os cerca de 60 estudantes puderam conhecer de perto sete empresas do Tecnopuc, entender os diferentes nichos de mercado e também ouvir sobre oportunidades de estágio e emprego. 

“O grande propósito do PUCRS Carreiras é ser um elo entre a Universidade e o mundo do trabalho. Então ações como o Open Office servem, justamente, para fazer esse movimento e contribuir para que os estudantes entendam quais são as habilidades técnicas esperadas, mas também o que é necessário desenvolver em termos de habilidades comportamentais. Nós acreditamos muito no viés da mentoria e da exploração de mercado, e esse é um momento que proporciona tudo isso”, destaca Ana Cecília Petersen, consultora de carreiras do PUCRS Carreiras. 

Os participantes visitaram as empresas HPE Hewlett Packard, organização focada no segmento corporativo, que oferece soluções tecnológicas; Instituto Eldorado, que trabalha no desenvolvimento de soluções sob medida em software e hardware para empresas nacionais e internacionais; EnSilica, líder em projeto de Circuitos Integrados; Aquiris Game Studio, desenvolvedora de jogos para computadores, celulares e consoles; Rede Globo, com canais na TV aberta e por assinatura, produtos digitais como Globoplay, Cartola, G1, GE, Gshow e outros serviços; DB, que cria soluções digitais para empresas no Brasil e no exterior, com especialização em segmentos como finanças, varejo, serviços, indústria e tecnologia, com ênfase em relacionamentos de longa duração; e ainda e-Core, parceiro de serviços de consultoria e tecnologia com foco em inovação digital e transformação de negócios. 

Para Pedro Barcelos, aluno do primeiro semestre do Curso de Ciências de Dados e Inteligência Artificial da Escola Politécnica da PUCRS, o evento é uma grande oportunidade para os estudantes. “É muito bom poder conhecer grandes empresas que atuam no Tecnopuc e entender como elas atuam. Estou gostando bastante!”, ressalta. 

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Buscando ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho, a segunda edição do Talentos em Ação, promovido pelo PUCRS Carreiras, acontece no dia 19 de outubro de forma presencial no Campus. O evento é totalmente gratuito e está com inscrições abertas para estudantes de todos os cursos do ensino técnico, graduação e pós-graduação de todas as instituições de ensino. Também podem participar profissionais formados/as há até dois anos. As inscrições podem ser realizadas até 23 de setembro, pelo site.

A proposta do evento é promover uma atividade integradora em que participantes apresentam seus potenciais para empresas. Entre as novidades deste ano, está a realização de um jogo que mistura elementos digitais e analógicos com talentos e empresas jogando junto.

O Talentos em Ação também contará com uma Feira de Oportunidades para que os/as participantes possam conhecer melhor as oportunidades disponíveis nas 15 empresas presentes no evento.

Conheça as etapas do evento

Pré-seleção: serão realizadas dinâmicas com todos/as os/as inscritos/as, e destes, 112 serão selecionados, a partir de suas soft-skills, para o dia da seleção. A atividade é conduzida pelo PUCRS Carreiras e não contará com a participação das empresas.

Pitch: é uma breve apresentação com objetivo de despertar das empresas pelos candidatos. Deve conter apenas as informações essenciais e diferenciadas, podendo ser apresentadas das mais variadas formas. Aqui a criatividade é essencial!

Jogo: acontece no formato de gamificação com a participação de empresas. Juntos devem encontrar a solução para o problema em questão. Além de jogaram junto, as empresas também estarão observando como os participantes se desenvolvem em equipe.

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Participantes realizaram pitchs na primeira edição do Talentos em Ação / Foto: Camila Cunha

Networking: uma grande oportunidade de troca entre participantes e empresas é na Feira de Oportunidades. Esse é o momento de deixar o currículo, de compartilhar informações e se conectar.

Mercado de Trabalho: O objetivo do Talentos é que ocorra a contratação dos participantes pela empresa. Não garantimos que isso acontecerá, mas é uma grande possibilidade, afinal, o participante estará sendo visto por empresas de diferentes áreas e estará diante de várias oportunidades.

Graduação aproxima do mercado

E falando em oportunidade, sabemos que muitas empresas solicitam o diploma universitário no momento da contratação. Além de ser uma validação da formação acadêmica, o diploma representa a qualificação profissional que as empresas desejam.

Dessa forma, ingressar em uma graduação deve ser visto como uma grande oportunidade experimentar diferentes desafios que contribuem para a construção da carreira, como estágios, voluntariados, iniciação científica, mobilidade acadêmica e demais atividades a Universidade oferece. Todas as experiências do currículo são levadas em conta no momento da contração.

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Quero me inscrever no Talentos em Ação

vestibular de inverno 2022O período de inscrições para o Vestibular de Inverno da PUCRS inicia nesta quarta-feira, 11/5. Os candidatos e candidatas interessados podem se inscrever pelo site até o dia 6 de junho. Nesta edição, será possível optar entre fazer uma prova de redação online, que será aplicada no dia 11 de junho, aproveitar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) realizado entre 2012 e 2021 ou optar pelo melhor desempenho obtido entre os dois.

Para que os candidatos possam conhecer a plataforma previamente, será promovido um simulado no ambiente digital, igual ao que será utilizado na prova, nos dias 8, 9 e 10 de junho.

Todas as dúvidas sobre o Vestibular de Inverno envolvendo o Edital, o Manual do Candidato, as formas de seleção ou o funcionamento da ferramenta que será utilizada na prova online também podem ser esclarecidas no site Estude na PUCRS, e com o Hub de Relacionamento da Universidade pelo e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp.

Incentivo à educação e ingresso no mercado de trabalho

Além do reconhecimento pela estrutura disponível e o corpo docente formado por pesquisadores e profissionais que são destaque em suas áreas de atuação, a PUCRS prioriza a facilidade de acesso aos seus cursos e uma série de condições financeiras como bolsas, créditos educativos e diferentes possibilidades de financiamento.

Atualmente, 40% dos estudantes matriculados na Universidade contam com algum subsídio para a realização dos estudos e colocação no universo profissional. Apenas em 2020 a Universidade viabilizou o ingresso de mais de 5.500 estudantes no mercado de trabalho e prestou mais de 1.900 consultorias de carreira.

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A prova online

Para fazer a avaliação é necessário que o candidato tenha um computador, desktop ou notebook, com webcam e microfone funcionando perfeitamente. A prova terá duração de uma hora e é necessário entrar na plataforma com 15 minutos de antecedência para efetuar a sua identificação.

A PUCRS terá uma equipe dedicada a conceder orientações sobre a plataforma. É obrigatório que o simulado seja feito no mesmo computador que será utilizado para a realização da prova.

A avaliação será aplicada por meio de um ambiente virtual composto de um robusto sistema antifraude da Mercer, empresa americana reconhecida pelos recursos tecnológicos de segurança para processos de avaliação remotos. Com o uso de inteligência artificial, a plataforma oferece um ambiente de controle de navegação que impede consultas a outros navegadores e softwares durante a prova e o chamado proctoring online, que identifica comportamentos irregulares com alta precisão.

O sistema conta com recursos de plug-in, vigilância online por inteligência artificial e por uma pessoa que acompanha em tempo real, gravação do vídeo, som e tela de participantes e processo de autorização para início da prova.

Conhecimento, o caminho para o seu futuro

São 27 cursos com vagas abertas para o segundo semestre e a quantidade de vagas por curso está descrita no Edital. Além do Vestibular, os cursos da PUCRS também aceitam pedidos de Ingresso Diplomado, Transferência e Reopção. Fique atento às datas nos canais institucionais.

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