Copa do Mundo de Futebol Feminino

A Copa do Mundo de Futebol Feminino 2023 será realizada entre julho e agosto na Austrália e na Nova Zelândia. / Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Organizada pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) pela primeira vez em 1991, a Copa do Mundo de Futebol Feminino é uma competição internacional de futebol que acontece de quatro em quatro anos. Com 32 países participantes, a nona edição do campeonato, que acontece entre julho e agosto de 2023 na Austrália e na Nova Zelândia, tem o maior número de seleções participantes na história da modalidade. A competição tem se tornado mais popular a cada edição, no entanto, por mais que se busque aumentar o investimento no futebol feminino, o masculino ainda recebe maior atenção, verba e patrocínio.  

De acordo com o professor da Escola de Ciências da Saúde e da Vida e pesquisador de “Esporte, Cultura e Sociedade” do Grupo de Pesquisa em Estudos Olímpicos, Luís Henrique Rolim, a Copa do Mundo Feminina proporciona visibilidade para as atletas, visto que em muitos países a profissionalização do futebol feminino ainda está crescendo a passos lentos, devido a questões sociais, culturais e políticas. Luís relembra que a última edição, realizada na França em 2019, alcançou um marco importante de visibilidade: de acordo com números divulgados pela Fifa, a competição foi a mais vista da história da modalidade, com audiência de 1.12 bilhão de pessoas na televisão e nas plataformas digitais. 

“A Copa do Mundo impulsiona o reconhecimento das mulheres no esporte, motivando mais meninas a praticar, pressionar governos e autoridades a incentivarem o futebol feminino em várias instâncias e, claro, captar mais recursos com patrocinadores e empresas de comunicação.”

Leia mais: Copa do Mundo: é possível aprender a prática do futebol de maneira lúdica?

Avanços e equidade de gênero no esporte 

A Copa do Mundo de Futebol Feminino 2023 terá a maior premiação na história da modalidade. / Foto: FIFA/Divulgação

Os debates acerca da equidade de gênero no esporte, em especial no futebol feminino tem avançado nos últimos anos.  A capitã da seleção americana, Megan Rapinoé, campeã da edição de 2019 foi convidada para falar no Comitê de Supervisão da Câmara dos Estados Unidos, onde abordou a discriminação e desigualdade de pagamento entre as seleções masculina e feminina. Para o professor Luís, o marco representou uma virada no futebol feminino, pois a Federação de Futebol dos Estados Unidos anunciou premiação igualitária depois do episódio e da pressão social.  

Outras seleções também se destacam nesse quesito. A Federação de Futebol da Austrália possui esta equiparação desde 2019, e a Confederação Brasileira de Futebol, também declarou, em 2020, que as premiações para atletas das Seleções Masculina e Feminina serão iguais. Este ano, a Fifa anunciou que a premiação da Copa do Mundo Feminina de 2023 será de US$150 milhões. Embora o valor seja superior ao ano anterior (em 2019 foram US$ 38 milhões), ainda não se compara com os US$ 440 milhões pagos na Copa do Mundo Masculina do Catar em 2022. 

Este ano, o Ministério Brasileiro do Esporte declarou sua candidatura para ser país-sede da próxima edição da Copa do Mundo de Futebol Feminino.  O objetivo seria estruturar a modalidade no país, ampliar o número de campeonatos, promover a inclusão de meninas no esporte e melhorar as estruturas e espaços de treinamentos. De acordo com Rolim, pode ser uma ótima oportunidade para alavancar o futebol feminino no país e ampliar o debate sobre discriminação e igualdade de gênero no esporte. 

Preparo mental das atletas para o grande evento esportivo 

Futebol feminino

Para a professora Fernanda Faggiani, o treinamento físico precisa estar alinhado com o cuidado com a saúde mental das jogadoras. / Foto: Anastasia Shuraeva/Pexels

Para alcançar o melhor desempenho e chegar no mais alto nível competitivo, as atletas passam anos desenvolvendo uma série de competências pessoais. Com os constantes avanços da ciência e da tecnologia, tornou-se comprovadamente fundamental que exista uma integração entre os aspectos físicos e o desenvolvimento de habilidades mentais para atingir o auge da performance.  

Com isso, delegações esportivas dos clubes e seleções atuam cada vez mais com equipes multi, inter e transdisciplinares responsáveis pelo preparo das atletas no dia a dia da profissão. A professora da Escola de Ciências da Saúde e da Vida e especialista em psicologia esportiva, Fernanda Faggiani, destaca a importância dos psicólogos que atuam no esporte para otimizar a performance e a qualidade de vida do atleta. De acordo com a docente, as atletas precisam ser monitoradas, para mapear as necessidades e adversidades na vida, para uma melhor manutenção da atenção, do foco e do motivacional. 

Fernanda faz o alerta que a preparação mental precisa ser continua, ter sinergia com todas as outras áreas de preparo e também ser trabalhada em conexão entre os profissionais dos clubes e das seleções. Faggiani explica que os psicólogos esportivos avaliam atletas e equipes para poder levantar as necessidades, para assim auxiliar em como podem agir, antecipando os momentos que serão vividos e como elas devem organizar suas emoções e comportamentos diante dos eventos.  

A docente conta que no dia a dia existem diversos fatores que podem ser prejudiciais à saúde mental das atletas, como depressão, ansiedade, crises, pressão financeira, questões familiares, atritos entre colegas de clube ou seleção e ambiente psicologicamente inseguro. Em tempos de Copa do Mundo, Faggiani também destaca que a grande exposição midiática e pressão por bons resultados podem ter impactos negativos na busca da atleta e da equipe por sucesso. A professora ainda complementa que todos estes fatores se unidos com o não saber reagir as dificuldades e emoções excessivas podem tomar maiores proporções.  

“O objetivo da atuação de um psicólogo é auxiliar as atletas a aprimorarem e compreenderem as variáveis psicológicas presentes no ambiente esportivo, ainda mais em Copa do Mundo. Este trabalho pode auxiliar inclusive em cenários em que a atleta e o time precisam se superar a partir de uma boa capacidade de reação adequada à uma situação adversa, assim como manter o controle emocional mesmo quando está vencendo com bastante vantagem”, complementa.

Estude Esporte, Educação e Olimpismo na PUCRS

A Copa do Mundo 2022 marca a união de pessoas de diferentes nacionalidades por um esporte em comum: o futebol. Este é o momento que muita gente aprende curiosidades sobre outros países, experimentando um intercâmbio cultural das mais diversas formas, mesclando informação e culinária, por exemplo. Também é a oportunidade que muitos encontram para descontrair em meio a rotina, conversando sobre o placar dos jogos, as próximas chaves e possíveis encontros para assistir aos jogos – esta, aliás, é uma tradição aguardada por muitos.

Para quem gosta de ser o anfitrião e/ou cozinhar para receber as visitas durante a Copa, a coordenadora do curso de Gastronomia Rochele de Quadros Rodrigues ensina quatro receitas de petiscos simples para fazer em casa.

Bolinha de mandioquinha com parmesão

Ingredientes

Modo de preparo

  1. Lave as mandioquinhas, raspe e leve para cozinhar em água quente.
  2. Assim que ficarem macias, escorra, coloque em uma vasilha e amasse até formar um purê.
  3. Na mesma panela, coloque a manteiga, adicione a farinha e misture até formar uma massa.
  4. Acrescente a mandioquinha, o queijo, o sal, a pimenta, o orégano e misture bem.
  5. Junte a água aos poucos até formar uma massa consistente.
  6. Transfira para uma tigela e deixe esfriar.
  7. Sove com as mãos para formar uma massa bem macia e sólida.
  8. Faça bolinhas do tamanho que preferir, empane e leve para assar em forno preaquecido a 250°C por meia hora ou até dourar.

Empadinha de camarão

Ingredientes para a massa

Ingredientes para o recheio

Modo de preparo da massa

  1. Em uma tigela grande, misture a farinha com o sal. Corte a manteiga em cubos e transfira para a tigela.
  2. Com as pontas dos dedos, misture a manteiga com a farinha, beliscando até formar uma farofa, sem dissolver completamente a manteiga.
  3. Em uma tigela pequena, quebre um ovo de cada vez e junte à farinha. Amasse bem com as mãos até formar uma massa uniforme.
  4. Com uma espátula de padeiro (ou faca) divida a massa: ⅔ para fazer as bases das empadas e ⅓ para a cobertura.

Modo de preparo do recheio

  1. Picar a cebola, o alho e o tomate em cubos pequenos.
  2. Adicione alho e cebola em caçarola pequena, duas colheres de azeite e leve ao fogo médio. Refogue até suar.
  3. Adicione o caldo de camarão e folhas de louro e deixe reduzir até 1/5 da quantidade inicial.
  4. Em uma tigela, dilua bem a farinha na água, misture, adicione ao recheio e deixe ferver para engrossar. Deve formar um creme de camarão.
  5. Ajuste o tempero com sal e pimenta do reino a gosto e reserve.
  6. Em uma caçarola pequena, adicione parte restante do azeite e salteie os camarões para que fiquem dourados de todos os lados e junte ao creme de camarão.
  7. Coloque um pequeno pedaço de massa no fundo da forminha de empada e aperte bem, a fim de forrar fundo e laterais da forma. Coloque o recheio até a altura da forminha.
  8. Abra pequenos pedaços de massa e coloque por cima do recheio, cortando as bordas que sobrarem para fora.

Croquete de linguiça toscana

Receitas da Copa

Croquete de linguiça toscana preparado pela coordenadora de Gastronomia Rochele de Quadros Rodrigues / Foto: Giordano Toldo

Ingredientes

Modo de preparo

  1. Retire a película das linguiças e coloque-as em uma tigela.
  2. Adicione meia xícara de farinha de rosca, 1 ovo e 2 colheres de salsa picada. Misture.
  3. Unte as mãos com azeite e modele os croquetes, recheando-os com queijo muçarela ralado.
  4. Em um prato, coloque meia xícara de farinha de trigo; em uma tigela, coloque 1 ovo batido e, em outro prato, coloque meia xícara de farinha panko.
  5. Tempere o ovo com sal a gosto e as farinhas de trigo e panko com pimenta-do-reino a gosto.
  6. Passe os croquetes na farinha de trigo, no ovo e na farinha panko.
  7. Frite em óleo quente até que os croquetes fiquem dourados.

Minisanduíche de salame

Modo de preparo

  1. Corte as fatias de pão de forma em 4 quadradinhos.
  2. Para montar o minisanduíche, passe o molho de maionese em uma fatia e, por cima, uma fatia de salame tipo italiano Sadia dobrado em 4.
  3. Coloque uma fatia de queijo minas, uma rodela de pepino e outra fatia de pão. Feche o minisanduíche com outra fatia de pão.

Sobre o curso de Gastronomia

A graduação é pensada para quem gosta de cozinhar, usar a criatividade na criação de pratos, empreender e gerenciar o próprio restaurante, descobrir como a tecnologia pode ser uma aliada na área, entre outras possibilidades. Durante cinco semestres de duração, os estudantes vão desenvolver habilidades e técnicas culinárias com um olhar voltado à compreensão dos aspectos culturais, históricos e antropológicos, além de entender sobre segurança alimentar.

Os laboratórios equipados com os melhores utensílios e equipamentos para uma vivência prática do dia a dia das cozinhas, depois de formado poderá atuar em restaurantes, bares, bistrôs, indústrias e hospitais e com ensino, consultoria, pesquisa e segurança alimentar. Um dos grandes diferenciais da Gastronomia da PUCRS é o foco em disciplinas que estimulam o empreendedorismo e a inovação para que você saia daqui pronto/a para tirar as suas ideias do papel.

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Orlando City promove inserção das crianças no futebol/ Foto: Giordano Toldo

Em meio à Copa do Mundo de 2022 e à euforia pela busca do hexacampeonato pela Seleção Brasileira, o futebol, um esporte já tão amado no País e consagrado como um símbolo nacional atrai ainda mais olhares. O esporte é presente na PUCRS de diferentes maneiras, entre elas por meio das práticas realizadas nas seis escolas do Parque Esportivo. A Orlando City Soccer School é uma delas e tem como foco desenvolver a habilidade de crianças de jovens no futebol, independentemente de sua qualificação no esporte, além de proporcionar um ambiente favorável para o desenvolvimento dos componentes relevantes ao futebol. 

Para promover a prática da modalidade o Parque Esportivo conta com a infraestrutura de seis quadras de futebol society em grama sintética, um campo com grama sintética, um campo com dimensões oficiais em grama natural e seis quadras poliesportivas cobertas para as aulas de futebol. Além de toda a estrutura de ponta e equipe qualificada, a Orlando City oferece uma metodologia diferenciada, desenvolvida cientificamente nos Estados Unidos e aplicada pelas categorias de base e pelo elenco profissional norte-americano. Os benefícios do método para os alunos incluem aulas com comandos em inglês, aprendizado técnico, melhora na qualidade física e a interação com novos amigos.  

Metodologia bilíngue e inclusão de meninas e mulheres são diferenciais 

Na Orlando City, a iniciação no futebol começa desde cedo: a categoria mais jovem é o Babyfut, para crianças de três a cinco anos. Em seguida, vêm as categorias Sub 7, Sub 9, Sub 11, Sub 13 e Sub 15, além das modalidades Goleiro (8 a 18 anos), Goleiro Adulto e Feminino (até 21 anos). De acordo com Andersen Schimunek, coordenador geral da escola, o ensino bilíngue começa mesmo para os alunos mais novos.  

O nosso diferencial é trabalhar o inglês como parte educacional e formal, a iniciação esportiva desde as primeiras idades, desde os três a cinco anos, quando ingressam na escola na modalidade Babyfut. Ali a gente já começa a trabalhar as partes psicológicas, as partes do esporte, as partes de socialização e também o inglês”, destaca.  

Além disso, a escola tem planos de fomentar uma conexão com o Orlando dos Estados Unidos: levar os alunos brasileiros para jogar no clube americano. “Antes da pandemia, já estava acertado que eles passariam alguns dias lá, jogando no próprio clube por duas ou três semanas. O projeto de ingressar nas faculdades está começando a ser escrito agora, é um projeto que nós ainda estamos querendo concretizar”, conta.  

Andersen Schimunek, coordenador geral da Orlando City/ Foto: Giordano Toldo

O coordenador ainda ressalta que o lado competitivo das crianças é incentivado a partir dos sete anos de idade, mas projetando a educação para aqueles que buscam apenas a recreação também. Conforme os alunos vão crescendo, são direcionados para a profissionalização no esporte. “Para as categorias mais velhas, há um direcional para a parte profissionalizante. A gente vai encaminhando o aluno desde pequeno, até chegar ali aos 15, 16, 17 anos”, diz Andersen. 

Outro aspecto presente na Orlando City que ele considera fundamental é o incentivo à participação das meninas e mulheres no futebol. Ele afirma que há um esforço contínuo para que haja cada vez mais turmas exclusivamente formadas por meninas na escola e para dar a elas a mesma experiência que os meninos têm. 

Em qualquer esporte, mas principalmente no futebol, por muito tempo foi algo denominado para homens. Nós temos a Marta, que foi um grande exemplo, também pertencente ao Orlando City, então as meninas se espelham muito”, afirma. 

A importância do Parque Esportivo como estrutura e espaço de desenvolvimento 

Andersen destaca a excelência da infraestrutura do Parque Esportivo, que ele vê como uma das melhores do Brasil. Graças à variedade de estruturas da PUCRS, a escola disponibiliza aos alunos quadras cobertas em dias de frio/chuva, futsal, quadras de grama sintética e de grama natural. Dessa forma, a Orlando, em parceria com a Universidade, oferece todos os cenários do futebol às famílias que buscam essa experiência. 

O coordenador ainda comenta a importância da presença de um parque esportivo na própria Universidade, que vai além da formação e desenvolvimento apenas de alunos:  

“Os professores da Educação Física da PUCRS, da Comunicação da PUCRS, fazem parte dos parceiros do Parque Esportivo. É um trabalho em conjunto com a faculdade em prol do desenvolvimento, seja ele qual for. Seja do profissional, do aluno ou também da família cujo filho nunca teve contato com o esporte e hoje está podendo jogar. Então é uma transformação social muito grande quando se faz parte de um projeto esportivo como o Orlando City”, ressalta. 

O que dizem as famílias 

Para as famílias, o esporte tem papel fundamental no desenvolvimento dos filhos/ Foto: Giordano Toldo

Hugo Espíndola é pai de Eduardo, de dez anos, que treina na Orlando há um ano e meio. Para ele, a prática do esporte tem sido essencial no desenvolvimento do filho.  

“O esporte, para a educação, é fundamental. A forma de eles interagirem socialmente, se expandirem, se desafiarem. E isso aumenta também a capacidade cognitiva deles. O Eduardo é muito tímido, e ele vem se soltando, se expandindo. O esporte propicia isso, que as crianças interajam mais, participem. Ele tem tido um crescimento bem importante desde que entrou. O Parque Esportivo foi um grande acréscimo para a PUCRS, isso ajuda um monte a instituição, os alunos que participam porque é um ambiente de convívio, de esporte, de lazer, de interação. Acho que isso é extremamente importante”, diz Hugo. 

Para Marivana Ferigolo, mãe de Bernardo, de onze anos, a metodologia e o incentivo ao trabalho em equipe estão entre os principais diferenciais. 

“No início, logo que ele começou, me interessou muito a questão da metodologia. Por que como ele começou já há dois anos, essa questão lúdica do futebol, de não ter uma cobrança, de ter uma ênfase na parte de formação da criança e isso nos interessou bastante. Tinha a questão do inglês junto, e a questão de respeito com o colega. De saber que você vai errar, o colega vai errar, que tem que respeitar, que tem que dar força pro colega. A PUCRS tem esse espírito de equipe, que eu acho que é um diferencial da escola. Os professores passam isso, do trabalho em equipe, de como comemorar, de dar força para o colega quando ele erra, isso é bem característico da PUCRS”, destaca Marivana. 

Agende sua aula experimental

Crédito: Arquivo pessoal

Neste mês de novembro de 2022, o Catar irá sediar a Copa do Mundo, o principal torneio de futebol masculino de seleções do planeta. Como cidade anfitriã deste grande evento internacional, o país vem se preparando nos últimos anos, investindo em infraestrutura tanto para os estádios quanto para os outros setores do país que receberão uma grande quantidade de turistas. Neste momento, a PUCRS é representada pelo professor e pesquisador da Escola de Ciências da Saúde e da Vida Luís Henrique Rolim que está em Doha, capital do Catar, realizando uma missão cultural.

Com mais de 12 anos de experiência no país, o docente revisita a cidade como produtor cultural do mural Borderless, realizado pelo artista visual brasileiro Kelvin Koubik, comissionado pela Embaixada do Brasil em Doha e do Centro Cultural Katara, em homenagem ao Bicentenário da República e a realização da Copa do Mundo no Catar. Além disso, suas atividades visam a produção de conteúdo pré-Copa para redes sociais e realizar visitas a exposição Is it a Beautiful Game? da galeria Media Majlis da Northwestern University in Qatar, na qual é curador convidado e ao Qatar Olympic and Sports Museum, um dos maiores museu de esportes do mundo, na qual foi diretor de pesquisa e consultor de curadoria para as galerias sobre a cultura esportiva do Catar.

Professor da PUCRS inaugura exposição em Doha, no Catar.

Em sua estadia no país-sede da Copa do Mundo, Rolim tem participado de entrevistas com redes de televisão, tanto local quanto brasileira sobre a cultura esportiva do Catar. Em suas redes sociais, compartilha diversos conteúdos e curiosidades de esporte e cultura, apresentando os preparativos de Doha para receber o mundo inteiro em menos de um mês. O PUCRS Pesquisa conversou com o professor para saber mais sobre sua trajetória, curiosidades da cidade e sobre o momento da Copa do Mundo no país, confira a entrevista na íntegra:

Faltando menos de um mês para a Copa do Mundo, como está o clima, emoção e os preparativos do país para receber o grande evento?

Ao mesmo tempo que existe uma euforia na população local, há também uma grande preocupação com influxo de torcedores, mídia e profissionais relacionados ao evento. A cidade já apresenta várias estruturas temporárias prontas e há uma movimentação 24h por dia de trabalho para entregar tudo nas próximas semanas. Não se fala em outro assunto, pois praticamente toda a Copa será realizada em uma cidade, a capital Doha. E isso também gera uma perspectiva de que haverá grandes aglomerações e possivelmente problemas de locomoção na cidade.

Crédito: Arquivo pessoal

Quais principais pontos da cidade que os visitantes que estarão para a Copa do Mundo precisam conhecer?

O mercado tradicional Souq Waqif e a área central da cidade Mushaireb é um passeio imperdível. Para quem curte esportes, a Sports City na área do Estádio Khalifa, onde se encontra o Museu do Esporte e o parque da Aspire. A ilha artificial Pearl é um passeio mais luxuoso, mas igualmente interessante. Aos amantes de cultura, o Centro Cultural Katara. E, claro, aqueles que visam fugir das aglomerações, um passeio no deserto ao sul do país é o local para experienciar uma imensidão de dunas e praias.

Como é a cultura esportiva do Catar e qual a relação do país com o futebol?

Os Cataris são apaixonados por futebol, é o esporte que todos acompanham e torcem, tanto para clubes locais como para clubes da Europa. O rei, Xeque Tamim Al Thani, sempre foi relacionado com o esporte, sendo atleta de tênis e depois como dirigente do Comitê Olímpico do Catar. Então o incentivo à prática esportiva é governamental, não só em investimentos para sediar eventos, mas também para questões de saúde e mudança de hábitos de vida voltado para a prática do exercício físico, pois as taxas de obesidade são altíssimas.

O que veremos de diferente nessa edição da Copa do Mundo no Catar?

Acredito que teremos um foco na arquitetura e tecnologia dos estádios. Todos os estádios foram construídos especialmente para a Copa, apenas um foi renovado. Então, vamos ter uma cobertura midiática com possibilidades até então não vistas, com ângulos e câmeras que irão aumentar ainda mais espetacularização do evento. Será uma Copa também voltada aos costumes da região e cultura árabe, algo que deverá gerar um debate sobre multiculturalismo e geopolítica no esporte.

Em 12 anos de experiência no país, quais aspectos do Catar são mais marcantes para você?

A capacidade de transformação da cidade, da capital Doha. É um local que está sempre em constante mudança, com muitas atividades acontecendo. Você realmente sente que há um mundo dentro da cidade, devido as inúmeras possibilidades de entretenimento, seja na área esportiva como cultural. Mas o que me impressionou mais dessa vez é a abertura aos costumes ocidentais. Há uma evidente transformação cultural na nova geração dos Cataris, principalmente das mulheres que estão cada vez mais empoderadas pela família real. Um olhar de fora, de quem não conhece a cultura local ainda é estereotipado, mas quem conhece a cultura local, percebe que foram feitas mudanças importantes em um curto período de tempo. A Copa está aí para demonstrar algumas dessas mudanças.

Mural Bordeless do artista brasileiro Kelvin Koubik

Kelvin Koubik e sua obra Bordeless, no Catar / Foto: Arquivo pessoal

O artista visual e muralista, natural de Porto Alegre, Kelvin Koubik, foi convidado para criar uma obra de arte pública no Centro Cultural Katara em Doha. Esta oportunidade surgiu através da Embaixada do Brasil em Doha que buscava uma ação cultural em comemoração ao Bicentenário da Independência do país e celebrar o momento histórico do Catar enquanto país sede da Copa do Mundo de Futebol Masculino. O artista gaúcho foi responsável pela pintura do mural na parte leste do prédio 6, em frente à Rua da Cultura da PUCRS, relembre.

Localizada no coração do Katara, a obra intitulada Borderless terá aproximadamente 10 metros de altura e traz um diálogo entre a cultura do Catar e do Brasil tendo pássaros como protagonistas. A produção da obra é realizada pelo professor da PUCRS e curador Luis Henrique Rolim.

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Casa Menino Jesus de Praga/Foto: Nathana Fouchy

Se a Seleção Brasileira não atendeu às expectativas durante o Mundial da Rússia, a torcida fez a sua parte, apostando nos resultados e dando show no campo da humanidade. Durante a Copa, a Escola de Ciências da Saúde, o Parque Esportivo da PUCRS e Centro de Pastoral e Solidariedade promoveram o Bolão Solidário, que arrecadou centenas de itens entre caixas de leite, materiais de higiene pessoal e fraldas, infantis e geriátricas. As doações foram entregues no dia 30 de julho às instituições Asilo Padre CaciqueCasa do Menino Jesus de Praga, Sociedade Porto-alegrense de Auxílio aos Necessitados (SPAAN), Escola Marista de Educação Infantil Menino Jesus e Lar Santo Antônio dos Excepcionais.

O prêmio para os melhores palpites foi o uso gratuito de espaços do Parque Esportivo. Os vencedores foram Kerstin Creutzberg (1º lugar – 1h no campo sintético 11), Maria Eunice (2º lugar – 1h na quadra de futebol 7), NDE – Fisioterapia (3º lugar – 1h na quadra de futebol 5), Ricardo Pereira (4º lugar – 1h na quadra de tênis) e a Família Brandt (5º lugar – 1h na quadra de areia).

A PUCRS incentiva as práticas de solidárias por parte da comunidade universitária. Para saber mais, acesse as propostas do Centro de Pastoral e Solidariedade.

copa do mundo,seleção brasileira,brasil,méxico,rua da cultura,conviteA comunidade está convidada a torcer pela Seleção Brasileira na Rua da Cultura, nesta segunda-feira, 2 de julho, a partir das 11h. No palco, será instalado um telão para a transmissão do jogo Brasil x México, pelas oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia. O local estará ambientado para receber estudantes, professores, técnicos administrativos e todos que desejarem participar da torcida pelo Hexacampeonato. A atividade é gratuita e aberta ao público.

Bolão solidário aceita palpites

O curso de Educação Física, o Parque Esportivo da PUCRS e Centro de Pastoral e Solidariedade estão unidos no incentivo aos torcedores que adoram apostar nos resultados do futebol e praticar atos beneficentes. As três unidades universitárias são parceiras no Bolão Solidário – Copa 2018, que aceita inscrições até 30 de junho, às 9h. A Tabela de Palpites também está online, e o calendário com todos os jogos do Mundial da Rússia está disponível neste link.

Além de concorrer ao uso gratuito de quadras esportivas no Parque, o público que adere à atividade pode beneficiar as entidades assistenciais Asilo Padre Cacique, Casa do Menino Jesus de Praga, Escola Marista de Educação Infantil Menino Jesus, Lar Santo Antônio dos Excepcionais e Sociedade Porto-alegrense de Auxílio aos Necessitados (Spaan). Confira o regulamento aqui.

Aplicativo Global Football, app, Copa do Mundo

Equipe de professores e alunos envolvidos com o aplicativo.
Foto: Bruno Todeschini

Túnel, peixinho, meia lua e lambreta. Tanto em português, inglês ou espanhol, esses são alguns dos 300 termos do futebol que estão no aplicativo Globall Football 2018, desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Estudos Olímpicos da PUCRS (GPEO). Devido à Copa do Mundo na Rússia, o app ganhou uma novidade: o idioma russo. Essa tecnologia foi elaborada para vários públicos-alvo, principalmente, para turistas e profissionais da comunicação. Nesta iniciativa, se envolveram as Escolas de Ciências da Saúde (curso de Educação Física), de Humanidades (curso de Letras) e a de  Comunicação, Artes e Design – Famecos.

Gratuito para baixar em celulares e tablets com os sistemas Android ou iOS, as expressões estão divididas por grupos como: arbitragem, área de campo, atos, equipamentos, pessoas, posições, táticas e termos de jogo. Em cada termo, constam os itens: definição, contexto e notícias esportivas relacionadas.

“As inovações inseridas nessa versão foram o aumento da eficiência da interface e da velocidade de acesso aos verbetes em relação ao aplicativo da Copa do Mundo de 2014, sediada no Brasil. Além disso, a tecnologia está disponível para aparelhos da Apple”, comenta o professor da Escola Comunicação, Artes e Design da Universidade, Eduardo Pellanda.

Os maiores desafios para o Globall Football 2018 foram as definições e os contextos do idioma russo, que possui outro alfabeto, gerando para a equipe da PUCRS uma série de questionamentos sobre sua a viabilidade. “A parceria com a Russian International Olympic University foi fundamental para a tradução dos termos, tornando a tarefa mais simples para nós. Nesta perspectiva, temos um produto atemporal, pois, para a Copa do Catar em 2022, a ideia é ter as expressões em árabe”, comenta o professor Nelson Todt, coordenador do GPEO da Universidade. Além disso, existe a possibilidade de ser implementado o recurso de voz para 2022.

 

Aplicativo Global Football, app, Copa do Mundo

Foto: Bruno Todeschini

Surgimento da ideia

O app surgiu de um glossário que o GPEO da PUCRS estava desenvolvendo para a Copa do Mundo de 2014. “O trabalho interdisciplinar envolveu inicialmente professores e estudantes dos cursos de Educação Física e Letras da Universidade. Quando estávamos finalizando o glossário em português, espanhol e inglês, pensamos em uma forma de tornar o nosso produto mais acessível e, consequentemente, com maior alcance. Desta maneira, veio a ideia de criar um aplicativo. Nesta etapa do trabalho entrou a parceria com o Laboratório de Pesquisa em Mobilidade e Convergência Midiática da PUCRS (Ubilab)”, lembra Todt.

 

Peculiaridades da língua russa

Confira alguns diferenciais da Língua Russa, fornecidos pelo curso de Letras que, nesta iniciativa, tem a coordenação das professoras Cristina Perna e Heloísa Delgado:

 

Confira alguns termos do aplicativo:

Português Espanhol  Inglês Russo
Lambreta Sombrero Rainbow flick / Rainbow kick
Финт “Радуга”
Drible meia lua / Drible da vaca Auto-pase Pelé runaround move Обход Пеле
Peixinho Palomita/Remate en Plancha Diving header Удар в падении головой
Túnel Caño Nutmeg Проброс мяча между ног соперника

 

Para baixar o aplicativo: