Células Solares

NT-Solar foi criado em 1997 / Foto: Bruno Todeschini

O Brasil atingiu a marca de 300 mil unidades consumidoras de energia solar. O dado, divulgado recentemente pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaiva (Absolar), mostra um grande avanço no País nos últimos anos – mas ainda há muito espaço para esse mercado crescer. Para que isso seja possível, pesquisadores e estudantes de diversos níveis têm se dedicado a estudos no Núcleo de Tecnologia em Energia Solar (NT-Solar) da Escola Politécnica da PUCRS.

Criado em 1997, o NT-Solar é o único centro de P&D da América Latina projetado para a criação e a caracterização de células e módulos fotovoltaicos em escala piloto. Liderado pelos professores Adriano Moehlecke e Izete Zanesco, o Núcleo é o principal local de pesquisa de diversos alunos do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Tecnologia de Materiais (PGETEMA).

Os professores contam que a área que envolve estudos de energia solar é interdisciplinar, atraindo estudantes de diferentes áreas da Engenharia, da Química, da Física e da Matemática, por exemplo. “Um ponto positivo do projeto é que sempre envolvemos os alunos em todo o processo, desde a fabricação da célula solar, passando pela instalação, até a análise dos sistemas. Ou seja, estamos diretamente ligados com o mercado”, aponta Moehlecke.

Energia solar: uma opção sustentável

Células Solares

A aquisição de sistemas fotovoltaicos já é vista como um investimento / Foto: Bruno Todeschini

Em tempos em que questões econômicas estão em evidência em função da crise do coronavírus, pensar em alternativas sustentáveis para a geração de energia parece fazer ainda mais sentido. Segundo explica a professora Izete, o custo dos sistemas fotovoltaicos já não é mais tão alto como antes, o que torna essa opção ainda mais competitiva, abrindo espaço para a área no mercado e ampliando a demanda por profissionais. “Podemos ver a aquisição de um sistema fotovoltaico como um investimento para o futuro, uma vez que em cerca de cinco anos pagando a taxa mínima de energia elétrica já é possível recuperar o valor investido na instalação”, destaca.

Atualmente, as empresas oferecem uma garantia de 25 anos para os módulos fotovoltaicos, mas a verdade é que ainda não se conhece ao certo seu tempo de vida – pode ser que seja de 50 anos, por exemplo. “O consumidor pode se tornar um produtor de energia e ter sua independência do ponto de vista energético”, reforça Izete, lembrando que, além do aspecto econômico, a conversão da energia solar é uma maneira eficiente de se preservar o ambiente.

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Pesquisas do PGETEMA buscam opções para reduzir custos dos dispositivos

A doutoranda do PGETEMA Thais Crestani iniciou sua pesquisa sobre energia solar fotovoltaica ainda no mestrado, em 2014, que também realizou na PUCRS. Bacharela em Química, diz nunca ter pensado em fazer uma pós-graduação na Engenharia até saber da possibilidade de desenvolver uma pesquisa focada no meio ambiente. “Poder estudar maneiras de produzir energia elétrica de forma mais barata e com redução de etapas no processo de fabricação de células solares foi algo que me motivou muito a continuar a pesquisa em energia solar fotovoltaica no doutorado. Hoje, estou estudando e tentando desenvolver dispositivos que gerem menos resíduo no processo de fabricação das células e que, com a redução de etapas, torne a produção mais barata”, afirma.

Células Solares

Alunos participam de todos os processos, desde a fabricação da célula solar / Foto: Bruno Todeschini

A pesquisa do mestrando Augusto dos Santos Kochenborger também tem como um dos objetivos reduzir os custos da produção de sistemas fotovoltaicos. “Meu trabalho é sobre a otimização de etapas térmicas na fabricação de células solares, ou seja, estou trabalhando para melhorar o processo de produção dos principais componentes dos módulos fotovoltaicos, que transformam energia solar diretamente em energia elétrica. Com isto, os dispositivos podem ser fabricados em menor tempo, gerando menos custo”, relata o bacharel em Engenharia Física.

A questão ambiental também motiva Augusto, que considera as pesquisas na área importantes para poder qualificar a eficiência dos dispositivos. “Isso aumentaria as possibilidades de se produzir energia de fontes limpas”, conclui.

Para Thais, a conversão da energia solar é o futuro: “Sistemas fotovoltaicos podem ser instalados nos lugares mais remotos do mundo, onde não há acesso à energia elétrica, por exemplo”. A estudante, que defendeu sua dissertação em 2016, está concorrendo aos prêmios Conexão com Mercado e Engajamento Popular, promovido pela Rede Sapiens, com o trabalho desenvolvido durante o mestrado no PGETEMA.

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PPG em Engenharia e Tecnologia de Materiais recebe inscrições

Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Tecnologia de Materiais está com inscrições abertas para mestrado e doutorado. Dentro das áreas de concentração Engenharia e Tecnologia de Materiais e Materiais e Processos Relacionados, abrange diferentes linhas de pesquisa. Interessados em ingressar ainda neste ano podem se inscrever até o dia 19 de junho. Neste edital, a entrega da documentação será feita online.

Saiba mais sobre o ingresso

empreendedorismo femininoCom mais de 100 espectadoras de vários lugares do mundo, a 1ª Maratona Online de Empreendedorismo Feminino 4.0 promovida pela Escola de Negócios da PUCRS e o Centro Brasil de Baden-Württemberg, na Alemanha, estreou no dia 1º de junho. Com encontros sempre às 12h (horário de Brasília e 17h horário de Berlim), no Instagram @escoladenegociospucrs, as conversas acontecem até o dia 13 de junho e todas as lives ficarão disponíveis no perfil.

A conversa-piloto entre a professora Letícia Hoppe e as empreendedoras Kaka Cerutti e Verônica Sales inaugurou a série de lives com o tema negócios e os desafios enfrentados (e superados) neste momento de pandemia mundial.

Segundo a professora Ionara Rech, coordenadora do curso de Administração da PUCRS e uma das organizadoras do livro Empreendedorismo Feminino: protagonistas em ação, compartilhar experiências e vivências é uma forma de fazer com que as mulheres saibam que não estão sozinhas e compartilhem os desafios e soluções encontradas. “Estamos vencendo algumas batalhas e fazendo a mudança para as próximas gerações. Precisamos compartilhar as nossas histórias. Se eu pudesse dar um conselho para nós, mulheres, seria: que a gente cuide mais de si e estabeleça um olhar com mais confiança naquilo que podemos realizar”, ressalta.

Transformação gradual para o protagonismo feminino

Desde 2016 a Escola de Negócios promove ações voltadas ao Empreendedorismo Feminino com objetivo de proporcionar conexões entre empreendedoras e a apresentação de técnicas e soluções para seus negócios. O incentivo ao tema visa que cada vez mais mulheres se tornem protagonistas e ocupem cargos de liderança no mundo dos negócios, nas mais diversas áreas. Até o momento, mais de 3 mil empreendedoras já foram beneficiadas com as atividades.

A professora Ionara frisa que uma das principais dificuldades das mulheres é a falta de confiança nas suas próprias capacidades, mas que estão evoluindo e mudando o cenário de maneira gradual em diversos âmbitos. “Parte desde a forma como educamos as meninas: para que tipo de atividade elas são preparadas nas famílias e até mesmo nas escolas? É a partir daqui que são construídas as perspectivas, para que, quando elas cheguem a vida adulta, sintam-se fortalecidas e capazes de competir de igual para igual em qualquer área”, argumenta.

Programação

1 de junho

Empreendedoras: Kaká Cerutti e Verônica Sales
Mediadora: Professora Dra. Letícia Hoppe

2 de junho

Empreendedoras: Jaqueline Selva e Cíntia Lucarelli
Mediadora: Daniele Mazutti

3 de junho

Empreendedoras: Tatiane Silva e Hannah Kathren
Mediadora: Karen Romero

4 de junho

Empreendedoras: Lessandra Dralf e Lu Sellman
Mediadora: Carolina Barbosa

5 de junho

Empreendedoras: Ana Manssour e Aline Schumache
Mediadora: Professora Ionara Rech

6 de junho

Empreendedoras: Marta Duenas e Cláudia Merz
Mediadora: Professora Letícia Hoppe

7 de junho

Empreendedoras: Lú Brito e Francine Krüger
Mediadora: Professora Kellen Fraga

8 de junho

Empreendedoras: Giovana e Lúcia de Jesus
Mediadora: Professora Ionara Rech

9 de junho

Empreendedoras: Elaine Deboni e Tatiane Bungardt
Mediadora: Professora Letícia Hoppe

10 de junho

Empreendedoras: Márcia Brites e Vera Lúcia
Mediadora: Professora Naira Libermann

11 de junho

Empreendedoras: Cláudia Moreira e Adriana Escotero Felipe
Mediadora: Professora Loraine Muller

12 de junho

Empreendedoras: Michele Pereira e Bianca
Mediadora: Monica Carvalho

13 de junho

Empreendedoras: Mileine Vargas e Rosani Hart
Mediadora: Professora Letícia Hoppe

Jornada do usuário mudou a forma do varejo fidelizar o consumidor - Curso da Escola de Negócios da PUCRS aborda estratégias para se manter conectado, interativo e próximo do público

Foto: Blake Wisz/Unsplash

Desde os primeiros armazéns que surgiram no período colonial, passando pelas retiradas em balcão e pelos comerciantes ambulantes, até as vendas online e os pedidos feitos por aplicativos, o mercado de varejo evoluiu sua forma de atuar globalmente. No Brasil, o setor movimenta trilhões de reais, sendo uma das principais referências para avaliar o desempenho da economia. Só em 2016, foi R$ 1,31 trilhão, o equivalente a 20,84% do Produto Interno Bruto brasileiro (PIB) — considerando o Varejo Restrito: varejo total, exceto automóveis e materiais de construção.

Independentemente da época, o foco está no consumidor. E, em uma era digital e integrada, estar presente no mundo online não é uma opção para quem precisar ser visto e quer vender. Com a crise causada pelo novo coronavírus, muitas corporações se viram forçadas a acelerar o processo de transformação digital. “O que a gente está vendo hoje é que as empresas precisaram se reinventar. Aquelas que ainda apresentavam alguma resistência com as novas plataformas e com a internet, não tiveram escolha durante a pandemia. De uma forma muito rápida, tiveram que se adaptar”, conta Lélis Espartel, coordenador do curso de MBA em Gestão do Varejo e professor da Escola de Negócios da PUCRS.

Apesar do desafio de conquistar o público dentre tantas opções e variedades disponíveis, seja na internet ou nas lojas físicas, as empresas de varejo criaram novas estratégias e incorporaram diferentes soluções e tecnologias para se destacarem. Confira algumas das principais tendências da área e o que esperar do futuro:

Nem físico, nem digital: Omnichannel

Você entra na loja, compara algumas opções de produtos, mas não leva nenhum. Mais tarde, pelo celular, resolve concluir a compra. Pela praticidade e tempo, escolhe retirar a mercadoria na loja presencialmente. Se não gostar do produto, pode solicitar a troca tanto no site quanto no estabelecimento. Esse é o omnichannel, uma estratégia que, através da relação mais próxima com o público, consegue aumentar o número de conversões de visitas — em diferentes ambientes — em vendas realizadas.

Para que isso funcione, é necessário que a qualidade do atendimento seja a mesma no online e no presencial. Também é necessário pensar um sistema que integre as diferentes plataformas da empresa. Alguém que escolhe comprar um calçado no site, mas quer que a retirada aconteça na loja, precisa saber se existe estoque disponível ou não, por exemplo. “O futuro vai ser definido pela forma como o consumidor vai reagir a isso. Também existem os consumidores que resistiam às mudanças, e hoje percebem que são muito fáceis e convenientes”, explica Espartel.

A loja do futuro

Jornada do usuário mudou a forma do varejo fidelizar o consumidor - Curso da Escola de Negócios da PUCRS aborda estratégias para se manter conectado, interativo e próximo do público

Foto: Kelly Sikkema/Unsplash

Hoje já existem empresas que usam tecnologias para reproduzir a experiência de uma loja física na internet. Da mesma forma, práticas utilizadas no digital são aplicadas em estabelecimentos para entender melhor o comportamento do consumidor.

Jornada do usuário

Nada mais é do que o trajeto que o consumidor faz durante a compra. Ao analisar como o processo acontece, desde o primeiro contato, até a confirmação do pedido, é possível entender como o público se comporta. Isso permite aprimorar a experiência do usuário (UX) para que ele volte mais vezes.

Produtos personalizados

Comprar algo que só você tem traz a sensação de exclusividade. As empresas que oferecem a opção de personalizar itens para os clientes, seja cor, tamanho, estilo ou funcionalidade, permitem que os compradores se sintam mais satisfeitos e únicos.

Foco no local

Jornada do usuário mudou a forma do varejo fidelizar o consumidor - Curso da Escola de Negócios da PUCRS aborda estratégias para se manter conectado, interativo e próximo do público

Foto: Anna Dziubinska/Unsplash

Consumir dos pequenos negócios e apoiar os empreendedores que estão começando é um comportamento que ganhou ainda mais força durante a pandemia. Para evitar que estabelecimentos menores tivessem que fechar, algumas redes sociais criaram ferramentas para ajudar esse mercado a ter mais visibilidade, por exemplo. Os consumidores também tiveram que repensar seus hábitos para evitar aglomerações.

“O conceito de loja física vai ter que ser reinventado. Hoje, já se discutem os modelos dos shoppings centers. Um grande espaço físico com centenas de lojas e um aglomerado de pessoas pode não ser visto mais como tão atrativo”, destaca Espartel.

Mais do que preço, valores

Empresas que se posicionam e deixam seus valores e sua missão evidentes para o público tendem a conseguir se conectar melhor com as pessoas. Se o produto que você quer comprar está disponível pelo mesmo preço em duas lojas, mas a primeira delas promove ações beneficentes e comunitárias, ou demostra ser a favor de algo que você acredita, enquanto a outra não, a probabilidade de você não escolher a segunda empresa é muito maior.

Instituições que decidem assumir um papel de impacto social, visando não somente o lucro, costumam atrair mais empatia do público. Essa é uma característica bastante presente em empresas que já nascem nessa realidade digital e globalizada. Elas se preocupam mais com o desenvolvimento sustentável, o combate às desigualdades e a preservação do meio ambiente, por exemplo.

Sobre o curso de Gestão de Varejo

As transformações tecnológicas impactam diretamente a estrutura dos mercados e a competitividade das organizações. O curso de MBA em Gestão do Varejo aborda os desafios e oportunidades de um dos setores mais relevantes para a economia brasileira, especialmente por sua representatividade no PIB nacional e na geração de empregos, satisfazendo as necessidades de consumo do mercado.

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Criatividade, inovação,Programa StartupRS

Foto: fancycrave1/pixabay.com

A professora da Escola de Ciências da Saúde e da Vida Betina Blochtein e o professor da Escola de Negócios Vicente Zanella serão orientadores de dois projetos contemplados no Programa Doutor Empreendedor, uma parceria entre a Fapergs, Sebrae/RS e o CNPq. Ao todo foram 20 projetos escolhidos, baseados em ideias inovadoras, empreendimentos potencialmente sustentáveis e que podem levar conhecimento e tecnologias para o mercado, gerados nas universidades e centros de pesquisa.

Processos inovadores

Betina apoiará o intitulado Multiplicação e sustentabilidade de abelhas em centros urbanos por processo inovador em sistemas reprodutivos, coordenado por Charles Fernando dos Santos, bolsista de pós-doutorado na PUCRS. Os dois são sócios na startup Mais Abelhas, localizada no Parque Científico e Tecnológico (Tecnopuc) Viamão. “Nós desenvolvemos pesquisas com abelhas rainhas e temos trabalhado na multiplicação para produzi-las em larga escala. Esse projeto envolve a inseminação artificial de abelhas e a criação de abelhas rainhas em laboratórios”, conta.

Leia também: Pesquisadora da PUCRS promove a preservação dos agentes polinizadores

Tecnologia e saúde

Zanella está envolvido no projeto Desenvolvimento de novas tecnologias e implementação de plano de negócios para o Aplicativo CardioBreath, criado por Claudia Fetter. O docente da Escola de Negócios atuará no desenvolvimento de um modelo de negócios que permita o aperfeiçoamento do aplicativo, com inserção de novas funcionalidades e o desenvolvimento de um plano de gestão do produto.

A oportunidade de orientar a empresa surgiu a partir de um contato da autora do projeto com a Agência de Projetos da PUCRS, em busca de um professor com conhecimento em desenvolvimento de produtos inovadores para auxílio nas etapas de transformação de seu negócio em um modelo a ser explorado. “O projeto está voltado a disponibilizar, de forma ampla, uma solução voltada à saúde e o bem-estar da população, através de programas personalizados, aulas coletivas, cursos e workshops acessíveis de forma fácil, prática e rápida na palma da mão via aplicativo de celular”, conta Zanella.

Programa Doutor Empreendedor

O programa é destinado a doutores empreendedores, proprietários ou sócios de Microempresa ou Empresa de Pequeno Porte (MPE) para a apresentação de propostas de inovação com a obtenção de apoio financeiro. Objetivo é fomentar projetos de pesquisa e desenvolvimento de produtos ou de processos inovadores, realizados por doutores apoiados por instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICT), públicas ou privadas, sem fins lucrativos, sediadas no Rio Grande do Sul.

O Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc) promove, nesta quinta-feira, 21 de maio, o primeiro Tecnopuc Talks: lives semanais com convidados nacionais e internacionais que discutirão sobre ecossistemas de inovação no contexto atual, empreendedorismo, startups, entre outros temas. O primeiro bate-papo terá como convidado Francisco Saboya, presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). Quem receberá Chico é o Superintendente de Inovação e Desenvolvimento da PUCRS, Jorge Audy. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas clicando aqui.
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Sobre o convidado

Francisco Saboya é graduado em Ciências Econômicas (1982) e mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Pernambuco-UFPE (2006). É professor das disciplinas de Macroeconomia e Gestão de Sistemas e Tecnologias da Informação na Faculdade de Ciências da Administração da Universidade de Pernambuco, FCAP-UPE. Foi Secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Município do Cabo de Santo Agostinho (1998-1999) e Diretor Comercial da Empresa Pernambucana de Turismo (1995-1996). Como consultor de empresas, atua nas áreas de planejamento estratégico, engenharia de processos, reestruturação organizacional, gestão da inovação e gestão do conhecimento nos mercados público e privado. Desde agosto de 2007 ocupa o cargo de Diretor-Presidente do Porto Digital, parque tecnológico sediado em Recife-PE. É conselheiro do CESAR – Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife e do Softex Recife.
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Reprodução via Zoom

Na tarde desta terça-feira, dia 19 de maio, a PUCRS, o Parque Científico e Tecnológico (Tecnopuc) e o Hospital São Lucas (HSL) participaram da 4ª Reunião da Mesa Diretiva do Pacto Alegre, realizada por videoconferência. Os novos desafios impostos pela crise foram discutidos por mais de 130 participantes. A reunião contou com a presença do prefeito Nelson Marchezan Júnior. A PUCRS foi representada pelo Reitor, Ir. Evilázio Teixeira; pelo Relações Institucionais, Solimar Amaro; pelo Superintendente de Inovação e Desenvolvimento, Jorge Audy; o diretor geral do HSL, Leandro Firme, e o diretor médico, Saulo Bornhost.

O prefeito Nelson Marchezan Júnior apresentou os dados epidemiológicos da cidade, as medidas adotadas no enfrentamento da doença e as projeções de déficit na receita do Município em razão da queda na arrecadação e aumento de despesas. Marchezan propôs “um Pacto ainda mais atuante”, aumentando a responsabilidade das decisões conjuntas “para superar essa crise com muito mais grandeza e menos reflexos nocivos à nossa sociedade”.

Segundo Marchezan, diante dessa nova realidade é necessário reestruturar a máquina pública para ajudar especialmente a população mais vulnerável e preparar Porto Alegre para o retorno das atividades econômicas. “Nossas tomadas de decisão neste período crítico adotaram o caminho de gestão que já vinha sendo realizado na cidade – de inovação, de modernização, de desburocratização. Um exemplo é o aumento do número de leitos, que vinha de um histórico de fechamento, uma das nossas prioridades na prestação de serviços e fortalecimento da área da saúde”, afirmou.

Presente na videoconferência, o consultor espanhol Josep Piqué destaca que a partir de agora o Pacto terá que se reinventar. “Temos aprendido a trabalhar e viver pacificamente. O vírus entrou nas nossas vidas, nossas empresas e nossas universidades criando novos desafios sanitários, sociais, econômicos e governamentais. E dentro desse novo contexto vamos nos adaptar à realidade de uma vida mais digital”, declarou. Para o coordenador do Pacto Alegre, Luiz Carlos da Silva Pinto, a atuação integrada e ágil da Aliança pela Inovação pode colaborar bastante com a cidade. “A ideia é ter um conselho atuante para efetivarmos as mudanças necessárias, emergenciais e de longo prazo”, comentou.

Plataforma digital de financiamento coletivo

A presidente do Badesul, Jeanete Lontra, anunciou que a primeira entrega do Pacto Alegre durante a pandemia é a estruturação de uma plataforma digital de financiamento coletivo, conhecida como crowdfunding, que deverá ser usada para estimular startups, especialmente as da área da saúde, e incentivar o aquecimento da ‘nova economia’ neste momento atípico para a cidade. “É um projeto pioneiro e altamente inovador, que conta com a captação de recursos e de negócios, projetos e ideias em ambiente virtual”, explicou Jeanete, confirmando também o lançamento da iniciativa nos próximos dias.

O papel das universidades no combate à crise foi ressaltado pelo reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Rui Carlos Oppermann. “A prefeitura tem as três universidades como parceiras na superação da pandemia. A Aliança pela Inovação tem colaborado com as ações propostas, seja na confecção de equipamentos de proteção e hospitalares, ações sociais e suspensão das atividades presenciais do ensino”, disse.

Força-tarefa da PUCRS

Mais de 50 profissionais e pesquisadores da PUCRS, incluindo docentes da Escola de Medicina, Escola de Ciências da Saúde e da Vida, Escola de Humanidades, Escola Politécnica, Instituto do Cérebro do RS (InsCer), Parque Científico e Tecnológico (Tecnopuc) e do Hospital São Lucas estão mobilizados na busca de soluções para diferentes questões que envolvem a pandemia da Covid-19. O objetivo da iniciativa é promover um apurado posicionamento técnico e científico para o estado do Rio Grande do Sul, frente a todas as incertezas relacionadas ao comportamento da infecção e ao tratamento da patologia do novo coronavírus.

Saiba mais: Força-tarefa multidisciplinar da PUCRS é formada contra a Covid-19

startup garagemO Programa de Modelagem de Negócios do Tecnopuc Startups (Startup Garagem), voltado para empreendedores em geral – alunos de graduação e pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado) matriculados na PUCRS, professores, funcionários e Alumni da PUCRS – deu início as suas atividades on-line nesta segunda-feira. Entre elas, estão mentorias e acompanhamentos individuais para cada um dos projetos inscritos e encontros abertos ao público 

As palestras e workshops abertos ao público serão transmitidos ao vivo pelo Youtube do Tecnopuc. Empreendedores, investidores e professores da PUCRS e de outras universidades, compartilham experiências e ensinam os melhores caminhos a serem trilhados para quem deseja ter um modelo de negócio escalável no mercado. 

O primeiro encontro aberto transmitido na tarde de ontem contou com a presença do palestrante Cassio Bobsin, investidor, empreendedorCEO e fundador da empresa ZenviaConfira conteúdo de hoje e a programação das transmissões que acontecem no canal. 

 

Projeto de apoio a startups

Foto: Freepik

Além dos danos causados à saúde, a pandemia do novo coronavírus trouxe um abalo significativo também no setor econômico. Pensando nisso, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) criou um programa de aceleração que terá início em agosto, no Rio Grande do Sul. O BRDE Labs irá escolher 10 empresas de tecnologia do Estado, ainda em fase inicial, para ajudar a escalar o negócio, desenvolver seu produto e se aproximar de investidores e potenciais clientes. O projeto será conduzido pela Aliança para Inovação, que envolve as três principais universidades do estado – PUCRS, UFRGS e Unisinos  em parceria com a aceleradora Ventiur. 

A estrutura do Tecnopuc Startups oferece oportunidades para as startups localizadas no Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc); tanto na área de capacitação, quanto de fomento ao desenvolvimento dos seus planos de negócioTransmissões ao vivo com sociólogos, economistas e outros profissionais que ajudem a delinear a economia no cenário pós-coronavírus também estarão disponíveis para o público, de forma gratuita 

Para o professor Jorge Audy, superintendente de Inovação e Desenvolvimento da PUCRS e membro do Comitê Estratégico da Aliança para a Inovaçãoeste é um projeto que ocorre em um momento muito importante para todo o ecossistema de inovação gaúcho. “A iniciativa oferece uma oportunidade de desenvolvimento de novos negócios com foco na aplicação de novas tecnologias para o desenvolvimento da indústria, do comércio e do agronegócio, em um momento de crise.

O objetivo é estimular negócios inovadores que desenvolvam softwares, aplicativos ou hardware para melhorar a produção de indústrias, do comércio e da cadeia do agronegócio após o controle da pandemia. As empresas receberão ajuda de custo e mentoria durante quatro meses. As três melhores startups receberão uma premiação do BRDE ao final do programa, além da possibilidade de aporte adicional por parte da rede de investidores da Ventiur e apoiados pelo banco

jorge audy

Foto: Camila Cunha

Épocas de crise são oportunidades férteis para gerar inovações disruptivas. E as inovações disruptivas tem o poder de transformar nossas vidas. Os computadores, a energia nuclear, a Internet, até mesmo a barrinha de chocolate são inovações que surgiram em períodos de grandes crises mundiais. Assim como a Comunidade Europeia, a ONU e a própria OMS (Organização Mundial da Saúde).

Nestes períodos emergem muitas oportunidades para inovar, transformar nossas vidas e a sociedade que vivemos. Não será diferente nesta crise sanitária global que vivemos, muitas oportunidades estão surgindo e ainda irão surgir. Temos uma bela oportunidade para nos transformarmos em duas áreas, como pessoas e sociedade. Para melhor. Apesar do sofrimento em tantas dimensões, talvez estivéssemos mesmo precisando de um empurrão para repensarmos o nosso papel no mundo.

A primeira área está relacionada ao papel e à importância da Educação e da Ciência. Há décadas nosso maior desafio no Brasil é a Educação. Tanto em termos de qualidade como em termos de inclusão. Por que a educação é tão importante? Porque é a base de um processo de formação para a cidadania, um eixo estratégico para promover o desenvolvimento humano e social, além de ser o maior patrimônio de um povo.

E também porque promove um fluxo contínuo que começa na Educação e evolui para o reconhecimento e o fomento da Ciência, da Tecnologia e da Inovação. É este fluxo que gera a elevação dos indicadores de desenvolvimento de uma nação (social, ambiental e econômico). E esta crise está mostrando de forma inequívoca a importância da Ciência para combater o Covid-19.

Igualmente, a educação formal vem sendo desafiada para repensar seus paradigmas, com a adoção massiva das tecnologias de informação e comunicação, como mediações que anunciam novos modelos de educação. Uma nova educação para uma nova sociedade. As duas partes iniciais deste contínuo, Educação e Ciência, possuem importância estratégica e são estruturantes de uma nação no século XXI; não somente para enfrentar pandemias, mas também para incidir nas desigualdades sociais ainda existentes, permitindo que o conhecimento possa ser acessado por todos e, igualmente, capaz de criar novas formas para superar os históricos problemas da sociedade, de modo a promover um desenvolvimento mais justo, igualitário e sustentável (fome, mudanças climáticas, energia, etc.) Temos que aprender isto de uma vez por todas. Não podemos esperar mais.

A segunda está relacionada com a oportunidade de reflexão sobre o real significado das nossas vidas que o distanciamento físico, e não social, nos possibilita experimentar. A necessária busca de uma nova relação com as pessoas e o coletivo. Com as tecnologias que passam a ser vistas como ferramentas a serviço das pessoas.

Pode emergir um novo humanismo. Humanismo como atitude frente aos desafios. Uma nova forma de estar no mundo. Humanismo como uma nova forma de cuidarmos uns dos outros. Pensar o coletivo antes do individual. A volta das pessoas para casa, também, é um convite para nos reconectarmos com o nosso interior, aos nossos sentimentos e às nossas relações.

Mas, também, estabelece novas formas de estarmos no mundo, de trabalharmos e nos relacionarmos com familiares, amigos e colegas. É inegável o potencial humanizador desta crise que, vista como oportunidade, pode favorecer a revisão de valores, a renovação do cuidado (de si e do outro), o senso de bem comum e a responsabilidade pela coletividade.

Educação, Ciência e a busca de um novo Humanismo. Áreas clamando por Inovação em nosso país. Inovação Disruptiva. Transformadora. Social.

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Foto: Unsplash

Em sua terceira edição, o Programa de Empreendedorismo Rocket, do Idear, lançou sua versão na modalidade online, em parceria com a WTF! School, e com apoio do Sebrae. Assim, projetos que obtiveram destaque no ano de 2019 no Torneio Empreendedor e nas Maratonas de Inovação da PUCRS seguem recebendo suporte e orientações. Ambas são realizadas com a ajuda das sete Escolas da PUCRS e o Tecnopuc, com o objetivo de capacitar pessoas e desenvolver projetos.

O conceito do Rocket está fundamentado em estruturar novos negócios através do propósito de cada indivíduo, pensando em gerar impacto social. Para esta edição, o programa foi reformulado e conta com diferentes etapas de desenvolvimento, divididas em módulos. Na primeira parte, é realizado o Design Thinking, Canvas e consultorias agendadas com a mentoria da WTF! School. Na segunda, serão trabalhados aspectos práticos de modelagem de negócios envolvendo produto viável mínimo (MVP), técnicas de apresentação para investidores e Pitch (uma apresentação breve).

 

Novas ideias e formas diferentes de aprender

Para Luana Silva, estudante de Psicologia e integrante de uma das equipes destaque da Maratona de Inovação das Escolas de Ciências da Saúde e da Vida e de Humanidades, o programa está sendo um aprendizado diferente. “Sinto que é uma ótima oportunidade para repensar o produto, coisas que, antes do Rocket, nós não tínhamos parado para pensar”, comenta. Atualmente, a aluna conta com o apoio da colega Laura Brito, estudante de Pedagogia.

Juntas, elas pretendem desenvolver uma camiseta específica para pessoas com autismo, levando em consideração a sensibilidade específica que esse público possui em relação aos tecidos. Hoje, o projeto leva o nome de Sensory-ou.

Para outros estudantes, o processo é um pouco diferente. É o caso de Evellinne Riva, aluna da Escola de Medicina e integrante do projeto InflaHeatlh, que já está pensando na etapa de prototipagem. “Nós sabemos o que é preciso para trabalhar com o projeto, já sabemos como desenvolver”, comenta. Atualmente, existem outros cinco integrantes no grupo: Carolina Knijnik, Gabriela Massoni, Renata Amaral, Alessandro Borges e Roger Fonseca.

Junto com Evellinne, eles(as) foram destaque na Maratona de Inovação das Escolas de Medicina, de Negócios e Politécnica do ano passado. A solução proposta pelo grupo visa facilitar a circulação sanguínea de pacientes acamados através de mecanismos alternativos. No momento, esse processo em hospitais exige um grande esforço físico por parte de enfermeiros para que isso aconteça.

“Projetos de pessoas que iniciam apenas com uma forte vontade de fazer a diferença no mundo têm a possibilidade de ganhar corpo e embasamento para seguirem etapas futuras. O Rocket tem como objetivo ser o início de uma trajetória voltada para a inovação e o empreendedorismo”, comenta a professora Gabriela Kurtz, do curso de Publicidade e Propaganda, da Escola de Comunicação, Artes e Design – Famecos, integrante da equipe do Idear e responsável pelo Projeto Rocket 2020, em parceria com a professora Roberta Motta, do curso Psicologia, da Escola de Ciências da Saúde e da Vida.

 

Quem está fazendo o Rocket?

Parceira nesta edição, a WTF! School busca desenvolver pessoas e acredita no protagonismo como força motriz. De acordo com Felipe Menezes, engenheiro e idealizador da empresa, a iniciativa tem o objetivo de olhar para o futuro, mas tendo em perspectiva o contexto atual. Seguindo essa linha e em consonância com a necessidade do distanciamento por conta da Covid-19, o conteúdo programático do Rocket foi pensado para o contexto digital. “Quando apresentamos o planejamento do Rocket, nós pensamos muito no cenário online de mentorias e sobre qual é o contexto em que estamos inseridos. Isso influenciou bastante na escolha de conteúdos que estão presentes em cada módulo”, destaca.

Para a jornalista e sócia de Felipe na WTF! School, Roberta Ramos, é necessário olhar para outros aspectos, que nem sempre são levados em consideração. “Muitas vezes, quando falamos em educação holística, as pessoas entendem como algo místico, mas na verdade estamos falando sobre unidade, sobre olhar para todos os aspectos que são relevantes”, comenta. Nesse sentido, Roberta ainda fala sobre a importância de entender as organizações exponenciais, um modelo de negócios que está baseado em novos valores e propostas – não necessariamente em tecnologia. Para essas organizações, o valor agregado está na inovação de produto ou processo.

O Projeto Rocket vai até o dia 20 de junho, data da conclusão do segundo módulo. Vale lembrar que essa é uma oportunidade exclusiva para pessoas que participaram do Torneio Empreendedor e das Maratonas de Inovação de 2019 e que foram destaque com seus projetos. Quer saber como participar? Esses dois eventos também vão ocorrer em 2020. Para acompanhar as notícias sobre abertura de inscrições, siga o Idear no Facebook e acompanhe o site: idear.pucrs.br.