A pesquisadora Daniela Seibt, da Escola de Comunicação, Artes e Design da PUCRS, defendeu sua tese de doutorado intitulada “A Constituição Imaginária do Blockchain: Uma Análise Crítica da Confiança em Rede” em 22 de março de 2024. O trabalho, orientado pelo professor Dr. André Pase, foi aprovado pela banca examinadora composta pelos professores Dr. Juremir Machado da Silva, Dr. Rafael Prikladnicki, Dra. Elizabeth Saad Pereira e Dr. Rodrigo Cássio Oliveira.
sexta-feira, 26 de julho | 2024A pesquisadora Daniela Seibt, da Escola de Comunicação, Artes e Design da PUCRS, defendeu sua tese de doutorado intitulada “A Constituição Imaginária do Blockchain: Uma Análise Crítica da Confiança em Rede” em 22 de março de 2024. O trabalho, orientado pelo professor Dr. André Pase, foi aprovado pela banca examinadora composta pelos professores Dr. Juremir Machado da Silva, Dr. Rafael Prikladnicki, Dra. Elizabeth Saad Pereira e Dr. Rodrigo Cássio Oliveira.
De acordo com a pesquisadora, o desenvolvimento do blockchain desafia as estruturas hierárquicas e centralizadas que dominam o sistema econômico atual, além de impactar as crenças, pensamentos, hábitos e relações sociais. “Esta tecnologia não só oferece uma promessa de segurança e transparência, mas também levanta questões sobre a confiança, um valor que permeia todas as relações humanas e está em crise há anos”, explica. Para investigar essa dinâmica, foi proposto um estudo que mapeia a constituição imaginária do blockchain, examinando como os discursos sobre a tecnologia são produzidos por atores da área e de que forma eles podem ser aplicados na indústria da comunicação.
O objetivo foi mapear a constituição imaginária do blockchain a partir do discurso sobre a tecnologia produzido por atores/agentes desta área em construção, identificando os enunciados que materializam na prática os conceitos atribuídos à tecnologia blockchain, examinando a constituição imaginária dos discursos sobre blockchain, e discutindo sobre o valor da confiança no atual contexto de comunicação com base nos atributos de uma tecnologia que tem como premissa entregar confiança em rede descentralizada.
Daniela também compartilha as motivações por trás da realização do trabalho: “A decisão de conduzir este estudo é motivada não apenas pelo interesse pessoal em contribuir para o movimento de transformação digital em nossa sociedade, mas também pelo imaginário gerado em torno da tecnologia blockchain. Esta tecnologia desafia estruturas hierárquicas e centralizadas, impactando nosso sistema econômico, além de nossas crenças, pensamentos, hábitos e relações sociais.”
Segundo a pesquisadora, trazer o blockchain à pauta da comunicação significou muito mais do que reforçar uma narrativa midiatizada que tem como base apenas o principal atributo da tecnologia: a confiança. “Tal cenário trouxe a possibilidade de refletir sobre formas de comunicação digital a partir de uma nova lógica de confiança, levando em conta outros elementos desse ecossistema”, observa Daniela. Ela acrescenta que, ao final do estudo, foi possível observar que a comunicação, midiatização, dataficação e financeirização se conectam de maneira muito mais profunda em uma sociedade onde a tecnologia é pautada midiaticamente a partir da lógica do capital financeiro.
Daniela pretende seguir aprofundando a temática, acreditando no potencial do tema e suas transversalidades como um importante campo de pesquisa para o estudo do mundo digital. “A era moderna da informação é um cenário complexo e é preciso navegá-lo com o maior aporte de conhecimento possível, nos preparando para encarar o que ainda está por vir”, conclui.