Pesquisa

Pesquisador da PUCRS integra novo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Neurociência Social e Afetiva

quarta-feira, 15 de março | 2023

O projeto conta com a participação do professor Angelo Brandelli Costa, da professora Lisiane Bizarro (UFRGS), do professor Paulo Boggio (UPM), e também estudantes dos grupos de pesquisa da PUCRS e da UFRGS

A PUCRS recebeu recentemente professores atuantes no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Neurociência Social e Afetiva (INCT-NESA). O encontro reuniu os pesquisadores Paulo Boggio, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) e coordenador do INCT-NESA, Lisiane Bizarro, professora de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e Angelo Brandelli, professor da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS Angelo Brandelli.

O instituto quer atuar em projetos que buscam compreender como diferentes características individuais e de grupo podem explicar os complexos fenômenos sociais associados aos desafios atuais e aos problemas apontados na Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável: “Investigamos os efeitos de características individuais, sociais e fatores contextuais na percepção e no comportamento das pessoas, em diferentes cenários”, enfatiza Angelo. 

De acordo com o professor Paulo Boggio, o projeto pretende conduzir experimentos multicêntricos em diversos tópicos da neurociência afetiva e social, como tomada de decisão social em tarefas de cooperação e competição, julgamento moral, influência de vieses cognitivos e sociais na percepção e no comportamento, crenças conspiratórias e fake news, entre outros. “Os desafios complexos a serem investigados em nosso INCT-NESA exigem uma abordagem interdisciplinar e sinérgica”, afirma.   

O grupo contempla pesquisadores, professores, alunos de graduação, mestrado e pós-doutorado, além de uma forte rede internacional de colaboração nas áreas de Psicologia, Neurociências, Linguística, Filosofia e Antropologia. Ao todo, o INCT-NESA conta com pesquisadores credenciados de oito instituições brasileiras além de outras 15 instituições internacionais como Massachusetts Institute of Technology, University of Cambridge e Princeton University. 

Para Angelo, cada profissional acaba trazendo o conhecimento de suas estruturas de pesquisa, fazendo com que haja uma troca constante entre o grupo, além de um olhar multidisciplinar para as questões complexas da neurociência social e afetiva.

“Estamos particularmente interessados nos fenômenos humanos relacionados a problemas como mudanças climáticas, desigualdade social, conflitos intergrupais e radicalização política. Buscamos conhecimentos que proporcionem à sociedade estratégias para dirimir conflitos, promover cooperação e solucionar desafios complexos, sempre com respeito à coletividade e à diversidade humanas”, adiciona.