Ensino

Estudantes da Universidade criam solução que estimula o pensamento computacional

segunda-feira, 04 de maio | 2020

Introduzir, de forma lúdica e interativa, os pilares do pensamento computacional no ensino de crianças com idades entre seis e 10 anos. Esse é o propósito do aplicativo MindLand, desenvolvido por uma equipe composta por cinco estudantes de diferentes universidades. A solução é uma das finalistas na categoria Educação da 8ª edição do concurso Campus Mobile, promovido pela Associação do Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico (LSI-TEC). O concurso visa inspirar o desenvolvimento de projetos que promovam impacto social e tem como parte da premiação uma viagem ao Vale do Silício, nos Estados Unidos.

O estudante Guilherme Piccoli, aluno do 7º semestre de Engenharia de Software na Escola Politécnica da PUCRS e um dos representantes do projeto MindLand, destaca o conceito por trás projeto. “O pensamento computacional é uma maneira de solucionar problemas através de um método, podendo ser utilizado por qualquer pessoa, de qualquer área. A nossa ideia é trabalhar os pilares desse conceito na aprendizagem de crianças”, comenta.

Piccoli ressalta que, entre os pilares do pensamento computacional, estão a Decomposição, o Reconhecimento de Padrões, a Abstração e o uso de Algoritmos. “Esses pilares auxiliam na divisão de problemas complexos em partes menores, na identificação de aspectos comuns entre processos, na análise de elementos importantes e no descarte daqueles que não são relevantes naquela tarefa e na construção de um conjunto de instruções para a realização de uma atividade ou solução de um problema”, explica. O estudante ainda destaca que a proposta do MindLand é inserir os conceitos de forma leve e prazerosa para as crianças. “Introduzimos esses pilares em jogos, o que faz com que a criança passe por situações que a envolva, mesmo sem perceber”.

Iniciativa já olha para o futuro

Para a equipe do MindLand, o projeto também é uma oportunidade para o futuro. “A Base Nacional Comum Curricular pretende incorporar o pensamento computacional, tornando obrigatório o ensino nas escolas. Enxergamos nisso, também, uma grande oportunidade”, afirma Guilherme Piccoli.

De acordo com o representante do MindLand, o aplicativo já passou por alguns testes, obtendo retornos positivos. “Vimos crianças bem engajadas e determinadas a melhorarem seu progresso. Também realizamos um formulário para os pais e tivemos quase 100 pessoas interessadas em continuarem a receber informações sobre o projeto”, conta Piccoli.

Além de Guilherme Piccoli, representam o MindLand no concurso Campus Mobile os estudantes Saulo Busetti, alumni de Direito também da PUCRS, e Gustavo Travassos, aluno de Ciência da Computação da Universidade do Vale dos Sinos. Também participam da iniciativa Eduardo Sarmanho, estudante de análise e desenvolvimento de sistemas na Uniritter, e Fernando Maioli, aluno de Engenharia de Software na PUCRS.

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