Jorge Audy é o representante da PUCRS, COMUNG e da comunidade acadêmica nacional no Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. / Foto: Giordano Toldo

Em nenhum outro tempo na história das nações a Educação e a Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) foram tão importantes para as sociedades, atuando como fatores determinantes do desenvolvimento social, ambiental e econômico. Soberania nacional na contemporaneidade envolve o domínio do ciclo científico e tecnológico bem como sua aplicação nas empresas e na sociedade por meio da inovação. Assim a UNESCO entende o papel da Educação Superior no século XXI. 

Desde o mês de outubro ocorrem diversos encontros regionais preparatórios para a V Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (V CNCTI), lançada pela Presidência da República e sob responsabilidade do Ministério de Ciência e Tecnologia (criado como resultado da I CNCTI em 1985). O tema será a Ciência, Tecnologia e Inovação para um Brasil Justo, Sustentável e Desenvolvido, tendo como objetivo propor ações e recomendações para o Plano Decenal de Ação de CT&I 2025-2035. A Conferência é uma oportunidade única e necessária para aprofundar as questões relativas às áreas de CT&I e buscar os consensos possíveis entre os diversos níveis de governo, as empresas, as universidades e a sociedade civil organizada sobre a importância da inovação para nosso país concretizar seu futuro de protagonista no cenário social, ambiental e econômico mundial. 

Entre as temáticas centrais da Conferência estão as questões referentes aos eixos estruturantes que norteiam a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI 2024-2030):  recuperação, expansão e consolidação do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, ao desenvolvimento social e ambiental, a inovação nas empresas e a priorização dos programas e projetos estratégicos nacionais. Quais serão nossos focos no futuro, seja nas áreas tecnológicas (Inteligência Artificial, Terapias Avançadas, Semicondutores…), seja nas áreas de aplicação (Saúde, Educação, Alimentação, Indústria, …)? A participação de representantes dos diversos segmentos da sociedade é da máxima importância em função da necessidade da geração de consensos, não só sobre a importância da CT&I para o futuro do país como uma nação autônoma e soberana, mas também as formas e modelos de financiamento e investimento nesta área, tanto nos setores públicos como privados. 

A Conferência foi lançada pelo Presidente da República quando da instalação do Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CCT/PR) da Presidência da República em julho deste ano. As reuniões preparatórias começam a ocorrer em novembro deste ano nas diversas regiões do país, seguidas pelas reuniões estaduais e regionais sob responsabilidade do CONFAP (Confederação das Fundações de Apoio à Pesquisa) e do CONSECTI (Confederação das Secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação). Em junho de 2024 a V CNCTI ocorrerá em Brasília, tendo como Secretário Geral o Prof. Sérgio Rezende, ex Ministro de CT&I do Brasil.    

As grandes soluções para os graves problemas e desafios que vivemos estão na CT&I. Somente para usar um exemplo recente, a crise sanitária que vivemos mostrou isso com clareza. A identificação destes problemas e desafios nacionais futuros permitirão a priorização de projetos científicos transdisciplinares nacionais de longo alcance, que induza projetos em rede, interligando pesquisadores e centros de investigação nacionais e internacionais. Análise de cenários e planejamento são ferramentas fundamentais para a identificação dos consensos mínimos para a construção de um futuro melhor para nossa nação, conectando finalmente os planos de desenvolvimento nacional com a CT&I..   

Em tempos onde temas como a paz e as mudanças climáticas dominam os acontecimentos, emerge cada vez a educação e a CT&I como fatores centrais, talvez únicos, que possam nos ajudar a superar os desafios, disseminando uma cultura de respeito à valores globais necessários, como os direitos humanos, a justiça, a paz, sustentabilidade ambiental, o respeito à diversidade e a redução às desigualdades. 

Neste contexto, a V Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação deverá perseguir uma agenda focada na busca dos consensos mínimos necessários para a proposição de políticas e diretrizes que mostrem o caminho para a inserção do Brasil entre os grandes países do mundo, tendo a educação e CT&I como os pilares do processo de desenvolvimento social, ambiental e econômico no próximo decênio. Estaremos prontos para gerar entre consensos?   

Jorge Audy
Superintendente de Inovação e Desenvolvimento da PUCRS e do Tecnopuc; Membro do CCT/PR

*Texto originalmente publicado em GZH

Valerie Thomas, Bessie Blount Griffin, Annie Easley, Marie Maynard Daly… Todas mulheres nascidas no século passado. Entre elas havia algo em comum: pioneiras em suas áreas de atuação, foram cientistas renomadas e ajudaram a abrir portas nas áreas de Ciência e Tecnologia, ramos geralmente masculinos. Desde 2015, o dia 11 de fevereiro é lembrado como o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (Unesco) e pela ONU Mulheres como forma de promover a conscientização sobre o tema e ampliar o acesso de pessoas diversas na área.

Diretora de pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesq), Fernanda Morrone falou sobre a importância das mulheres e meninas na ciência e o trabalho das pesquisadoras da PUCRS. “Dados mostram que nos últimos anos a proporção de mulheres cresceu entre os pesquisadores, mas ainda permanecem muitos desafios. Os dados também mostram que as mulheres ainda não crescem em posições de destaque na mesma proporção que os homens, assim este é outro desafio que temos que enfrentar” conta Morrone.

Para o futuro, a docente aposta na oportunidade e identificação de novos talentos na área. “Além disso, é fundamental comemorar e divulgar as conquistas já alcançadas, mas ainda é preciso acelerar medidas, através de políticas públicas, para tornar a carreira científica mais igualitária para todos” finaliza.

Avanços e desafios dos últimos anos

A última década ficou marcada pelo avanço das meninas na educação. Dados apontam um aumento pequeno, mas consistente, nas taxas de matrícula de meninas e mulheres em todos os níveis de ensino. O levantamento realizado pelo Instituto de Estatísticas da Unesco (UIS) mostra que de 2000 até 2014 o número de mulheres no ensino superior dobrou no mundo. Apesar das mulheres representarem uma maioria entre os pesquisadores no Brasil, elas não ocupam cargos de liderança na mesma proporção que homens.

Entra as portas de entrada para a ciência, está a iniciação científica. “Aos estudantes que estão na Iniciação Científica, vivam e explorem ao máximo esta oportunidade. Aos que ainda não entraram na pesquisa, façam! Vocês serão profissionais diferenciados” afirma a bióloga Tamiris Salla ao dar dicas para quem quer começar na área. Salla é uma das várias histórias de sucesso do Salão de Iniciação Científica da PUCRS.

O relatório Gender in the Global Research Landscape, da Elsevier, mostra que, no Brasil, as mulheres são maioria na pós-graduação. Segundo a Capes, 55% do total de matriculados e titulados em cursos de mestrado e doutorado eram mulheres em 2015. Na Iniciação Científica, as jovens representavam 56% em 2013. Porém, a distribuição de bolsas de produtividade em pesquisa seguia desigual. Em 2017, as mulheres eram somente 35,5% do total de bolsas de produtividade e 24,6% daquelas de nível 1A, o mais alto da academia. Conhecido como “telhado de vidro”, a expressão diz respeito as barreiras que mulheres enfrentam para ascender na carreira acadêmica.

Maternidade e ciência

O projeto Parent in Science (Pessoas com filhos na ciência) realizou uma pesquisa com 1.182 docentes brasileiras. O resultado mostra que enquanto a produtividade cresce entre cientistas que não são mães, as que têm filhos mostram uma queda no número de publicações em média até aos quatro anos de idade do primeiro filho. O relatório da Elsevier aponta que entre as causas estão a falta de incentivo para mulheres conciliarem o trabalho e a maternidade; e a necessidade de viagens internacionais, muitas vezes realizadas pelos pais ou homens. O estudo levou em consideração o contexto de 20 anos, 12 localidades e 27 áreas do conhecimento.

A cor da ciência

Além do obstáculo de gênero, a cor e a raça são outras barreiras enfrentadas pelas mulheres. Em 2015, entre as bolsistas, apenas 4,6% eram pretas, 20,5% eram pardas, 0,2% eram indígenas e 62% eram brancas, segundo artigo publicado no CNPq. Conforme o relatório de 2017 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), pessoas negras representam apenas 16% dos professores universitários. Entre eles, homens representam 60% do total.

Meninas na Ciências: Uma meta que mobiliza o mundo todo

A inclusão de mulheres na área de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (Stem) faz parte da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável da Unesco, com uma nova visão sobre questões sociais e econômicas atuais. “Da perspectiva científica, a inclusão de mulheres promove a excelência científica e impulsiona a qualidade dos resultados em STEM, uma vez que abordagens diferentes agregam criatividade, reduzem potenciais vieses, e promovem conhecimento e soluções mais robustas” de acordo com o material disponibilizado no portal oficial da organização.

Na PUCRS, o incentivo a inclusão e a diversidade é uma das bandeiras levantadas pela decana da Escola Politécnica, Sandra Einloft. A pesquisadora foi um dos destaques da série Trabalhe Como Uma Mulher, da Revista Donna, ao contar sobre a sua trajetória na carreira. Desde o mestrado, Einloft percebeu ser minoria entre os colegas e fez disso uma missão de vida: “sabemos que, em países onde têm mais igualdade, a economia avança mais”. Outro trabalho de destaque realizado na Universidade é o da pesquisadora Magda Lahorgue, que realizou um estudo sobre Características do sono em crianças e adolescentes brasileiros. A análise mostrou que o sono muitas vezes é negligenciado durante a infância e pode acarretar em uma alta taxa de distúrbios do sono na população.

“Saber que existem possibilidades acadêmicas para além da Graduação nos fortalece enquanto profissionais, pois alinhamos à prática conhecimentos atuais e baseados em evidências científicas, favorecendo a troca de experiências com profissionais renomados” conta a perita criminal Luiziana Schaefer, formada em Psicologia pela PUCRS, ao lembrar como a trajetória acadêmica e a pesquisa mudaram o rumo da sua vida.

Prêmio Pesquisador Gaúcho, fapergs, fiergs, secretaria de desenvolvimento econômico, Ciência e TecnologiaO professor Rodrigo Coelho Barros, do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação da Escola Politécnica, está entre os vencedores do Prêmio Pesquisador Gaúcho, concedido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do RS (Fapergs), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico Ciência e Tecnologia. A lista dos agraciados foi divulgada nesta segunda-feira, 10 de setembro, e Barros foi contemplado na categoria Pesquisador Empreendedor. A cerimônia de entrega do reconhecimento será no dia 18 de outubro, às 20h30min, no salão de convenções da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Além de atuar como pesquisador, Barros fundou uma startup de inteligência artificial, a Teia Labs, instalada no Tecnopuc, que tem parcerias recentes com grandes empresas como Samsung e Shell.

Rodrigo Coelho Barros

Rodrigo Coelho Barros/Divulgação

Barros acredita que este prêmio vem como a coroação do esforço de empreender, mesmo sendo professor e pesquisador em tempo integral: “Penso que tentar gerar inovação a partir de pesquisa na academia é a direção correta para o Brasil de fato inovar e ser competitivo nos mais diversos mercados internacionais”, afirma. Para ele, após o desenvolvimento de respostas para problemas importantes no meio acadêmico, é preciso levar este conhecimento para o mundo externo em formato de soluções para problemas reais e importantes da sociedade. “A minha ideia ao fundar a startup foi justamente converter nossa pesquisa realizada no Núcleo de Inteligência de Máquina e Robótica da Escola Politécnica da PUCRS para soluções reais deste mercado em franca expansão, que é o da IA e do Aprendizado de Máquina (Machine Learning)” completa.

 

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Foto: Bruno Todeschini

Considerada a mais avançada na América Latina em termos tecnológicos, a Biblioteca Central Ir. José Otão completa, em 2018, 40 anos desde a sua fundação, e 10 anos desde a sua grande reforma. Além do ambiente moderno e acolhedor, foi adotado e aprimorado, ao longo desses anos, um inovador e eficiente sistema de gerenciamento e consulta. O público acadêmico pode usufruir de empréstimos e acessar, de forma gratuita, mais de 1, 5 milhão de itens de informação pelo sistema de descoberta Omnis, que inclui livros, teses, dissertações e publicações do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), entre outros. A bibliotecária Débora Kraemer de Araujo, coordenadora do local, destaca a evolução da informação e conhecimento. “Há 20 anos, não se imaginava acessar um livro online. Hoje saímos da Biblioteca e, com o celular ou o tablete, é possível acessar as publicações. Esse benefício é fantástico!”, ressalta a gestora.

Item de destaque na avaliação Capes dos programas de Pós-Graduação da Universidade, a Biblioteca, que recebe em média mais de 30 mil pessoas por mês, funciona de segunda a sexta-feira, das 7h35min às 22h50min, e aos sábado, das 7h35min às 17h30min. O seu acervo, composto também por materiais multimídia, está dividido em quatro grandes áreas: Ciências Humanas e Ciências Sociais Aplicadas, localizadas no 2º andar, e Ciência e Tecnologia e Linguagens e Artes, localizadas no 3º andar. O acervo relacionado ao curso de Medicina está localizado na Biblioteca da Escola de Medicina, no 3º andar do Hospital São Lucas da PUCRS, e funciona de segunda a sexta-feira, das 7h35min às 20h.

Serviços

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Foto: Gilson Oliveira

A Biblioteca Central Irmão José Otão atende à comunidade universitária – estudantes de Graduação e Pós-Graduação, alunos de extensão, professores e pesquisadores, técnicos administrativos -, assim como funcionários do Parque Científico e Tecnológico (Tecnopuc), PUCRS Alumni (diplomados) e à comunidade em geral. Cada categoria é abrangida com uma gama diferente de serviços gratuitos nos setores de ensino, pesquisa e extensão, cobrindo todas as áreas do conhecimento e contribuindo para a formação técnica, científica e pessoal. Além do acervo de itens de informação, a Biblioteca ainda oferece acesso gratuito à internet, notebooks e computadores e treinamentos, entre outros serviços.

Treinamentos e capacitações

Para orientar a comunidade sobre o uso dos serviços da Biblioteca, regularmente são oferecidos treinamentos presenciais, programados ou sob demanda, através do Programa de Capacitação de Usuários (PCU).  Também são oferecidos treinamentos on-line pelos fornecedores de bases de dados, livros eletrônicos e periódicos. Os cursos abrangem desde as normas e regulamento da Biblioteca Central até a normalização de trabalhos acadêmicos e pesquisas no Portal de Periódicos da Capes e plataforma de e-books.

A estudante de mestrado em Ciências Criminais e diplomada em Direito pela Escola de  , Maria Alice Severo, conta que realizou alguns pequenos cursos para qualificar a sua busca por conteúdo. “É tanto material que as vezes a gente fica perdido, e quer achar algo mais específico. As pessoas que trabalham ali são muito bem capacitadas e te ensinam os detalhes para a pesquisa ficar mais refinada”, comenta a mestranda. Os treinamentos sob demanda devem ser solicitados pelos professores através de formulário existente neste link, através do e-mail [email protected] ou pelos telefones (51) 3320.3586 ou (51) 3320-3696.

Acervo

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Foto: Camila Cunha

O acervo é composto por diversos itens e informação. Além das quatro grandes áreas de conhecimento, há também os acervos especiais, literatura de lazer, literatura infantil, livros falados, normas técnicas e o acervo de Obras Raras, com mais de 5 mil títulos do século 17 ao 19.

 Empréstimos e digitalizações

A Biblioteca oferece o serviço de empréstimo para uso domiciliar para a comunidade universitária, PUCRS Alumni – mediante cadastro e taxa semestral – e alunos de outras instituições, através do Empréstimo Entre Bibliotecas. A retirada de volumes as e devoluções podem ser realizadas nos equipamentos de autoatendimento ou no Balcão de Empréstimo do andar térreo da Biblioteca Central e na Biblioteca da Escola de Medicina. É possível também, para a comunidade da PUCRS, solicitar empréstimos de materiais de outras instituições, assim como a obtenção de cópias de documentos de outros estabelecimentos do Brasil e do exterior, por meio dos serviços de Comutação Bibliográfica dos quais a PUCRS participa. Além disso, é oferecido para a toda a comunidade que frequenta a Biblioteca o serviço de scanners de autoatendimento para digitalização de imagens e textos para fins acadêmicos.

Apesar do crescente uso de materiais digitalizados para leitura, alguns cursos demonstram mais interesse pelas versões físicas, como é o caso do Direito. “Sou uma pessoa muito clássica, gosto de papel, e a maioria das pessoas do Direito também, então se eu puder, vou sempre optar por um livro físico”, explica Maria Alice. A mestranda ressalta também a possibilidade de solicitar a compra de livros físicos que não constam no acervo. ” Às vezes é extremamente rápido, é questão de uma semana, dez dias. Então isso é maravilhoso para nós, do Direito, porque fazemos a maior parte da pesquisa em bibliografia, e em determinadas sitauções precisamos de uma versão mais atualizada ou uma muito antiga”, afirma.

Espaços diversificados

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Foto: Bruno Todeschini

A Biblioteca dispõe de diferentes espaços, como as áreas do acervo e de leituraEspaço Cultural, lounge com dicas de leitura, espaço de pesquisa e produçãosalas de estudode vídeode treinamento e para pessoas com deficiência visual, sendo diversos deles abertos a qualquer pessoa da comunidade. A estudante de Engenharia Civil Gabriela Zorzo explica que, apesar das várias mesas para estudo disponíveis no saguão do prédio 30, prefere a tranquilidade das salas de estudo localizadas no 3º e 8º andares do prédio 16. “Na Biblioteca as salas são silenciosas, o que facilita muito a concentração, principalmente quando tu tens que fazer muitos cálculos”, ela explica.  Além disso, enquanto estuda nesses espaços, a aluna aproveita a possibilidade de consultar bibliografias extras e materiais de apoio com mais facilidade, sem precisar retirá-los.

Setor de Apoio à Avaliação, Pesquisa e Publicação

Em junho, a Biblioteca Central inaugurou mais um espaço com novos serviços para a comunidade acadêmica. O Setor de Apoio à Avaliação, Pesquisa e Publicação, localizado no 2º pavimento do prédio 16, tem por objetivo atender a necessidade de orientações para o desenvolvimento, a publicação e a visibilidade dos resultados de pesquisas realizadas por alunos, professores e pesquisadores da Universidade. Com essa finalidade, são oferecidos serviços com a capacitação do uso de ferramentas bibliométricas, orientações sobre onde e como publicar em revistas ou livros e o apoio no uso de métricas adotadas na produção, disseminação e uso da informação científica, entre outros.

 Acessibilidade

A estrutura da Biblioteca Central é adaptada e acessível às pessoas com necessidades especiais, incluindo equipamentos e softwares para pessoas com deficiência visual. Também está à disposição da comunidade acadêmica e externa uma sala exclusiva para atendimento de pessoas com deficiência visual, localizada no 2º pavimento. No local, existem diversos recursos de tecnologia assistiva como equipamentos, softwares de leitura de tela e conversão de texto para áudio falado, além do acervo de livros falados.

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Foto: Bruno Todeschini

Tutoriais

No canal da PUCRS no Youtube foram criadas duas playlists produzidas pela Biblioteca. A primeira, intitulada Biblioteca Central Irmão José Otão, traz vídeos rápidos e explicativos sobre como utilizar os diversos serviços oferecidos. A segunda playlist, Biblioteca Central – Normas técnicas de documentação,  esclarece questões sobre referências, citações e apresentação de trabalhos acadêmicos nos padrões ABNT, Vancouver e APA.

Bibliotecários

A Biblioteca possui 17 bibliotecários capacitados para auxiliar a comunidade no uso dos vários serviços ofertados, como pesquisas de livros, consultas de base de dados, documentação, normas, entre outras necessidades dos usuários.  A mestranda em Ciências Criminais Maria Alice Severo, conta que, apesar de frequentar o local há oito anos, às vezes tem alguma dificuldade de encontrar os livros nas estantes e precisa da ajuda dos bibliotecários. “Pedimos ajuda para as pessoas que estão ali no andar e elas são super receptivas. Isso é muito bom. Gosto bastante de todo o atendimento da Biblioteca, tanto de retorno dos livros quanto de ajuda para a pesquisa”, afirma.

Visitas guiadas

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Foto: Bruno Todeschini

As visitas guiadas, disponíveis para todos os interessados, têm como objetivo apresentar a estrutura física e os serviços oferecidos pela Biblioteca Central, orientando os visitantes sobre seu funcionamento. Em seu primeiro semestre, Maria Alice comenta, um dos professores organizou uma visita guiada para os alunos conhecerem a estrutura do espaço. “Foi disponibilizado um tour para nós com uma das responsáveis da Biblioteca para mostrar onde ficavam as estantes com os livros do Direito, com funcionam o empréstimo dos livros, reservas, como utilizar o sistema de busca.  Aquilo foi essencial para que a minha utilização fosse frequente”, afirma a estudante de Ciências Criminais.

As solicitações de agendamento podem ser feitas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (51) 3320.3586 ou (51) 3320-3696.