Planejamento e autoconhecimento podem fazer toda a diferença no desenvolvimento profissional

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Novos aprendizados, planejamento e autoconhecimento são ferramentas essenciais para se desenvolver na carreira / Foto: Giordano Toldo

Iniciar um novo ano é sempre um desafio. Para tornar 2024 um ano marcante na sua vida, que tal estabelecer metas para o seu desenvolvimento profissional? Preparamos cinco dicas para dar aquele upgrade na sua carreira. Confira:

1. Aprenda um novo idioma

Começar a estudar uma nova língua ou alcançar a tão deseja fluência no inglês é uma excelente forma de se destacar, pois essa é uma das habilidades mais requeridas no mercado de trabalho. Para tornar esse aprendizado ainda mais rápido e dinâmico, conheça o Centro de Idiomas da PUCRS (Lexis): atualmente, estão abertas as inscrições para os cursos de alemão, japonês, coreano, inglês, francês, espanhol, italiano e russo.

2. Faça uma pós-graduação

Investir em uma pós-graduação, acompanhando as transformações do mercado, faz com que você se torne um profissional mais competitivo. Afinal, em um mundo com tantas mudanças, como é possível manter os conhecimentos e habilidades em dia? Com a ajuda do Centro de Educação Continuada (Educon) da PUCRS, que oferece diversos cursos de especialização, MBA e certificação, você pode ampliar as suas chances de se destacar na carreira.

3. Invista em uma segunda graduação

Além de uma pós-graduação, fazer uma segunda graduação pode ser muito útil para expandir seus conhecimentos e desenvolver novas habilidades. Esta pode ser também uma alternativa para quem deseja ou está planejando fazer uma transição de carreira. A PUCRS possui diversas opções de créditos e bolsas, entre elas o desconto de 25% no valor das mensalidades para diplomados.

4. Liste o que você aprendeu

Valorize as suas conquistas e a sua trajetória. Fazer uma lista de aprendizados para reconhecer o que já foi conquistado e te deixou feliz no ano de 2023 deixará você ainda mais motivado para estabelecer novas metas e buscar ainda mais aprimoramento na sua carreira em 2024.

5. Faça um planejamento de carreira

Realizar um planejamento de carreira para definir os objetivos e metas que deseja alcançar em 2024 é uma excelente forma de estabelecer objetivos de curto e longo prazo e construir uma vida profissional com mais sentido pessoal e realização. O PUCRS Carreiras oferece um serviço de consultoria e planejamento de carreira, para ajudar quem precisa estruturar seus planos profissionais. Com o apoio de um consultor/a, é possível ganhar pontos no processo de autoconhecimento e aprender a explorar cenários e possibilidades para estabelecer um plano de ação. Para agendar uma consultoria e conferir mais informações, clique aqui. 

Parabéns pelos passos que você deu até aqui. Investir em você, no seu desenvolvimento pessoal e na sua carreira é uma escolha para a vida.

Continue avançando na carreira

Alexandra Faro, de 50 anos, está cursando a segunda graduação na PUCRS/ Foto: Luciana Marques

Conhecimento, atualização, realização pessoal: estes são alguns dos motivos que levam muitas as pessoas a buscar uma segunda graduação. É o caso de Alexandra Faro, de 50 anos, que está cursando o décimo semestre de Psicologia na PUCRS e já é formada em Administração. Depois de 22 anos atuando na área administrativa, ela decidiu mudar de profissão. Para quem, assim como ela, pensa em investir no reingresso à vida universitária, seja para migrar para outra área ou para se atualizar profissionalmente, ela lista alguns dos principais benefícios dessa escolha. Confira:

1. Atualização ou mudança profissional

Uma segunda graduação pode fornecer conhecimentos atualizados e habilidades relevantes para o mercado de trabalho atual, especialmente se houver mudanças significativas na área de atuação. O mesmo vale para quem quer mudar de carreira. Algumas pessoas buscam um novo rumo para algo que as satisfaça mais. Uma nova graduação pode oferecer a base necessária para essa transição. 

2. Realização e desenvolvimento pessoal

Muitas pessoas veem uma segunda graduação como uma oportunidade de realizar um sonho ou alcançar um objetivo pessoal que não puderam realizar antes. Além do aspecto profissional, uma segunda graduação pode proporcionar um crescimento pessoal significativo, desafiando a pessoa a se superar e aprender coisas novas.

3. Networking e oportunidades

A universidade é um ótimo lugar para fazer contatos e expandir sua rede profissional, o que pode ser valioso em qualquer fase da carreira. Além disso, a PUCRS oferece diversos recursos, como a biblioteca, laboratórios e oportunidades de pesquisa, que podem enriquecer a experiência de aprendizado.

4. Satisfação intelectual

Para muitas pessoas, o prazer de aprender é uma motivação  e uma segunda graduação pode proporcionar uma satisfação intelectual gratificante. Ao fazer uma segunda graduação, você pode também inspirar outras pessoas e mostrar que nunca é tarde para buscar conhecimento e crescimento pessoal.

5. Preparação para o futuro

Uma segunda graduação pode ser uma preparação para os desafios futuros e uma forma de se manter relevante no mercado de trabalho. Dependendo da área de estudo, uma segunda graduação pode ajudar a se manter atualizado com as últimas tecnologias e tendências, o que é especialmente importante em um mundo em constante evolução tecnológica. 

Leia mais 

melhor universidade privada, campus PUCRS

Foto: Camila Cunha

Após um ano cheio de desafios, chegou o momento de descanso e celebrações. No período entre Natal e o Ano Novo, de 24 a 1º de dezembro, a Universidade estará em recesso e retomará as atividades no dia 2 de janeiro de 2024. Para ajudar no planejamento, separamos alguns avisos importantes e dicas especiais. Confira:  

Funcionamento de serviços do Campus   

Os serviços da PUCRS seguirão o cronograma de recesso, com pausa nas atividades. Confira algumas adaptações nos horários:   

Bares e restaurantes  

ATL House  

Outros serviços  

Planeje a sua rematrícula da graduação

Foto: Giordano Toldo

Para cumprir suas metas de 2024, que tal começar planejando a grade de horários da graduação? No Portal de Rematrículas você pode organizar seu calendário com tempo e revisar cada disciplina – o sistema está liberado até o dia 7 de janeiro. Vale lembrar que para garantir vaga nas cadeiras escolhidas é preciso ter efetivado a matrícula. Confira todas as informações aqui 

Aprenda um novo idioma  

Que tal aprender um novo idioma em apenas nove dias? Com os cursos intensivos do Centro de Idiomas da PUCRS (Lexis) você pode. Inscreva-se até 15 de janeiro e ganhe desconto nas inscrições antecipadas, de acordo com o cronograma dos cursos. Saiba mais sobre o funcionamento das aulas aqui 

Pense na sua carreira  

Que tal começar 2024 planejando a sua carreira? Se você estiver pensando em fazer uma transição de carreira, saiba como tornar eu currículo atrativo. Se você é ou está pensando em uma carreira de gestão, conheça cinco podcasts para aprimorar suas habilidades 

Faça disciplinas da pós ou personalize sua graduação   

Sabia que você também pode cursar disciplinas de mestrado e doutorado durante a graduação? Basta conferir as disciplinas disponíveis, de 22 Programas de pós-graduação, para 2024 no site do programa G-PG e já reservar espaço na sua grade. Para isso, é necessário ter cumprido 50% dos créditos do seu curso. Saiba mais sobre o programa aqui.   

Já se você tem interesse em personalizar sua trajetória acadêmica, que tal complementar a formação com conhecimentos das suas áreas de interesse e qualificar seu currículo? Com as Certificações de Estudos você agrega diferenciais ao seu diploma e ainda se destaca no mercado.   

Aproveitamos para desejar um feliz Natal e um Ano Novo cheio de boas recordações e resoluções. Nos vemos em 2024, sempre juntos e juntas!

Feira de Carreiras reuniu mais de 2000 participantes, sendo um dos maiores eventos de desenvolvimento profissional do sul do país/ Foto: Giordano Toldo

Mais de 2 mil pessoas participaram da 10ª edição da Feira de Carreiras da PUCRS que ocorreu nos dias 3 e 4 de outubro. Promovida pelo PUCRS Carreiras, é um dos maiores eventos focados em desenvolvimento profissional do Sul do país. 

Este ano, a feira resgatou a essência das edições anteriores, promovendo diálogos sobre carreira e o mercado de trabalho por meio de uma imersão para recolocação profissional; trilhas para desenvolver suas hard e soft skills, oportunizando muito networking e conexão com as empresas de diferentes segmentos. Para a coordenadora do PUCRS Carreiras, Katia Almeida, “chegar na 10ª edição é um desafio grande diante das transformações do mercado de trabalho, mas também, é um indicativo da força do evento e da importância dele para muitas pessoas que vêm em busca de oportunidades”, destaca. 

Destinado a criar conexões e oportunidades de networking, o espaço dos stands contou com 20 empresas de diferentes segmentos: Gerdau, CEEE Equatorial, AGCO, GM, EY, TKE, Unimed, Tozzini Freire, Neológica, SLC Agrícola, AEL Sistemas, PUCRS, Cmpc, Quero-Quero, ADP, Montebravo, Supergasbras, Grupo Lins Ferrão, Pwc e Cyrela. 

Além disso, para auxiliar na inserção no mercado, a programação contou com Bootcamps de Empregabilidade abordando os temas como currículo estratégico, como se destacar no processo seletivo, uso do LinkedIn com assertividade e estratégias para encontrar as oportunidades.  

Carolina Machado/ Foto: Giordano Toldo

“Essa programação é um grande diferencial do evento. É focada para pessoas que estão buscando oportunidades no mercado de trabalho e são conduzidas por profissionais das empresas que estão expondo suas marcas”, ressalta a coordenadora. 

Carolina Machado, de 18 anos, terminou o Ensino Médio e participou da feira em busca de conhecimentos na área de seu interesse: Recursos Humanos. “Conhecer pessoas do RH já me faz ter cada vez mais certeza de que é o que eu quero trabalhar: ajudar as pessoas a conseguirem um emprego, terem estabilidade financeira e encontrarem o que gostam de fazer profissionalmente”, comenta. Ela ainda destaca a importância da Universidade aproximar as empresas dos estudantes: 

Me senti muito acolhida pela PUCRS. A gente fica confortável e tranquilo nessas situações, principalmente com esse evento do PUCRS Carreiras. Eu tenho 18 anos e isso é uma introdução à carreira e a minha vida profissional, então é algo assustador. Ter esse acolhimento e essa rede de apoio e de pesquisa da faculdade é algo essencial”, afirma ela. 

Jeferson Menezes/ Foto: Giordano Toldo

Já Jeferson Menezes, estudante do curso de Psicologia da Escola de Ciências da Saúde e da Vida, participou pela primeira vez da Feira de Carreiras e afirma ter sido uma experiência muito interessante. Ele elogia a riqueza de oportunidades proporcionada pela PUCRS. 

“É muito legal ter essa interação com as empresas, conseguir conhecer mais de perto a história delas, o pessoal que trabalha ali. Ver que eles estão realmente procurando gente que tem vontade de estar no mercado de trabalho. Sempre fazem questão de mostrar que há espaço para todo tipo de área, isso é muito legal”, diz o estudante. 

O evento ainda contou com uma variedade de Talks com as empresas parceiras; um bate-papo inspirador com o POD GURIAS, das jornalistas Carla Fachim, Patrícia Cavalheiro e Vanessa Martini, com uma reflexão fundamental sobre sua trajetória profissional e pessoal; talk com profissionais de sucesso abordando como eles alcançaram seus objetivos e uma palestra com Luciano Santos falando sobre protagonismo na carreira. 

Entretenimento e espaço para o bem-estar também estiveram presentes: atrações musicais e um espaço de descompressão, um refúgio sereno dentro da agitação do evento, com momentos de meditação, massagem terapêutica e alongamentos revigorantes estavam entre as atrações do evento. 

Leia também: PUCRS Carreiras impulsiona atuação de jovens no mercado de trabalho

dicas de livros, livro design thinking e desafios da liderançaMais do que uma forma de adquirir vocabulário, conhecimento e até mesmo melhorar habilidades de escrita, o hábito da leitura pode ser um grande aliado no seu desenvolvimento pessoal. Aprender mais sobre temas como carreira, gestão, liderança e autoconhecimento pode ser o primeiro passo para o autoaprimoramento. Os professores da PUCRS dão dicas de livros com essas temáticas para você colocar na sua lista de leituras para começar o próximo ano com o pé direito. Confira: 

1. Design Thinking, de Tim Brown

“O livro aborda a importância de se estabelecer uma cultura de inovação nas empresas, por meio de uma abordagem centrada no ser humano para a resolução de problemas complexos, também conhecida como design thinking. Dentre os todos os conceitos explorados pelo livro, destaca-se a reflexão sobre iteração, empatia, compreensão emocional, insights, flexibilidade, adaptabilidade, entre outros. E também convida o leitor a refletir sobre a importância de se trabalhar em equipes com pessoas interconectadas e interdisciplinares.” 

Indicação da professora Silvia Dapper, da Escola de Comunicação, Artes e Design (Famecos).

dicas de livros, livros comece pelo porquê e positive leadership2. Desafio da Liderança, da Harvard Business Review

“A obra reúne artigos clássicos sobre temas relacionados ao desenvolvimento de carreiras e realização profissional. Por meio de textos acadêmicos curtos, são apresentadas as ideias de professores, as quais são principais referências no mundo corporativo, como Peter Drucker, Daniel Goleman (professor convidado na Pós-Graduação da PUCRS), John Kotter e Peter Senge. Os artigos abordam questões atualíssimas, como o encorajamento das pessoas, o trabalho em equipe, a tomada inteligente de riscos, o desenvolvimento de talentos. Considero um livro fundamental para a vida das pessoas, das empresas e da sociedade.” 

Indicação do professor Daniel Ustárroz, da Escola de Direito. 

3. Comece pelo Porquê, de Simon Sinek

“Esse livro explora a importância do propósito e da motivação na vida pessoal e nos negócios. Ele aborda que devemos entender o motivo por trás de nossas ações e decisões, visto que isso é fundamental para alcançar o sucesso. O livro tem exemplos convincentes de empresas e líderes que adotaram essa abordagem, traçando um caminho para descobrir um sentido mais profundo em nossas ações e, assim, conquistar resultados mais significativos e gratificantes. Por meio de insights perspicazes e orientações práticas, o livro desafia os leitores a questionar e redefinir suas próprias motivações, incentivando-os a embarcar em uma jornada de autodescoberta e crescimento pessoal.” 

Indicação do professor Filipe Albano, da Escola Politécnica. 

dicas de livros, livros mindset e em busca de sentido4. Liderança Positiva, de Kim Cameron

“Este livro explora o poder da liderança positiva e como ela pode impulsionar organizações e equipes. Cameron apresenta evidências científicas sobre os efeitos positivos da liderança, além de estratégias práticas para desenvolver habilidades de liderança empática, inspiradora e transformadora.” 

Indicação da professora Gabriela Teló, da Escola de Medicina. 

5. Mindset: A nova psicologia do sucesso, de Carol S. Dweck

“Considero este livro uma leitura importante para aqueles que desejam desenvolver uma mentalidade de crescimento para alcançar o sucesso em suas carreiras e vidas pessoais. A autora, uma renomada psicóloga, explora a diferença entre a mentalidade fixa e a mentalidade de crescimento. Ela mostra como acreditar no potencial de crescimento e aprender com os desafios pode levar a conquistas notáveis na carreira, gestão e liderança.” 

Indicação do professor Rafael Disconzi, da Escola de Negócios 

6. Em busca de sentido, de Viktor Frankl

“Qual a chave interpretativa do ser humano? O livro relata a experiência do autor de três anos em quatro campos de extermínio nazistas. Ele não aceita as perspectivas de seus mestres, Freud (vontade de prazer) e Adler (vontade de poder) para pensar o ser humano e propõe a vontade de sentido como chave, como o motor da vida humana e a verdade interior que sempre volta. Isto é, a teimosa vontade de que a vida faça sentido. Obra imprescindível para o autoconhecimento e o enfrentamento das dificuldades da vida.” 

Indicação do professor Luciano Marques, da Escola de Humanidades. 

O que faz uma boa liderança? Professoras da PUCRS explicam quais habilidades são essenciais para uma boa liderança. / Foto: Pexels

O mundo do trabalho vem passando por diversas transformações, especialmente nos últimos anos. Com o avanço da tecnologia, flexibilidade de horário e ambientes de trabalho mais humanizados, lideranças precisam acompanhar essas mudanças para se adaptarem aos novos tempos e reter talentos. Para colaboradores, ter uma boa liderança impacta diretamente na permanência da empresa. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), em 2022, quase a metade das demissões em 2022 foi voluntaria e entre os motivos para deixar a empresa aparecem baixa qualidade do clima organizacional, falta de um plano de carreira, entre outros. 

Sendo assim, apenas ocupar um cargo de liderança não é o suficiente. É preciso que líderes estejam conectados com suas equipes, que muitas vezes são multidisciplinares, para que o desenvolvimento profissional de cada colaborador esteja alinhado com as expectativas de cargo. Mas o que significa ser uma boa liderança? Como líderes podem identificar pontos fortes em suas equipes? Quais ferramentas são necessárias para melhor lidar com times diversos? Conversamos com duas professoras da PUCRS para entender como boas habilidades de liderança podem tornar colaboradores mais produtivos.  

Os desafios da liderança 

Antes de tentar imitar modelos de liderança já estabelecidos, cada líder deve entender exatamente qual equipe está sob seu comando. Times multidisciplinares são caracterizadas por indivíduos com diferentes percepções, conforme a sua formação e experiências vivenciadas. Para a professora da Escola de Negócios da PUCRS Claudia Cristina Bitencourt, se por um lado as diferenças estimulam importantes aprendizados para os participantes, por outro podem gerar algumas dificuldades de comunicação e integração, justamente por trazerem outros pontos de vista.  

“Cabe ao líder construir junto com a equipe um propósito comum, considerando essas diferenças para gerenciar possíveis conflitos e estimular a comunicação e aprendizado contínuo da equipe. Acredito que um dos principais desafios para os líderes é identificar o potencial de cada integrante da equipe para poder estimular o seu desenvolvimento e orquestrar a complementaridade entre as competências dos participantes dessa equipe. Nesse sentido, o feedback possui papel fundamental para estimular o desenvolvimento e reduzir a possibilidade de conflitos, integrando a equipe na busca de resultados cada vez mais efetivos, contando com o estímulo constante e valorização de cada participante.” 

Para minimizar os desafios da liderança, é importante que líderes mantenham uma comunicação clara com seus liderados, de forma que seja possível se estabelecer um canal aberto de colaboração e confiança. A partir desta comunicação, a gestão dos conflitos também fica facilitada, sendo possível abordar as divergências de forma construtiva. A Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Administração da PUCRS, Ana Clarissa Matte Zanardo dos Santos, explica que utilizar ferramentas para facilitar processos organizacionais podem ajudar lideranças na hora de coordenar tarefas, prazos e atribuições, permitindo uma visão mais sistêmica das atividades da equipe.  

Leia mais: Por que cuidar da autoestima é importante para a carreira? 

Antes de tudo, uma boa liderança deve saber se comunicar com seus liderados. / Foto: Pexels

“Estabelecer um canal de comunicação, sempre atentando para o volume de informações, dando a devida importância para aquilo que é compartilhado; pensar em reuniões rápidas de alinhamento para compartilhar informações e alinhar expectativas para um determinado período pode ser uma alternativa que ajuda no estabelecimento de rotinas. Pensando na capacitação da equipe, lideranças podem investir em treinamento e desenvolvimento a fim de aprimorar as habilidades dos liderados conforme as necessidades de cada um”.  

Identificando possibilidades de crescimento  

Antes mesmo de entrar em uma empresa, colaboradores já tem o primeiro contato com sua futura liderança durante o processo seletivo. Durante a entrevista, candidatos buscam a segurança de saber que estão escolhendo um lugar que ofereça oportunidade de crescimento. A pesquisa da Marca Empregadora, divulgada em 2022, mostrou que para os brasileiros, crescer na carreira é mais importante do que salário, ou seja, a progressão de carreira aparece em primeiro lugar para que colaboradores aceitem uma proposta de emprego.  

Um dos papéis da liderança é identificar pontos fortes e fracos dos seus liderados, e trabalhar suas habilidades individualmente para que os mesmos consigam se desenvolver.  Seja se informando das últimas notícias sobre seu ramo de atuação ou estudando em seu tempo livre, líderes precisam estar sempre atentos as inovações. Por serem considerados exemplos para os colaboradores, lideranças são continuamente desafiadas a estarem atualizadas. Para Claudia Bittencourt é fundamental que o líder saiba administrar o tempo do trabalho e o tempo do estudo.   

“Sendo assim, a carreira pode ser gerenciada pela empresa (com base em reais oportunidades de crescimento), pelo líder (identificando e estimulando o desenvolvimento de potenciais e competências) e pelo indivíduo (a partir do autoconhecimento e autodesenvolvimento). O desenvolvimento profissional/pessoal acaba beneficiando o indivíduo, o líder e a organização, tendo como base a satisfação, a entrega competente e os resultados atingidos.” 

Além de oferecer um ambiente onde existe a possibilidade de desenvolvimento, a liderança também precisa se preocupar com a retenção de talentos. Diante de um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, é comum que mesmo tendo a chance de crescimento na empresa, alguns colaboradores optem por procurar outras oportunidades. A atitude é comum no mercado, mas Ana Clarissa Matte Zanardo dos Santos alerta que se for frequente, esse comportamento pode se tornar um problema para lideranças, empresas e também colaboradores.  

“Quando a empresa ou a equipe começa a perder muitos talentos, é necessário refletir sobre a cultura e a relação que se estabelece na e entre as equipes. Para aqueles que permanecem na empresa, é importante evitar que o ambiente se torne negativo.” 

Investindo no desenvolvimento profissional  

Uma boa liderança nunca para de apreender, e a busca por conhecimento precisa ser constante. / Foto: Pexels

O caminho até a liderança costuma vir acompanhado de muitos anos de estudo, esforço e dedicação. Além de uma realização pessoal, se tornar liderança também é uma realização profissional almejada por muitos colaboradores. No entanto, se tornar líder vai muito além de títulos: cada vez mais as softs skills (habilidades interpessoais) tem tomado força no mercado. Claudia Cristina Bitencourt explica que no trabalho todos precisam dessas habilidades interpessoais, no entanto, quando falamos em liderança, ela considera três essenciais.  

Leia também: Soft skills: como desenvolver as habilidades que o profissional do futuro precisa? 

“Penso que as principias soft skills poderiam ser representadas pela habilidade de comunicação (saber ouvir, oferecer feedback e se posicionar junto a sua equipe), capacidade de percepção (que envolve capacidade de observação, sensibilidade e empatia) e carisma (capacidade de gerar confiança, mobilizar e inspirar sua equipe constantemente).” 

Seja se informando das últimas notícias sobre seu ramo de atuação ou estudando em seu tempo livre, líderes precisam estar sempre atentos as inovações. Por serem considerados exemplos para os colaboradores, lideranças são continuamente desafiadas a estarem atualizadas. Para Claudia Bittencourt é fundamental que o líder saiba administrar o tempo do trabalho e o tempo do estudo.  

“Ao pensar em educação continuada, as lideranças precisam buscar cursos que estejam alinhados com as necessidades reais de aperfeiçoamento.  Portanto, é importante considerar o tempo e flexibilidade oferecida, o reconhecimento acadêmico da instituição e valorização do diploma/certificado, a qualidade do corpo docente e o ambiente institucional onde haverá a interação e integração com outros profissionais”, enfatiza.

Estude na PUCRS

Consultoras da PUCRS explicam como elevar sua autoestima profissional. / Foto: Liza Summer/Pexels

A autoestima é a percepção de como alguém se enxerga no mundo. Quando baixa, pode vir acompanhada de pensamentos incapacitantes – e é comum o uso de frases como “eu não consigo fazer isso” ou “eu não sou bom em nada”. Muitas vezes, seu uso é atribuído meramente à aparência física de alguém. Ou seja, com o sentir-se bem com o próprio corpo. No entanto, no mundo profissional, também é importante preservar uma boa autoestima intelectual.  

Acreditar no próprio potencial aumenta a confiança do profissional e o impulsiona em direção a novos desafios e oportunidades. Quem está bem consigo mesmo é capaz de sair da zona de conforto e assumir grandes responsabilidades – afinal, essas pessoas acreditam em sua capacidade para executar as tarefas propostas. Segundo a consultora em carreira e psicóloga Bruna Weirich, uma das principais dúvidas dos assessorados pelo PUCRS Carreiras é como fortalecer a autoestima para a tomada de decisões mais acertadas e condizentes com seus valores e objetivos. 

Por que a autoestima importa?  

A formação técnica e acadêmica é de extrema importância e muito valorizada no mercado de trabalho. Entretanto, não basta um profissional esperar o reconhecimento de terceiros se ele não se considera digno de merecimento. Principalmente, porque isso favorece a autossabotagem. Ou seja, a pessoa passa a criar empecilhos consciente ou inconscientemente em suas atividades. Assim, o processo é dificultado e o resultado pode não ser o esperado, favorecendo que esse ciclo se repita.  

“Uma pessoa com baixa autoestima pode acabar não encarando os desafios que são necessários para crescer na carreira e se desenvolver profissionalmente. Pode acabar evitando tomar decisões importantes levando à estagnação profissional, dificuldade em aceitar feedbacks e medo excessivo do fracasso, estes são apenas alguns dos problemas enfrentados por pessoas com essa característica”, explica Bruna. 

Imagine uma situação hipotética em que um chefe delega uma tarefa complicada a um funcionário com pouca autoestima. É possível que ele negue essa responsabilidade, por mais que a oportunidade e a recompensa sejam boas, pelo medo do fracasso. Enquanto isso, alguém que está autoconsciente de suas habilidades não apenas assumirá esse desafio como também aprenderá e buscará crescer com possíveis falhas ocorridas ao longo do percurso.  

Dessa maneira, o crescimento profissional pode acabar prejudicado, visto que não serão ofertadas oportunidades cujos ganhos podem proporcionar um impulsionamento na carreira. Afinal, é necessário assumir responsabilidades para ganhar promoções ou conquistar aquela vaga dos sonhos.  

Leia mais: Soft skills: como desenvolver as habilidades que o profissional do futuro precisa?

A Síndrome de Impostor 

A falta de autoestima profissional costuma afetar principalmente grupos minoritários. / Foto: Envato

Quando a autoestima está em declínio, é possível que se origine a chamada “Síndrome do Impostor”. Essa condição ainda não é reconhecida como transtorno mental pela Organização Mundial da Saúde, mas é assunto de muitas terapias no Brasil e no mundo. De acordo com a psicóloga e pesquisadora da Universidade Dominicana da Califórnia, nos Estados Unidos, Gail Matthews, 7 a cada 10 profissionais enfrentam esse problema.  

Essa síndrome é caracterizada pelo sentimento de insuficiência e pela sensação de ser uma fraude mesmo diante de uma carreira bem-sucedida. Pessoas que enfrentam esse problema costumam creditar seu sucesso não ao seu esforço e à sua capacidade, mas, sim, à sorte ou a fatores externos a si. Ela costuma afetar, principalmente, grupos minoritários, como mulheres, pessoas não-brancas e membros da comunidade LGBTQIA+.  

A atriz Kate Winslet, vencedora do Oscar na categoria de melhor atriz por seu papel no filme The Reader, é um grande exemplo disso. ““Eu acordava de manhã, antes de ir para uma gravação, e pensava: ‘não posso fazer isso. Eu sou uma fraude’”, relatou, na ocasião, à revista Interview.  

Dentre os sintomas, está o medo de ser desmascarado e a consequente autossabotagem derivada disso. Esse receio pode gerar outros problemas como ansiedade e sentimento excessivo de angústia. A depender da gravidade da situação, podem ser desencadeados transtornos mentais mais graves e, até mesmo, incapacitantes.  

Leia mais: Transição de carreira: confira 5 dicas para passar por esse processo

Como elevar a autoestima?  

Agora que já está clara a importância de preservar uma boa autoestima para a construção de uma carreira sólida e promissora, vale a pena conferir algumas ideias de como melhorar a autopercepção e garantir a confiança necessária para assumir novos desafios no mundo acadêmico ou profissional.  

Além disso, trabalhar a autocompaixão para diminuir a comparação e reconhecer que está em processo de desenvolvimento e que o processo pode ser aproveitado com leveza e abertura, trabalhar sua autoeficácia definindo metas realistas e agindo para realizá-las. 

1. Entenda a si mesmo 

Antes de começar a agir, é importante entender como está sua autoestima e como você lida com ela. Ela é excessivamente positiva ou negativa? Você se compara com outras pessoas? De onde vem esse sentimento?  

2. Mude sua maneira de ver o mundo 

Confira as dicas das Consultoras em Carreiras da PUCRS. / Foto: Andrea Piacquadio/Pexels

Uma má autoestima traz uma percepção deturpada da realidade, em que a pessoa não é capaz de enxergar seus méritos e suas competências. Vale a pena elencar conquistas profissionais e observar quais foram os ganhos obtidos com o trabalho. Relembrar esses aspectos frequentemente auxilia a melhorar o reconhecimento de si.  

3. Escute terceiros 

Se a autopercepção está proporcionando uma visão irreal sobre si, pedir feedbacks a colegas de trabalho pode ser uma maneira de devolver a autoestima ao profissional. No entanto, é importante estar apto a praticar a escuta ativa, acreditando na veracidade daquilo que é falado. Os feedbacks positivos auxiliam a melhorar a percepção sobre a sua real atuação profissional, enquanto os negativos permitem a melhora de eventuais problemas.  

3. Aprenda a lidar com frustrações 

Seja por não conseguir cumprir um prazo ou por não ficar plenamente satisfeito com uma entrega, todo profissional enfrentará alguma frustração em algum momento da carreira. Até mesmo as pessoas mais bem sucedidas passaram por isso durante sua trajetória. O importante é evitar a autocobrança e compreender seus limites pessoais, sabendo como lidar com a frustração e observando a melhor maneira de aprender com os erros.  

4. Busque ajuda profissional  

Dependendo do grau de insegurança e de comprometimento da saúde mental, é importante procurar ajuda profissional de um psicólogo. Ele saberá conduzir a situação da melhor forma possível e eventualmente encaminhar para avaliação psiquiátrica.  

“Sabemos que somos uma pessoa apenas, tanto na vida pessoal quanto na vida profissional. Muito provavelmente a pessoa que enfrenta dificuldades com baixa autoestima na carreira, também enfrenta na vida como um todo e a terapia pode auxiliar nessa construção”, complementa Bruna.  

5. Procure aprender mais 

Adquirir novos conhecimentos pode aumentar a autoestima intelectual. Ao realizar uma especialização, além de aprender ainda mais sobre um tópico específico, é possível aumentar a segurança e a autoconfiança na realização de tarefas do cotidiano profissional.  

Estude na PUCRS

Tathyana Tonniges é formada em Administração pela PUCRS e atualmente cursa Enfermagem na Universidade/ Foto: Giordano Toldo

Nunca é tarde para voltar a estudar ou incluir essa rotina no dia a dia. De acordo com o levantamento feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), houve um crescimento de 93,84% de pessoas com mais de 40 anos que entraram na universidade no período de 2011 a 2022. Atualmente, elas representam 13,4% de todos os estudantes universitários do país. Embora possa parecer intimidante retornar à sala de aula, essa decisão demonstra coragem e passa pela busca do autodesenvolvimento contínuo. 

Conciliar compromissos como trabalho e família com as demandas acadêmicas pode ser uma das maiores dificuldades para os alunos 40+. Para facilitar essa experiência, a líder de Talentos do PUCRS Carreiras, Bruna Lira, destaca que é importante saber gerir o tempo da melhor maneira possível. 

“O aluno precisa elencar prioridades e criar uma lista de tarefas para melhorar o gerenciamento de tempo, anotando tudo o que precisa ser feito. Organizar as atividades a partir de um cronograma também contribui neste momento. E, claro, também é importante ser flexível consigo mesmo, sabendo que os contratempos podem acontecer”. 

Por já possuírem uma vivência profissional e terem acumulado diversas experiências ao longo da vida, os estudantes dessa faixa etária possuem diferentes motivos para retornar ao mundo universitário: cursar uma graduação que aperfeiçoe ainda mais a carreira, realizar um sonho que ainda estava no papel ou mudar totalmente de profissão são algumas delas. Na semana em que comemoramos o Dia do Estudante, a PUCRS apresenta a história de alunos/as que, aos 40+, optaram por ingressar no mundo universitário. 

Foi a partir da organização do seu tempo que Tathyana Tonniges, estudante do Curso de Enfermagem da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS, conseguiu voltar para a Universidade. Formada em Administração em 2014, também pela PUCRS, decidiu mudar para a área da saúde. Para ela, a disciplina é uma estratégia fundamental para conciliar a vida pessoal e a universitária.  

“Eu fiz uma escolha no momento em que decidi estudar. Precisei conciliar uma rotina com emprego, afazeres domésticos e vida pessoal. Todos nós, em algum momento da vida, passamos por uma fase que exige um pouco mais de sacrifício, e onde é necessário abrir mão de alguma coisa, porque no final sempre vem a recompensa. Tenho certeza de que o caminho que eu escolhi já está rendendo bons frutos. A troca de experiências com as pessoas de todas as idades, sejam mais jovens ou mais velhas, sempre é válida. Tenho colegas maravilhosos na minha turma, com pensamentos diferentes, mas com uma conexão e sinergia que andam juntas”. 

A satisfação de Tathyana hoje é tão grande que a futura enfermeira quer continuar na vida acadêmica, cursando mestrado e doutorado na área. 

Apoio é fundamental para os estudantes nessa faixa etária 

Laura Medina é jornalista e hoje cursa Psicologia na PUCRS/ Foto: Giordano Toldo

Voltar a estudar depois dos 40 anos é um desafio pela rotina corrida entre trabalho, aulas e vida pessoal. No entanto, contar com o apoio da família torna esse trajeto bem mais fácil. Marilda Blauth é formada em Turismo pela PUCRS. Em 1986 ela trabalhava em uma agência de viagens e resolveu investir nos estudos na área. Apesar das dificuldades financeiras, finalizou a primeira graduação otimista. “Mesmo sendo difícil conciliar estudo, trabalho e família terminei o curso pensando que faria tudo novamente, pois me apaixonei por este ambiente acadêmico, de pesquisa e convivência com os colegas. 

Cerca de 20 anos depois, durante a pandemia da Covid-19, ela decidiu que retomaria os estudos. Hoje é aluna do Curso de Psicologia da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS e se prepara para fazer a mobilidade acadêmica em Portugal ainda neste semestre. Com o apoio da família, conseguiu dar continuidade a essa etapa, que iniciou de forma online. 

“Foram eles que me incentivaram e me ajudaram muito nas questões tecnológicas. Pensamos juntos em um local onde eu pudesse assistir às aulas sem distrações. Também nos revezávamos nas tarefas diárias. Quando voltei ao modelo presencial, tive que me readaptar novamente, mas continuei tendo todo o apoio necessário”. 

Bruna Lira reforça a importância de contar com uma rede de apoio que funcione como uma base para que os/as estudantes possam continuar na procura pelo conhecimento. É claro que neste momento de vida o tempo destinado a essas atividades é mais curto que na juventude, por isso, além da organização, é preciso buscar suporte em uma rede que auxilie no cuidado com os filhos, com a casa e com as atividades da vida adulta”, ressalta. 

O retorno aos estudos após uma carreira consolidada em outra área  

Laura Medina decidiu mudar o foco profissional aos 50 anos. Depois de uma carreira de sucesso, tendo passado por diversos veículos e sendo reconhecida pela apresentação de programas com foco em saúde, a jornalista resolveu apostar em uma nova paixão: a psicologia.  

“Dividir o meu tempo com pessoas mais jovens me renova e me faz sentir em um processo de transformação. Aos 56 anos de idade percebo um novo caminho na minha fase de vida. É um momento que serve como um dispositivo para iniciar uma construção amorosa da minha velhice”. 

Voltar à universidade após os 40 anos é poder aproveitar toda a experiência de vida para apostar novas fichas em diferentes possibilidades. “A psicologia é uma profissão que permite entrar no mercado de trabalho em qualquer fase da vida. O curso também é um campo inesgotável de estudo, basta querer”, destaca Laura. 

Atualmente com uma rotina flexível de trabalho, a jornalista também ressalta a importância de uma organização que facilite a vida. “Não tenho uma carga horário fixa, mas atendo algumas empresas e eventos. Em casa, possuo horários para as tarefas e um tempo para curtir a família. Não é fácil conciliar tudo. Quando não consigo, respiro fundo e está tudo bem, sigo em frente, com calma, sem cobranças como eu fazia no passado. Viva a maturidade!”, brinca. 

Para Laura, a troca com professores e colegas contribui na formação, possibilitando um aprendizado além da grade curricular. 

“É enriquecedor a troca de saberes, o aprendizado com a experiência do outro e o compartilhamento de ideias. Está sendo uma bela experiência de vida conviver com colegas bem mais jovens do que eu”.

FAÇA A SUA SEGUNDA GRADUAÇÃO NA PUCRS

escola de direito

Núcleo de Prática Jurídica da Escola de Direito proporciona aos alunos vivências práticas da profissão/ Foto: Igor Bandera

O mercado de trabalho em Direito possui, sem dúvidas, uma ampla gama de possibilidades de atuação – especialmente considerando as constantes transformações da área e da sociedade como um todo. A Escola de Direito da PUCRS proporciona aos seus alunos e alunas a oportunidade de unir a teoria aprendida em sala de aula com a prática e, assim, experienciar o mercado de trabalho já durante a graduação – além de gerar impacto positivo na sociedade. Essa é a proposta do Núcleo de Prática Jurídica, que tem como objetivo proporcionar aos estudantes experiências em diversas áreas do Direito – e, para muitos, o primeiro contato com a profissão. Além disso, todos os serviços prestados pelos alunos no Núcleo são oferecidos de forma gratuita à comunidade, democratizando o acesso a atendimento e soluções jurídicos para a população. 

Cloves Egídio Knob, encarregado do Núcleo de Práticas Jurídicas, destaca a importância desse espaço como serviço à comunidade:  

“Trata-se de prática jurídica real, pois alunos vivenciam a rotina de um escritório de advocacia, mediante o atendimento da comunidade hipossuficiente que necessita de atendimento jurídico. Dessa forma, a Universidade e os estudantes prestam um relevante serviço à comunidade”. 

Ele também destaca que as experiências vividas pelos alunos nesses espaços são fundamentais para prepará-los para o mercado de trabalho. Afinal, os estudantes atuam de variadas formas, desde o atendimento ao assistido, passando pela discussão do caso, elaboração de peças processuais, até o acompanhamento de audiências e julgamentos. 

“Eles desenvolvem competências comportamentais do profissional do Direito, como postura, ouvir o cliente, trabalhar e discutir o caso em grupo, bem como competências inerentes para o profissional, desenvolvendo seu raciocínio jurídico”, destaca. 

O coordenador do curso de Direito, Elton Somensi, ressalta que há habilidades e competências necessárias para a prática jurídica e que precisam ser vivenciadas para um efetivo aprendizado, como: interpretar e aplicar as normas da ordem jurídica, dialogar e argumentar em um contexto de diversidade e pluralismo cultural, identificar e apresentar soluções para os conflitos e trabalhar em grupo. No Brasil, hoje em dia, a maioria dessas experiências acontece em estágios fora das instituições de ensino. “O mesmo acontece na PUCRS, mas temos um diferencial que poucas instituições possuem: nosso Núcleo de Prática Jurídica oferece oportunidades que são complementares e até mesmo suprem a necessidade de recorrer a um estágio fora”, pontua.

Elton ainda acrescenta que os espaços do Núcleo estão passando por renovações, a fim de oferecer aos alunos uma experiência jurídica ainda mais completa. 

“Além do contato com a comunidade e uma vivência da pluralidade de realidade socioeconômico e cultural, estamos ampliando nossas parcerias com órgãos públicos e escritórios de advocacia, por meio das quais esta vivência também permitiram uma efetiva inserção no mercado de trabalho. Os escritórios, por exemplo, vão acompanhando, recrutando e preparando os estudantes em vistas a uma futura contratação”, conta ele. 

Leia também: Professores da Escola de Direito integram Instituto Ibero-americano de Direito Processual 

Espaços do Núcleo de Prática Jurídica oferecem serviços de assistência jurídica gratuita à comunidade/ Foto: Giordano Toldo

Segundo dados da Defensoria Pública, 25% da população brasileira está à margem do sistema jurídico e se encontra impedida de acessar seus direitos civis, sendo boa parte dessa população em situação de vulnerabilidade econômica e com renda familiar de até três salários-mínimos. O objetivo do Núcleo de Práticas Jurídicas é justamente ajudar a modificar essa realidade. Em entrevista à GaúchaZH, Felipe Kirchner, professor da Escola de Direito, comentou sobre o que, para ele, é o verdadeiro papel do Direito na sociedade: 

“O Direito costuma ser pensado por um viés um tanto elitista, mais relacionado a questões empresariais. Isso, no entanto, é a exceção. O Direito na verdade é um método de resolução de conflitos para o cidadão comum. E é essa uma das vivências que o aluno deve ter na universidade. Ele pode ser advogado, defensor, promotor, juiz e precisa aprender a lidar com essa realidade”, pontua ele. 

Confira aqui o conteúdo completo 

Alunos relembram experiências no Núcleo 

Os espaços do Núcleo de Práticas Jurídicas perpassam e já perpassaram a trajetória acadêmica de muitos estudantes da PUCRS – e alguns deles contam suas experiências. Thiago Pauletti, que integrou o Serviço de Assistência Jurídica Gratuita (SAJUG), afirma sentir orgulho de ter participado do serviço. 

“Foram apenas seis meses, mas cada pessoa que necessitou do meu auxílio foi de extrema importância, mal sabem elas que me auxiliaram em um grau ainda maior. E nada disso seria possível sem as orientações da professora Dora e da equipe fantástica.” 

Thales Moura, também alumni do curso de Direito, também fez parte do SAJUG e destaca o serviço como um diferencial, pois possibilita que os alunos sejam os protagonistas das atividades.  

“A minha experiência no SAJUG foi fundamental para chegar aonde estou hoje, pois foi o contato mais próximo que tive da realidade prática de um escritório de advocacia. A equipe qualificada de profissionais que trabalha junto aos professores, fornece todo suporte durante as aulas. Atualmente trabalho em um escritório de advocacia e faço parte do Núcleo de Integridade e Compliance e a PUCRS faz parte desta minha conquista.” 

Maria Jucelia, que está cursando o 8º semestre, acredita no impacto da experiência no desenvolvimento das relações humanas, bem como de competências como comunicação, negociação, relação interpessoal, capacidade analítica e estratégica. 

“A experiência no SAJUG foi divisora de águas para o encontro do meu propósito na área jurídica. É gratificante a satisfação das pessoas quando atendidas, e ver que elas indicam nosso serviço prestado para a comunidade. Isso representa mais que responsabilidade social, é a essência dos valores maristas.” 

Amanda, que está no 10º semestre, afirma que está sendo uma excelente oportunidade de aplicar de forma prática os conhecimentos aprendidos em sala de aula.  

“O excelente corpo docente, a dinâmica dos atendimentos e a constante interação com os procedimentos jurídicos me permitiram adquirir um conhecimento que vai além dos bancos da universidade. O aprendizado adquirido ao longo desse semestre engrandece as perspectivas futuras, tanto para vida profissional como acadêmica.” 

Leia também: Como se destacar no mercado do Direito? Formação na área exige inovação e multidisciplinaridade 

SAJUG, Balcão do Consumidor, JEC e SADHIR são os espaços que integram o Núcleo de Prática Jurídica/ Foto: Giordano Toldo

Conheça os espaços 

O Núcleo de Prática Jurídica conta com espaços de aprendizagem focados em diferentes ramos do Direito. São eles: 

Serviço de Assistência Jurídica Gratuita (SAJUG) 

No SAJUG, os alunos realizam práticas jurídicas reais, por meio de atividades filantrópicas que envolvem atendimento jurídico gratuito à comunidade vulnerável (com rendimento de até dois salários-mínimos) com processos que tramitem nos foros Partenon ou Central, nas áreas família, cível e penal. Os estudantes realizam os atendimentos no gabinete, em grupos, sempre supervisionados por um professor – são aproximadamente mil atendimentos por semestre. Além disso, realizam uma avaliação durante o semestre, nos mesmos moldes da prova da OAB, e no final entregam um relatório das atividades realizadas. 

Balcão do Consumidor 

Iniciativa fruto do convênio entre a PUCRS e o PROCON-RS, o Balcão do Consumidor é dedicado a resoluções de eventuais reclamações nas relações de consumo, promovendo atendimento aos cidadãos em relações que não obtiveram êxito na relação contratual. Entre as atividades exercidas pelos alunos estão: esclarecer, conscientizar, educar e informar o consumidor sobre seus direitos e deveres. Além disso, também orientam, recebem, analisam e encaminham reclamações, consultas e denúncias, facilitando o exercício da cidadania por meio da divulgação dos serviços oferecidos. Os alunos realizam o atendimento e intermediam o contato com as empresas envolvidas, sempre orientados por um professor, que está presente no dia do atendimento. O Balcão do Consumidor atende aproximadamente 100 casos por semestre, sendo em torno de 70% dos conflitos resolvidos pelos alunos. 

Juizado Especial Cível (JEC) 

No JEC, os alunos atuam junto ao Cartório do Juizado, fazendo acompanhamento de audiências e do andamento de processos. O serviço atua como parte da Justiça descentralizada para causas reais de menor complexidade, sendo de grande valia para a população mais vulnerável, principal beneficiária dos atendimentos promovidos pelo JEC – em torno de 500 por semestre. Os alunos atuantes no espaço têm a disponibilidade do professor responsável pelo Juizado para orientá-los e tirar dúvidas. 

Serviço de Assessoria em Direitos Humanos para Imigrantes e Refugiados (SADHIR) 

O SADHIR é um projeto de extensão universitária que conta com a participação de alunos dos cursos de Direito e Relações Internacionais, oferecendo aos alunos uma experiência de acolhida humanitária e promoção dos direitos humanos aos imigrantes em situação de vulnerabilidade – o atendimento é feito tanto de forma presencial quanto online. O SADHIR presta uma assessoria que transcende a esfera jurídica, atuando em rede com diversas entidades da sociedade civil, e também valorizando a esfera acadêmica. O grupo organiza um congresso intitulado “Direitos Humanos e Migrações Forçadas”, que no ano de 2023 contará com a sua sétima edição. Para atuar no SADHIR, os alunos precisam passar por um processo seletivo, e os que ingressam ganham a oportunidade de exercer as atividades de acolhida humanitária durante todo o período do curso.

ESTUDE DIREITO NA PUCRS AINDA 2023

Voltar a estudar é uma forma de investir na carreira e na autorrealização. Foto: Bruno Todeschini

É comum que após conquistar o tão sonhado diploma de ensino superior surja o desejo de continuar aprendendo, qualificar ainda mais o currículo e até mesmo aprofundar conhecimentos em outras áreas. Para decidir sobre qual caminho seguir, é importante ter em mente qual é o objetivo de investir em uma nova formação e o que faz mais sentido para cada momento de carreira.  

Convidamos engenheira civil Gabriela Zorzo, que atualmente faz a sua segunda graduação, em Ciência da Computação, para contar sobre as vantagens e os diferenciais de voltar à sala de aula como “aprendiz”.  

Um dos benefícios de fazer a segunda graduação é que na modalidade de Ingresso Diplomado da PUCRS todas as mensalidades têm 25% de desconto. As inscrições estão abertas, saiba como participar do processo de seleção para o próximo semestre!  

Mais do que aprofundar conhecimentos, aprender da base  

Antes de ingressar oficialmente no curso de Ciência da Computação, Gabriela teve a oportunidade de cursar duas disciplinas eletivas na área enquanto ainda estava se formando em Engenharia Civil. Segundo ela, foi aí que descobriu a paixão pelas linhas de código: “Isso fez com que eu pudesse explorar esse novo ramo e tivesse uma prévia do que seria realmente atuar nele, o que facilitou bastante o processo de decisão”.  

Mas por que “fazer tudo de novo”, em vez de investir em uma pós-graduação? Para Gabriela, a principal diferença entre as opções foi o seu objetivo na época, que era aprender da base, e não aprofundar conhecimentos.  

“Eu sinto que a graduação te ensina mais sobre os princípios e fundamentos, e era isso que eu estava buscando”, destaca.  

Investimentos na segunda graduação se refletem na carreira  

Gabriela já está inserida no mercado de trabalho, e ela começou atuando na área através da Apple Developer Academy da PUCRS. “Busco conciliar a Computação com a Engenharia, mas estou bem aberta para as possibilidades que a segunda graduação vem me proporcionando”, acrescenta.  

Com a segunda graduação, os/as profissionais adquirem mais conhecimentos e oportunidades de trabalhar com mais propriedade em diferentes atuações. Já uma pós-graduação, proporcionará profundidade em conhecimentos mais específicos e o desenvolvimento de habilidades e competências para sua área de atuação. 

Ter autorrealização também é sinal de sucesso  

Muitas vezes voltar a estudar é um fator que impulsiona a ir atrás de algo que sempre foi sonhado e pode ter ficado para trás, ou não. Resgatar essas antigas metas têm influência direta na autorrealização: a carreira é um grande projeto de vida, pois contempla o todo. O trabalho e a vida pessoal andam lado a lado. Por isso fazer algo que tenha sentido e traga satisfação é importante para ser feliz em todas as áreas da vida, ajudando a abrir portas e ter reconhecimento.  

Planeje a sua carreira  

O PUCRS Carreiras oferece serviços gratuitos de planejamento profissional para estudantes, alumni e comunidade acadêmica. Além de fazer a integração entre alunos e alunas com o mercado de trabalho, também promove oficinas, eventos e atividades. 

Comece a sua segunda graduação na PUCRS