graduações combinadas

Foto: Bruno Todeschini

Se você busca uma carreira comprometida com a saúde e com o bem-estar da sociedade, mas ainda não decidiu qual curso de graduação escolher, este artigo é para você. Sabia que é possível fazer uma formação dupla e personalizada na área da saúde? É o caso da graduação combinada em saúde, que permite que você estude dois cursos ao mesmo tempo, ou um após o outro, conquistando diploma em duas áreas de atuação. 

Mas não são todas as universidades que oferecem esse tipo de programa. Na PUCRS, universidade referência no Brasil e na América Latina, você pode fazer graduação combinada dos cursos: 

Assim, você conquista uma formação dupla e personalizada, levando bem menos tempo do que se fosse fazer uma graduação após a outra. 

Graduação combinada: Educação Física e Fisioterapia 

Educação Física e Fisioterapia têm regulações distintas, porém são profissões com muito em comum entre si, começando pelo foco de atuação: o movimento humano em todas as suas dimensões. Aliadas, as áreas são essenciais para garantir a qualidade de vida das pessoas, considerando os processos de recuperação, reabilitação e também a promoção de um estilo de vida saudável para a população. 

Ao estudar Educação Física e Fisioterapia, o/a aluno/a adquire uma maior compreensão dos processos que envolvem a transição entre as ações do/a fisioterapeuta e do/a educador/a físico no que tange à promoção da saúde e à reabilitação do movimento humano. Assim, o/a profissional consegue trabalhar de forma integral todas as necessidades das pessoas. 

Graduação combinada: Biomedicina e Farmácia 

Já quanto à combinação Biomedicina e Farmácia, ambas são graduações que preparam profissionais para atuar na pesquisa e desenvolvimento de análises clínicas, toxicológicas, biológicas, microbiológicas e bromatológicas. Aliadas, as áreas são fundamentais para a qualidade de vida das pessoas, auxiliando em processos de apoio diagnóstico laboratorial e por imagem, apoio terapêutico, fundamentais na prevenção, promoção, recuperação da saúde em todo o ciclo vital do indivíduo.  

Ainda, para o/a egresso/a do curso de Biomedicina, cursar Farmácia representa a possibilidade de ampliar o campo de atuação profissional, pois apenas pessoas diplomadas em Farmácia podem ser responsáveis por estabelecimentos que vendem medicamentos. 

Como funciona a graduação combinada na prática? 

A graduação combinada da PUCRS funciona de forma bastante simples, combinando duas graduações para agilizar a formação do estudante. Ao escolher cursar uma das graduações citadas acima, o/a aluno/a pode aproveitar disciplinas de um curso para o outro. 

Por exemplo: se você é estudante de Fisioterapia, você pode começar a cursar Educação Física sem precisar fazer um novo vestibular ou cursar novamente disciplinas que os dois cursos têm em comum. Além disso, as disciplinas cursadas na primeira graduação podem ser usadas como créditos de disciplinas eletivas – reduzindo ainda mais o tempo da sua segunda graduação. 

Ao optar por cursar a sua graduação na PUCRS, o/a aluno/a tem a possibilidade de construir a sua própria trajetória acadêmica, qualificando-se concomitantemente nas duas áreas de interesse. 

Além de potencializar o processo de aprendizagem, essa modalidade exclusiva de graduação permite a possibilidade de conquistar uma formação profissional mais ampla, multidisciplinar e integral. 

Por que fazer uma graduação combinada? 

graduações combinadas

Fotos: Bruno Todeschini

Quando falamos da área da saúde, somar conhecimentos é algo fundamental. Conforme define a Organização Mundial de Saúde (OMS), a saúde é “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades”. Assim, ao estudar os cuidados com a saúde da população de forma integrada, o/a aluno/a é capaz de obter uma compreensão mais ampla e integral do ser humano e sua situação no momento do atendimento. 

Além disso, cursar duas graduações permite que você conquiste um amplo espectro de atuação profissional, aumentando as suas chances de empregabilidade antes mesmo de se formar. 

Vantagens de fazer uma graduação combinada em saúde: 

Leia também: 

A Microbiologia Ambiental é uma sub-área da Microbiologia que estuda principalmente microrganismos de ambientes naturais como solo, sedimento, areia, lagos, rios, mares. A área investiga  diversidade de espécies, suas relações com outros organismos e também o seu envolvimento na ciclagem de elementos do nosso planeta, como do carbono, nitrogênio, enxofre, dentre outros. Mais recentemente, pesquisas desenvolvidas na área têm contribuído com dados que indicam impactos ambientais derivados de atividades humanas. 

A pesquisadora da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS Renata Medina da Silva possui uma trajetória científica reconhecida na Microbiologia Ambiental. A docente explica que as comunidades microbianas dos ambientes naturais são facilmente alteradas com a presença de poluentes, além de serem impactadas por alterações físicas e químicas do ambiente decorrentes das mudanças climáticas.  

O debate sobre as questões de sustentabilidade e preservação ambiental tem ganhado cada vez mais força no cenário mundial. A data do dia 5 de junho foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas como Dia Mundial do Meio Ambiente, para conscientizar a população mundial sobre os impactos das ações humanas na vida do planeta. A professora Renata faz um alerta:  precisamos priorizar as discussões sobre estes assuntos o quanto antes.  

“Nossas ações deste exato momento estão determinando o quanto nós seres humanos e todas as demais espécies continuaremos vivos no nosso planeta. Inúmeras espécies de animais, plantas e microrganismos já foram extintas e outras estão em risco de extinção, em função do impacto causado pelas nossas atividades. As temperaturas atmosféricas e dos oceanos não param de subir e toneladas de gases de efeito estufa e outros gases poluentes continuam sendo lançados diariamente no ar que respiramos”, destaca a pesquisadora.  

Microbiologia e Meio Ambiente 

A professora Renata Medina atua em pesquisa na área de Microbiologia Ambiental, com ênfase em diversidade, genética e bioquímica de microrganismos. A docente é pesquisadora do Laboratório de Imunologia e Microbiologia e coordenadora do Grupo Geobiologia do Instituto do Petróleo e dos Recursos Naturais (IPR) da PUCRS.  Atua nos Programas de Pós-Graduação em Ecologia e Evolução da Biodiversidade e Biologia Celular e Molecular, com orientandos de Iniciação Científica, mestrandos e doutorandos, e também no curso de Especialização em Energias Renováveis.  

Dentre os projetos que desenvolve, Medina destaca dois, em especial. O primeiro projeto vem resultando em uma série de publicações, com o propósito de descrever microrganismos de mar profundo da Bacia de Pelotas, na costa do Rio Grande do Sul, obtidos em Missões Oceanográficas de 2011 e 2013 pelo IPR. Os pesquisadores e a professora Medina descreveram os microrganismos que vivem ao longo da coluna d’água, no sedimento, ou que habitam a superfície de animais que vivem associados ao sedimento marinho de mais de 2 mil metros de profundidade.  

Com as suas análises, foi possível descrever também as propriedades bioquímicas particulares de alguns destes microrganismos, descobrindo que alguns possuem a habilidade em consumir diferentes fontes de carbono, de capturar ferro do ambiente ou de se aderir a microplásticos. As pesquisas em andamento já evidenciaram também outras habilidades destes microrganismos, como a capacidade de resistência a antibióticos e a tolerância a metais pesados. 

O segundo grande projeto desenvolvido por alunos e pela pesquisadora Medina analisa as bactérias que foram cultivadas a partir de amostras de água do Aquífero Guarani, o imenso aquífero que abrange partes dos territórios do Uruguai, Argentina, Paraguai e, principalmente, o Brasil. As pesquisas revelam evidências sobre a tolerância destas bactérias a herbicidas, antibióticos e também a metais pesados.  

De acordo com Renata, os projetos de pesquisa possuem um apontamento em comum: o alto grau de interferência humana nos ambientes estudados, em função das alterações significativas ligadas à tolerância a poluentes dos seus microrganismos. A situação acaba impactando negativamente também a população humana, no momento em que estes microrganismos habitam reservatórios de água importantes. A docente explica que, apesar de diversas evidências negativas sobre o que os humanos provocam no meio ambiente, excelentes novidades e iniciativas estão à disponíveis para melhorar este cenário.  

“Ainda temos como reverter a situação, seja com investimentos em energias renováveis, políticas e práticas industriais ambientalmente sustentáveis, consumo consciente, reciclagem e reutilização de resíduos, e principalmente políticas públicas que promovam permanentemente e de forma efetiva a preservação dos ambientes naturais que ainda conhecemos. O mais importante neste momento é sabermos que todos temos condições e obrigação de contribuir para viabilizar a qualidade de vida para muitas gerações que vierem” finaliza a pesquisadora. 

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Alunos conheceram o Tecnopuc Crialab / Foto: Mariana Haupenthal

Mais uma edição do curso Portuguese for International Students chega ao fim nesta sexta-feira, dia 26 de julho. A programação de duas semanas que antecede o início oficial do semestre é oferecida gratuitamente pelo Escritório de Cooperação Internacional para os estudantes internacionais que chegam para seu período de mobilidade acadêmica na PUCRS no segundo semestre de 2019. Nesta edição, participaram 23 universitários vindos de oito países: Alemanha, Áustria, Colômbia, Coreia do Sul, Espanha, França, Itália e México.

Durante o curso, muitos têm o primeiro contato com o idioma e com a cultura brasileira e gaúcha, e a chance de conhecer outros alunos chegando ao Campus. Além das aulas, o turno da tarde reservou programação diversificada para os novos estudantes se familiarizarem com as diferentes estruturas do Campus.

Aprendizado e integração

Verbos, pronomes, costumes e aspectos culturais foram alguns dos temas abordados durante o curso. Os estudantes também puderam compartilhar um pouco sobre a cultura do país de origem. As atividades de integração possibilitaram passar por diferentes espaços da Universidade e conhecer um pouco mais sobre os colegas e a PUCRS. Nesta edição, uma atividade no Laboratório de Criatividade do Tecnopuc (Tecnopuc CriaLab) convidou os alunos internacionais a pensarem soluções para auxiliar colegas que estão longe de casa.

No Parque Esportivo, os estrangeiros participaram de uma tarde de atividades físicas e de um workshop de danças brasileiras. Aprenderam passos de forró e samba com professores da Escola de Ciências da Saúde. Na Escola Politécnica, foi oferecido um workshop nos simuladores de voo do curso de Ciências Aeronáuticas, com apresentação dos equipamentos e práticas pelos instrutores. Já a visita ao Museu de Ciências e Tecnologia (MCT-PUCRS) apresentou o espaço que une aprendizagem e interação.

Na próxima semana, dias 29 e 30 de julho, acontece o Seminário de Orientação, no qual outros 25 universitários devem se juntar ao grupo para receber informações acadêmicas, tour pelo Campus e passeio por Porto Alegre. Alunos internacionais interessados em realizar mobilidade acadêmica na PUCRS em 2020/1 poderão solicitar mais informações pelo e-mail [email protected].

Foto: Bruno Todeschini

Foto: Bruno Todeschini

Com o objetivo de promover uma formação para além da atuação na cozinha, o curso de tecnologia em Gastronomia forma, com excelência, a sua primeira turma de gastrônomos nesse sábado, 18 de agosto. Lançada em 2016, a Graduação que busca preparar um profissional com um olhar empreendedor, altas capacidades técnicas e conhecimento histórico, cultural, ambiental e social sobre a arte de cozinhar, conquistou nota máxima do MEC em sua primeira avaliação. “Temos um retorno muito positivo do mercado de trabalho, que reconhece em nosso egresso um diferencial muito forte: o olhar da gastronomia como um todo, pensando na gestão, na cultura e na arte do cozinhar”, afirma a professora Rochele Rodrigues, coordenadora do curso.

A formação é articulada em três eixos, que garantem sua abrangência. O primeiro, Alimentação, Sustentabilidade e Cultura, apresenta noções básicas da ciência da nutrição e tradição culinária a partir das diferentes influências culturais. O segundo, Ciência e Arte dos Alimentos, aborda o preparo de alimentos de acordo com as influências da gastronomia internacional, brasileira e regional. Já o terceiro, Gestão e Empreendedorismo, traz conhecimentos sobre a organização e técnicas de trabalho em gastronomia. “O principal desafio foi integrar as disciplinas do curso – para que o aluno tivesse uma formação ampla – com a compreensão de cada processo que a gastronomia contempla”, explica Rochele. Dessa forma, o egresso pode atuar tanto na preparação de alimentos quanto em funções estratégicas, como a gestão de estabelecimentos e de pessoas na área da gastronomia, a organização de eventos e, ainda, na área acadêmica e de pesquisa.

Atuação abrangente

Foto: Bruno Todeschini

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As inúmeras possibilidades de utilizar o conhecimento adquirido ao longo de cinco semestres atraem diferentes perfis de alunos, desde concluintes do Ensino Médio até diplomados em outros cursos de Ensino Superior, além daqueles com algum negócio na área. Essa foi uma das características que mais admirou a formanda Tayná Machado Rodrigues. “Fui muito surpreendida ao descobrir que não precisávamos ser necessariamente cozinheiros, pois há muitas áreas a serem exploradas pelos gastrônomos”, ela conta. Por influência de projetos relacionados à gastronomia e à psicologia, surgiu a ideia de realizar uma segunda formação, a de psicóloga. “Não me vejo dentro de uma cozinha de restaurante ou confeitaria. Algo que pretendo fazer é usar a gastronomia para além de um ato de comer ou cozinhar, torná-la um método de terapia”, projeta a futura gastrônoma.

Experiência única

A aluna conta que, apesar de se deparar na cozinha com uma rotina muito mais desafiadora do que glamorosa, como assistia nos programas de televisão, amou as aulas práticas. “O ambiente era incrível, bem estruturado e sempre pronto para suprir nossas necessidades de cozinheiros inquietos”, afirma Tayná. Além disso, a ela ressalta a experiência de poder realizar eventos com os colegas e professores. “Um dos que eu mais gostei foi o Open Campus, onde pudemos ajudar os professores a realizar oficinas para os participantes”, lembra a formanda.

Foto: Bruno Todeschini

Foto: Bruno Todeschini

Para a coordenadora, a emoção de estar formando a primeira turma traz a sensação de dever cumprido, ao ver que a maioria de seus alunos está iniciando a vida profissional com emprego garantido. “Tenho certeza de que, junto de colegas brilhantes, fiz o melhor para que tivéssemos um curso e egressos fortes, com conhecimento técnico e embasamento cientifico, capazes de atuar e liderar equipes, bem como planejar, organizar, executar e gerir serviços de alimentação, acompanhando as tendências do mercado e as inovações tecnológicas na área da gastronomia”, afirma Rochele.