Ensino

Educação Inclusiva: contribuições da Neurociência e das tecnologias

terça-feira, 20 de outubro | 2020

Educação Inclusiva: contribuições da Neurociência e das tecnologiasA inclusão de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida ou transtornos de aprendizagem é um tema que possibilita infinitas discussões. E a universidade é um dos melhores ambientes para esse debate. Pensando nisso, o Centro de Apoio Discente da PUCRS preparou um seminário sobre Educação Inclusiva: contribuições da Neurociência e das tecnologias, que acontece no dia 6 de novembro, das 9h45min às 18h30min. Inscreva-se neste link. 

Importantes estudos estão sendo produzidos nos ambientes acadêmicos e precisam ser compartilhados com a sociedade em geral. Mais do que nunca, com os novos tempos, principalmente durante a pandemia, as tecnologias e a neurociência têm contribuído muito, tanto para quem aprende quanto para quem ensina”, conta a coordenadora do Centro Vanessa Manfredini, professora do curso de Psicologia da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS. 

“A Educação Inclusiva é o meio para transformar a sociedade que temos na sociedade que queremos: o lugar para TODO MUNDO”, TÂNIA BRITTES.

A ideia do evento surgiu a partir das demandas pedagógicas que chegam ao Núcleo de Apoio à Educação Inclusiva. “Pensamos nesse ano em compartilhar os conhecimentos de profissionais da Neurociência e de Tecnologias Assistivas utilizadas no ensino-aprendizagem de estudantes com deficiência ou necessidades específicas”, explica Tânia Brittes, especialista em inclusão e técnica do Centro. 

Mas o que é Educação Inclusiva?  

Educação Inclusiva: contribuições da Neurociência e das tecnologias

Foto: Marcus Aurelius/Pexels

É necessário pensar além, não somente tornando o espaço físico escolar acessível para todas as pessoas. “Trata-se também do respeito e da valorização das diferenças humanas e do auxílio no processo formativo dos nossos estudantes. Para compreender melhor e colocar a Educação Inclusiva em prática no cotidiano é necessário trazer a discussão para todos os espaços, como os acadêmicos, por exemplo”, destaca a coordenadora do Centro Vanessa Manfredini. 

Porque falar sobre o tema 

Pelo menos 45 milhões de pessoas no Brasil têm algum tipo de deficiência, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ou seja, cerca de 24% da população do País. Apesar disso, apenas 1% desse grupo está empregado, conforme dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2015. 

Mas a falta de inclusão impacta também em coisas ainda mais simples do dia a dia. Somente 4,7% das calçadas no Brasil são acessíveis e, mesmo em São Paulo, uma cidade considerada mais sensível aos problemas de mobilidade urbana, o número sobe apenas para 9%.  

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2005) seria um passo em direção à mudança dessa realidade no futuro: “destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania”. Segundo a Lei de Cotas (Lei nº 8213/1991), empresas que têm entre 100 e 200 funcionários/as devem destinar 2% das vagas para pessoas reabilitadas ou com deficiência. 

Fique ligado na programação 

Confira os temas e profissionais que participação de cada painel. A abertura acontecerá às 9h45min e o encerramento às 19h. 

  • Primeiro painel | Das 10h às 12h 

Tecnologia Assistiva e Inclusão 

Com Débora Conforto (PUCRS), Marlise Geller (Ulbra) e Andréa Poletto Sonza (IFRS). A diretora de Graduação da PUCRS Adriana Kampff será a mediadora do encontro. 

  • Segundo painel | Das 17h às 18h30min 

Contribuições da Neurociência para a Inclusão 

Com Aline Fay (Letras/InsCer– PUCRS) e Rochele Paz Fonseca (Psicologia – PUCRS). Vanessa Manfredini também será a mediadora do encontro. 

  • Encerramento | Às 18h30min 

Relato sobre as experiências do trabalho das participantes com inclusão e encerramento. 

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