assinatura chaevi

Assinatura do termo de compromisso com a Chaevi contou com representantes da PUCRS e do poder público / Foto: Giordano Toldo

Dando sequência às ações de fortalecimento da mobilidade elétrica no Rio Grande do Sul e no País, a PUCRS firmou contrato com uma das maiores fabricantes de estações de recarga para veículos elétricos. A empresa sul-coreana Chaevi escolheu o Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc) para a expansão de suas atividades no mercado brasileiro. Na ocasião, a empresa também instalou duas estações de carga no Campus. 

Segundo a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), entre janeiro e outubro de 2022, 114 modelos diferentes de veículos eletrificados leves (híbridos e elétricos plug-in) foram emplacados no Brasil. Com o segmento de mobilidade elétrica em constante crescimento, diferentes ações vêm sendo promovidas pela PUCRS para participar ativamente deste cenário de desenvolvimento: desde conexões com ecossistemas de inovação nacionais e internacionais, a promoção de pesquisa e mobilização em universidades até a criação do E-mobility, um laboratório para testes de segurança e desempenho de baterias que está sendo implementado no Campus. No dia 30/11 uma reunião para debater as primeiras políticas públicas para carros elétricos no Rio Grande do Sul foi realizada no Campus. O encontro contou com representantes do poder público, empresas, universidades e especialistas da área.

A vinda da operação da Chaevi para a PUCRS é uma iniciativa do Labelo e do Plug Future Mobility – um hub do Tecnopuc que tem como propósito fomentar a união de diferentes atores da sociedade que busquem soluções, serviços e produtos para novos modelos de mobilidade. A Universidade acredita que as características de um ambiente de formação de profissionais, pesquisa, inovação e conexão para diferentes atores da sociedade é perfeito para a materialização das ações nesta área. Neste momento, a Chaevi estará presente no Parque Tecnológico na modalidade softlanding, na qual a empresa estuda o mercado brasileiro e passa a desenvolver relações com novos parceiros e clientes no Brasil.   

Participaram do ato de assinatura do termo de compromisso com a Chaevi o secretário municipal de inovação, Luís Carlos Pinto, o diretor administrativo de Qualidade de Serviços e Operações da PUCRS, Milton Stella, a gestora de Prospecção e Negociação do Tecnopuc, Daniela Eckert, o professor e coordenador do Plug Future Mobility Hub, Eduardo Pellanda, os gerentes – de vendas no exterior da Chaevi, Hyunsam Cho, e de estratégia, Taewoong Na – , o diretor executivo da PCN, Kim Rieffel e o gestor de Relações institucionais e P&D da PCN Latin América, André da Rosa.  

Sobre a Chaevi 

A Chaevi é uma empresa que fornece uma solução integrada completa, desde a fabricação de carregadores de veículos elétricos até a instalação, gerenciamento, operação e serviço de pagamento. Desde a sua criação em 2016, desenvolveu cerca de 80 grupos de produtos com tecnologia própria, desde carregadores lentos de 7kW até carregadores rápidos de 50kW, 100kW, 200kW e carregadores ultrarrápidos de 400kW, e fornece serviços de carregamento personalizados adequados para automóveis de passageiros, veículos comerciais, ônibus, entre outros. No final de 2021, cerca de 25 mil carregadores foram instalados na Coreia, principalmente carregadores rápidos públicos, e 4 mil deles são operados diretamente. Atualmente, Chaevi está em processo de pioneirismo em mercados estrangeiros com base em uma experiência comercial bem-sucedida na Coreia.

trilha da descoberta do propósitoA Trilha da Descoberta do Propósito, formação gratuita promovida pelo Laboratório Interdisciplinar de Empreendedorismo de Inovação da PUCRS (Idear) foi indicada como finalista ao Reimagine Education Awards, premiação internacional de grande relevância na área da Educação. Nesta edição, a PUCRS está concorrendo na categoria Nurturing Wellbeing and Purpose Award, que contempla projetos que ajudam a promover o bem-estar físico e metal e clareza de propósito entre professores, alunos ou outras partes interessadas na educação. 

O processo de premiação deste ano contou com mais de 1.100 inscrições, em 18 categorias, e somente 198 projetos foram selecionados para a fase final do ranking. O diretor de Graduação da PUCRS, Denizar Melo, pontua que a classificação do projeto entre os finalistas é um marco importante para a Universidade.  

“Para nós, é motivo de satisfação e orgulho, pois temos a certeza de que as ações em prol da inovação pedagógica estão no caminho certo”, ressalta Denizar.  

De acordo com Naira Libermann, coordenadora do Idear, o Reimagine Education Awards recompensa abordagens inovadoras que melhoram os resultados de aprendizagem dos alunos. 

“Ficamos entre os finalistas no mundo e nosso maior prêmio é esse reconhecimento internacional sobre um projeto que entrega valor aos nossos alunos e alunas. A Trilha da Descoberta do Propósito foi criada especialmente para os nossos estudantes: queremos que, a partir das suas descobertas, eles possam ser atores transformadores das suas existências e do contexto em que vivem”, destaca Naira.  

A cerimônia de premiação acontece entre os dias 5 e 8 de dezembro, no Cairo, Egito. Também é possível acompanhar a celebração online, pelo link https://www.reimagine-education.com/ 

Qual o diferencial da Trilha da Descoberta do Propósito? 

Gratuita e aberta a todos os públicos, a Trilha da Descoberta do Propósito foi idealizada para proporcionar uma experiência única, interativa e inovadora. Desenvolvida em parceria com a Coordenadoria de Graduação Online (PROGRAD-EAD), a trilha aconteceu online, em formato de game e contou como 20 horas complementares para alunos/as. 

Quem participa deve criar um personagem (avatar) para ingressar em uma aventura. Nesta história, em que a animação é dividida em capítulos, o personagem acorda misteriosamente em uma ilha deserta sem saber o que aconteceu e com todas as lembranças fragmentadas. Então, o participante deve responder exercícios de reflexão e autoconhecimento, com o objetivo de encontrar a si mesmo, trabalhando em equipe para conseguir desvendar o mistério e descobrir o seu propósito. 

Sobre o Idear  

O Laboratório Interdisciplinar de Empreendedorismo e Inovação da PUCRS fomenta e sensibiliza estudantes, docentes e a comunidade para o empreendedorismo por meio de atividades, eventos, oficinas e maratonas.  

O Idear incentiva a atitude empreendedora interdisciplinar e da inovação com impacto positivo na sociedade. Fazemos isso reunindo todas as áreas do conhecimento em prol da formação de pessoas que proponham soluções que possam mudar o mundo.  

Leia também: Idear promove formação online e gratuita sobre competências empreendedoras 

A Bienal retornou para construir novos olhares. Com a “Dimensão do indizível” – tema da 13ª edição – novas luzes foram trazidas para a união da arte, natureza e tecnologia, promovendo parcerias em uma travessia para propostas ousadas e contemporâneas.  Um dos espaços do evento, que ficou situado no Instituto Caldeira, teve uma mostra muito especial, que nasceu com os artistas passando por um período de vivências e experiências, associando arte aos avanços da tecnologia.

Para tanto, aproveitando a metáfora do futebol em tempos de Copa, uma preparação dedicada e criteriosa, sem deixar de ser flexível iniciou ainda em 2021, contando com equipes interdisciplinares que atuaram em sintonia e cumplicidade com as propostas dos artistas. A intenção da Bienal era também “construir” seu público em um dos ambientes inovador de Porto Alegre, transformando a trilha dos artistas em uma “residência artística”.

Entraram em campo professores, pesquisadores e técnicos da PUCRS, com a ideia de apoiar a conexão da arte com a ciência e a tecnologia, e estabelecer juntos um campo de pesquisa e desenvolvimento. A liderança desta etapa, em sintonia com a curadoria da Bienal, foi exercida pelo Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc) e pelo IdeiaPUCRS – ambientes voltados à criatividade, inovação e prototipagem.

Foram meses de trabalho conjunto, com protótipos, experimentos, e inovações, identificando pesquisadores para consultas sobre aves, massas, som, eletrônica, luz, e muitos outros temas! Os números surpreendem. Foram mais de 800h de impressão 3D, 300h de apoio técnico, sete mil formiguinhas “impressas”, utilização de laboratórios da PUCRS por artistas daqui e mesmo de fora do Rio Grande do Sul, em uma sinergia que engrandece e amadurece o nosso ecossistema como um todo.  

Aprendizagem muito rica, também, para um centro de saber e conhecimento como a Universidade, oferecendo uma visão maior e melhor da vida assim como ela é: sistêmica, complexa e interdisciplinar. Arte e tecnologia. Sim, estamos voltando a respirar, com esperança no futuro! 

Foto: Bruno Todeschini

Desde sua implementação, em 2004, a Política Nacional de Cultura Viva foi desenhada para valorizar a cultura de base comunitária, a articulação em rede e a gestão compartilhada, com base nos princípios da diversidade, autonomia, protagonismo e o pleno exercício dos direitos culturais. No Brasil, foram mapeadas mais de 4.297 organizações e coletivos culturais da sociedade civil e sem fins lucrativos, reconhecidos e certificados através do Programa por suas ações de base comunitária, envolvendo arte, cultura, educação e cidadania. 

De acordo com a professora da Escola de Humanidades, Tatyana de Amaral Maia, este programa se trata de uma importante política pública dedicada à cultura, valorizando a diversidade cultural do país, assim como do Rio Grande do Sul, que conta com mais de 200 pontos de cultura. A docente dedica seus estudos em políticas culturais no Brasil Republicano e atualmente coordena o Projeto “Políticas Culturais e Cidadania Cultural: o Programa Cultura Viva no RS (2005-2022)” mais recentemente contemplado pelo Edital Pró-Humanidades CNPQ.  

Com a participação de pesquisadores da PUCRS e pesquisadores parceiros nacionais e internacionais, o projeto busca proporcionar melhor conhecimento sobre a Política Nacional de Cultura Viva, valorizar os pontos de cultura, ampliar a difusão das ações culturais por meio de uma plataforma digital que pretende armazenar os registros audiovisuais que serão realizados ao longo do projeto. Para Tatyana, esta plataforma de História Pública Digital de livre acesso pretende impactar as áreas do ensino, da pesquisa e da extensão, sendo amplamente acessado e utilizado por toda a sociedade gaúcha e brasileira.  

Saiba mais sobre o projeto 

O projeto coordenado por Tatyana é desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em História, da Escola de Humanidades, e conta com a participação dos professores Cláudia Musa Fay, Luciana Murari e Luís Carlos dos Passos Martins. Como parceiros integram representantes da Associação Brasileira de História Oral (ABHO), da Rede Brasileira de História Pública, do Laboratório de História Oral da Universidade Federal Fluminense, da Federação Internacional de História Pública, do Laboratório de Imagem, Memória, Arte e Metrópole da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Università Ca’Foscari Venezia, da Itália.   

A professora explica que o projeto da PUCRS surgiu diante da necessidade de avaliação do Programa Cultura Viva no Rio Grande do Sul numa dimensão dialógica, ou seja, não apenas através dos atos normativos e números quantitativos, mas através do reconhecimento dos coletivos culturais como protagonistas e beneficiários desse programa. Neste processo será fundamental a parceria com uma Start-up do Parque Tecnológico e Científico da PUCRS (Tecnopuc), que será responsável pela construção da plataforma e na inserção dos conteúdos, favorecendo a divulgação para um público mais amplo. 

Ainda no processo inicial, o projeto pretende iniciar ainda um diálogo com as secretarias estadual e municipais de cultura para compreender o impacto dos pontos de cultura na construção das identidades locais e regionais e os desafios projetados para o próximo ano. Para a coordenadora, é fundamental pesquisar as políticas públicas em execução, compreender seus avanços e limites, produzir uma escuta empática e ativa com os beneficiários dessas políticas pública e compartilhar com toda a sociedade desse conhecimento produzido. 

“A Universidade tem um papel fundamental nesse processo e as Humanidades quando associadas aos usos das novas tecnologias podem contribuir para essa avaliação, mediação e divulgação. Serão dois anos de muito trabalho, mas as possibilidades de retorno e as potencialidades de novos projetos são imensas”, finaliza a docente.   

Act in Space

O grupo vencedor IntOrbit agora leva seu projeto para ser apresentado na etapa internacional em Cannes, na França

Durante 24 horas, entre os dias 18 e 19, o Laboratório Interdisciplinar de Empreendedorismo e Inovação (IDEAR) recebeu pessoas com um interesse em comum: encontrar respostas para as necessidades do futuro, inventando novos usos e serviços da tecnologia espacial para resolver problemas sociais e enfrentar os desafios do mundo atual. O grupo Team IntOrbit, formado pelos/as estudantes Maria Eduarda D’avila Dlugokinski, João Paulo Camargos Carneiro, Gian Schmidt Azambuja e João Cairuga, levou o primeiro lugar na etapa nacional do Act in Space e agora vai para Cannes, na França, concorrer com pessoas de todo o mundo por prêmios que vão desde uma experiência antigravidade até a mentoria de agências espaciais.

Maria Eduarda, aluna do primeiro semestre de Ciências da Computação, bolsista pelo PoaTek e integrante da equipe vencedora conta que este foi seu primeiro hackaton e que não esperava a vitória, considerando que seu grupo escolheu um assunto complexo.

“O nome do nosso grupo é IntOrbit (Int de inteiro e Orbit de órbita) e o nosso nome de projeto é Orbital Quantum Computer. Nosso projeto é colocar um computador quântico em órbita através de um satélite e assim conseguir usar 100% de um computador quântico – algo que ainda não é possível e o objetivo é justamente usar a capacidade máxima dele”, explica a estudante.

Incentivo ao uso de tecnologias e dados espaciais

O Act in Space foi pensando para incentivar a consciência do empreendedorismo, entendendo que o espaço pode contribuir para o crescimento social e econômico para além do seu ecossistema. Assim, os desafios propostos no evento orbitavam em torno do desenvolvimento do uso e aplicação de tecnologias e dados espaciais, além, é claro, do uso do espaço para benefício da Terra e da humanidade.

Act in Space

Participantes do evento passaram 24 horas dentro da PUCRS

“O evento estimulou a interdisciplinaridade e integrou participantes de diversas áreas, como Design, Psicologia, Jornalismo, Educação Física, Computação, Engenharia Agrônoma, entre outros. Durante as 24h de evento interruptas, os participantes puderam planejar, criar e desenvolver seus projetos, com o auxílio de mentores qualificados, com bases nos desafios estipulados pela organização mundial do evento. Novas amizades foram criadas e muitas ideias inovadoras nasceram durante os dias 18 e 19 de novembro”, pontuou a professora da Escola Politécnica da PUCRS Cristina Nunes.

A diversidade presente entre os/as participantes chamou atenção, inclusive para quem frequenta hackatons há mais tempo, como Natália Dal Pizzol, estudante do terceiro semestre de Ciência da Computação.

“Eu adoro participar de hackatons e gostei muito que esse foi dentro da PUCRS, pois tive bastante contato com os colegas que eu já conheci na faculdade, mas também com pessoas de outros cursos. Este foi o evento mais diverso que eu participei, em questão de cursos mesmo – design, física, psicologia – e isso refletiu muito nas soluções que foram bem diferentes e divertidas”, conta.

Para quem participou pela primeira vez, como a estudante Júlia Mendes Ribeiro, o Act in Space foi uma oportunidade de aprendizado em diferentes áreas. Mesmo sendo estudante de negócios e não de tecnologia, que é o público predominante em hackatons como essa, a participante sentiu confiança.

Os desafios

Act in Space

Cada equipe escolheu um desafio para desenvolver ao longo do Act in Space e, ao final, apresentar para uma banca

Cada um dos nove grupos participantes escolheu um desafio para desenvolver seu projeto no momento da inscrição. Os desafios estavam divididos em quatro blocos principais – seja um jogador newspace #Space4.0; negócios da vida cotidiana; voe até a lua e além; e o espaço para a Terra e para a Humanidade – com propostas que iam desde a criação de um satélite reciclável, inteligência artificial para precisão (que busca reduzir erros de GPS), reduzir em 50% o impacto da aviação no clima, criação de painéis solares, entre outros.

Os grupos tiveram acesso à mentoria com professores especialistas em negócios ao longo da competição, a fim de solucionar as dúvidas que surgiram durante o desenvolvimento dos projetos. Os critérios de avaliação foram apresentados durante o evento e, ao final, cada time teve oito minutos para apresentar o seu projeto para uma banca. A estudante Natália pontua que apesar de ficar nervosa com a apresentação para os avaliadores, foi uma oportunidade para treinar e receber feedbacks sobre uma ideia.

“Gostamos muito da experiência, foi muito legal ficar 24 horas trabalhando em um mesmo projeto, um projeto que a gente sabe que realmente vai trazer um benefício para a humanidade e impactar a vida das pessoas, seja aqui na terra ou no espaço. Nós crescemos muito como profissionais, como pessoas e aprendemos muito”, complementaram os participantes Vinícius Mateus Strassburger e Daniel Henrique Strassburger.

A etapa nacional agora vai apresentar seu projeto no evento final em Cannes, na França, entre os dias 13 e 14 de fevereiro de 2023. Além disso, o melhor projeto tem participação garantida no Programa de Modelagem de Negócios do Tecnopuc, o Startup Garage 2023. O programa conta com mentoria gratuita na área de negócios.

service learningNesta quarta-feira, dia 23 de novembro, acontece a segunda edição da Mostra do Service Learning, evento promovido pelo Laboratório Interdisciplinar de Empreendedorismo e Inovação da PUCRS (IDEAR), que busca dar visibilidade aos projetos desenvolvidos nas disciplinas de graduação em que a metodologia é utilizada. A programação da mostra também abrange duas rodas de conversa e o lançamento do livro Service Learning, que aborda a história da metodologia.  

Hoje, mais de 80 disciplinas da graduação de diferentes cursos já foram contempladas pela metodologia, preparando alunos e alunas para um mercado de trabalho em que o empreendedorismo, a inovação e a responsabilidade social são fundamentais. A partir da metodologia, são estimuladas competências sociais, comportamentais e técnicas dos/as estudantes, garantindo um aprendizado a partir da aplicação prática do conhecimento adquirido em sala de aula. 

De acordo com Laís Machado Lucas, professora da Escola de Direito e membro do IDEAR, o evento é uma ótima oportunidade para que toda a comunidade conheça estes projetos desenvolvidos pelos estudantes na Universidade. 

“A Mostra Service Learning tem o objetivo de promover essas entregas e destacar todos os envolvidos no processo, bem como estimular que esta interação entre sociedade e academia se desenvolva cada vez mais”, pontua.  

Programação: 

Como participar:  

O evento é presencial, aberto ao público e gratuito. Para participar, basta estar presente no Hall do Living 360º no horário da atividade de interesse. Caso queira receber certificado de participação, inscreva-se pelo link https://bit.ly/2-mostra-service-learning.

A atividade gera certificado e poderá ser aproveitada como horas complementares, com a validação da sua Escola (PUCRS). 

Pesquisa direito penal

Pesquisa propõe o desenvolvimento de um Direito Penal do Cuidado.

A empatia é descrita como a capacidade das pessoas se colocarem no lugar das outras, sentir o que o outro está sentindo ou conseguir entender através de outras perspectivas. Já a compaixão é o desejo de diminuir o sofrimento do outro, ou seja, se motivar e agir para aliviar alguma situação negativa que esteja acontecendo com o próximo. Essas atitudes capazes de enriquecer as relações e as experiências afetivas em sociedade, são historicamente assuntos estudados pela Filosofia e pela Psicologia, porém mais recentemente o professor e pesquisador da Escola de Direito da PUCRS Fabio Roberto D’Avila vem desenvolvendo estudos inéditos que unem as duas características com Direito Penal.

Com sua pesquisa intitulada Empatia e Compaixão no Direito Penal: Estudos a Partir da Neurociência Cognitiva do Fundamento Onto-antropológico do Direito Penal, o docente apresenta descobertas da neurociência cognitiva sobre as noções de empatia e compaixão para buscar desdobramentos para o direito penal nos processos de conformação do crime e da pena.

Para o pesquisador, os grandes problemas penais da atualidade precisam da compreensão que o Direito não é apenas um instrumento, mas também, um legado de direitos e garantias que conformam um dado estado civilizacional. Com isso, a pesquisa conduzida no Grupo de Pesquisa em Direito Penal Contemporâneo do Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais da PUCRS parte do fundamento onto-ontropológico, que recoloca o ser-pessoa no centro do entendimento jurídico-penal e propõe o desenvolvimento de um Direito Penal do Cuidado.

Empatia e Compaixão no Direito Penal

As primeiras investigações neurocientíficas sobre empatia e compaixão foram imediatamente associadas aos campos da economia, saúde, educação e não ao Direito ou ao Direito Penal. Porém, conforme explica o docente, os pontos em contato que unem os estudos de neurociência cognitiva e Direito Penal estão nas resoluções sobre a condição humana e a forma como as pessoas se veem e se relacionam em sociedade.

D’Avila complementa que, enquanto os estudos de neurociência cognitiva se debruçam sobre o comportamento humano, sobre a forma de pensar e agir, o Direito Penal formula proposições e respostas a partir justamente de uma dada compreensão do ser do humano e da sua expressão em comunidade. Desta forma, a empatia e a compaixão surgem como elementos-chave para uma melhor compreensão do ser de estar no mundo e, com ela, de toda uma série de possíveis desdobramentos que afetam diretamente o Sistema de Justiça Penal.

Com isso, a pesquisa desenvolvida na PUCRS parte de descobertas da neurociência cognitiva na abordagem sobre a presença do outro na vivência individual e comunitária, tanto o fenômeno do contágio emocional, quanto as comprovações que afirmam a importância da empatia e da compaixão nas relações sociais. Essas noções foram ponto de partida para o desenvolvimento dos estudos que unem o fenômeno empático com a perspectiva do Direito e do Direito Penal.

Primeiramente, conforme apresentado na pesquisa, entender a empatia e compaixão permite uma nova visão, outra concretude e densidade a toda uma forma de compreender a presença humana no mundo. Entendimento que comprova o esgotamento de determinados modelos explicativos da condição comunitária e reivindica a ascensão de um novo Modelo de Pessoa (Menschenbild).

“Seria um Modelo de Pessoa já não mais centrado em interesses individuais, mas construído a partir de um outro que também sou eu, a inaugurar novos olhares sobre a nossa condição humana em sociedade. Ou seja, um necessário e definitivo passo no caminho de uma melhor compreensão da nossa existência e do sentido que essa existência reclama”, complementa.

Outra conclusão apresentada no estudo explica que a forma pela qual as respostas empáticas do cérebro são moduladas, a denotar defeitos de empatia, lança luz sobre dimensões invisíveis do Direito. Desta forma, o tema se destaca de forma relevante sobre grandes campos da juridicidade penal, como ao processo penal, ao direito penal material, à atuação policial e à questão penitenciária. Conforme explica o professor, em todos estes campos, observa-se pontos especialmente sensíveis a fatores inibidores da resposta empática, a colocar riscos relevantes ao bom funcionamento do Sistema de Justiça Penal.

Ciências Criminais na PUCRS

O Programa de Mestrado e Doutorado em Ciências Criminais vem se distinguindo, desde a criação do Mestrado em 1997, por inovar profundamente na abordagem dos problemas relacionados ao sistema penal e à violência em sentido amplo. Mais recentemente o curso foi reconhecido pela nota 5 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Interessados em iniciar uma pós-graduação stricto sensu já podem se inscrever para ingressar na PUCRS em 2023. O processo seletivo está aberto para 20 programas de mestrado e doutorado em diferentes áreas, até o dia 2 de dezembro. mundo precisa de você em uma das melhores Universidades da América Latina, inscrições abertas para 2023/1, acesse.

Torneio Empreendedor

Grupo vencedor do 16º Torneio Empreendedor com mentores e professores do IDEAR / Foto: Mariana Dias

Buscando oportunizar a construção de projetos de impacto social, o 16º Torneio Empreendedor, organizado pelo Laboratório Interdisciplinar de Empreendedorismo e Inovação da PUCRS (IDEAR), tratou sobre um tema que está em alta na última década: Inovação Criativa e Posicionamento Pessoal. Realizado nos dias 8 e 29 de outubro, o evento contou com a participação de mais de 40 pessoas.

Nessa edição, o desafio foi desenvolver um projeto que se encaixasse entre as áreas Social, Meio-Ambiente ou Governança. O grupo vencedor, composto pelos estudantes Amanda Walker, Leonardo Simon, Morgana Piazenski e Marina Neves, propôs a criação do aplicativo Free Form Club, que busca conectar pessoas que possuem alergias e restrições alimentares ou seguem alguma dieta alimentar. Para Marina, participar do Torneio foi uma experiência incrível.

“Contamos com mentorias de profissionais superqualificados, que nos auxiliaram a alcançar o melhor resultado, chegar no protótipo ideal de startup e conquistar o prêmio de destaque”, pontua.

Torneio Empreendedor

Professora Cristina Nunes com a ganhadora do 2º lugar, Hellen Almeida / Foto: Mariana Dias

Outro destaque foi o projeto A Arte Como Forma de Empoderamento, que conquistou o 2º lugar no Torneio. Criado por Hellen Almeida, estudante do primeiro semestre de Administração da Escola de Negócios, o projeto se constitui em uma marca de roupas pintadas à mão. O diferencial está na forma como o lucro é investido: parte do lucro vai para o treinamento e capacitação de jovens para que possam trabalhar na marca – gerando empregos por meio da arte.

“Era a ajuda que eu precisava para tirar meu projeto do papel e finalmente ter a coragem necessária para colocá-lo em ação e perder a vergonha de apresentar para outras pessoas”, comenta Hellen.

A Professora da Escola Politécnica da PUCRS e membro do IDEAR, Cristina Nunes, explica que o Torneio Empreendedor é uma oportunidade de os participantes colocarem em prática o pensamento inovador e empreendedor, elaborando projetos colaborativos de impacto social incluindo várias áreas do conhecimento. Pensando nisso, os/as participantes foram guiados a partir do método específico, chamado Dragon Dreaming.

“A utilização do método Dragon Dreaming foi fator de sucesso porque a partir das etapas do Sonhar, Planejar, Fazer e Celebrar conseguimos trabalhar o empreendedorismo e a inovação como fontes de realização de sonhos e os participantes conseguiram desenvolver excelentes projetos de impacto”, cita Lícia de Cerqueira, Analista de Inovação no IDEAR.

Conheça os projetos destaques do 16º Torneio Empreendedor:

1º Lugar: Free Form Club, por Amanda Walker, Marina Neves, Leonardo Simon e Morgana Piazenski.

2º Lugar: A Arte Como Forma de Empoderamento, por Hellen Almeida.

educação empreendedora, tecnopuc anywhere

Foto: Divulgação Tecnopuc

Com o objetivo de fortalecer o projeto estratégico da PUCRS na área de inovação e empreendedorismo, a Universidade, por meio do seu Parque Científico e Tecnológico (Tecnopuc), lançou um projeto neste ano para modernizar e expandir a atuação do Parque. A ação, denominada Tecnopuc Anywhere, terá sua primeira ação internacional com foco na educação empreendedora.  

A iniciativa será realizada em parceria com a Universidade da Califórnia Irvine (UCI) e inclui a implementação de uma versão conjunta do Beall and Butterworth Product Design Competition, programa de empreendedorismo da UCI. A competição estudantil anual incentiva a criação de novas tecnologias ou soluções para problemas de design atuais com potencial para comercialização. 

Nesta primeira edição, a interação envolverá estudantes da Escola Politécnica da PUCRS e empreendedores do ecossistema Tecnopuc que formarão equipes com estudantes das escolas de Engenharia, Ciências da Informação e da Computação da UCI. Os participantes receberão mentorias realizadas por professores e profissionais do mercado e estarão envolvidos na solução de problemas reais juntos.  

“Os participantes trabalharão em projetos e, ao final, os vencedores receberão um prêmio com a possibilidade de ir ao exterior visitar o outro país. Ou seja, os brasileiros visitarão e conhecerão a UCI e os americanos explorarão a PUCRS e o Tecnopuc”, explica Leandro Pompermaier, gerente de relacionamentos e negócios do Tecnopuc. 

Sobre a competição 

educação empreendedora

Foto: Bruno Todeschini

Um dos benefícios da competição é a troca de experiências e visões diferentes para um mesmo problema ao qual esses alunos serão expostos. Magnus Egerstedt Stacey Nicholas, decano da Escola de Engenharia da UCI, comenta que muitas das maiores questões enfrentadas hoje são de escopo global. 

“Estou muito empolgado com o lançamento desta iniciativa conjunta, pois permitirá que nossos alunos tenham experiências internacionais e formem conexões importantes. Esta iniciativa promove o empreendedorismo sem fronteiras e desafia nossos alunos a pensar e agir globalmente”, afirma MariosPapaefthymiou, decano da DonaldBren Escola de Ciências de Informação e Ciência da Computação da UCI.

Segundo Rafael Chanin, líder do Tecnopuc Startups, a competição contará com mentorias, workshops e palestras de profissionais ligados às duas universidades. Ao final, os participantes apresentarão seus projetos para uma banca em um pitch day. Para Chanin, a ação é uma versão internacional do Startup Garage, o programa de desenvolvimento de negócios do Parque.  

Tecnopuc Anywhere possui duas frentes de atuação, uma voltada para a globalização da educação empreendedora e outra que visa desenvolver negócios globais conectando startups e empreendedores a investidores e empresas de grandes centros, como Estados Unidos e São Paulo.   

Na frente de desenvolvimento de startups, projetos e programas, a proposta é conectar esses empreendimentos com investidores e outras empresas. Assim, essas startups poderão mergulhar no mercado brasileiro e norte-americano. Novas ações no âmbito do Tecnopuc Anywhere irão envolver outras áreas do conhecimento, como a áreas de ciências da vida e da saúde, sociais aplicadas e humanidades. 

Leia também: 10 pesquisadores da PUCRS estão entre os mais influentes do mundo

Equipe da PUCRS foi à capital portuguesa para o WebSummit/ Foto: Divulgação

No início de novembro, uma equipe liderada pelo reitor da PUCRS, Ir. Evilázio Teixeira, participou da edição de 2022 do WebSummit, na cidade de Lisboa, em Portugal. O evento recebeu mais de 92 mil pessoas no Parque das Nações, sede da Exposição Mundial de Lisboa. O WebSummit é o maior evento em inovação e tecnologia da Europa, formando, juntamente com o SXSW de Austin, a dupla dos dois principais eventos mundiais da área. 

O grupo da PUCRS também teve a participação do Superintendente de Inovação e Desenvolvimento da Universidade, Jorge Audy, do Diretor do Instituto do Cérebro, Jaderson Costa, e do Líder da área de startups do Tecnopuc, Rafael Chanin. Além deles, também estavam presentes o gestor do BanriTech (parceria do Banrisul com o Tecnopuc), Tiago Abreu, o Diretor do Ideia, Eduardo Giugliani, e o professor Leandro Astarita, docente da Escola de Ciências da Saúde e da Vida e vencedor da primeira edição do Programa Hangar. 

Metaverso e sustentabilidade foram temas marcantes 

Os desafios e oportunidades do metaverso, mundo virtual que é tendência atualmente, permearam as discussões das palestras da head de produto e da especialista de desenvolvimento da Meta, Naomi Gleit e Kirk Wei, respectivamente. O público também teve a oportunidade de refletir sobre criptomoedas, deep techs e denvolvimento de software com especialistas renomados nestas áreas. Temáticas como sustentabilidade, mudanças climáticas, diversidade, equidade racial e justiça social foram debatidas com a presença de Lisa Jackson, Vice-Presidente de Iniciativas Sociais e Ambientais da Apple. 

Abertura do WebSummit debateu temas de relevância mundial/ Foto: Divulgação

Os conflitos do mundo também estiveram em pauta: a primeira-dama da Ucrânia, Olena Zelenska, trouxe reflexões sobre a guerra e a paz. Participaram também da abertura o primeiro-ministro de Portugal, António Costa, o prefeito de Lisboa, Carlos Moedas, e o ministro de Economia de Portugal, António Costa Silva.    

Na trilha de impacto e reflexões sobre as novas tecnologias e sociedade, palestrantes como Noam Chomsky, linguista e filósofo, e Barbara Fernandes, presidente da Thoughtworks, abordaram como a tecnologia e a inovação podem contribuir para um processo de desenvolvimento social mais justo no mundo. 

Grandes empresas marcaram presença nas exposições 

O evento contou com centenas de empresas e expositores. Quando o assunto é startup, foram mais de mil posições de apresentações, com destaque para as áreas de fintechs, clean energy, saúde, edtechs e sociais. Além disso, algumas startups brasileiras e gaúchas também marcaram presença, quatro delas do Tecnopuc: Instor, Payer, Akintech e Alana.AI. 

Um dos estandes mais concorridos e bem localizados foi o do Techroad, parceria que reúne as cidades de Porto Alegre, Caxias do Sul, Florianópolis, Joinville e Curitiba, criando uma rota de inovação entre os três Estados da Região Sul do Brasil. Representantes de cada cidade lideraram os estandes, como Ricardo Sonderman, diretor de Relações Internacionais da Prefeitura de Porto Alegre, e Élvio Gianni, secretário de Desenvolvimento e Inovação de Caxias do Sul. 

Durante o evento, ocorreu uma reunião da Rede Iberoamericana de Parques Científicos e Tecnológicos, em preparação para a V Reunião de Ministros e Ministras e Altas Autoridades de Ciência, Tecnologia e Inovação da Iberoamérica, que irá ocorrer na cidade de Santiago de Compostela ainda no mês de novembro. A reunião foi liderada por Felipe Romera, do Parque Tecnológico da Andaluzia (Málaga), com participações de convidados (de forma presencial e remota) na Galicia e em Lisboa. Os temas tratados envolveram as recomendações dos gestores dos principais Parques Cientificos e Tecnológicos da América Latina, Portugal e Espanha com relação ao papel dos Parques nos processos de desenvolvimento dos territórios onde atuam, seja em distritos, cidades, estados ou países. 

Comitiva brasileira marcou presença 

Participação do Brasil no evento foi marcante/ Foto: Divulgação

Além da comitiva com gestores da PUCRS, estiveram presentes no evento quatro empresários de startups do Tecnopuc e do BanriTech: Leandro Dias, da Akintech, Lais César, da Alana.AI, Vinicius Bubadra, da Payer, e Luciano Eifler, da Instor. Além deles, compareceram as vencedoras dos ciclos I e II do BanriTech no Tecnopuc, além de startups do Tecnopuc Porto Alegre (Payer) e Viamão (Instor). Todos os participantes da PUCRS no evento receberam apoio financeiro de projetos e convênios no âmbito do Tecnopuc, como Petrobras, Banritech e Sebrae.   

A delegação brasileira foi a terceira maior do WebSummit, contando com mais de 400 profissionais e convidados do Sebrae nacional e das unidades estaduais, além de uma grande delegação gaúcha, liderada pelos Secretários de Inovação de Porto Alegre, Luiz Carlos Pinto, e do Rio Grande do Sul, Alsones Balestrin.  

A delegação também contou com nomes como Thiago Ribeiro, Diretor do SouthSummit Brazil e da 4All, Bruno Bastos, Presidente da Associação Gaúcha de Startups e Ricardo Sonderman, Diretor de Relações Internacionais da Prefeitura de Porto Alegre). Compareceram também o jornalista Alfredo Fedrizzi, o Pró-Reitor de Inovação e Relações Internacionais da UFRGS, Geraldo Jotz, a Ex-Presidente da Assespro RS, Aline Deparis, Bruna Travi, Fabricio Gomes e a equipe do Banritech e Banrihub do Banrisul, além de diversos empresários e gestores públicos. 

Os representantes da Aliança para a Inovação de Porto Alegre e do Pacto Alegre vinham de uma semana de imersão no ecossistema de inovação da Catalunha, na Espanha, onde foram recebidos pelo professor Josep Piqué, Diretor do Technova Barcelona e consultor do Pacto Alegre.