Noharm.ai Startup

A Fundação Bill e Melinda Gates vem desde 2000 investindo em soluções para problemas de saúde globais. / Foto: Divulgação

A Noharm.ai, startup que integra o ecossistema do Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc), venceu uma concessão do Grand Challenges – iniciativa que promove a inovação para resolver problemas globais de saúde e desenvolvimento, financiada pela Fundação Bill & Melinda Gates. O alumnus do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação da Escola Politécnica da PUCRS e um dos idealizadores da Noharm.ai, Henrique Dias, realizará um projeto inovador de pesquisa global em saúde e desenvolvimento focado no uso equitativo da inteligência artificial, intitulado NoHarm Summary Discharge. 

O projeto NoHarm Summary Discharge desenvolverá um sistema de apoio à tomada de decisão para ajudar médicos a escreverem melhores resumos de alta hospitalar. Um dos principais desafios desse processo é a manutenção do cuidado continuado, e o sumário de alta é um alicerce que ajuda a garantir informações essenciais desde a alta do paciente até os próximos prestadores. A Rede Dasa e a startup Maritaca.ai também são parceiros no projeto, que têm como hospitais piloto o Hospital São Lucas da PUCRS (HSL), o Ernesto Dornelles, o Mãe de Deus e a Santa Casa de Belo Horizonte (BH). 

As descobertas do projeto contribuirão para a construção de uma base de evidências para testar modelos de linguagem ampla de IA e que podem preencher grandes lacunas no acesso e no uso equitativo dessas ferramentas. Para receber o financiamento, Henrique Dias e outros vencedores apresentaram os seus conceitos em resposta ao pedido de propostas Catalyzing Equitable Artificial Intelligence (AI) Use: foram mais de 1.300 propostas enviadas de todas as partes do mundo. 

Em outubro deste ano, o fundador da NoHarm.ai vai participar do Grand Challenges Annual Meeting 2023 em Dakar, em Senegal. Esse evento reúne todos os projetos financiados pela Fundação Gates.  

Sobre a Noharm.ai 

A Noharm.ai desenvolveu dois algoritmos para automatizar a triagem farmacêutica. Enquanto um prioriza prescrições fora do padrão, o outro trabalha na identificação de pacientes críticos. O sistema indica onde estão os possíveis erros de prescrição, aumentando a qualidade do atendimento e a eficiência hospitalar.  

Além da Fundação Bill & Melinda Gates Foundation, a startup já recebeu o apoio do CNPq e do BNDES para o desenvolvimento de novos projetos para o SUS, além de três prêmios do Google Latin America Research Awards (LARA) e do apoio institucional do Tecnopuc e do Hub de Inteligência Artificial (NAVI). 

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Marcela Alves Sanseverino é Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Psicologia na PUCRS. / Foto: Arquivo pessoal

A doutoranda do Programa de Psicologia da PUCRS Marcela Alves Sanseverino desenvolveu um projeto que estimula a motivação para a prática de atividades físicas. Intitulado Programa para Adesão do Comportamento de Exercitar-se (PACE), tem formato de terapia breve – já que tem início, meio e fim, e foca em estratégias comportamentais e motivacionais que promovem autoconhecimento por meio do exercício físico.  

Com orientação do professor e pesquisador da Escola de Ciências da Saúde Wagner de Lara Machado, a doutoranda realizou, durante oito semanas, encontros individuais com os participantes, abordando um conjunto de temas e metas a serem cumpridas. Para compartilhar os resultados das atividades, a Marcela criou o Instagram @exercíciocomsentido, onde relata a mudança de visão dos participantes em relação ao momento do exercício físico. 

O trabalho da doutoranda se conecta com o primeiro relatório global lançado em 2022 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre os impactos do sedentarismo para a população mundial. Até 2030, espera-se que 500 milhões de pessoas desenvolvam doenças não transmissíveis (DNTs), como problemas cardiovasculares e diabetes, resultando em custos anuais de US$ 27 bilhões, caso não sejam implementadas pelos governos ações para incentivar os exercícios. 

Em 2018, a OMS também lançou o Global Action Plan on Physical Activity 2018-2030: More Active People for a Healthier World (Gappa), uma campanha para que os países incentivassem a população a tornar-se mais ativa. De acordo com dados divulgados pela organização, cerca de 3,2 milhões de pessoas morrem todos os anos ao redor do mundo em decorrência de problemas relacionados à inatividade física, número que enquadra o sedentarismo como quarto principal fator de risco de morte. A meta global da OMS é atingir uma redução de 15% na prevalência de inatividade física até 2030. No sul do Brasil, um estudo evidenciou que o número de pessoas que são inativas foi de 48%, com o agravamento da pandemia da Covid-19.  

Exercício físico como uma oportunidade de autoconhecimento 

Para desenvolver o PACE, a doutoranda revisou a literatura para encontrar técnicas pautadas em evidências científicas. O programa original reúne técnicas comportamentais e motivacionais para pessoas que queiram iniciar uma prática de exercício físico, seja aquela pessoa que já faz algum exercício e precisa complementar sua prática, seja aquela que não faz nenhum exercício e precisa começar. O PACE oferece suporte durante a jornada inicial para facilitar o encontro de uma modalidade que combine com a pessoa iniciante e contemple seus objetivos com a prática de exercício.  

De acordo com Marcela, a partir do avançar das conversas semanais, os participantes conseguiram identificar porque praticar exercício é importante para si. Atualmente, com sua tese finalizada, autora busca incorporar os aprendizados no mercado de trabalho, levando a possibilidade de mais pessoas encontrarem sua motivação para prática e desenvolverem estratégias comportamentais fundamentais para manutenção do exercício físico a longo prazo. Para então, poder desenvolver mais pesquisas sobre a efetividade do programa e contribuir para que um manual possa ser criado para que mais pesquisadores e profissionais da psicologia possam colocar o PACE em prática. 

“O exercício passou de uma obrigação e sim um momento de conexão consigo mesmo ou uma prática que ajudaria a alcançar suas aspirações de vida. Além disso, os participantes mencionaram que adquiriram estratégias que levariam para o resto de vida, se sentido capazes de manter algum nível de atividade física, mesmo frente a mudanças nas suas rotinas”, finalizou a doutoranda. 

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conselho nacional de ciência e tecnologia

Na foto os representantes do Rio Grande do Sul no CCT, Jorge Audy, superintendente de Inovação da PUCRS, Odir Dellagostin, diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (Fapergs), e o reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Júlio Xandro Heck / Foto: Divulgação

Na última quarta-feira (12), o Superintendente de Inovação da PUCRS, Jorge Audy, representou a Universidade e a Associação Brasileira das Instituições Comunitárias de Educação Superior (ABRUC) no evento de retomada do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT), no Palácio do Planalto. Presidida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a solenidade marcou a assinatura do decreto de convocação da 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, e a criação da portaria que oficializa a nomeação do ex-ministro Sérgio Rezende como secretário da Conferência.  

O momento é marcante também para a Universidade que, representando a ABRUC, passa a integrar Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia contribuindo para a priorização de interesses e demandas das áreas de ensino e pesquisa para toda a sociedade. Órgão consultivo de assessoramento ao presidente da República para a formulação e implementação da política nacional de ciência, tecnologia e inovação, o CCT conta com um colegiado composto por 28 membros. São 14 ministros de Estado, oito membros entre produtores e usuários de ciência e tecnologia, e seis membros representantes de entidades dos setores de ensino, pesquisa, ciência e tecnologia.  

“Ser um dos membros deste Conselho é uma enorme responsabilidade perante a nossa comunidade interna e perante a comunidade cientifica, tecnológica e de inovação nacional. Acredito que mostrar a perspectiva e as possibilidades de contribuição das Universidades e Instituições Comunitárias de Educação Superior, como um ator relevante e perfeitamente integrado ao Sistema Nacional de CT&I é muito importante”, ressalta Audy.  

O novo conselho terá a responsabilidade de propor movimentações para a política de ciência e tecnologia do País; planos, metas e prioridades de governo referentes à ciência e à tecnologia; avaliações relacionadas à execução da política nacional de ciência e tecnologia; e opiniões sobre propostas ou programas que possam causar impactos à política nacional de desenvolvimento científico e tecnológico, e sobre atos normativos de qualquer natureza que busquem regulamentá-la. 

Políticas públicas para a ciência e a tecnologia 

A 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação está marcada para o primeiro semestre de 2024, 14 anos após a última edição do evento. Entre agosto de 2023 e maio de 2024, também ocorrerão os eventos regionais preparatórios da Conferência, sob responsabilidade do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) e Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência Tecnologia e Inovação (CONSECTI).   

“Quero enaltecer o papel estratégico da Conferência Nacional como espaço de participação social, de contribuição para as políticas de ciência e tecnologia e para o exercício e a consolidação da democracia nas organizações do nosso setor”, explicou a ministra Luciana Santos, durante o evento. 

Na ocasião o presidente também entregou a Ordem do Mérito Científico a entidades, pesquisadores e personalidades que tiveram protagonismo durante a pandemia da Covid-19.

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O Tecnopuc foi reconhecido como quarto melhor Ecossistema de Inovação Global. / Foto: Wise Drones/Divulgação

Com a liderança da Escola de Negócios e do Tecnopuc, a Universidade amplia seu ecossistema de inovação, passando a atuar de forma colaborativa com atores da sociedade, em especial as empresas e os níveis de governo, na criação de um modelo de educação em negócios integrado a novos ambientes do ecossistema de inovação. O propósito central é a transformação do conhecimento gerado na PUCRS em desenvolvimento econômico e social, oferecendo uma formação realmente imersiva com um formato inédito, conectando a Escola ao ecossistema de inovação desde o começo da vida acadêmica até a inserção profissional.

“Estamos invertendo um conceito tradicional na formação em negócios: ao invés de preparar estudantes para só depois de formados atuarem no mercado, nós estamos trazendo o mercado para dentro da nossa Escola de Negócios, criando um ambiente de aprendizagem por meio de práticas imersivas via conexão direta com o Tecnopuc. Ou seja, quem escolher estudar aqui vai encontrar dentro da própria Escola um ambiente de inovação em educação em negócios, com o DNA de um dos mais importantes ecossistemas de inovação e empreendedorismo do Brasil, que é o Tecnopuc”, explica o decano da Escola de Negócios, Éder Henriqson.

Para que essa formação imersiva seja possível, novos ambientes do Tecnopuc estão sendo criados no espaço da Escola de Negócios, criando uma extensão do ecossistema de inovação da PUCRS, reconfigurando espaços no Prédio 50 do Campus. Essa nova ambiência, somada à inovação da educação em negócios, contribui para materializar o Tecnopuc Business, que combina espaços para atração de empresas e organizações, startups, e uma série de iniciativas para gerar e desenvolver novos negócios. Novos serviços para empresas e empreendedores também estão sendo implementados, fortalecendo ainda mais a conexão entre o ecossistema de inovação, a formação acadêmica e a inserção profissional nas empresas.

Para o superintendente de inovação e desenvolvimento da PUCRS, Jorge Audy, ancorar um modelo de educação em negócios ao ecossistema da inovação da Universidade contribui não só com a formação de profissionais com perfil mais inovador e empreendedor – foco da proposta acadêmica da PUCRS -, mas com a qualificação do próprio mercado, alinhada aos processos de Planejamento Estratégico da Escola e do Tecnopuc.

“Além de concretizar uma visão arrojada de ensino da PUCRS, esse movimento também responde à visão de futuro do Tecnopuc, que é de expansão de fronteiras numa atuação cada vez mais phigital e de geração de impacto em novos segmentos de negócios. Com o Tecnopuc Business, queremos ampliar e consolidar ainda mais a conexão entre a Universidade, as empresas, o poder público e a sociedade civil. Desta forma seguimos desbravando novas frentes de atuação, oferecendo experiências de classe mundial aos nossos estudantes, conectando desde o começo a formação acadêmica com a atuação profissional”, explica.

O Tecnopuc Business pretende somar a força e a tradição do Tecnopuc, que já apoiou o surgimento de mais de 900 startups e a transformação de mais de 250 organizações, entre elas multinacionais de grande porte, e da Escola de Negócios – que desde 1931 forma profissionais e empreendedores -, para oferecer ao mercado um modelo inovador de educação no mundo dos negócios.

O reitor da PUCRS, Irmão Evilázio, explica que a iniciativa se conecta a um movimento mais amplo da Universidade que visa ampliar e fortalecer o portfólio de serviços e formação em negócios.

“Queremos desenvolver líderes e empreendedores social e ambientalmente responsáveis, que sejam capazes de impactar positivamente o mundo dos negócios e a sociedade em geral. Não se trata apenas de formar para o mercado, mas formar quem seja capaz de transformar o próprio mercado. Ao mesmo tempo, queremos continuar colocando toda a nossa excelência à serviço de empresas e organizações, atuando no seu desenvolvimento com o que temos de melhor no nosso ecossistema”. 

Experiências imersivas e novos serviços para empresas e empreendedores

Novos ambientes do Tecnopuc estão sendo criados no espaço da Escola de Negócios. / Foto: Diego Furtado

Uma das principais novidades em curso é a Agência Experiencial, uma estrutura criada para oferecer serviços para organizações de pequeno e médio porte, em que o estudante é protagonista na solução de problemas reais de empresas, colocando em prática o que ele aprende em todas as áreas de formação. Nesse modelo, todos ganham: a empresa se beneficia de soluções que ela necessita, sem custo, e o estudante aprende com casos reais e vivência prática, além de desenvolver seu portfólio de experiências profissionais e seu currículo desde o começo da vida acadêmica.

A Agência já está atendendo 34 empresas e envolvendo mais de 600 estudantes e professores. “A Agência é um dos exemplos de como ampliamos nosso apoio ao desenvolvimento de empresas, empreendedores, organizações e, ao mesmo tempo, geramos novos ambientes e oportunidades de aprendizagem, pesquisas, práticas para os estudantes e para quem deseja empreender, num modelo educacional realmente imersivo, em que o estudante vive o mercado no Campus da PUCRS”, detalha a decana associada da Escola de Negócios, Stefânia Ordovás de Almeida.

O novo modelo de educação em negócios é efeito de profundas mudanças curriculares e reconcepção de espaços de ensino e aprendizagem. Inspirada em modelos internacionais, a revisão dos currículos durou cerca de um ano de estudos, análises e cocriação com estudantes, egressos e representantes de mercado.

Também está previsto para este semestre a ampliação do portfólio de serviços para empresas e organizações. Neste eixo se destacam a oferta de cursos de educação corporativa totalmente customizados para as empresas e uma unidade de consultoria em negócios especializada em projetos que requeiram alto grau de capacitação técnica, experiência de consultores renomados e estado-da-arte de conhecimentos em gestão, economia e contabilidade e controladoria.

Ecossistema de inovação amplia sua atuação

Com o Tecnopuc Business, a atuação do Parque em verticais estratégicas de mercado se amplia para as áreas de varejo e finanças. Nesse contexto, nascem os dois novos hubs de inovação com o DNA do Tecnopuc e da Escola de Negócios: o FINE, focado em soluções financeiras, e o Omni-X em omnicanalidade e experiência do consumidor. Com eles, o Tecnopuc passa a contar com nove Hubs, que atuam de forma colaborativa para promover a interação e a identificação de oportunidades de desenvolvimento e aceleração de negócios nas áreas de educação, agronegócio, alimentos, inteligência artificial, saúde, social e mobilidade.

“A estrutura dos hubs incorpora uma interação sistematizada entre o estado da arte do conhecimento acadêmico e a dinâmica de mercado em verticais específicas. Além da ativação específica dos mercados em que focam, os hubs FINE e Omni-x potencializam os resultados do ecossistema de inovação pela transversalidade de sua atuação. De forma orgânica e sem barreiras delimitadas entre os atores, é ativado um ambiente intenso de exploração de oportunidades focada no desenvolvimento efetivo de negócios inovadores”, destaca a Gestora de Operações do Tecnopuc, Flavia Fiorin. 

santiago uribe

Santiago Uribe visitou a PUCRS em junho. / Foto: Giordano Toldo

Recentemente, o antropólogo colombiano Santiago Uribe visitou a capital gaúcha para contribuir com o movimento Pacto Alegre, iniciativa que visa transformar a cidade em um ecossistema de inovação de classe mundial para a criação de um futuro melhor. Durante a visita, Uribe também passou por comunidades e universidades, e conversou com gestores municipais. Na PUCRS, ministrou uma palestra no Tecnopuc e participou de conversa com o reitor Ir. Evilázio Teixeira, que destacou a importância da vinda do antropólogo à Universidade.   

“A visita de Santiago Uribe na PUCRS nos inspira para seguirmos investindo em ações de desenvolvimento social para a comunidade acadêmica e cidade de Porto Alegre, posicionamento que a Universidade assume por longos anos e dá sequência nesse novo ciclo de planejamento estratégico”, afirma o reitor.

O principal foco do trabalho de Uribe é melhorar a qualidade de vida das pessoas. Em Medelín, foi uma das principais lideranças responsáveis pela melhora na segurança da cidade, por meio da coordenação do projeto Cidades Resilientes, que diminuiu consideravelmente a violência no local. Segundo o Instituto Urban Land, em 2013, a metrópole colombiana se tornou a cidade mais inovadora do planeta. Além disso, contribuiu para a diminuição da desigualdade social. Para Santiago, a universidade é uma forte aliada na construção de uma sociedade segura.  

Acredito que as universidades desempenham um papel fundamental na construção de ambientes seguros e protetores na sociedade. O que acontece dentro das universidades é exemplo para a sociedade e por si só são ações educativas”, destaca Uribe. 

É importante refletirmos sobre a segurança de Porto Alegre. Segundo os Indicadores Criminais de 2022, da Secretaria da Segurança Pública do RS, a criminalidade teve um aumento de 30,1% nesse período. Por isso, a necessidade de iniciativas como o projeto Territórios Inovadores, do Pacto Alegre.  Esse tipo de ação contribui para uma melhora significativa em diversas áreas da sociedade gaúcha. Por exemplo, através do Pacto foi criada a EdTech (startup de educação), no Morro Santa Cruz. A PUCRS participa desse projeto junto com outras universidade e empresas do Estado.   

“As universidades têm um papel muito importante, por exemplo, em trazer desafios para as comunidades periféricas por meio dos processos de educação, pesquisa e, projetar e criar soluções que fazem parte de ações sociais, trazendo aos territórios mais remotos e periféricos a possibilidade de transformá-los”, conclui o antropólogo

Leia mais: Tecnopuc é premiado no Triple E Awards na Conferência da Tripla Hélice em Barcelona

A premiação reconheceu o Tecnopuc como o quarto melhor Ecossistema de Inovação Global. / Foto: Wise Drones/Divulgação

Na última terça-feira (27), o Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc) foi reconhecido e premiado com o quarto lugar na categoria Ecossistema de Inovação Global do ano no prêmio Triple E Awards. O reconhecimento ocorreu na Conferência Mundial da Triple Helix Association, em Barcelona, que marca a transferência da sede da Triple Helix Association para a Universidade Ramon Llull.  

O prêmio é organizado pelo Conselho de Credenciamento para Universidades Empreendedoras e Engajadas (ACEEU, na sigla em inglês), com sede na Alemanha, e composto por especialistas de renome mundial.  Neste ano, foram mais de mil instituições e ecossistemas de inovação participantes em diferentes categorias.   

O reconhecimento e o prêmio mais importantes para o Tecnopuc foi o People’s Choice Award na categoria Ecossistemas de Inovação Global. Essa categoria teve o vencedor definido durante o evento e envolveu todos os participantes, tanto presenciais como online, por meio de um link disponibilizado na cerimônia. Com mais do que o dobro da votação, via internet, sobre o segundo colocado na categoria Ecossistema de Inovação Global, o resultado mostra a pujança do nosso ecossistema porto alegrense e gaúcho de inovação e empreendedorismo.

Segundo Jorge Audy, Superintendente de Inovação e Desenvolvimento da PUCRS e do Tecnopuc, foram os votos de amigos e parceiros que geraram este resultado, com toda a certeza. “Reconhecemos e somos muito gratos à nossas comunidades gaúcha e brasileira de inovação, da Reginp, Anprotec, InovaRS, Pacto Alegre e Aliança para Inovação de Porto Alegre que votaram nesta etapa do Prêmio”, destaca Audy. 

A gestora de operações e empreendedorismo, Flavia Fiorin, também comenta a importância dos parceiros para trazer o prêmio para o Estado. “Ficamos muito felizes em receber esse reconhecimento internacional. Vencer o People´s Choice Award só mostra a força do nosso ecossistema”, reforça Flavia. O Triple E Awards é o primeiro prêmio a focar na terceira missão das universidades, que são os serviços à sociedade.

Para Leandro Pompermaier, Gestor de Relacionamento e Negócios, esse é justamente o papel do Tecnopuc.

“Receber uma distinção em uma conferência internacional da tríplice hélice é uma honra para nós porque é algo que executamos em nosso dia a dia nesses 20 anos. Acho que isso mostra, cada vez mais, que o Tecnopuc é um dos grandes atores desse ecossistema de inovação, não somente no Rio Grande do Sul e Brasil, mas com referência e importância internacional. Estamos bem orgulhosos e não é o fim da nossa estrada. Acho que estamos no meio do caminho de criar grandes coisas para contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade melhor. Quando o governo, a indústria, a academia inovam, quem ganha é a sociedade e nós estamos aí para isso”, comenta Pompermaier.  

Além de Audy, Daniela Eckert, Líder do Tecnopuc Startups, e Luís Carlos Pinto, Secretário de Inovação de Porto Alegre, estiveram na premiação representando o ecossistema gaúcho. “Durante esta semana tivemos a oportunidade incrível de estar ao lado de universidades e ecossistemas que são referência em empreendedorismo em todo o mundo. Fizemos conexões valiosas, aprendemos com o debate de boas práticas de outros ambientes e ganhamos o mais valioso prêmio de toda a competição: o da escolha popular na categoria ecossistema de inovação, mostrando toda a força da nossa comunidade e dos nossos parceiros”, comenta Daniela.   

Na foto, da esquerda para direita, Luís Carlos Pinto, Daniela Eckert e Jorge Audy na premiação. / Foto: Divulgação

Para Luis Carlos, o reconhecimento do Tecnopuc mostra a força do ecossistema de inovação de Porto Alegre.

“Foi uma grande emoção testemunhar o Tecnopuc, um dos principais pilares do ecossistema de inovação de Porto Alegre, ser reconhecido por especialistas globais como referência internacional de ecossistema de inovação. É ainda mais emocionante ver todo nosso ecossistema votando para que o Tecnopuc recebesse também o prêmio de escolha popular na sua categoria. Fundamental ter instituições de nosso Pacto Alegre sendo reconhecidas e trazendo mais atração para nossa cidade e nosso estado. E, na lógica da abundância, ver essa atuação celebrada pelo conjunto de atores locais como uma conquista do ecossistema”, comenta.

A votação foi marcada pela mobilização da comunidade e de parceiros do Parque. “O nosso ecossistema é resultado da parceria com cada uma das organizações e pessoas que o integram. Vencer a categoria People’s Choice é um reconhecimento muito importante para o Tecnopuc, porque evidencia o engajamento e potencial da nossa comunidade. Agradecemos a cada um e cada uma que se mobilizou para a votação”, comenta Daniela Carrion, community manager do Tecnopuc.   

A PUCRS tem como missão ser uma nova universidade para uma nova sociedade, reconhecida pelo seu impacto e sua relevância, atuando como vetor do processo de desenvolvimento social, econômico e ambiental da sociedade. Inovação e Empreendedorismo são temas importantes no contexto do Planejamento Estratégico, tanto nas dimensões de ensino, como pesquisa, gestão e extensão. O Tecnopuc representa o ecossistema de inovação da Universidade, atuando de forma colaborativa com diversos parceiros no contexto da Tripla Hélice, visando transformar o conhecimento gerado e transmitido na Universidade em desenvolvimento para a sociedade onde atua. 

Sobre os premiados   

O Triple E Awards premiou as categorias Equipe de Inovação e Empreendedorismo do Ano, Universidade Verde do Ano e a categoria principal, Ecossistema de Inovação do Ano. Entre as instituições e ecossistemas de inovação vencedores dos prêmios globais, nos últimos dois anos, destacam-se o Instituto Technion e Tel Aviv University (Israel), Universidade de Bolonha (Itália),  Jönköping University (Suécia), Universidade de Stuttgard (Alemanha), Universidade de Valência e Universidade de Navarra (Espanha). Neste ano, participaram do processo mais de mil ecossistemas de inovação e universidades de todo o mundo. Além do Tecnopuc, foram premiadas instituições como McGill University (Canadá), Universidade de Oxford e a London School of Economics (Inglaterra), Uniminuto (Colômbia) e a Universidade Livre de Bruxelas (Belgica). 

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A Nanowear é a uma das Strartups que estão hospedadas no Tecnopuc. / Foto: Giordano Toldo

A nanotecnologia é a ciência realizada na escala nano, por meio da manipulação da matéria numa escala atômica e molecular. Um campo ainda em crescimento, os investimentos na área cresceram para um trilhão de dólares investidos no mundo em 2022, de acordo com a StatNano. Para avançar em pesquisas em nanotecnologia, empreendedores buscam laboratórios, maiores incentivos e conhecimento científico, como conta Andrè Flôrès, fundador da Nanowear, empresa especialista em confecção de produtos têxteis com nanotecnologias.  

A Nanowear, startup que integra o Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc), desenvolve produtos inteligentes com encapsulamento de nanotecnologias aplicadas em roupas, como uniformes, jalecos médicos, roupas de cama e demais produtos em tecidos. Durante o contexto da pandemia de Covid-19, a empresa desenvolveu um projeto em parâmetros internacionais patenteado por edital da FINEP, com o objetivo de desenvolver roupas hospitalares que utilizam nanotecnologias capazes de inibir a proliferação de bactérias e vírus nos ambientes hospitalares. 

O projeto foi realizado dentro do ecossistema da Universidade, com estudos desenvolvidos no Laboratório de Imunologia e Microbiologia da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS e com testes implementados no Hospital São Lucas da PUCRS. O professor e pesquisador da Escola Politécnica Ricardo Papaleo explica que produtos nanotecnológicos tem em geral elevada complexidade e demandam expertise técnica que muitas vezes só é encontrada nas universidades. 

“O papel das universidades é fundamental no desenvolvimento de produtos nanotecnológicos, em parte pelo capital intelectual e conhecimento que possui em novas técnicas de síntese e caracterização de nanomateriais e por fornecer infraestrutura analítica de alto padrão que as startups têm mais dificuldades de adquirir”, destaca.  

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Nanowear e tecidos antimicrobianos 

A Nanowear atua na produção de vestimentas que proporcionam qualidade, segurança e bem-estar voltado para os setores hoteleiro, automotivo, alimentício, industrial e doméstico. A startup também atua no setor hospitalar, em que mais recentemente desenvolveu um projeto de Tecidos Inteligentes Antimicrobianos com Nanotecnologia, com a participação de diferentes áreas, pesquisadores e profissionais da PUCRS.  

Para chegar no resultado final dos tecidos, múltiplos testes têm sido desenvolvidos em laboratório e atividades realizadas semanalmente no Hospital São Lucas da PUCRS, onde os pesquisadores puderam analisar a ação antimicrobiana e eficácia dos tecidos. A equipe responsável pelo projeto proposto por Andrè Flôrès, contou com a pesquisadora de gestão em saúde Ivon Maisonnave, o diretor técnico e médico infectologista do HSL Fabiano Ramos, a pesquisadora da PUCRS na área de Microbiologia Sílvia Dias de Oliveira, o professor da Escola de Medicina Diego Rodrigues Falci e a pesquisadora da Escola de Ciências da Saúde e da Vida Anelise Baptista da Silva. 

Foram feitas pesquisas comparativas em laboratório entre as peças dos vestuários convencionais do hospital e as peças com nanotecnologia, por encapsulamento de nanopartículas de óxido de cobre e prata, com características hidrorrepelente e antimicrobiana. Além disso, a equipe da UTI se dividiu na utilização dos uniformes nano e outras não, por um período de tempo, justamente para compreender a eficácia dos uniformes produzidos pela Nanowear. Também foram realizados testes de lavagens para analisar se os tecidos neutralizavam os maus odores, não desbotavam ou se eram mais fáceis de serem limpos, com a proposta de produzir produtos mais sustentáveis. 

A pesquisadora Sílvia Dias de Oliveira, coordenadora do Laboratório de Imunologia e Microbiologia, destacou a importância da universidade no desenvolvimento de projetos com nanotecnologia, principalmente nas ações que visem à redução bacteriana e a contaminação cruzada, especialmente em ambientes hospitalares. 

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“As universidades desempenham um papel fundamental no desenvolvimento e aplicação de nanotecnologias, uma vez que a nanotecnologia é uma área de pesquisa altamente interdisciplinar que envolve conhecimentos em diversas áreas reunidas no ambiente universitário”, finalizou.  

NanoPUCRS e avanços em nanotecnologia na pesquisa da universidade 

O trabalho da Nanowear foi possível graças ao trabalho conjunto entre Instituto do Cérebro, HSL, Tecnopuc e demais laboratórios. / Foto: Pexels

O projeto desenvolvido pela Nanowear foi possível graças ao trabalho em conjunto entre diversas instâncias de pesquisa e inovação da Universidade, como o Instituto do Cérebro, o HSL, o Tecnopuc e demais laboratórios de pesquisa. A expertise dos pesquisadores da universidade contribui para o desenvolvimento de diversos projetos na área de nanotecnologia e nanociência.  

Dentre as iniciativas de pesquisa na área no contexto da universidade, se destaca o NanoPUCRS, coordenado pelo pesquisador Ricardo Papaleo, com projetos inovadores relacionados às propriedades da matéria em nanoescala. O NanoPUCRS integra o Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologia (SisNANO), com o papel de ser interlocutor entre a academia e o setor produtivo em projetos voltado às nanotecnologias, além de atuar como hub para direcionar demandas nano para pesquisadores de diferentes campos.  

Dentre as atividades ofertadas pelo NanoPUCRS para a sociedade acadêmica, o coordenador Ricardo Papaleo também destaca os serviços de caracterização dos nanomateriais, análise de produtos lexiviados dos tecidos e customização da síntese dos nanomateriais usados na impregnação. Outro importante protagonismo da Universidade na área é o Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Tecnologia de Materiais (PGETEMA) que conta com uma linha de pesquisa em Materiais nanoestruturados, com o objetivo de envolver pesquisadores e discentes na criação e caracterização de materiais nanoestruturados para aplicações especiais.  

“A tendência mundial e os principais países que investem em nanotecnologia já entenderam que os avanços na área partem das universidades. Estudos internacionais indicam que 63% das patentes dos protótipos feitos nos Estados Unidos são das universidades e a PUCRS é um dos principais polos para isso. Empreendedores e pesquisadores têm aqui laboratórios qualificados e conceituados, um rico Parque Tecnológico e professores de referência”, finalizou o CEO da Nanowear.  

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Aplicativo “Adote um Amanhã” é fruto da parceria entre a AGES da PUCRS e o MPRS/ Foto: Tiago Coutinho – MPRS

O Ministério Público do Rio Grande do Sul lançou nesta quarta-feira (14) o aplicativo “Adote um Amanhã”, desenvolvido pela Agência Experimental de Engenharia de Software (AGES) da PUCRS. O objetivo é apoiar e atender às necessidades individuais de cerca de 800 crianças e adolescentes do acolhimento institucional de Porto Alegre e necessidades coletivas de 70 abrigos e casas lares, oportunizando que pessoas físicas e jurídicas tenham acesso aos pedidos. O aplicativo, disponível para Android e iOS, também está preparado para oferecer bens e serviços relacionados à causa. 

“O aplicativo Adote um Amanhã é fantástico. De um lado, as crianças, adolescentes, casas lares e abrigos lançam suas necessidades, individuais e coletivas. E de outro lado, a comunidade, pessoa física ou jurídica, pode contemplar o que está sendo pedido, ou ofertar o que tem à disposição. É uma forma de dar conforto, de oferecer acessos a bens e serviços que eles não teriam se não fosse a possibilidade do app”, destaca Cinara Vianna Dutra Braga, promotora da Infância e Juventude de Porto Alegre.

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O projeto é uma parceria entre a Associação dos Usuários de Informática e Telecomunicações do Rio Grande do Sul (Sucesu/RS), a GX2 Tecnologia e a Agência Experimental de Engenharia de Software da PUCRS, que contou com a participação de 15 alunos.  

“A AGES tem como objetivo ser um ambiente prático de aprendizagem, oportunizando aos alunos o desenvolvimento de projetos, como aplicativos, plataformas e sistemas. Então quando recebemos pedidos com impacto social, ficamos muito felizes, pois podemos apoiar e trabalhar em causas que fazem a diferença na sociedade. Os alunos ficam muito engajados com esse tipo de projeto e se sentem felizes em estar desenvolvendo algo que pode mudar o futuro de crianças e adolescentes, como foi o desenvolvimento do aplicativo “Adote um amanhã”, declara a professora Alessandra Dutra, coordenadora da Agência Experimental de Engenharia de Software. 

Aplicativos que contribuem para o bem-estar social de crianças e adolescentes 

A PUCRS, por meio da Agência Experimental de Engenharia de Software, também desenvolveu o aplicativo Adoção, em parceria com o Tribunal de Justiça do RS (TJRS), que ajuda crianças e adolescentes a encontrarem uma família. A plataforma, que aproxima as crianças do programa de acolhimento institucional gaúcho com possíveis adotantes, traz vídeos, fotos, desenhos, sonhos e expectativas de dezenas de crianças e adolescentes aptos a adoção no Rio Grande do Sul. 

Lançado em 2018, o aplicativo já conta com 771 manifestações de interesse. Neste período, 335 crianças e adolescentes foram inclusos na plataforma, resultando em 92 adoções. Outras 42 crianças/adolescentes estão em guarda e 1 criança/adolescente está em estágio de aproximação. 

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marcopolo

Foto: Matheus Gomes

O Tecnopuc FabLab, laboratório do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico da PUCRS (Ideia), recebeu um time de 50 pessoas da área de Engenharia de Desenvolvimento de Produto da Marcopolo para um projeto voltado a inovação na mobilidade urbana. Em conjunto com uma consultoria de São Paulo, os/as colaboradores/as integraram as atividades no Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc) nos dias 5 e 6 de junho. 

Conforme o Diretor do Ideia, Eduardo Giugliani, a iniciativa consagra a estratégia de ampliar o vínculo entre o Ideia e a sociedade. Além de permitir a utilização de múltiplos laboratórios em atividades que visam atender demandas reais e complexas do mundo atual, o Idea presta serviços de apoio científico e tecnológico. 

“A Marcopolo é uma empresa gaúcha com alcance global que vem investindo com foco em inovação, mantendo um espaço aberto de desenvolvimento, um Living Lab para a ideação, criatividade e prototipação de novos produtos e serviços. Foi neste sentido que o Tecnopuc FabLab foi escolhido para ser o ambiente uma fase deste trabalho, fomentando uma nova parceria para o Ideia e a PUCRS”, explica.  

Além do suporte e da infraestrutura disponível, a equipe do FabLab apoiou os participantes na operação das ferramentas e na construção de novos processos inovadores. As criações envolveram atividades que permitiram treinar suas habilidades no desenvolvimento de protótipos de baixa fidelidade, utilizando máquina de corte a laser, impressão 3D, furadeiras, furadeiras de bancada, serra-fita e mais uma quantidade enorme de ferramentas de maquetaria.  

Outras áreas de competência do Ideia também ofereceram suporte às atividades, como, por exemplo: computação, mecânica, eletrônica e controle e automação. Por questões de segurança, a equipe de técnicos do Ideia acompanhou-os na maioria das operações em que exigia conhecimento de operação da ferramenta. Nos dois dias, ao final das atividades, ocorreu uma sessão de pitches dos projetos desenvolvidos, tendo sido convidados empresas e startups do Tecnopuc, além de professores e pesquisadores da PUCRS.  

Sobre o Tecnopuc FabLab 

O Tecnopuc FABLab é um laboratório de criatividade e prototipagem do Ideia. Neste espaço, alunos, professores, pesquisadores da PUCRS, startups e empresas podem testar ideias e provarem conceitos. O espaço funciona das 8h às 22h30min, e conta com equipamentos variados de pequeno e médio porte, nas áreas de mecânica, computação, eletrônica, ótica e maquetaria. O FabLab também conta com impressoras 3D e computadores com softwares para modelagem bidimensional e tridimensional de projetos mecânicos, design e softwares para testes. Em todas as sextas-feiras é oferecido um OpenDay, aberto à toda a comunidade externa à Universidade. Para saber mais, acesse o site.