O Diretor do Instituto de Cultura, Ricardo Barberena, participou da Feira do Livro de Coimbra. / Foto: Divulgação

O diretor do Instituto de Cultura da PUCRS, professor Ricardo Barberena, embarcou para Portugal na semana passada como convidado do Ciclo Cidadania da Língua, que faz parte da Feira do Livro de Coimbra, em Portugal. Promovido pela Associação Portugal-Brasil 200 anos (APBRA), o evento teve início no dia 23 (sexta-feira) termina no próximo domingo, dia 2 de julho. A feira conta com a participação de personalidades da cultura, literatura e educação de países de língua oficial portuguesa. Já estiverem presentes nomes como Yara Nakhanda Monteiro (escritora luso-angolana), Djamila Ribeiro (filósofa e escritora brasileira), Rafael Gallo (vencedor do prêmio literário José Saramago), e Laurentino Gomes (historiador).  

O evento tem como eixo principal o debate sobre o futuro do idioma, trazendo reflexões sobre a língua portuguesa enquanto território e buscando fortalecer a cooperação e o diálogo entre os países que a adotam. A programação surgiu após entrar em prática, em Portugal, o Acordo sobre Mobilidade entre os Estados membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que garante facilidades de residência e locomoção de cidadãos entre os nove países signatários. Com a aprovação do acordo, o conceito de cidadania da língua deixou de ser apenas uma ideia, tornando-se uma realidade legislada.  

Leia mais: 5 poetas brasileiros que você precisa conhecer

No domingo (25), Ricardo Barberena participou do debate Trânsitos, arte e literatura, junto com Andréa Nogueira (coordenadora do SESC), Jamil Chade e Samantha Buglione (curadores da APBRA). As questões norteadoras do bate-papo foram: Quais os desafios e potencialidades atuais para os trânsitos na arte e literatura entre os pais de língua portuguesa? Quais os desafios enfrentados pelos artistas e curadores nos países de língua portuguesa? Como as instituições culturais podem trabalhar em conjunto para ampliar o acesso às artes e à literatura (dos e) entre os países de língua portuguesa? 

A Feira do Livro de Coimbra conta com a participação de personalidades da cultura, literatura e educação. / Foto: Arquivo pessoal

Em sua fala, o professor Barberena contrapôs a lógica por detrás das ideias de nação e de cidadania da língua, partindo de conceitos estabelecidos por dois teóricos: Ernest Renan e Homi Bhabha. Para Renan, a nação é aquilo que escolhemos esquecer ao fazer uma narrativa oficial e historiográfica e seguindo o conceito de Bhabha, a nação é uma narração, uma visão metonímica, provisória, que busca estabelecer uma síntese dentro da diferença. A cidadania da língua, por outro lado, não quer impor uma unidade calcada na homogeneização dos países que adotam a língua portuguesa como idioma oficial. 

“Pensar numa cidadania da língua é pensar numa união na diferença, quase uma aporia, um paradoxo, porque os diferentes países de língua portuguesa têm diferentes culturas, têm diferentes formas de falar o português. Não é mais ficar em uma unidade, mas pensar em uma constelação, pensar em uma interculturalidade.”

A busca por uma cidadania da língua portuguesa permite a fuga de uma visão encastelada e estável de identidade nacional, que flerta com determinados estereótipos e que é construída a partir de um lugar de poder. Embora ainda haja muito a se avançar nesse sentido, adotar esse viés de cidadania é um convite para a criação de pontes: “É pensar a cultura e a interculturalidade como essa grande possibilidade de conexões, diálogos, limiares e, sobretudo, de um exercício radical de alteridade”, afirma o diretor do Instituto de Cultura, que participa de mais uma hoje (28), intitulada Os desafios da nova cidadania.

Leia também: Como transformar o hábito da leitura em uma profissão

A terra das coroas

Yannikson, autor da obra, estará no bate-papo ao lado da ilustradora, Bárbara Luíza Farias, e a da convidada Mayura Matos. / Foto: Divulgação

Identidade, amizade e liberdade: todos esses temas são abordados no livro infantil A terra das coroas, do escritor Yannikson, que será lançado pela ediPUCRS no dia 3 de abril. O evento acontece no auditório do prédio 8, da Escola de Humanidades, das 19h15 às 20h45. A edição, fruto do trabalho de conclusão do curso do autor em Escrita Criativa pela PUCRS, é a primeira da série literária “Narrativas sensíveis e outras histórias”, que conta com a idealização, curadoria e editoria da professora do curso de Escrita Criativa e do curso de Letras da PUCRS, Janaína de Azevedo Baladão. 

A terra das coroas aborda de forma lúdica e criativa o protagonismo negro infantojuvenil. Segundo o escritor, a obra teve como principal motivação a importância de trabalhar exemplos positivos, autênticos e repletos de afeto para as jovens negras. 

“Esta narrativa é uma das formas que encontrei para celebrar a vida e os crescimentos de crianças e adolescentes negras, destacando suas sensibilidades e traçando novos imaginários e protagonismos possíveis, através e a partir do fortalecimento identitário”, explica Yannikson. 

Além do lançamento do projeto e do livro, o evento contará com sessão de autógrafos e um bate-papo sobre identidades negras, com participação do autor, da ilustradora da obra, Bárbara Luiza Farias, e da convidada especial Mayura Matos, mulherista africana, mãe e multiartista que tem voltado sua pesquisa para trabalhos direcionados à autoestima do povo-corpo preto através das artes cênicas. A entrada é gratuita, com inscrições limitadas.  

Adquira o livro no site da ediPUCRS. 

Livro estreia Série “Narrativas sensíveis e outras histórias” 

Bárbara Luíza Farias é responsável pela ilustração da obra. / Foto: Divulgação

O lançamento do livro também marca o início da série Narrativas sensíveis e outras histórias. O projeto propõe uma abordagem que não tem medo de escutar seus/suas leitores/as, nem subestima a capacidade das crianças e dos/as adolescentes de entendimento do mundo.  

“A série nasce a partir de um olhar amoroso voltado ao ser humano, que se traduz em um profundo respeito pelo indivíduo, por seus gostos, desgostos, inquietações, vivências e experimentações”, explica a professora Janaína Baladão. 

Conforme a curadora, as publicações refletem a pesquisa e a reflexão geradoras de narrativas sensíveis e questionadoras sobre as relações familiares, representatividade, afetos, envelhecimento, doença, vida e morte. Há também diversas outras temáticas que despertam a sensibilidade, o imaginário e a compaixão, sob o signo da alteridade, da inclusão, da conscientização e da ética. 

Ela salienta que o projeto busca nutrir um diálogo literário, artístico e acadêmico constante, sendo assim amparada por um Conselho Editorial com nomes reconhecidos da crítica e da literatura brasileira, como Jane Tutikian, Tom Farias, Jeferson Tenório, Celso Sisto, Maria Eunice Moreira, Vera Teixeira de Aguiar, Caio Ritter, entre outros. 

Até o final do ano estão previstos mais dois lançamentos, trazendo temas como morte e ansiedade. 

Sinopse da obra 

Tena é uma menina com coroa de bolhas que sente falta da irmã mais velha. Ao conhecer Cinépio, Yuni e Mabel, ela inicia uma colorida aventura em busca da irmã, trilhando um caminho de encantos e descobertas pela Terra das Coroas. Juntas, as crianças percebem que estão ligadas com cada parte desta fantástica terra e que suas coroas podem ser mais poderosas do que imaginam. A terra das coroas é uma história sobre crescimentos e identidades, uma aventura no pluriverso da liberdade, dos sentimentos e da amizade. 

Quem escreveu e ilustrou a jornada de Tena 

Yannikson é escritor, ator e produtor cultural. Natural de Santa Maria e morador de Charqueadas, é pós-graduando em Literatura Brasileira (UFRGS) e graduado em Escrita Criativa (PUCRS). Nos seus caminhos com a escrita se dedica à produção de histórias múltiplas e diversas, o que lhe permite costurar as vivências que possui com a criação literária. A terra das coroas é seu livro de estreia, uma obra criada com esperança nos caminhos que se iluminam a partir dos encontros 

Bárbara Luiza Farias é ilustradora autodidata e há quase 5 anos pinta com aquarela. Também é designer, e graduanda em publicidade pela UFRGS. Suas criações incluem personagens negras, mundos fantásticos, projetos pessoais (humanização de comidas em aquarela). Adora ver séries no seu tempo livre e se exercitar. A terra das coroas é seu livro de estreia como ilustradora, e ela está muito feliz por fazer parte do projeto. 

Serviço 

Na última terça-feira, 31 de maio, a Universidade Aberta da Terceira Idade (UNATI) celebrou seus quatro anos de existência com o lançamento do livro Quem conta um conto…, publicado pela ediPUCRS. A obra foi criada a partir de contos sobre diferentes temas, escritos por alunos e alunas do curso Português e Literatura para a Terceira Idade: Quem Conta Um Conto…, promovido pela UNATI. O evento contou com uma programação especial e sessão de autógrafos.

Durante o evento também foi realizado um sarau com a apresentação da cantora Elisa Meneghetti, acompanhada no violão por Filipe Narcizo. A dupla fez uma apresentação sensível, que exaltou a cantora Elis Regina.

Quem conta um conto

Coordenado pelas professoras Janaína Baladão, Regina Kohlrausch e Ana Márcia Martins, o curso Português e Literatura para a Terceira Idade: Quem Conta Um Conto… teve parte das produções feitas pelos estudantes transformadas em livro. Ao todo, a obra Quem conta um conto… reúne 82 trabalhos divididos em três categorias de contos: fantástico (ou maravilhosos), policial (ou de mistério) e psicológico (ou de caracteres).

Organizadora da obra, a professora Ana Márcia Martins destaca que a ideia de reunir os contos em uma publicação surgiu desde a primeira edição. “A produção de um livro já estava no projeto desde a primeira turma do curso. Juntamos todos os contos e cada um/a montou o seu livro artesanal. Depois, com as edições online do curso, tivemos um número mais expressivo de contos; então, resolvemos propor à ediPUCRS uma publicação com o material escrito entre 2019 e 2021”.

A professora também reforça que a escrita é uma atividade que proporciona autoconhecimento e reflexão, importantes em todas as idades.

“Todos têm muita história para contar. Então, os textos trazem muita reflexão, ora travestida de ficção, ora revelada como em um diário, proporcionando um encontro entre o que sabem da vida e aquilo que ainda esperam dela”.

Bem-estar proporcionado pela escrita

Professora aposentada e alumna da PUCRS, Eva Cavasotto conta que sempre gostou de escrever poesias, trovas e textos. Inclusive, na juventude, ela participou de duas edições de livros de poesias. Porém, para ela, retomar a prática da escrita, aos 77 anos, foi um desafio.

“Precisei do estímulo da professora Ana para acreditar que ainda poderia escrever. Mas, agora, pretendo seguir escrevendo e participando dos cursos de literatura da PUCRS, porque me fazem muito bem emocionalmente. É uma terapia estudar e trocar ideias com colegas que também participam das aulas”, comenta Eva.

Para a arte educadora Adriana Antunes, de 55 anos, o curso e a escrita também se tornaram fontes de inspiração e bem-estar. “Foi uma atividade terapêutica para aliviar a tensão da pandemia e da espera da aposentadoria estando em casa. Os cursos de Crônica, Conto, Escrita Criativa e Café com Literatura, todos na Unati, deram sequência à vontade de continuar escrevendo. Mudam-se os suportes e os materiais, e a vontade permanece a mesma: ser feliz em processos artísticos e criativos”.

Leia também: 5 dicas: como começar a escrever

Sobre a Unati

A Unati foi lançada em junho de 2018, alinhada à proposta marista de proporcionar um futuro melhor por meio da educação, contribuindo para compartilhar o espaço da Universidade com pessoas de diferentes perfis, idades, sonhos e trajetórias. As aulas nas mais diferentes áreas são desenvolvidas em uma metodologia exclusiva, em turmas reduzidas e apoio de professores qualificados.

Confira as imagens do evento:

Já pensou em aprender um novo idioma com outro alfabeto?

Aprenda um novo alfabeto estudando língua russa!/Foto: Pexels

Realizar sonhos, viajar para outros países, conhecer diferentes culturas, ampliar possibilidades de aprendizado. Cada um de nós tem seus motivos para aprender um novo idioma. Os interesses podem até variar de pessoa para pessoa, mas em um ponto todos concordam: os horizontes se expandem e novas formas de se conectar com o mundo se apresentam quando você se aprofunda em uma nova língua.

O interesse de André Berner pela literatura russa foi um exemplo disso. Cativado pela escrita de Dostoiévski, buscou formas de se aproximar da cultura do país estudando o idioma, a princípio por conta própria e, posteriormente, por meio de cursos formais. Cursando o nível 20, na modalidade online do Centro de Idiomas da PUCRS (Lexis), André ressalta a importância da troca de experiências e o contato com pessoas com interesses comuns, seja para o aspecto profissional ou pessoal.

A experiência com o curso de língua russa está sendo ótima. A professora Alexandra Noreyko é nativa do país e uma excelente profissional, além de ter um bom contato com o Brasil e, por isso, entender bastante a dinâmica e necessidades dos alunos, ajustando a didática e metodologia à nossa realidade. Acredito que estudar um novo idioma é sempre positivo, não somente para abrir possibilidades profissionais, mas para ampliar nossa visão de mundo e nos dar um novo olhar sobre nossa própria língua”, comenta o estudante.

É possível aprender um novo idioma online?

A migração para a modalidade online foi realizada em abril do ano passado, devido à pandemia do coronavírus. O formato remoto permanece vigente para os cursos de idiomas durante o segundo semestre de 2021, em conformidade com as orientações de ampliação gradual e controlada das atividades presenciais no Campus.

Para Leonardo Pilatti, estudante de Italiano Avançado II, a vivência no modelo online tem sido bastante positiva. Segundo ele, o êxito é resultado da dinâmica da aula e do método utilizado pelo professor. “É praticamente o mesmo de quando eu fazia o curso presencial. Ele teve muita habilidade para manter a qualidade das aulas no meio digital sem impactar o aprendizado”, destaca.

Leia também: Saiba mais sobre o modelo de aulas do segundo semestre

A motivação de Leonardo veio do seu envolvimento com projetos profissionais. Atuante da área de tecnologia, trabalha em colaboração com colegas residentes de cidades na Itália e utiliza os conhecimentos na língua diariamente. Para ele, os estudos em italiano contribuíram, inclusive, para uma melhora na sua forma de se expressar em português.

“Aprender um novo idioma é sempre um desafio, uma experiência que começa despretensiosa. Na medida que se avança, você vai entendendo, desenvolvendo-se na comunicação e tem a satisfação de entender um texto, uma conversa. A possibilidade de ler as opiniões, críticas na língua de origem, sem traduções, é muito mais envolvente e interessante. No português, também passei a expressar corretamente tempos verbais que muitas vezes nem se pensa na hora de falar”.

Aprenda a falar alemão no LEXIS

Amplie as possibilidades de bibliografias na sua área/Foto: Pexels

Assim como Leonardo, Laura Utz ingressou no universo dos idiomas com uma finalidade bem definida. Professora e pesquisadora da Escola de Ciências da Saúde e da Vida, a estudante de Alemão V vê no idioma uma oportunidade de qualificar ainda mais a sua atuação na academia e ampliar seus canais de pesquisa na Biologia, já que a área conta com uma vasta bibliografia em alemão.

Leia também: Turmas de idiomas têm aulas com professores nativos de diferentes países

Além dos ganhos profissionais, Laura destaca os benefícios de “exercitar o cérebro e conhecer pessoas de outras áreas”. Para ela, a experiência foi tão positiva que chegou a influenciar a filha a iniciar os estudos de Espanhol na PUCRS.

“Estou gostando muito das aulas. Mesmo online elas são muito dinâmicas, conseguimos fazer atividades em grupo, treinar pronúncia, fazer jogos. Acho que está sendo bastante produtivo. Além disso, o curso é disponibilizado em quatro módulos por ano, com opções de cursos intensivos – o que eu acho um diferencial”, finaliza.

Conheça novas formas de se conectar com o mundo

Os cursos de idiomas do Lexis estão com inscrições abertas até o dia 13 de agosto. As novas turmas remotas contam com opções de aulas em diferentes níveis de alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, mandarim, japonês e russo. Para conhecer o portfólio completo de cursos acesse o site do Centro de Educação Continuada (Educon).

QUERO ME INSCREVER

Carrossel - Liana Gross Furini

Na Famecos são exploradas as novas possibilidades da Comunicação / Foto: Bruno Todeschini

Conferir as notícias antes de começar um dia cheio de tarefas ou acompanhar os Trend Topics nos intervalos do dia a dia. Independentemente dos meios que cada pessoa prefere utilizar para consumir conteúdos e ficar por dentro das últimas novidades, o acesso à informação só é possível graças a profissionais que mediam, apuram e interpretam os fatos de interesse público. Por isso a importância da História, da mídia, da Literatura e de outras áreas responsáveis por registrar e comunicar tudo o que acontece. 

Para Fábian Chelkanoff, coordenador do curso de Jornalismo da Escola de Comunicação, Artes e Design da PUCRS (Famecos), a comunicação traz cada vez mais possibilidades: 

“Falar sobre Jornalismo e Comunicação é falar sobre o dia a dia, sobre a nossa a vida de uma forma geral. É a área que traz contexto, narra histórias, apresenta o mundo e conta tudo o que está acontecendo. É por ela que a gente fica sabendo dos temas mais e menos importantes. Seja em texto, vídeo, áudio, digitalmente, impresso, na televisão”.

Fábian também destaca que na PUCRS são oferecidos cursos de alta qualidade, que tratam de inovação, empreendedorismo e tecnologias, com docentes extremamente qualificados/as, capazes de formar os/as melhores profissionais. 

Cursos de graduação como Jornalismo, Publicidade e Propaganda, História e Escrita Criativa estão com processo de ingresso aberto por meio de Vestibular Complementar (com prova de redação online, aproveitamento da nota do Enem, ou a modalidade que tiver o melhor desempenho); Transferência, para estudantes de outras instituições; e Ingresso de Diplomado, para quem já se formou em outro curso de graduação. 

A importância da História: revisitando o passado e aprendendo para o futuro 

biblioteca

Biblioteca da PUCRS / Foto: Bruno Todeschini

A famosa frase do filósofo Edmund Burke “um povo que não conhece sua História está fadado a repeti-la” volta a ganhar destaque de tempos em tempos. E Luis Martins, coordenador do Departamento de História da Escola de Humanidades, concorda que o manancial de experiências humanas pode trazer importantes referências para as decisões da sociedade hoje em dia. 

Porém, ele ressalta que apesar de a afirmação ser instigadora, também é necessário levar em consideração os aspectos do contexto do momento histórico observado. “Todas as experiências passadas são ‘datadas’, ocorreram em contextos muito específicos e têm particularidades. Vivemos um momento de radicalismo ideológico e instabilidades, que se assemelham com o nosso passado recente. Fazer comparações e traçar paralelos talvez nos ajude a compreender o momento atual, mas não podemos imaginar que são situações iguais ou que terão os mesmos resultados. Interpretar o presente pelo passado é possível e necessário”, pontua. 

Uma visão da pluralidade humana 

Um dos pontos mais importes para o convívio social é que o estudo do passado mostra o quanto as experiências humanas são extremamente diversificadas, assim como a forma de contar narrativas diferentes por meio da Literatura e da arte em todas as épocas. Segundo o professor: 

“Dificilmente nos organizamos em sociedade a partir de leis ou da determinação de uma ‘natureza humana universal’. Assim, o que o estudo da História pode nos oferecer é, acima de tudo, uma visão da pluralidade humana, de tolerância e de aceitação da diversidade”. 

Para quem sonha em ingressar na área, Luis Martins descreve que, acima de tudo, a curiosidade é um aspecto crucial dos/as  historiadores/as: são pessoas com sede de conhecimento e não têm medo de lidar com o desconhecido. Deve ser uma pessoa inquieta pela busca do saber e nunca se satisfazer com respostas fáceis. 

Novas tecnologias ajudam a levar a informação a novos lugares 

Confira o novo site do Delfos, Espaço de Documentação e Memória Cultural da PUCRS

Espaço de Documentação e Memória Cultural da PUCRS / Foto: Camila Cunha

A comunicação, a escrita e os registros ganharam novos formatos e possibilidades com o avanço da tecnologia, principalmente com o acesso à internet. Conheça algumas das novidades: 

Se você também quer fazer parte das inovações que irão criar as novas formas de contar e registrar as narrativas que são importantes para a sociedade, faça a sua graduação na PUCRS ainda em 2021 por meio do Vestibular Complementar, Transferência e Ingresso de Diplomado. 

Inscrições abertas para estudar na PUCRS em 2021

Série Ato Criativo recebe o ator Sérgio Mamberti e o escritor Dirceu Alves Jr

Sérgio Mamberti e Dirceu Alves Jr. / Foto: Divulgação

No dia 10 de junho, quinta-feira, às 21h, a PUCRS Cultura promove um bate-papo com o ator Sérgio Duarte Mamberti e o escritor Dirceu Alves Jr. A mediação será realizada pelo professor e diretor do Instituto de Cultura, Ricardo Barberena. A conversa é transmitida através do perfil PUCRS Cultura no Facebook e do Canal da PUCRS no YouTube – onde fica disponível para acesso posterior.   

A série Ato Criativo tem como objetivo aproximar o público de pessoas que criam em diversas áreas da cultura, proporcionando espaços de bate-papo com artistas. Nesse episódio, a conversa será sobre o livro autobiográfico Sérgio Mamberti: senhor do meu tempo escrito por Sérgio e Dirceu.  

Sobre o ator 

Sérgio Duarte Mamberti é ator, diretor, produtor, autor, artista plástico e político brasileiro. Formado pela Escola de Arte Dramática de São Paulo, é dramaturgo há mais de 50 anos. Estreou no teatro profissional com a peça Antígone América, escrita por Carlos Henrique de Escobar, produzida por Ruth Escobar e dirigida por Antônio Abujamra. Na década de 1970, trabalhou na dramaturgia brasileira junto com Beatriz Segall, Regina Duarte e Paulo José. Na peça Tartufo, de Molière, dividiu o palco com Paulo Autran sob a direção de José Possi Neto. Em 1988, viveu um de seus personagens mais marcantes, na novela Vale Tudo de Gilberto Braga. Além disso, atuou em filmes, séries, minisséries e outros especiais. Em sua carreira política, foi secretário de Música e Artes Cênicas, secretário da Identidade e da Diversidade Cultural, presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e secretário de Políticas Culturais. 

Sobre o escritor 

Dirceu Alves Jr, jornalista, crítico teatral e escritor, nasceu em Porto Alegre, em 1975, e vive em São Paulo desde 2002. Formado em Jornalismo pela PUCRS (1996), já trabalhou no jornal Zero Hora como pesquisador, repórter e editor-assistente do Segundo Caderno. Em São Paulo, Dirceu foi repórter e editor-assistente da revista IstoÉ Gente por cinco anos e repórter e crítico de teatro da revista Veja São Paulo por treze. Em 2004, publicou o livro Telenovelas, na coleção Para Saber Mais, da revista Superinteressante. Além disso, escreveu Elias Andreato, a máscara do improvável (2019), biografia do ator e diretor, lançada pela Editora Humana Letra.  Em 2021, o escritor lança em conjunto com Sérgio Mamberti a autobiografia do ator, Sérgio Mamberti: senhor do meu tempo 

Sobre o mediador 

Ricardo Barberena nasceu em Porto Alegre, em 1978. Possui graduação (2000), doutorado (2005) e pós-doutorado (2009) na área de Letras pela UFRGS. É Diretor do Instituto de Cultura da PUCRS, Coordenador Executivo do DELFOS/Espaço de Documentação e Memória Cultural e professor do Programa de Pós-Graduação em Letras da PUCRS. Coordena o Grupo de Pesquisa Limiares Comparatistas e Diásporas Disciplinares: Estudo de Paisagens Identitárias na Contemporaneidade e é membro do Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea (GELBC).   

Serviço 

Jeferson Tenório e Antônio Pitanga / Fotos: Carlos Macedo e Divulgação.

13ª edição da FestiPoa Literária acontece na modalidade online entre os dias 13 e 17 de maio. Ao longo estes dias, o evento receberá nomes como Criolo, Conceição Evaristo, Sérgio Vaz, Antônio Pitanga e Jeferson Tenório. A PUCRS, como apoiadora do festival, promove dois bate-papos que serão transmitidos pelos canais do YouTube da PUCRS e da FestiPoa Literária 

O primeiro, intitulado Personagens no cinema e na literatura, ocorre em 15 de maio, às 20h, e será uma conversa entre o ator Antônio Pitanga e o doutorando da PUCRS, que foi patrono da Feira do Livro de Porto Alegre em sua última edição, Jeferson Tenório. A mediação será de Fernanda Sousa. 

segundo, denominado Literatura, pão e poesia acontece no dia 16 de maio e contará com a presença do homenageado pelo evento Sérgio Vaz e do cantor Criolo, com a mediação de Luna VitroliraOs entrevistados se conheceram em eventos como o Sarau da Cooperifa, organizado por Vaz, e nutrem um carinho muito grande um pelo outro, fazendo com que a conversa entre ambos seja espontânea e intimista.  Serão abordados temas como o papel da poesia na vida de ambos, suas trajetórias profissionais e a relação entre os dois artistas. 

Arte e periferia 

Criolo e Sérgio Vaz / Foto: Tino Monetti e Jairo Goldflus

Tanto Sérgio Vaz quanto Criolo viveram na periferia, o que está representado em seus trabalhosComo escreve o primeiro, chamando atenção para a importância de pensar no aspecto social:  

Não confunda briga com luta. Briga tem hora pra acabar e luta é para uma vida inteira” 

O trecho é um dos preferidos de Criolo, que também tenta abordar a “luta” em sua arte – afinal, rap é pura luta. Na música Convoque seu Buda, o cantor apresenta trechos marcantes como “mudar o mundo do sofá da sala e postar no insta”, “ao trabalhador que corre atrás do pão, é humilhação demais que não cabe nesse refrão” e “como assim, bala perdida? O corpo caiu no chão”.  

Além disso, é visível que ambos os artistas desejam ser reconhecidos entre os seus, pois não escrevem apenas para uma elite, mas sim para se comunicarem com o povo. Para eles, a literatura deve ser popular, e a música, também. É por isso que os dois criaram projetos que visam levar arte à periferia:  o já citado Sarau da Cooperifa, de Vaz e Rinha de MC’s, de Criolo. Eles querem não apenas que a arte seja consumida pela periferia, mas que a periferia também produza sua própria arte.  

“Enquanto eles capitalizam a realidade, eu socializo os meus sonhos”, escreve Vaz. Em um bate-papo entre dois artistas que não brigam, mas lutam e socializam suas ideias por meio da arte, certamente importantes reflexões serão compartilhadas. 

Para saber mais sobre o evento, confira em nossa agenda: Bate-papos | FestiPoa Literária
 

Capa do livro Acervo de FicçõesA partir desta segunda-feira, 21 de dezembro, a versão digital do livro de contos Acervo de Ficções, organizado pelo professor Ricardo Barberena e pela estudante Marina Nogara, pode ser adquirida por meio do site da Editora Zouk.  A Live de lançamento do livro ocorre no mês de janeiro de 2021 e será nas páginas oficiais da PUCRS Cultura (Instagram e Facebook).

Publicado pela Editora Zouk, o livro Acervo de Ficções nasce de um projeto de interface entre a Escrita Criativa e o patrimônio do Delfos – Espaço de Documentação e Memória Cultural, tendo como fim a exploração criativa do acervo, a valorização e a difusão da memória de artistas e intelectuais sul-rio-grandenses e a interação com a comunidade acadêmica. O projeto conta com a participação de vinte escritoras e escritores vinculados à PUCRS (alunos e ex-alunos de graduação e pós-graduação das áreas de Letras e Escrita Criativa), que utilizaram dez objetos pertencentes ao Acervo do Delfos como gatilhos poéticos para suas produções: o divã de Cyro Martins, o chapéu de Patrícia Bins, o rádio de Ir. Elvo Clemente, a bengala de Dyonélio Machado, a máquina de escrever de João Otávio Nogueira Leiria, o colar de Maria Dinorah, a máscara mortuária de Benno Mentz, a carteirinha de músico de Luiz Antônio de Assis Brasil, a lança de Nico Fagundes e a casa em miniatura feita por Pedro Geraldo Escosteguy.

O resultado final reúne os textos ficcionais produzidos, além de fotografias dos objetos feitas pela fotógrafa da PUCRS Camila Cunha e ilustrações e capa assinadas pela artista Lu Rabello.

Saiba quem são os escritores e escritoras

Alice Elnecave Xavier, Alice Meira Moraes, Ana Carolina Schmidt Ferrão, Ángela Cuartas, Benjamin Brooks, Bernardo Spindola Mendes, Felipe Durli, Gabriel Fragoso, Jaqueline Puhl, Jeferson Tenório, Juca Böes, Juliana Maffeis, María Elena Morán, Maria Williane, Marina Soares Nogara, Renata Wolff, Ricieri Camatti, Stéfanie Sande, Tiago Germano e Valentina Ceolin Gindri.

Conheça os organizadores do livro Acervo de Ficções

Marina Soares Nogara nasceu em Porto Alegre, em 1998. É estudante de graduação em Escrita Criativa pela PUCRS e estagiária do Instituto de Cultura (PUCRS). Foi bolsista de Apoio Técnico do Delfos – Espaço de Documentação e Memória Cultural.

Ricardo Barberena nasceu em Porto Alegre, em 1978. Possui graduação (2000), doutorado (2005) e pós-doutorado (2009) na área de Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É diretor do Instituto de Cultura da PUCRS, coordenador executivo do Delfos e professor do Programa de Pós-Graduação em Letras da PUCRS. Coordena o Grupo de Pesquisa Limiares Comparatistas e Diásporas Disciplinares: Estudo de Paisagens Identitárias na Contemporaneidade e é membro do Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea (GELBC).

Foi divulgada a lista de finalistas do Concurso Literário RasurasO anúncio dos textos vencedores de cada categoria acontece no dia 25 de novembro, às 19h30min, em uma live de premiação transmitida através do canal da PUCRS no YouTube – onde fica disponível para acesso posterior. Os prêmios incluem kits de livros e outros mimos para as vencedoras e/ou vencedores, além da publicação em ebook de todos os textos finalistas. 

Para mais informações, acompanhe as redes sociais do concurso (Instagram e Facebook). 

Lista de finalistas: 

CONTO

Henrique Schlickmann (Escrita Criativa)
Thaís Maciel Barros (Escrita Criativa)
Letícia Eichstaedt Mayer (Escrita Criativa)
Verônica Farias Sayão (Letras  Português)
Alessandra Wink Guaragna (Escrita Criativa)
Vinícius Utz Pessota (Direito)
Ednei Pedroso Dos Santos (Escrita Criativa)
Gustavo Flores Pedroso (Escrita Criativa)
Isadora Taboada Koehler Torrano (Design de Comunicação) 

POESIA 

Neli Nei Trindade de Oliveira (Escrita Criativa)
Camila Veiga da Silva (Escrita Criativa)
Vinícius Miranda Rocha (Direito)
Fernando Baumann Cogan (Letras  Português)
Brunella Martina Bruno Estefenon (Escrita Criativa)
Gabriel Larré da Silveira (Direito)
Vinícius Utz Pessota (Direito)
Pedro Pizzato (Psicologia)

CRÔNICA  

Gabriela Hammes Varela (Letras  Português)
Pietra Moreira Alves (Publicidade e Propaganda)
Gabriela de Freitas Schneider (Escrita Criativa)
Verônica Farias Sayão (Letras  Português)
Luiz Antônio Conte Breves (Jornalismo)
André de Carvalho (Escrita Criativa)
Isadora Taboada Koehler Torrano (Design de Comunicação)
Gabriel Larré da Silveira (Direito)
Candida Castro (Escrita Criativa)
Ettiene Leite Sipp (Escrita Criativa)
Júlia Lisboa de Souza (Escrita Criativa) 

TEXTO DRAMÁTICO/ROTEIRO  

Daniel Fernando Ribeiro (Escrita Criativa)
Ettiene Leite Sipp (Escrita Criativa)
André de Carvalho (Escrita Criativa)
Giulia Luisa Baú Tomasini (Produção Audiovisual)

cursos de extensão,cursos de extensão da pucrs,cursos de extensão pucrs,pucrs,extensão,capacitação,oficinas,cursos de curta duração,cursos de curta duração pucrs,cursos online,cursos de extensão online,escola de humanidades,cursos da escola de humanidades,literatura,arte,poesia,escrita criativa

Aulas se iniciam em novembro e têm duração entre 10 e 30 horas / Foto: Karolina Grabowska/Pexels

Escola de Humanidades da PUCRS está com inscrições abertas para quatro cursos de extensão com início em novembro. As aulas, que acontecem na modalidade online, têm como objetivo ampliar discussões sobre diferentes assuntos de áreas como literatura e gramática. Com duração de 10 a 30/horas aula, as capacitações são oportunidades para profissionais e estudantes adquirirem conhecimento de maneira assertiva e com professores qualificados. 

Albert Camus e o Homem em Crise e Tragédias Shakespeareanas são algumas daopções oferecidas pela Escola. Conforme as professoras Regina Kohlrausch e Janaína de Aguiar, coordenadoras dos cursos, um dos propósitos é incentivar a cultura por meio da literatura. Elas contam que Albert Camus (1913-1960) foi um grande escritor, filósofo, romancista, dramaturgo, jornalista e ensaísta franco-argelino do século XX, que se destacou na Literatura Mundial, tendo recebido o prêmio Nobel de Literatura. 

2020 é o ano do coronavírus, da pandemia e das manifestações contra os preconceitos e a luta pelo respeito aos direitos civis. Os livros de Camus voltaram a ser muito vendidos nas livrarias, em especial A Peste. Ler suas obras nos ajuda a entender a dimensão do momento de crise mundial, humanitária que estamos vivendo, destacam. 

Leia também: Amplie possibilidades profissionais com os cursos de extensão da PUCRS 

Oportunidade para se aproximar da poesia e do fazer poético 

Expandir os horizontes é um dos motivos pelos quais os cursos de extensão são uma boa oportunidade para o profissional que trabalha com Letras – seja no mercado editorial, com escrita criativa ou com a produção de conteúdo – mantenha-se atualizadoSegundo o coordenador do curso Escrita Criativa: o texto poético da graduação em Letras/Português, professor Paulo Ricardo Angelini, a literatura é ágil e sempre há novas obras, autoras e autores e, consequentemente, novas discussões.  

Cada vez mais a arte e a literatura são portas de entrada para a subjetividade, permitindo que possamos sair de nossa zona de conforto, desacomodando as nossas certezas e ampliando o nosso mundo interior, complementa. 

Angelini destaca que o curso irá aproximar as pessoas da poesia e do fazer poético, oferecendo discussão qualificada sobre o tema e oportunizando um feedback com professores que carregam, além da experiência docente, a prática da poesia. 

Confira todos cursos de extensão da Escola de Humanidades com inscrições abertas: 

Escolha o seu e inscreva-se