PUCRS segue orientando uso de máscara no Campus

Foto: Igor Bandera

Após o Decreto 21.422, publicado em edição extra Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa) nesta sexta-feira, 18/3, a Universidade destaca que seguirá as orientações do poder público, flexibilizando o uso de máscara em espaços fechados e ao ar livre.

A PUCRS segue incentivando o uso da máscara e exigindo o cumprimento dos demais protocolos para estudantes, professores/as, técnicos/as e públicos que circulam pelo Campus como medida de autocuidado.

Está mantida, pelo Decreto, a obrigatoriedade do uso de máscara em transporte coletivo e nos estabelecimentos de saúde, como hospitais, postos e clínicas. Desta forma, salientamos que é essencial a manutenção do uso da máscara nos espaços da Universidade que prestam atendimento de saúde ao público e nos veículos da PUCRS que transportam a comunidade universitária.

Cada um de nós desempenha um importante papel e o autocuidado é fundamental na prevenção e contenção de novos casos. A PUCRS está comprometida em promover um ambiente acolhedor e seguro e solicita o apoio de todos/as para que o impacto – das mudanças que estão ocorrendo neste momento da pandemia – nas relações tenham como princípio e prioridade o respeito, o diálogo, a gentileza e a empatia como primeira resposta a qualquer situação.

Leia também: Por que é importante se vacinar?

Relembre as orientações para uma convivência segura

Comunidade universitária tem descontos para teste de Covid-19

Estudantes e colaboradores/as da PUCRS contam com descontos exclusivos para realização de teste para a Covid-19. O benefício é válido para testagens no Hospital São Lucas da PUCRS (HSL) e na Farmácia Universitária Panvel. Para receber o desconto é necessário apresentar documento de identificação com foto, CPF e comprovar o vínculo com a Universidade. Alunos e alunas podem realizar a comprovação apresentando a carteirinha de estudante ou aplicativo da PUCRS. Colaboradores/as podem utilizar o crachá funcional. Saiba mais.

Challenges do TikTok

Coreografias são um dos principais conteúdos produzidos no TikTok/Foto: Pexels

Que o TikTok é a rede social da pandemia todo mundo sabe, mas até quando essa onda pode durar? Qual o segredo por trás do sucesso da rede? O que o público espera da plataforma? Essas são algumas das perguntas que os estudantes do curso de Publicidade e Propaganda da Escola de Comunicação, Artes e Design – Famecos da PUCRS, orientados pelo professor Ilton Teitelbaum, buscaram responder com a pesquisa O Crescimento do TikTok e o Impacto da Pandemia nos Usuários de Redes Sociais. 

Antes de mais nada, é importante entender o que é o TikTok e de onde ele surgiu. Trata-se de uma rede social para o compartilhamento de vídeos curtos, com até três minutos de duração, na qual os usuários contam com diferentes ferramentas de edição e podem incluir filtros, legendas, trilhas sonoras, gifs e efeitos de forma prática e intuitiva.  

Seu conteúdo é baseado em tendências e os usuários realizam challenges (desafios), dublagens, imitações e coreografias. Isso instiga a participação de outras pessoas e atrai, principalmente, o público jovem. Além disso, sua aba explorar possui um apelo para a viralização de conteúdo, fator determinante para o crescimento e o sucesso do TikTok. Foi essa característica que levou a jovem Sofia Müller, que, hoje, possui cerca de 50 mil seguidores na rede social, a produzir conteúdo para o aplicativo. 

“O TikTok oferece chance para pessoas desconhecidas viralizarem. Eu consegui fazer a minha marca de roupas crescer através da rede”, comenta.  

Aplicativo atingiu mais de dois bilhões de downloads no começo da pandemia 

Em 2017, o TikTok, ainda bem diferente do que conhecemos hoje em dia, comprou o aplicativo Musical.ly e a união de ambos é a rede social que conhecemos hoje em dia. O início da pandemia, em 2020, foi um momento marcante na história da rede, pois foi quando ultrapassou dois bilhões de downloads nas lojas de aplicativos. De acordo com levantamento realizado pela Global/WebIndex, já existem cerca de sete milhões de usuários cadastrados no Brasil, que gastam cerca de uma hora por dia no aplicativo.  

Uma das características é a monetização de seus usuários através de rubis, o dinheiro virtual do aplicativo. Os usuários podem recebê-los de sua audiência, durante lives, ou através de tarefas ou indicação de pessoas para que baixem a plataforma 

Por trás do sucesso do TikTok: o que as pessoas pensam sobre o aplicativo?  

Para o influenciador digital Lucas Ruschel, que ingressou no app no período da crise sanitária de Covid-19, o que mais chamou atenção foi o aumento repentino no número de usuários. Com mais de 150 mil seguidores, ele acredita que a pandemia tenha sido o fator decisivo para esse crescimento. Sua hipótese conta com o apoio da psicóloga Mariah Paranhos. Segundo ela, “sempre tem um aplicativo do momento que talvez venha até de uma necessidade da sociedade propriamente”. Para Mariah, a necessidade suprida pelo TikTok é a falta de contato humano durante a pandemia, período em que se popularizou no Brasil. 

Outro número que aumentou durante a pandemia foi o de pacientes de Mariah, que revela que a questão do TikTok sempre acaba se tornando pauta entre os adolescentes. No entanto, ela alerta que as redes sociais são potenciais vícios e que é importante saber de forma clara qual é o seu objetivo com o aplicativo para utilizá-lo sem preocupações.  

O potencial de viralização é outro perigo da rede ao pensar em saúde mental, pois, como apontado pela psicóloga, uma pessoa que é beneficiada pelo algoritmo em algum momento pode, rapidamente, cair no esquecimento. Isso pode gerar frustrações dependendo da personalidade e da forma com que esse indivíduo lida com as redes sociais.  

Veio para ficar?  

Challenge de maquiagem

Os “challenges” convidam usuários a participar da brincadeira/Foto: Pexels

A professora da Escola de Comunicação, Artes e Design – Famecos Gabriela Kurtz acredita que sim, o TikTok continuará. Mas, de acordo com ela, pode ser que a rede deixe de ser a “febre” que é atualmente. Isso porque um dos fatores que contribuem para manter as pessoas engajadas na plataforma é o tédio, que tende a se tornar menos frequente à medida que as coisas voltem à normalidade.  

A opinião dos usuários do TikTok sobre sua durabilidade varia muito. Lucas acredita que dificilmente ele deixe de existir, mas que, de fato, há chances de que os números caiam. Já Sofia crê que é uma rede momentânea e, portanto, tem prazo de validade.  

Esse aspecto chamou a atenção dos integrantes do grupo que realizou a pesquisa, incluindo o estudante Rodrigo Ruschel, que afirmou ter sido surpreendente perceber quantas pessoas consideram essa uma rede social momentânea e afirmaram não ter pretensão de utilizá-la após a pandemia.  

O caso dos jovens de Porto Alegre 

Como parte da pesquisa, jovens de 18 a 24 anos de Porto Alegre e região foram convidados a responder um questionário sobre o uso de redes sociais na pandemia. Ao todo, foram obtidas 223 respostas, sendo 63,2% de mulheres, 37,2% de homens e 0,4% de pessoas que se identificaram como outros. A partir das respostas, foi possível ver, em dados, como é o comportamento dessa faixa da população nas redes.  

Enquanto mais da metade dos jovens não alteraram seu consumo de rádio e jornal durante a pandemia, quando se fala em televisão e redes sociais a situação é diferente: aproximadamente quatro a cada dez aumentaram pouco o consumo de televisão e mais de 60% o de redes sociais.  

Dentre as redes favoritas desse público, ocupam o topo do ranking, respectivamente, o Instagram, o WhatsApp e, é claro, o TikTok. Praticamente metade dos jovens afirmou utilizar redes sociais de duas a quatro horas por dia. 

Quando se fala em destaques da pandemia o resultado já é o esperado: Instagram e TikTok foram os aplicativos que mais chamaram atenção no período, além disso, foram apontados como os que fornecem a melhor visibilidade para influenciadores e para usuários comuns, o maior poder de viralização para vídeos e o maior potencial de destaque para o pós-pandemia.  

Período da noite é o favorito dos usuários 

TikTok

Foto: Pexels

Embora a maioria do público utilize o TikTok, quase 40% afirmaram ainda não serem usuários da plataforma. Entre os motivos apresentados para isso, destacam-se a negação de ter mais uma rede social em sua vida, a falta de identificação com o público do aplicativo e o medo de se tornar um usuário excessivamente ativo. No entanto, foi, também, apontado o que faria com que esses jovens ingressassem à rede, sendo os principais atrativos a disponibilidade de conteúdos mais diversificados e a criação de grupos e/ou comunidades dentro do aplicativo.  

Entre os jovens que já utilizam a plataforma, quase todos afirmaram ter realizado o download como forma de distração (94,3%) e uma parcela significativa para pesquisa de referências (21,4%). A rede também mostrou ser mais utilizada durante a noite e com uma participação maior das mulheres do que dos homens, sendo a maior parte deles usuários que apenas visualizam os conteúdos (58,8%) e o menor percentual o que visualiza, posta e interage (apenas 9,2%). 

Eles sugerem, ainda, que, para o sucesso do TikTok ser ainda maior, falta interação entre os usuários, suporte aos criadores de conteúdo e alterações no layout da plataforma. Para eles, a rede social perfeita é formada pela característica “good vibes” do Instagram, pela privacidade encontrada no WhatsApp e pela descompressão apresentada pelo Tiktok.  

Mapeando tendências de comportamento  

O estudo O Crescimento do TikTok e o Impacto da Pandemia nos Usuários de Redes Sociais foi elaborado pelos/as estudantes André Barcellos, Caroline Hennicka, Felipe Paes, Julia Prado, Pedro Tassoni, Rafael Domingues, Rodrigo Ruschel, Thaísa Zilli Batista, Uillian Vargas e Vinicius Mourão, da disciplina de Projeto de Pesquisa de Mercado em Publicidade e Propaganda, ao longo do primeiro semestre de 2021.  

“Essa disciplina foi uma das que mais contribuíram para o nosso aprendizado, pois precisamos gerenciar uma equipe, dividir tarefas, trabalhar com prazos e, além disso, elaborar uma pesquisa completa, com início meio e fim, comparando etapas qualitativas e quantitativas”, relembra Rodrigo.  

Em sua etapa qualitativa, a pesquisa contou com 12 entrevistas em profundidade, sendo oito delas com jovens de 18 a 24 anos da região de Porto Alegre, duas com influenciadores digitais do TikTok (Lucas Ruschel e Sofia Müller), uma com uma psicóloga (Mariah Paranhos) e outra com uma comunicadora social (Gabriela Kurtz). Depois, na fase quantitativa, foram 223 respostas válidas em uma coleta feita por meio de questionário online.  

Passaporte da vacina: entenda o que é

Passaporte vacinal tem sido discutido em diversos países./Foto: Frank Meriño/Pexels

Assim que as vacinas contra a Covid-19 começaram a ser testadas, a discussão sobre a obrigatoriedade do certificado de imunização ganhou força. Impasses éticos e questões sociais dividiram a população de diversos países, inclusive, do Brasil. Hoje, algumas cidades brasileiras já adotaram a utilização do passaporte da vacina, como o Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Salvador (BA). Para quem ainda tem dúvidas sobre a medida, convidamos o professor da Escola de Direito Cristiano Heineck Schmitt para esclarecer algumas questões. Confira! 

1) O que é o passaporte da vacina e como ele impacta no dia a dia das pessoas? 

O passaporte da vacina é uma medida que busca estimular a população a obter a imunização contra a Covid-19. Com um controle maior sobre a contaminação pelo vírus e com a redução de óbitos e internações hospitalares, as cidades brasileiras têm passado a flexibilizar regras sanitárias, permitindo shows, feiras, jogos e maior acesso a bares e restaurantes, por exemplo. 

Outro ponto importante é que ele poderá ser obrigatório em alguns eventos e facultativo em outros. Ao nível mundial, há estabelecimentos que têm garantido benefícios, como descontos àqueles que comprovam terem realizado a vacinação de forma correta.  

Por outro lado, segundo estimativas do Ministério da Saúde, em torno de 8,5 milhões de brasileiros não tomaram a segunda dose da vacina, o que dificulta a imunização coletiva e mantém o risco de contaminação. O ideal, contudo, é que no atual estágio seja preservado também o uso de máscaras. A polêmica se estende também a ramos como o Direito do Trabalho, sobre a possibilidade ou não de demissão por justa causa ao empregado que se nega a fazer a vacina. 

2) Qual a importância, benefícios e possíveis contrapontos a esse tipo de medida? 

A importância do passaporte da vacina é que ele funciona como um estímulo na busca pela vacinação, imunizando as pessoas, especialmente agora quando se pensa em se poder recompor a vida como ela era. Quanto mais pessoas imunizadas, menos chances de propagação da Covid-19. 

Embora os dados mostrem a grande eficácia da vacinação, existem pessoas contrárias à mesma, pelos motivos mais variados, no que se inclui eventual receio de sequelas negativas da vacina. 

Para aqueles que não desejam se vacinar, um dos argumentos mais usados é o disposto no artigo 5º, inciso XV da CF/88, que trata do direito fundamental à liberdade de locomoção dentro do território brasileiro, o sagrado direito de ir e vir. Contudo, no Brasil, não existem direitos absolutos, os quais passam pelo crivo de um juízo de proporcionalidade.  

A vacinação, no caso, é uma forma de preservar a vida, e algo focado no sujeito e no coletivo. E, para participar deste coletivo, há que se adotar medidas que preservem a vida de todos. 

Drive-Thru, vacinação, Covid-19

Foto: Cristine Rochol/PMPA

3) Existem ações que podem complementar essa medida ou alternativas ao passaporte da vacina? 

Para complementar, há que se manter o uso da mascará, assim indicado pela classe médica. No caso da Covid-19, não há remédio milagroso, nem vacina eficiente por completo. São estruturas agregadas de cuidados sanitários que, somadas, vão controlar a dissipação do vírus. Mesmo pessoas vacinadas tiveram registro de óbito, o que mostra que não serve como medida isolada. 

4) Como o Brasil está em relação a outros países nessa questão? 

Estados e municípios têm realizado movimentação parlamentar para aprovar o passaporte da vacina, dispondo quando ele será obrigatório, ou facultativo, acerca de evento e estabelecimentos. 

No mundo, países como Itália, Portugal, França, Israel, Japão e Dinamarca já adotaram o passaporte, o que, a meu ver, serve para mostrar que o Brasil está agindo bem ao cobrar o referido passaporte. 

5) O passaporte da vacina pode se tornar algo permanente? 

Vai depender da permanência da Covid-19 entre nós. A meu ver, foi uma doença repentina, de grande potencial de contaminação, com um poder lesivo bastante elevado, especialmente por, ao afetar vários sujeitos ao mesmo tempo, levar a óbito milhares deles em face da falta de tratamento, diante de hospitais superlotados. 

O coronavírus sofre contínuas alterações, gerando novas cepas, e isso será uma constante preocupação mundial que deve perdurar alguns anos, até se ter melhores informações de combate eficaz ao mesmo. 

Leia também: Entenda como funciona a produção de uma vacina em 5 passos 

Série de matérias vida pós-pandemia

Pesquisador afirma que o risco para novas ameaças pandêmicas no futuro é real e merece atenção./Foto: Charlotte May/Pexels

Desde que a Covid-19 exigiu medidas de isolamento social e restrições de circulação, o dia a dia das da população sofreu transformações significativas. Os efeitos da pandemia impactaram desde a rotina de trabalho até o lazer, a alimentação e os hábitos de higiene das pessoas.  

Nas últimas semanas, professores da Universidade lançaram um olhar sobre como esse contexto tem influenciado na comunicação e nos negócios; assim como na saúde pública e no bem-estar mental individual e coletivo. Para o encerramento da série Vida pós-pandemia, convidamos dois pesquisadores para refletirem sobre a possibilidade de novas ameaças e a chegada do “novo normal”. Confira! 

A pergunta não é “se”, mas “quando” 

Ao longo da história da humanidade, a sociedade foi acompanhada por eventos semelhantes à pandemia de Covid-19. Em cada época, a crise era causada por diferentes agentes infecciosos. Segundo Cristiano Valim Bizarrocoordenador do Programa de Pós-Graduação em Biologia Molecular e Celular, existem estudos os quais sugerem que nas últimas décadas houve um aumento no número de surtos de doenças zoonóticas, aquelas que envolvem a transferência de patógenos de animais para humanos.  

“Precisamos ter em mente que o risco para novas ameaças pandêmicas no futuro é real e merece atenção. Sem dúvida, a questão não é ‘se’, mas ‘quando’ teremos a próxima pandemia”, afirma.  

O professor explica que esse fenômeno pode estar relacionado à expansão humana em ambientes naturais, o que aumenta a exposição a animais selvagens portadores de bactérias e vírus com o potencial de transmissão para seres humanos. Além disso, existem evidências de que as extinções em massa e o desflorestamento, resultantes dessa expansão, aumentem os riscos de novas pandemias. Isso porque as espécies mais aptas a sobreviver e a se disseminar nesses ambientes impactados estão entre aquelas que hospedam os patógenos mais perigosos para os seres humanos. 

Leia também: Dia da Sobrecarga da Terra alerta para a necessidade de ações sustentáveis 

vida pós-covid

Professor afirma que os seres humanos criaram um modus operandi para sobreviver frente às pandemias./Charlotte May/Pexels

Ações voltadas à conservação da biodiversidade e o combate ao comércio e consumo de animais selvagens têm como benefício adicional a diminuição do risco de novos surtos de doenças infecciosas. “Esforços de monitoramento ativo e de ranqueamento do potencial de transmissibilidade de vírus selvagens estão em andamento e poderão permitir ações de vigilância e controle focadas em áreas de maior risco de transmissão zoonótica e surgimento de novos surtos”, destaca Cristiano. 

De acordo com o pesquisador, assim como já ocorreu com outros coronavírus e com vírus de outros grupos que circulam nas populações humanas, é provável que o SARS-CoV-2 se torne endêmico, ou seja, torne-se recorrente no Brasil a ponto de a população conviver com ele. Cristiano afirma ser difícil prever como será a dinâmica dessa interação, mas acredita que envolverá um quadro complexo com regiões do planeta livres de circulação do vírus, com eventuais surtos episódicos; e outras com surtos sazonais.  

“Variáveis como cobertura vacinal, tipo de imunidade conferida por meio da vacinação e evolução de novas variantes serão determinantes nesse processo. Possivelmente teremos programas de vacinação anuais, com vacinas adaptadas para conferir imunidade às novas variantes que surgirem a cada ano”, explica.  

E a normalidade, existe? 

O coordenador do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Escola de HumanidadesAgemir Bavaresco, explica que o ser humano conviveu com pandemias ao longo da história.  

“Por isso, eu não estou seguro se podemos falar em vida pós-pandemia. E mais ainda, o que é ‘retornar à normalidade’? Pois, qual é o critério para dizermos que algo é normal? Será normal mantermos a desigualdade de oportunidades em saúde, educação e alimentação? É normal continuarmos com assimetrias locais, nacionais e internacionais que submetem quase um bilhão de seres humanos passarem fome”, questiona. 

Para ele, as relações sociais se tornaram complexas e os seres humanos criaram um modus operandi para sobreviver frente às pandemias. O professor afirma que as contradições, assimetrias e desigualdades que estavam escondidas na estrutura das relações internacionais ficaram explícitas. “A pandemia desnudou essa ‘anormalidade’ que reduz os povos a viverem sob a dominação da desigualdade. O caso da distribuição das vacinas contra a Covid-19 é um exemplo”, pontua.   

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Exame PCR e protocolos proporcionam mais segurança para profissionais e empresas - Teste do Instituto do Cérebro que identifica a presença da Covid-19 é classificado como Padrão Ouro pela Organização Mundial da Saúde

Uma das educadora da equipe Marista / Foto: Divulgação

Apesar de a previsão de que toda a população acima de 18 anos no Rio Grande do Sul receba a primeira dose da vacina contra a Covid-19 ao longo dos próximos meses ser animadora, ainda é necessário manter os cuidados de segurança e higiene, assim como o distanciamento social. Um dos serviços disponíveis que auxiliam empresas e organizações que estão atuando em um modelo híbrido e flexível nessa questão é a testagem de equipes para a identificação do coronavírus. 

O exame RT-PCR disponibilizado pelo Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul (InsCer) é classificado como Padrão Ouro pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e identifica se há presença do vírus ativo com alta taxa de precisão. 

O diagnóstico pela técnica conhecida como PCR (Polymerase Chain Reaction) consiste em coletar pequenas frações do vírus, gerar cópias de diferentes regiões e detectar a emissão de um sinal relativo à geração das cópias dessas partículas virais. Daniel Marinowic, pesquisador do InsCer, explica os diferentes tipos de testes para Covid-19 

Educadores e educadoras realizam o exame PCR 

Com a premissa de seguir cuidando das comunidades escolares, em uma ação conjunta com o InsCer, os/as colaboradores/as dos Colégios Maristas do Rio Grande do Sul, das Unidades Sociais Maristas, da Estrutura Executiva e das Instâncias Corporativa e Canônica da Rede Marista realizaram no mês de junho o exame RT-PCR, que identifica a presença do novo coronavírus por meio das vias respiratórias. 

Para o gerente educacional dos Colégios da Rede Marista e coordenador do Centro Operações de Emergências do Empreendimento (COE-Saúde Marista), Luciano Centenaro, a operação proporciona segurança para as famílias, estudantes e colaborares/as: “Trata-se de um benefício para os colaboradores que pode ser adicionado aos cuidados protocolares que estamos tendo. Isso, junto à aplicação rigorosa de nossos protocolos, demonstra o quanto primamos pela saúde de nossos colaboradores” aponta. 

Como agendar o exame para a sua equipe 

O InsCer é referência nacional e internacional em pesquisa, desenvolvimento e assistência. Você encontra qualidade, tecnologia e agilidade com testes de alta precisão e laudos emitidos em português, inglês e espanhol para os seguintes exames: 

Saiba mais informações pelo telefone (51) 3320-5900. 

Pesquisadores da PUCRS desenvolvem novo teste para coronavírus - Alternativa de exame possibilita diminuir custos e ter resultados mais rápidos

Novo teste identifica pessoas negativas para Covid-19/Foto: Divulgação/InsCer

Os institutos da PUCRS geram impacto e beneficiam diferentes setores da sociedade com ações, projetos e serviços. Entre eles estão o Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG) e o Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul (InsCer), que durante a pandemia ocasionada pela Covid-19 tiveram uma atuação marcante. Mais uma vez, a Universidade mostra sua relevância em momentos de crise, buscando soluções para problemas complexos. Conheça algumas iniciativas dos Institutos da PUCRS no combate à pandemia. 

Um olhar para a terceira idade 

Instituto de Geriatria e Gerontologia da PUCRS (IGG) se dedica a ações interdisciplinares relacionadas ao envelhecimento humano. Para isso, são realizadas pesquisas que contam com laboratórios e com um corpo docente altamente qualificado A Universidade Aberta para Terceira Idade (Unati), que busca promover o envelhecimento saudável e com autonomia, também faz parte do IGGFoi nessas duas frentes que esse instituto atuou diante os desafios pandêmicos. 

Visando acompanhar, durante o período de um ano, idosos em idade avançada e com saúde vulnerável provenientes do SUS, o IGG está desenvolvendo a pesquisa Marcadores sociodemográficos, comportamentais, clínicos e moleculares para a identificação de idosos com risco de infecções graves pela Covid-19. Coordenada pelo diretor da instituição, Douglas Kazutoshi Sato, ela foi contemplada pelo edital PPSUS da Fapergs e é realizada em parceria com o Hospital São Lucas.  

Leia também: Projetos de Pesquisa da PUCRS vão contribuir com o SUS no Rio Grande do Sul 

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Foto: Camila Cunha/PUCRS

Com esse estudo, a instituição espera compreender de que forma esses idosos são afetados pela Covid-19, como o sistema imunológico deles responde às vacinas e à infecção pelo vírus e identificar marcadores para outras infecçõesA partir dos resultados dessas análises poderão ser realizadas ações de combate ao coronavírus, como a criação de protocolos clínicos específicos para o manejo da doença nessa população, o incentivo para a criação de políticas públicas de saúde voltadas à proteção do idoso no SUS, especialmente os que estão sujeitos a quadros mais graves da doença, e contribuições com o plano nacional de prevenção de infecções e vacinação em idosos 

Outra pesquisa de destaque também foi realizada pelo professor Sato, em parceria com a Universidade de Keio, em Tóquio. Denominado Hábitos comportamentais de japoneses, descendentes e não descendentes de japoneses diante da pandemia pela Covid-19o projeto está tendo seus dados analisados, mas indica que diferenças comportamentais e culturais podem ter contribuído para a discrepância no número de contaminações ao comparar ambas as populações. O estudo foi realizado por meio de um levantamento de dados pela plataforma Qualtrics e participaram dele 4.704 indivíduos, 2.685 do Brasil e 2.019 do Japão. O objetivo é de que essa pesquisa possa auxiliar na revisão das medidas profiláticas adotadas em pandemias, identificando hábitos comportamentais preventivos que contribuem para a preservar a saúde. 

Além disso, através da Unati, o IGG promoveu conteúdos, lives e cursos voltados aos idososincluindo eventos gratuitos. Essa é uma maneira de fornecer conhecimento a esse público, além de facilitar a interação com outras pessoas da mesma faixa etária, o que é de extrema importância durante a pandemia para auxiliar no cuidado à saúde mental do idoso. 

Ações que impactam no cotidiano 

Já o InsCer atua em duas frentes: na pesquisa e na assistência. Para oferecer o melhor resultado à população em cada uma delas, conta com um time de neurocientistas renomados internacionalmente e oferece exames de imagem com tecnologia de alto nível. Suas ações durante a pandemia foram voltadas, principalmente, a problemas cotidianos, como as dificuldades de aprendizado de crianças em idade de alfabetização sem atividades presenciais nas escolas, diagnósticos de casos suspeitos de Covid-19 e alterações neurológicas e psicológicas causadas tanto pelo isolamento social quanto pela contaminação pelo coronavírus. 

Já no começo da pandemia no Brasil, em abril de 2020 o Laboratório de Biologia Molecular e Imunologia do InsCer passou a oferecer exames RT-PCR – responsáveis por detectar a infecção pela Covid-19 durante o período sintomático da doença – com resultado em 24h para empresas, escolas e pessoas físicas. Mais tarde, disponibilizou o teste RT-PCR Fast, com resultados que saem em 4h, de acordo com janelas específicas durante o dia. Todos os laudos são emitidos em português, inglês e espanhol. Além disso, também foi oferecida a coleta domiciliar do exame, no intuito de auxiliar no diagnóstico de quem não tem a possibilidade de sair de casa, como idosos acamados, por exemplo.  

Saiba mais: InsCer oferece diferentes opções de exame RT-PCR para Covid-19 

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Até dia 30 de junho é possível participar da pesquisa do InsCer sobre o sono na pandemia/Foto: Shutterstock

Enquanto isso, pensando na realidade de ensino remoto, a qual impediu crianças de frequentarem presencialmente instituições de ensino, o Instituto desenvolveu o aplicativo Graphogame, um jogo educacional que tem como objetivo auxiliar crianças de 4 a 9 anos no processo de alfabetização. Ele chegou no Brasil por meio do Ministério de Educação, em iniciativa conduzida pelo pesquisador do InsCer, Augusto Buchweitz 

Por fim, o Instituto do Cérebro, que é referência em pesquisas sobre questões relacionadas à Neurociência, também se destacou na área durante a pandemia, liderando três importantes estudos sobre o assunto:  

Além disso, pesquisas relacionadas ao coronavírus realizadas pela instituição foram publicadas em revistas internacionais. 

Conheça outras ações da PUCRS no combate à PANDEMIA

Essa é a última de uma série de matérias que compilam ações da Universidade no combate à pandemia.  

Leia também: PUCRS contra a Covid-19: estudantes e professores desenvolvem ações 

Mais perto do abraço: estudantes de Enfermagem vacinam familiares que trabalham na PUCRS - Três amigas puderam aplicar a primeira dose da vacina contra a Covid-19 nos pais que trabalham na Universidade e integram o grupo prioritário de trabalhadores da educação

As três estudantes de Enfermagem e amigas / Foto: Reprodução

Em meio à emoção da vacinação de profissionais da área da educação contra a Covid-19, surge a esperança de poder voltar a abraçar e ver de perto as pessoas queridas novamente. Três alunas do curso de Enfermagem da Escola de Ciências da Saúde e da Vida puderam vacinar familiares no Hall da Biblioteca Central Irmão José Otão. A imunização teve início nesta semana na Universidade e terá continuidade na próxima segunda-feira, 21 de junho.

As colegas de curso e amigas Brenda Pereira, Giullia Poersch e Jennifer Lipert compartilharam na última segunda-feira, 14 de junho, o momento aguardado há mais de um ano: aplicaram a primeira dose do imunizante na mãe, no pai e no padrasto, respectivamente.

Para Giullia, que vacinou o pai no dia que seria o aniversário da sua mãe, que faleceu quando ela ainda era criança, a oportunidade foi gratificante, “principalmente em meio à uma pandemia que tirou vários familiares de tantas pessoas”. O pai, Adriano Poersch, trabalha como vigilante há oito anos na PUCRS e conta que a formação acadêmica da filha na Universidade é um sonho desde sempre:

“É uma satisfação estar aqui vendo que ela anda a passos largos. Após a grande emoção do nascimento de um filho as maiores emoções vêm a ser no que eles se tornam, as surpresas do dia a dia. Naquele dia nada estava dando certo, uma fila que não terminava mais e eu atrasado para o trabalho. Do nada ela aparece e me diz que era para eu esperar, pois ela ia me vacinar. Aí já fiquei emocionado e veio a vontade de chorar. Me senti especial, me senti muito seguro, pois era a minha menina que ia cuidar de mim”.

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Aluna Brenda e a mãe Carla Pereira / Foto: Reprodução

Carla Pereira, mãe de Brenda, também é vigilante na PUCRS e destacou o orgulho que sente da filha ao vê-la atuando na linha de frente e ajudando outras pessoas na profissão que escolheu:

“Naquele dia me passou um filme na cabeça. Quando ela tinha 11 anos de idade e a gente descobriu que ela tinha Diabetes Tipo 1, eu aplicava insulina nela quatro vezes ao dia. Agora, aos 20 anos, é como se ela estivesse retribuindo, cuidando, zelando pela minha saúde, com o mesmo sentimento de risco de vida que eu tinha com ela aplicando as insulinas. Ela estar participando neste momento tão importante de imunização, de esperança, de um futuro, representa um marco histórico na nossa vida, um orgulho por ela estar se dedicando tanto aos estudos e tendo a certeza da importância que representa a profissão que escolheu”.

Carla conta ainda que, desde que iniciou o trabalho na vigilância da PUCRS, em 2008, sua vida mudou. Com o subsídio que a Universidade oferece aos colaboradores e familiares para os estudos, ela se formou em Direito e agora a sua filha está cursando Enfermagem.

Em um momento em que muitos sentimentos afloraram, por lembrar que o seu avô faleceu no Natal de 2020 por causa do coronavírus, Jennifer também imunizou Maurício Lipert, o padrasto, que ela considera pai.

Mais perto do abraço: estudantes de Enfermagem vacinam familiares que trabalham na PUCRS - Três amigas puderam aplicar a primeira dose da vacina contra a Covid-19 nos pais que trabalham na Universidade e integram o grupo prioritário de trabalhadores da educação

Aluna Jennifer e o padrasto Maurício Lipert / Foto: Reprodução

“É linda demais a profissão que ela escolheu, ainda mais em meio a uma pandemia mundial. Decidiu ajudar as pessoas se doando e acreditando em um futuro melhor para todos. É uma guerreira, meu orgulho. O subsídio e incentivo que a Universidade oferece para os estudos é imprescindível. A PUCRS pensa no futuro dos seus profissionais e familiares. Eu só tenho a agradecer pela oportunidade, aqui me sinto em casa e acolhido, pois temos uma estrutura imensa à disposição e eu sigo atuando para que ela possa concluir o curso e ter um bom futuro”, relata.

Um Hall cheio de simbolismos e esperança  

A produção das vacinas contra o coronavírus foi realizada em tempo recorde. Esse feito só foi possível graças ao esforço global de cientistas e do conhecimento prévio com outras variações anteriores da SARS-CoV.

Em uma feliz coincidência, a aplicação do imunizante foi realizada no Hall de um espaço que simboliza a ciência, a pesquisa e a importância do ensino em todos os âmbitos para a sociedade: a Biblioteca. No mesmo saguão que abrigou tantas exposições e foi passagem de grandes nomes do mundo acadêmico, a teoria de anos de estudos se encontrou com a prática para salvar vidas.

Atuação na imunização contra a Covid-19

Mais perto do abraço: estudantes de Enfermagem vacinam familiares que trabalham na PUCRS - Três amigas puderam aplicar a primeira dose da vacina contra a Covid-19 nos pais que trabalham na Universidade e integram o grupo prioritário de trabalhadores da educação

Aluna Giullia e o pai Adriano Poersch / Foto: Reprodução

Desde o começo da pandemia a PUCRS tem trabalhado em diferentes frentes de combate ao coronavírus. Seja por meio da produção e doação de acessórios de proteção ou no desenvolvimento de novos testes para a identificação do vírus, assim como a atuação em campo, com o apoio de estudantes e docentes.

Confira essas e outras ações promovidas pela Universidade para a contenção do vírus:

Fique por dentro das atualizações sobre o tema no site do coronavírus.

Imunização de profissionais da PUCRS será nos dias 14 e 15 de junho - Cronograma da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) prevê a vacinação de profissionais do Ensino Superior com a primeira dose. Logística irá funcionar no hall da Biblioteca, com turnos e horários por faixa etária Na próxima segunda-feira, dia 21 de junho, a PUCRS irá concluir a aplicação da primeira dose da vacina contra a Covid-19 em colaboradores que ainda não tenham recebido o imunizante. A vacinação acontecerá no hall da Biblioteca em turnos definidos por idade, mediante apresentação de documento de identidade e crachá.

A organização será a seguinte:

Profissionais com idade acima de 37 anos que estavam aptos a receber a primeira dose na última semana e não puderam comparecer também serão contemplados/as nesta etapa. Para isso, basta comparecer ao Campus em qualquer um dos turnos. Receberemos doses suficientes para todos/as os colaboradores/as, então não haverá limitação por ordem de chegada.

Esta será a última oportunidade para vacinação na PUCRS. Não haverá outro momento para receber a primeira dose na Universidade. 

Lembramos que: 

Lembre-se de comparecer para a vacinação apenas no seu turno (exceto para colaboradores/as acima de 37 anos) usar máscara, higienizar as mãos com frequência e manter o distanciamento.

*Conteúdo atualizado em 18/6, às 16h.

Foto: divulgação

O presidente da Rede Marista Internacional de Instituições de Ensino Superior e vice-reitor da PUCRS, Ir. Manuir Mentges, abriu a sessão de boas-vindas da 9ª Assembleia da Rede Marista Internacional de Instituições de Educação Superior. O evento que ocorreu pela plataforma Zoom, contou com a presença de mais de 180 participantes das 27 universidades pertencentes à Rede, de lideranças, de convidados de espaços maristas no mundo e da Administração Geral do Instituto Marista.  

Na ocasião, o Vigário Geral do Instituto Marista, Ir. Luiz Carlos Gutierrez agradeceu a todos os presentes por manter vivas as comunidades universitárias, mesmo em um momento turbulento, seguindo a ideia de “servir bem, servir hoje e servir primeiro”. Ele ainda recordou que as instituições de Ensino Superior maristas oferecem um serviço profundamente relevante que contribui para crescimento das sociedades contemporâneas e que isso está muito relacionado ao terceiro apelo do Capítulo Geral dos irmãos maristas, o qual convida a inspirar a criatividade para sermos construtores de pontes.  

Entre os painéis apresentados, um deles, mediado pelo Ir. Roberto López, da Universidad Marista de Querétaro, no México, membro do Comitê Executivo, com a participação do professor Francisco Marmolejo, presidente da Divisão de Educação Superior no Qatar Foundation. Eles apresentaram a palestra Quais desafios e possibilidades podemos apontar num contexto pós-pandemia para Instituições de Educação Superior, por meio da qual Marmolejo apresentou possibilidades para o futuro da Educação Superior.  

Para isso, o professor retomou a caminhada histórica das universidades e os obstáculos que permeiam esses espaços desde o século XX. Sua palestra foi encerrada com um convite a pensar sobre o contexto que virá no pós-pandemia: “Este é o momento para pensar e construir uma nova educação, uma educação reinventada”. Com isso, Marmolejo aponta para uma das características que são constantes na educação: a transformação 

Foto: divulgação

Organização em Rede para Instituições de Educação Superior: por que cooperar? 

Com mediação do Ir. Carlos Alberto Rojas, do Secretariado de Educação e Evangelização do Instituto Marista, o painel foi conduzido pelo professor Alsones Balestrin, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Ele abordou os principais pontos sobre a temática Organização em Rede para Instituições de Educação Superior 

Balestrin apresentou teorias relacionadas aos funcionamentos em rede, incluindo as cooperações na natureza, na história e nas instituições. A partir de contextos de organizações em rede, o professor ressaltou que existem três elementos fundamentais para a cooperação funcionar: “Interação, objetivos comuns e governança: esses três pontos resultam em benefícios comuns”. Eles estão relacionados com a escala e o poder de mercado, redução de custos e riscos, desenvolvimento de práticas comuns, aprendizagem coletiva e inovação colaborativa. Segundo o professor, “as organizações vão cooperar porque esperam obter algo que seria improvável de forma individual”. 

Horizontes da Rede Marista Internacional de Instituições de Educação Superior  

No evento também foi apresentado o plano de ação do Comitê Executivo para a Rede até 2022. A proposta é dar continuidade aos trabalhos que estão sendo realizados e, na próxima Assembleia, em abril de 2022, ter a validação de projetos já em execução na rede.  

Sobre a Rede Marista Internacional de Instituições de Educação Superior 

A Rede Marista Internacional de Instituições de Educação Superior (IES) consiste na união de, atualmente, 27 instituições que, em sintonia com as premissas da Administração Geral do Instituto dos Irmãos Maristas, em Roma, buscam criar conexões de sinergia e atuação em seus espaços de missão. 

Fundada em 2004, essa rede tem como objetivo criar oportunidades de parcerias, formação e projetos em conjunto, potencializando a atuação no ensino superior em mais de 10 países. 

Saiba mais sobre a Rede! 

Entenda como funciona a produção de uma vacina em 5 passos - Confira a explicação de Ana Duarte, farmacêutica e professora da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS

Arquivo do infográfico disponível para download ao final do conteúdo.

As vacinas são a forma mais eficiente de prevenir doenças infecciosas. O pioneiro no desenvolvimento das vacinas foi Edward Jenner, um médico britânico que desenvolveu o imunizante contra a varíola, a qual foi declarada erradicada em 1979 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – devido à grande eficácia do método. 

Apesar de não ser uma ferramenta nova de combate a doenças, em meio à corrida para a produção e disponibilização de vacinas contra a Covid-19, também surgem muitas dúvidas por parte da população. Entre as preocupações e as curiosidades estão as orientações para quem pode receber os imunizantes contra a Gripe (Influenza) e o coronavírus, além de como funciona o processo para a produção de uma vacina. 

Pensando nisso, a professora Ana Duarte, da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS, preparou explicações úteis sobre as etapas que envolvem a elaboração de um imunizante. Como pesquisadora, Ana trabalha com temas relacionados a vacinas, imunologia viral, terapias antivirais e antitumorais e respostas de diferentes tipos de células. 

1. A composição da vacina

As vacinas funcionam educando o sistema imune. Elas induzem a chamada resposta de memória específica, onde células T e células B (produtoras de anticorpos) são ativadas. Quando o corpo entra em contato com o patógeno (organismo que transmite alguma doença), essa resposta irá proteger o sistema, impedindo que a doença se manifeste de forma grave. Deste modo, o corpo fica imune. 

É importante lembrar que a vacina não pode ser considerada somente como um meio de proteção individual, e sim coletivo, para que seja atingida a imunidade em grande escala e a redução da circulação do patógeno na população. 

Para induzir a resposta imune especifica é necessário um antígeno (componente essencial que causa a produção de anticorpos). O antígeno pode ser o patógeno morto ou atenuado, ou uma parte dele. As estratégias de vacinas mais modernas, como de RNAm e Vetores virais recombinantes, funcionam como uma plataforma para produzir o antígeno. Ou seja, parte do patógeno, no individuo vacinado.  

Algumas vacinas ainda possuem adjuvantes (matéria prima que, quando adicionada à fórmula do medicamento, ajuda na sua ação) que são importantes para melhorar a resposta imune. Outros componentes comuns das vacinas são conservantes, para impedir que a vacina seja contaminada depois de aberta, e estabilizantes, para prevenir reações químicas na vacina. Alguns imunizantes precisam de um líquido diluente para deixar a vacina na concentração correta imediatamente antes do seu uso. 

2. As fases do desenvolvimento da vacina

O desenvolvimento de uma vacina é semelhante ao desenvolvimento de um medicamento. No total, são quatro etapas: pré-clínica e fases 1, 2 e 3: 

Durante os ensaios de fase 3 é recomendado que o grupo voluntário e a equipe de cientistas não saibam quem recebeu a vacina ou o placebo, garantindo que os resultados da eficácia não sejam influenciados por quem está avaliando. Essa etapa costuma ser desenvolvida em diferentes países para analisar a resposta em diferentes populações. 

Esse é um processo que costuma ser caro, podendo custar milhões de reais e durar anos até o cumprimento de todas as etapas. Quando a última fase está completa, os resultados são submetidos às avaliações das agências reguladoras de cada país.  

Vale ressaltar que as vacinas para prevenção da Covid-19 foram obtidas em tempo recorde. Essa grande conquista científica foi possível devido aos conhecimentos prévios obtidos a partir de outros tipos de coronavírus e um esforço coletivo de muitos cientistas de todo o mundo, com sobreposição das fases clínicas. Ou seja, para acelerar o processo, a organização da fase 3 foi iniciada antes do término da fase 2 

Não é necessário se preocupar, pois as vacinas continuam sendo monitoradas após a aprovação, garantindo a segurança e a saúde das pessoas imunizadas. 

3. A produção da vacina é um processo biotecnológico

Produzir uma vacina não é um processo fácil e varia de acordo com o seu tipo. Um dos principais processos é a produção do ingrediente farmacêutico ativo. Para vacinas que utilizam como antígeno o vírus atenuado ou inativado, o processo consiste na replicação celular a partir de uma cepa de referência (uma variante com construção diferente e propriedades físicas distintas) e posterior purificação e inativação, se necessário. Já as vacinas bacterianas são produzidas por um processo de fermentação.  

As vacinas mais recentes de RNAm utilizam a tecnologia do DNA recombinante (clonagem molecular). Para a vacina contra a Covid- 19, por exemplo, a sequência que codifica a proteína Spike (importante para a sobrevivência viral) do vírus SARS-COV-2 é clonada em um plasmídeo (DNA circular bacteriano). Esse plasmídeo é propagado em bactérias para aumentar a sua quantidade. 

Posteriormente, a sequência de DNA que codifica a proteína é retirada do plasmídeo e esse DNA servirá de molde para síntese de RNAm in vitro utilizando enzimas especificas (proteínas que regulam reações químicas do organismo). Esse RNAm é o princípio ativo das vacinas e será envolto em lipídeos para facilitar sua entrada nas células de pessoas vacinadas, que irão produzir a proteína Spike que servirá como antígeno e irá induzir a resposta imune. 

4. Controle das etapas de produção

Para certificar a qualidade esperada dos lotes de vacinas, são realizados testes em cada etapa da cadeia de produção: 

E então a vacina está pronta para ser embalada e distribuída para população.  

5. Armazenamento e distribuição

A maioria das vacinas requer refrigeração entre 2°C e 8°C para o armazenamento e transporte. Outras precisam de temperaturas ainda mais baixas, de -20°C a -70°C. Para isso é necessário que haja um planejamento para a distribuição dos imunizantes, com cadeia, infraestrutura e equipes da área de saúde treinadas. 

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