Veja 5 dicas de como quitar as dívidas e manter com o nome limpo

Foto: Anna Nekrashevich/Pexels

Olhar com atenção para a forma como se utiliza o dinheiro é uma decisão importante para quem sonha em tirar planos do papel. Entre eles, o de quitar as dívidas e ficar sem pendências financeiras no nome, o que aumenta a flexibilidade e a autonomia para fazer negociações.  

Devido à instabilidade econômica de 2022, em consequência da pandemia da Covid-19, o tema ganhou ainda mais importância. Durante o período, muitas pessoas tiveram que adaptar seus orçamentos e lidar com gastos extras. Segundo dados do Banco Central (BC), em novembro de 2020 o endividamento das famílias com os bancos atingiu 51% da renda dos últimos 12 meses, sendo o maior percentual desde 2005, ano em que a pesquisa foi criada. 

E se você quer iniciar o ano com os boletos em dia e até mesmo começar a investir, confira dicas de como organizar melhor sua vida financeira:

1. Troque a sua dívida por outra mais barata

Muitas vezes trocar uma dívida por outra pode ser uma armadilha e gerar um efeito “bola de neve”, pois causa a falsa sensação de que a renda disponível é maior. Porém, fazer um empréstimo para pagar a dívida do cartão de crédito pode ser um bom negócio, já que os juros de atraso do cartão tendem a ser bem maiores do que os que serão pagos no empréstimo. Pesquise e compare o valor total para escolher quando essa troca pode valer a pena 

2. Reveja o seu orçamento 

Repense seus gastos para eliminar despesas que não são prioridade e, se possível, busque novas fontes de receita para auxiliar no seu balanço mensal. Também é importante planejar o seu orçamento para um período de 24 meses ou mais, assim você conseguirá ter mais previsibilidade para a sua situação em um médio prazo. 

Saiba mais: Dicas de como começar a se organizar financeiramente 

3. Compare as propostas de diferentes instituições

Veja 5 dicas de como quitar as dívidas e manter com o nome limpo

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Apesar de as taxas serem parecidas entre as instituições financeiras no mercado, elas podem variar de acordo com as garantias e itens oferecidos. Aproveite e negocie as melhores condições para eventuais empréstimos e financiamentos. Se o seu salário está vinculado a um banco, por exemplo, isso já pode ser uma vantagem na hora de buscar alternativas. 

4. Busque ajuda gratuita

Existem cada vez mais opções disponíveis para quem precisa de auxílio ao renegociar dívidas e se planejar financeiramente. Entre elas estão o Sistema Universal de Finanças (SUF), que faz parte do Estúdio de Finanças da Escola de Negócios da PUCRS, e as feiras Limpa Nome do Serasa, por exemplo. 

5. Aprofunde seus conhecimentos 

Quer aprofundar seu conhecimento sobre o tema? Você também pode seguir carreira na área administrativa e personalizar a sua formação com a trajetória acadêmica aberta. Descubra qual graduação da Escola de Negócios combina com seus planos para o futuro e estude na PUCRS! 

Labex cria hub de conteúdo do bem durante a pandemia - Parceria entre o PPG da Escola de Negócios da PUCRS e a Paim Comunicação criará notícias para ajudar a comunidade

Foto: Freepik

Gerar atitudes positivas: esse é o objetivo do novo hub de conteúdo do Labex – o Laboratório de Experiências do Consumidor –, liderado pelo Programa de Pós-Graduação em Administração da Escola de Negócios da PUCRS, em parceria com a Paim Comunicação. O projeto, que analisa as tendências do mercado virtual e as novidades dos modelos de negócio do mercado, desenvolverá em seu novo setor de comunicação uma série de conteúdos sobre ações para ajudar a comunidade a lidar com a pandemia da Covid-19.

Enquanto a mídia tradicional foca nas notícias do cotidiano sobre o novo coronavírus, como o número de mortes e os efeitos da crise – que são de interesse público –, o novo hub trará informações otimistas para tornar o cotidiano das pessoas melhor. “Apesar de todos os efeitos ruins desse período para a economia e para a sociedade, queremos dar esperança para as pessoas”, explica a professora e pesquisadora Frederike Mette, que também participa da criação da iniciativa.

Entre os conteúdos previstos estão temas sobre saúde e segurança, auxiliando na prevenção do contágio; entretenimento, focado em momentos de descontração para dar um break em toda confusão; e conveniência, com dicas de praticidade para facilitar a rotina cheia de imprevistos.

Impacto social, humano e econômico

Os três pilares do projeto levam em consideração questões referentes aos aspectos sociais, humanos e econômicos da comunidade. Confira como cada um deles servirá de orientação para as atividades do hub:

Social: com base em pesquisas, tratará de como e quais serão os impactos do novo consumo na coletividade, buscando explorar tendências sociais e seus efeitos.

Humano: relacionado ao comportamento, investiga os novos hábitos das pessoas e como elas e adaptaram a esse período. “Mudanças interpretadas pelos nossos corpos e mentes: o papel da individuação na construção do novo consumo”, descreve o planejamento.

Econômico: tem a ver com mudanças nos padrões de consumo, renda e endividamento, por exemplo. A ideia é pensar em soluções para a retomada da economia. Tratará de novas formas de gerir e economizar.

Segundo a professora, todas as ações são pensadas a médio e longo prazo para que seja possível ter um impacto real na vida das pessoas. “A principal intenção é poder ajudar a população a lidar com esse novo mundo”, destaca.

Cresce o interesse por “notícias do bem”

Ao analisar dados do Google Trends – uma ferramenta que mostra os termos mais populares buscados recentemente –, entre os dias 16 de fevereiro e 18 de abril, o Portal R7 identificou um aumento de 100% na busca pela a combinação das palavras “notícias boas” e “coronavírus”.

A matéria mostra que a “dieta midiática”, como chama a estrategista digital e comunicadora Issaaf Karhawi, pode explicar o novo comportamento: “Estamos em um momento sensível e é compreensível que sejam adotadas leituras de escapismo para tentar lidar com tudo isso”.

Novas tecnologias, novos contextos

Labex / Foto: Camila Cunha

Labex / Foto: Camila Cunha

“Queremos trazer um olhar de esperança. Buscamos entender o que as pessoas estão agregando nas suas vidas, quais aspectos positivos afloraram desse momento”, conta a coordenadora do projeto Stefânia Ordovás de Almeida, também professora e pesquisadora da Escola de Negócios.

Varejistas e profissionais da área serão entrevistados e participarão da concepção e do desenvolvimento do projeto, que poderá passar por adaptações, conforme as respostas e a evolução das pesquisas. Também serão incorporados estudos secundários para enriquecer planejamento.

Segundo Stefânia, os questionários serão divulgados de tempos em tempos, aproximadamente de 45 a 60 dias cada um, para conseguir acompanhar a evolução do comportamento e de como as pessoas estão se sentindo. Assim, as ações não ficariam obsoletas, mas se mantêm próximas da realidade do público.

“Outra contribuição importante é que podemos disponibilizar isso para ajudar o mercado a se recuperar pós-pandemia”, enfatiza a pesquisadora.

Esperança e bem-estar em números

A popular frase “a esperança é a última que morre”, apesar de poder parecer insensível em meio ao contexto da pandemia, ilustra o sentimento de uma parcela significativa da população brasileira. É o que mostra a pesquisa Sentimento em relação ao Brasil, realizada pelo Instituto Datafolha no mês de maio de 2020.

Os participantes foram convidados a responder como se sentiam atualmente. Os resultados mostraram que “apesar do orgulho declarado pela maioria, a maior parte dos brasileiros também está pessimista, triste e desanimada com o País”.

Ainda que a pandemia seja a principal preocupação atualmente, ela não está diretamente ligada ao mau humor dos brasileiros e brasileiras, segundo o levantamento. “O brasileiro já esteve mais raivoso, pessimista, inseguro e desanimado, como mostram pesquisas anteriores sobre o mesmo tema. Em pesquisa realizada nas ruas do País em julho do ano passado, por exemplo, eram mais altos os sentimentos de raiva (52%), insegurança (73%) e medo maior do que esperança (53%). Os demais estavam em níveis similares aos atuais”, explica o estudo.

Efeitos negativos e comportamentais

Da mesma forma que a pandemia trouxe debates importantes para a sociedade, os períodos de crise deixam marcas nas vidas das pessoas. Uma pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz, UFMG e Unicamp mostra que o Brasil pós-pandemia possa precisar lidar com problemas de renda afetada, alta da depressão e aumento do consumo de álcool e tabaco crescentes na população.

Participe você também

A comunidade é convidada a participar do projeto, com sugestões de pauta e de integração. Para enviar sua dica ou comentário, entre em contato pelo site do projeto.

Sobre o Programa de Pós-Graduação em Administração

Recomendado pela Capes com conceito 5, é reconhecido pela qualidade e excelência no ensino. Com duas áreas ênfase, os alunos de mestrado e doutorado podem optar por poder seguir uma linha voltada para Estratégia, Organizações e Sociedade ou Marketing.

Mutirão de renegociação de dívidas, Balcão do consumidor, consumidor, direito

Foto: Bruno Todeschini

Com o início do semestre letivo, o Balcão do Consumidor da PUCRS, em parceria com o Procon do RS, retoma o horário normal de atendimento no dia 26 de março. O serviço funciona nas segundas-feiras, das 14h às 16h, na sala 134 do prédio 8 do Campus (avenida Ipiranga, 6681 – Porto Alegre). É gratuito e aberto à comunidade. Para atendimento, basta levar comprovantes da relação de consumo (como contrato, nota fiscal, comprovante de pagamento, número de protocolo de atendimento…) e documentos pessoais, RG e CPF. Mais informações estão disponíveis através dos telefones (51) 3353-7887  e (51) 3353-7889 ou do e-mail [email protected].

O atendimento ao público do Balcão do Consumidor é feito pelos alunos da disciplina de Direito do Consumidor, da Escola de Direito. Com a coordenação da professora Flávia do Canto Pereira, que também ministra a disciplina, os graduandos têm a oportunidade de aprofundar na prática os aprendizados de sala de aula. “O balcão proporciona o contato do aluno com o problema real do consumidor. O estudante atua como conciliador e advogado. É uma iniciativa extremamente importante, pois, além disso, oferece auxílio gratuito à população”, afirma Flávia.

Estúdio de Finanças

Foto: Gilson Oliveira / Arquivo PUCRS

Na próxima segunda-feira, 26 de junho, ocorre na PUCRS o 1º Mutirão de Renegociação de Dívidas, promovido pelo Grupo de Estudos Superendividamento: Crédito e Recuperação, da Escola de Direito, Balcão do Consumidor da Universidade e Procon RS.

Na oportunidade, representantes da Agiplan, Caixa Econômica Federal, Itaú e Bradesco estarão atendendo ao público interessado em renegociar as suas dívidas com estas entidades. Dívidas em discussão judicial não serão renegociadas.

O atendimento será das 9h às 18h, no Estúdio de Finanças, localizado no 7º andar da Escola de Negócios, no prédio 50 do Campus (avenida Ipiranga, 6681 – Porto Alegre). Haverá distribuição de fichas para atendimento até às 16h. É necessário apresentar RG, comprovante de residência, contratos relativos à renegociação e um endereço de e-mail. Outras informações pelo telefone (51) 3353-7887 ou (51) 3353-7889.

Balcão do Consumidor

Foto: Bruno Todeschini / PUCRS

A PUCRS passará a contar com uma unidade do Balcão do Consumidor, iniciativa realizada a partir de convênio da Universidade com o Procon do RS, para atendimento a consumidores em eventuais reclamações contra fornecedores, com base no Código de Defesa do Consumidor. Os atendimentos serão realizados a partir do dia 29 de maio, sempre às segundas-feiras, das 15h às 17h, na sala 134 do prédio 8 do Campus (avenida Ipiranga, 6681 – Porto Alegre) por alunos da Escola de Direito, sob a supervisão de professores. A inauguração do espaço será na próxima segunda-feira, 22 de maio, durante a abertura do evento Publicidade e Proteção da Infância, a partir das 8h45min, no auditório do prédio 11 do Campus.

A consultoria é gratuita, a partir da apresentação de documentos como CPF, RG e algo que comprove a relação de consumo, como contratos, notas fiscais ou números de protocolos de atendimento. Qualquer pessoa que resida no Rio Grande do Sul, pode usufruir do serviço, sem a necessidade de um agendamento.

O professor da Escola de Direito Adalberto Pasqualotto explica que o Balcão do Consumidor integra o Núcleo de Prática Jurídica do curso de Direito, e irá beneficiar os estudantes que cursam a disciplina de Direito do Consumidor, que conseguirão aplicar na prática o que estão vendo em sala de aula. “Eles terão uma visão da parte administrativa e extrajudicial, o que é bastante interessante dentro do contexto do mercado de trabalho. Além disso, estão inseridos em um projeto maior da Instituição, de oferecer serviços que beneficiem a sociedade”.

Flávia do Canto Pereira, que também ministra a disciplina, acredita que a demanda pelo serviço será grande. Ela adianta ainda que há possibilidade de ampliação dos dias e horários, conforme demanda. “Normalmente o êxito nas mediações do Procon ficam em torno de 80%, e no Balcão não será diferente”.

alimentos, bebidas

Foto: Pixabay

Como pensam e agem os consumidores, com tantos produtos à disposição? Alunos dos cursos de Nutrição, Gastronomia e Ciência e Inovação em Alimentos e outros interessados podem participar, no dia 22 de maio, das 14h às 17h, de uma palestra sobre Consumer Science – As relações e tendências dos consumidores no mercado de alimentos e bebidas. O evento é uma parceria desses cursos e da Agência de Gestão Tecnológica da PUCRS com o Centro Italiano de Análise Sensorial. Aberto ao público, o evento ocorre no auditório do prédio 9.

A palestrante será a professora Lucia Bailetti, diretora do centro italiano, que falará sobre os estudos na área e os cases mais modernos utilizados na Europa. A consumer science e o neuromarketing buscam fornecer alternativas para comunicar melhor os produtos para diferentes mercados e encontrar soluções visando identificar as emoções e as expectativas dos diferentes consumidores. A palestra será em espanhol.

A apresentação da palestra será feita pelo sensory manager do Centro Italiano de Análise Sensorial, Marcelo Vargas, também diretor da Associação Brasileira de Sommeliers/Rio Grande do Sul e consultor no mercado de alimentos e bebidas.

 

Saiba mais

Lucia Bailetti também é professora das Universidades de Verona, San Raffaele (Roma) e Macerata e tem experiência de 20 anos com estudos nas áreas de análise sensorial e ciência do consumo, além de atuação em multinacionais nas áreas de alimentos e bebidas.

 

Pessoas, Compras, Shopping

Foto: stevepb/pixabay.com

Pesquisas do Grupo de Estudos do Comportamento Disfuncional do Cliente, da Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia da PUCRS (Face), revelam que a intenção do consumidor de se comportar de maneira antiética aumenta quando ele se depara com um erro de uma empresa. Além disso, quanto mais produtos na loja, maior a sensação de proteção para praticar uma ação disfuncional. O contrário ocorre em relação à quantidade de pessoas. Os resultados mostram que quando o indivíduo está cercado, fica menos propício a agir de tal forma. As atitudes imorais analisadas envolvem furtos, fraudes, ameaças ao vendedor, assédios verbais, reclamações indevidas, compra de produtos ilegais e vandalismo, entre outros.

O coordenador do Grupo e professor da Face, Lélis Espartel, explica que, no momento de praticar a ação antiética, a pessoa leva em consideração o dano que pode causar ao comerciante. “Por isso, os consumidores respeitam mais os pequenos varejistas”, analisa ele. Em relação às grandes empresas, o professor menciona a distância psicológica entre o cliente e a organização, o que facilita o impulso do comprador de praticar um furto, por exemplo. “Isso traz importantes consequências para o varejo, uma vez que são comportamentos difíceis de identificar ou evitar”, alerta Lelis.

Os pesquisadores também querem entender o porquê da realização de determinadas ações disfuncionais. O professor utiliza o exemplo de um consumidor que recebe duas comandas por engano em um bar. Ao longo de sua estada no estabelecimento, o indivíduo entrega para o garçom as comandas alternadamente para que ele registre menos do que realmente foi consumido. No final, paga a conta mais barata e esconde a outra comanda. Mesmo que os limites morais levem à ideia de que esse cliente possa se sentir culpado ou com vergonha, o professor alerta: “estudos recentes indicam que esse comportamento pode causar sensações e emoções positivas nas pessoas”. Ele salienta que os consumidores com comportamentos disfuncionais visam uma vantagem financeira, mas também são envolvidos por um sentimento de oportunismo e de se dar bem em uma situação de compra e consumo.

Lélis destaca que o tema estudado pelo Grupo é pouco explorado no Brasil e que, normalmente, as pesquisas são voltadas para a perspectiva da ética das empresas. O objetivo da equipe é ampliar o olhar também para os clientes. “Para a relação ser funcional, os dois lados precisam ser éticos e cada um deve fazer a sua parte”, salienta ele. A proposta para o futuro é aprofundar os mecanismos que explicam esses comportamentos disfuncionais e como evita-los.