Ir. Evilázio Teixeira, reitor da PUCRS, refletiu sobre a relevância do South Summit em artigo para caderno especial do Grupo RBS

“South Summit é transformação!” Foi com esta frase que María Benjumea, fundadora do evento na Espanha, concluiu seu discurso na abertura da terceira edição em Porto Alegre. Esta afirmação é ousada e provocativa. Nos faz pensar: será mesmo que um evento de três dias com a temática da inovação e empreendedorismo tem toda essa força transformadora? A resposta passa por outra pergunta: de que transformação estamos falando? Temos alguns indícios. Ainda estávamos vivendo a pandemia da COVID quando um grupo formado por empresários, líderes governamentais e agentes das universidades e parques tecnológicos do Rio Grande do Sul iniciaram um diálogo com o South Summit Madrid, manifestando o desejo de criar uma edição brasileira com sede em Porto Alegre

Contudo, somente a vontade não seria suficiente. Era preciso esforço coletivo, unindo num mesmo propósito e ação coordenada os governos estadual, municipal, empresas, investidores e instituições capazes de viabilizar tal empreendimento. Neste ponto, teve início a primeira transformação: trabalho colaborativo com meta clara, afinal, o aspecto da “divisão” também é marca constitutiva da tradição sul-riograndense. Superada essa fase, nasceu o maior evento de inovação e empreendedorismo da América Latina, que chega ao seu terceiro ano movimentando pessoas e gerando negócios sem fronteiras, sinalizando que algo novo está acontecendo em nossa cultura gaúcha.

Sim, o South Summit é transformação. Nele, nos encontramos enquanto pessoas e sociedade que desejam prosperidade, geração e compartilhamento das riquezas, superação das mazelas sociais. É maravilhosa toda a efervescência e movimento que a inovação é capaz de gerar. E esta é a nossa missão como Universidade: gerar e transformar conhecimento em desenvolvimento social, ambiental, cultural e econômico, preparando as pessoas para mudar o mundo para melhor. Esta crença, aliada ao posicionamento pela inovação, geração de impacto e valor para a sociedade, faz a PUCRS atuar concretamente em prol de iniciativas catalizadoras do desenvolvimento em suas múltiplas dimensões.

Não é apenas nosso Parque Tecnológico, o Tecnopuc, que se movimenta nessa direção, mas toda a Universidade enquanto ecossistema de inovação. Assumimos com ousadia o horizonte de sermos uma nova universidade para uma nova sociedade, reconhecida pelo seu impacto e relevância. Nos conectamos profundamente com os valores do South Summit ao harmonizar diferentes atores de forma interdependente, promovendo objetivos coletivos capazes de gerar resultados acadêmicos, científicos, econômicos e sociais de impacto. A relevância de uma universidade passa por aquilo que o filósofo Sêneca coloca como imperativo na vida: “permite que todos os teus esforços sejam orientados para alguma coisa, permite que eles mantenham esse objetivo em vista”.

A este desafio, a PUCRS procura responder de maneira integrada, quer dizer, fazendo jus ao que lhe é específico (pesquisa, ensino, extensão e serviços) e sua interação com o mundo do trabalho, do mercado, atenta às expectativas da sociedade na qual está inserida. Nesse sentido, a inovação é, sem dúvida, uma das vias privilegiadas, mas não a única, para a construção dessa sociedade melhor que almejamos. Quando assistimos no South Summit as startups apresentando seu propósito ou empresários e instituições compartilhando experiências e planos, fica evidente que estamos falando de algo que vai além das tecnologias e dos negócios em si. Trata-se de viver melhor, vencendo barreiras, ousando criar novas realidades sem perder de vista que o ser humano segue no centro de sua própria ação.

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Atividades acontecem nos dias 20, 21 e 22 de março, integrando o South Summit Brazil, no Cais Mauá

David Ochi é diretor-executivo de Inovação / Foto: Reprodução

Diretor-executivo de Inovação da Universidade da Califórnia – Irvine (UCI), David Ochi é um renomado especialista em tecnologia, startups e empreendedorismo, com mais de 30 anos de experiência nesses ramos. David criou a sua primeira empresa aos 13 anos e, desde então, já fundou mais de dez outras. Com esse currículo de peso, o norte-americano ministrará nove mentorias gratuitas oferecidas pelo Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc) e pela UCI, voltadas às startups inscritas no South Summit Brazil

O objetivo das mentorias é fornecer informações para as startups poderem acessar o mercado dos Estados Unidos. As mentorias terão duração de 20 minutos cada, todas presenciais, no Cais Mauá. Serão três em cada dia do South Summit, que vai de 20 a 22 de março de 2024, todas em inglês e com três startups participantes em cada uma. As vagas já foram preenchidas. 

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“A inovação vinda da região do Rio Grande do Sul rivaliza com a de muitas áreas do mundo. Estou ansioso para apoiar essas visões e ver como elas podem impactar não apenas a região, mas toda a América Latina e o mundo”, afirma David.  

Também no evento, David palestrará no palco principal sobre o empreendedor full stack, como é chamado aquele que tem visão sistêmica. 

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Mentoria Coletiva no Tecnopuc 

Na sexta-feira, dia 22, às 11h, David Ochi dará uma mentoria coletiva para startups inscritas no South Summit, no Tecnopuc. A aula integra o calendário da Rota da Inovação, na programação do South Summit.  

As atividades de Ochi em Porto Alegre reforçam a parceria entre a UCI e a PUCRS no desenvolvimento de negócios internacionais. David já esteve três vezes no Brasil: no ano passado, participou do festival de inovação e empreendedorismo Tecnopuc Experience e do lançamento da segunda edição da Beall and Butterworth Product Design Competition, realizada pela PUCRS e pela UCI e incentiva alunos das duas instituições a desenvolverem soluções para problemas de design. Em 2022, ele já havia participado da primeira edição do evento. 

Sobre o Tecnopuc 

O Tecnopuc é um ecossistema de inovação global cuja missão é ajudar a transformar a sociedade por meio do conhecimento aplicado em negócios inovadores e de impacto ambiental, social e econômico, desenvolvendo e conectando talentos e organizações anywhere a partir da ciência e da tecnologia. 

A atuação do Tecnopuc se baseia em quatro áreas: indústria criativa, tecnologia da informação e comunicação, ciências da vida e energia e meio ambiente. Esse ecossistema abriga 250 organizações e 6,5 mil pessoas, conectadas a mais de 150 ambientes de inovação espalhados pelo mundo. Em 10 anos, a meta é desenvolver mil negócios inovadores nesse ambiente. Algumas das organizações globais expoentes ligadas ao Tecnopuc são Apple Developer Academy, HP, Huawei, KPMG, Marcopolo e Junior Achievement, enquanto as nacionais e startups incluem Globo, Sebrae, UOL Edtech, 4all, getnet, entre muitas outras.

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A programação contará com a presença da Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos

O evento acontece no Tecnopuc na terça-feira, dia 19. / Foto: Giordano Toldo

Entre os dias 18 e 20 de março, representantes de parques científicos e tecnológicos e de áreas de inovação do mundo todo se encontrarão em Porto Alegre durante a Conferência IASP América Latina 2024. Com o tema “Aliança para Inovação – Conectando a América Latina para o Impacto”, a programação de três dias contempla painéis, day pass no South Summit Brazil 2024 e visitas técnicas a quatro ambientes de inovação do Rio Grande do Sul: Tecnopuc, Tecnosinos, Zenit e Instituto Caldeira.  

O encontro é organizado pela Associação Internacional dos Parques Científicos e Áreas de Inovação (IASP) e pela Aliança para Inovação UFRGS, PUCRS e Unisinos, através de seus parques científicos e tecnológicos Zenit, Tecnopuc e Tecnosinos, com apoio da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Prefeitura Municipal de Porto Alegre e do South Summit Brazil 2024. No evento, especialistas envolvidos na transformação de realidades locais compartilharão experiências e desafios dos ecossistemas regionais, dividindo painéis com palestrantes de localidades diferentes para discutir como avançar na conexão da América Latina e gerar impacto local por meio da inovação.  

Esta será a primeira conferência da IASP este ano. Estão previstas outras edições no Quênia, no Canadá, no Reino Unido e nos Emirados Árabes Unidos. A importância desses encontros regionais é concentrar os membros nas questões mais relevantes em diferentes partes do mundo.  

Sobre a IASP  

A IASP é a principal associação de espaços de inovação em todo o mundo. A sua missão é ser a rede global para parques científicos, distritos, áreas e outras comunidades de inovação, impulsionando o crescimento, a internacionalização e a eficácia dos seus membros.  

A associação coordena uma rede ativa de profissionais de inovação, apoiando a sua missão de promover o desenvolvimento econômico sustentável nas suas cidades e regiões. Também promove oportunidades de negócios para os membros e suas empresas, aumentando sua visibilidade e multiplicando suas conexões globais, além de representar parques e áreas de inovação em fóruns e instituições internacionais.  

O Brasil está representado na IASP pelo superintendente de Inovação e Desenvolvimento da PUCRS e do Tecnopuc, Jorge Audy. Ele integra a nova diretoria da associação, que se reuniu pela primeira vez entre 12 e 14 de fevereiro em Málaga, na Espanha, onde fica a sede mundial da IASP.  

Sobre o Tecnopuc

O Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc) é um ecossistema de inovação global que tem como missão ajudar a transformar a sociedade por meio do conhecimento aplicado em negócios inovadores e de impacto ambiental, social e econômico, desenvolvendo e conectando talentos e organizações anywhere a partir da ciência e da tecnologia. 

A atuação do Tecnopuc se baseia em quatro áreas: indústria criativa, tecnologia da informação e comunicação, ciências da vida e energia e meio ambiente. Esse ecossistema abriga 250 organizações e 6,5 mil pessoas, conectadas a mais de 150 ambientes de inovação espalhados pelo mundo. Em 10 anos, a meta é desenvolver mil negócios inovadores nesse ambiente. 

Algumas das organizações globais expoentes ligadas ao Tecnopuc são Apple Developer Academy, HP, Huawei, KPMG, Marcopolo e Junior Achievement, enquanto as nacionais e startups incluem Globo, Sebrae, UOL Edtech, 4all, getnet, entre muitas outras. 

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Além de estar ativa no evento, Universidade recebe também ao longo da semana uma série de atividades em seu Campus

A PUCRS ira marcar presença no South Summit Brasil para apresentar suas soluções corporativas. / Foto: Tiago Beef

Entre os dias 20 e 22 de março, a Universidade participa do South Summit Brazil, evento que aguarda um público estimado de 24 mil pessoas em Porto Alegre. Neste ano, além da participação por meio de agentes do ecossistema de inovação como painelistas durante a programação do evento, a PUCRS estará presente em um espaço exclusivo do evento: o Business Lounge Armazem.  

Um time de colaboradores de diferentes áreas irá apresentar e buscar novas conexões para as Soluções Corporativas da universidade – serviços e operações destinados para empresas e organizações. Nosso Parque Científico e Tecnológico segue sendo destaque durante toda a programação e contará com um estande exclusivo na área Marketplace, lado a lado a outros ecossistemas de inovação gaúchos. 

“Estaremos no espaço Business Lounge, onde profissionais da Universidade conversarão com os visitantes do evento apresentando o nosso portfólio de possibilidades. Além disso, levaremos convidados para aumentar a experiência de como é o nosso ecossistema corporativo”, explica Leandro Pompermaier, gestor de Relacionamento e Negócios do Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc).

Presença transversal 

No South Summit, a PUCRS dará destaque a três soluções corporativas: o PUCRS Consulting, uma consultoria corporativa que conecta o conhecimento da Universidade com grandes e médias organizações públicas e privadas, oferecendo soluções de ponta a ponta, desde a execução de projetos pontuais até o desenvolvimento de inteligência estratégica do mais alto padrão. “Essa consultoria começa com a transformação do nosso conhecimento e serviços disponibilizados para a sociedade corporativa”, explica Leandro Pompermaier.  

A outra linha é a educação corporativa, uma vertente que faz treinamento de times e de empresas para que eles possam se atualizar constantemente, seja na área de tecnologia, negócios ou da parte humana. Para isso, a Universidade oferece mais de 400 cursos em todos os níveis de ensino, nas modalidades presencial e online, e inclusive personalizados conforme a necessidade do negócio. 

A terceira linha é o Tecnopuc, considerado o quarto maior ecossistema global de inovação, que envolve empresas públicas e privadas, centros de pesquisa, startups e entidades profissionais e empresariais em uma comunidade articulada que colabora para o desenvolvimento de negócios inovadores.  

“Temos muita clareza no posicionamento de ser uma instituição de excelência em educação em negócios no Brasil, aliando ensino, pesquisa e serviços ao ecossistema de inovação da Universidade”, destaca Ir. Evilázio Teixeira, reitor da PUCRS.

Além da parceria na cobertura que será feita pela RBS, a Universidade também realizará uma cobertura especial em seus canais proprietários. Acompanhe! 

Rota da Inovação no Tecnopuc terá como foco agro e food techs  

O South Summit Brazil terá este ano uma nova edição da Rota da Inovação, uma iniciativa gratuita do Pacto Alegre na agenda do evento para proporcionar uma imersão nos ambientes de inovação de Porto Alegre. O Tecnopuc participa da Rota da Inovação ao lado de Instituto Caldeira, Zenit (UFRGS) e Tecnosinos, cada um com dias, horários e temáticas próprios. 

No Tecnopuc, a Rota ocorrerá no dia 22, das 9h às 11h, com foco no agro. Na visita, será possível conhecer projetos, empresas, startups e cases de inovação em agro e food do ecossistema do Tecnopuc. O roteiro começa com as boas-vindas do coordenador do Celeiro AgFood Hub e professor da Escola de Negócios da PUCRS, Luís Humberto Villwock. Depois, haverá quatro painéis com especialistas: Ecossistema de Agfoodtech em Israel, com Ricardo Lomaski (Instituto de Tecnologia de Israel); Savefarm, com Gabriel Borges (CTO); Prospecta bio, com Lidia Fiuza (CEO), e Grazing, com Lidiane Raquel Eloy (CEO). 

“A Rota da Inovação no Tecnopuc irá enfatizar o tema agro e food techs, a partir da experiência de um dos lugares mais avançados em inovação nestas áreas no mundo, o Technion – Instituto de Tecnologia de Israel, contando com o relato do Ricardo Lomaski. Na oportunidade, apresentaremos nosso escopo de atuação ampliado, agregando food techs às nossas agtechs, apresentando o pitch de algumas startups vinculadas ao Celeiro AgFood Hub”, explica Villwock.

Campus com foco total em Inovação 

A PUCRS receberá ainda, ao longo da semana, a Conferência IASP América Latina 2024. O evento, realizado pela Associação Internacional de Parques Científicos e Áreas de Inovação (IASP) e pela Aliança para Inovação UFRGS, PUCRS e Unisinos, acontece de 18 a 20 de março de 2024. O encontro é uma oportunidade de conhecer e interagir com lideranças que transformam as realidades locais por meio da inovação. A programação conta com visitas técnicas a ambientes de inovação locais, painéis com especialistas de áreas de inovação e se integra com o South Summit Brazil. Clique aqui para saber mais.  

Sobre o South Summit   

O South Summit é reconhecido como uma plataforma global para inovação e conexões entre os principais participantes do ecossistema global, startups, corporações e investidores para gerar resultados e negócios. A iniciativa, criada pela Espanha Startup em 2014, está sediada em Madrid e estende sua rede de conexão para o resto do mundo.  

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Leandro Pompermaier, sxsw

Foto: Arquivo pessoal

O South by Southwest, mais conhecido como SXSW, está acontecendo desde o último sábado (8), em Austin (Estados Unidos). O evento, que é considerado um dos maiores da área de tecnologia do mundo, vem gerando novos relatórios e insights sobre o mercado e o futuro da tecnologia. A PUCRS está entre as instituições participantes do evento, com uma cobertura realizada por um time de embaixadores nas redes sociais da Universidade e do Tecnopuc. Leandro Pompermaier, pesquisador e gestor de Relacionamento e Negócios do Tecnopuc, é um desses embaixadores e compartilhou seus insights sobre as novidades apresentadas no SXSW. Confira: 

Dia 1: mercado, deep fake e produção de conteúdo  

No primeiro dia de evento, Leandro esteve presente em alguns painéis nos quais foram debatidos temas sobre a situação atual do mercado de startups, a grande produção de deep fakes nas redes sociais e a produção de conteúdo com proposito. Nesse contexto mercadológico, ele avalia que o capital de risco se tornou dependente de capital barato e prioriza startups de escalabilidade rápida em detrimento da sustentabilidade a longo prazo. 

“O financiamento está cada vez mais concentrado em negócios maiores e menos em startups – ainda que as startups recebam muito mais financiamento do que no passado”, pondera. 

Sobre as deep fakes, o pesquisador ressalta que elas representam sérias ameaças, podendo impactar em eleições, golpes e disseminação de desinformação. Ele acredita que as atuais regulamentações para o uso dessa tecnologia são insuficientes para conter sua disseminação descontrolada.  

“Avanços em inteligência artificial (IA) estão acelerando a corrida armamentista entre criadores e detectores de deepfakes, exigindo inovação constante para permanecer à frente do problema. Embora a maioria das aplicações de IA sejam benéficas, o potencial para deep fakes exige ação urgente e coordenada entre governo, empresas de tecnologia e sociedade”, avalia.  

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Painel “Dream Big, Disrupt Boldly: A Conversation with Joe Gebbia, Co-Founder of Airth e Samara”. / Foto: Arquivo pessoal

Leandro também esteve presente na palestra de Mark Rober, ex-engenheiro da Nasa que fez transição de carreira e se tornou criador conteúdo para YouTube – acumulando mais de 30 milhões de seguidores por meio de conteúdo de vídeo criativo. Pompermaier explica que, para virar essa chave e encontrar novos caminhos profissionais, é preciso adotar uma mentalidade de crescimento e tratar os desafios como oportunidades para aprender e melhorar.  

“Desenvolver um conteúdo envolvente e convincente, seja vídeos educacionais ou histórias pessoais, é importante para se conectar com amplas audiências e causar impacto. Mark aplica esses princípios para melhorar o aprendizado de ciências.” 

Dia 2: medicina, imprensa, IA e neurotecnologia 

No segundo dia de SXSW, Pompermaier esteve presente em alguns painéis do evento e destaca alguns assuntos relacionados à medicina e ao impacto da Inteligência Artificial na indústria midiática, entre outros. Tratando-se da área da medicina, acredita que o futuro da saúde envolverá uma combinação de ferramentas de alta tecnologia, como sensores e IA, juntamente com o importante toque humano de médicos e cuidadores. 

“As tecnologias digitais já estão melhorando áreas como visitas de telemedicina e monitoramento remoto de pacientes ao fornecer dados de saúde objetivos. A IA pode ajudar a reduzir os ônus administrativos sobre os médicos e dar-lhes mais tempo para se concentrar nos pacientes por meio de ferramentas como a tomada de notas automatizada”, pontua.  

No painel sobre a indústria midiática, Pompermaier destaca que a IA tem um enorme potencial para transformar a criação de conteúdo, permitindo interações mais rápidas, experiências mais personalizadas e novas formas de narrativa. “No entanto, seu uso precisa ser cuidadosamente considerado sob uma perspectiva criativa e ética”, pondera. 

Foto: Arquivo pessoal

O aumento do uso da inteligência artificial também levanta um novo debate: IA com consciência. Em um dos painéis que participou, Leandro acompanhou a discussão sobre esse tema, que, no entanto, não tem uma resposta certa ou definida. Ele explica que a maioria dos painelistas encara a questão com um pouco de desconfiança.  

“Ainda nos falta uma definição universal de consciência e um entendimento completo de sua base em humanos/animais. A IA moderna carece de substratos biológicos, como sistemas nervosos/cérebros complexos, que muitos consideram importantes para a consciência.  As principais teorias da consciência em neurociência não parecem ser implementadas pelas atuais arquiteturas e tecnologias de IA. No entanto, alguns painelistas também observaram que não podemos fazer afirmações definitivas, e futuras IA mais avançadas poderiam potencialmente ser conscientes”, pondera.  

No segundo dia de evento, ele também esteve presente em um painel sobre neurotecnologia. Entre as falas dos painelistas, Leandro destaca que pesquisadores estão pesquisando de que maneira a realidade virtual, biossensores e neurotecnologia podem aprimorar o entendimento e tratamento de condições como autismo. 

Dia 3: neurotecnologia, empreendedorismo, aplicativos e identidades   

No terceiro dia, Leandro Pompermaier participou de painéis que levantaram debates sobre os avanços no campo da neurotecnologia e empreendedorismo, além dos grandes aplicativos e dados sensíveis. No painel sobre neurotecnologia, Leandro destacou que as interfaces cérebro-computador integradas com realidade aumentada são uma promessa para aumentar as habilidades humanas e auxiliar pessoas com deficiências a se comunicarem. 

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Foto: Arquivo pessoal

O pesquisador também participou de um painel com Mark Cuban e Andrew McCollum, dois empresários estadunidenses, sobre empreendedorismo. Os painelistas reforçaram que definir sucesso vai além de apenas métricas financeiras, pois o empreendedorismo também oferece oportunidades de ter impacto e focar no que realmente importa. 

No painel sobre aplicativos, houve debates sobre a necessidade observada no mercado dos Estados Unidos, onde os consumidores desejam utilizar um “super app” ou um único aplicativo que permita o usuário fazer muitas coisas em apenas um local. Nesse sentido, Leandro avalia que branding, narrativa e engajamento criativo são importantes para construir a confiança do cliente nesses casos.  

“Ao expandir para novos mercados, como a América Latina, é importante entender as necessidades e preferências dos clientes locais em vez de apenas agrupar vários serviços”, salienta o gestor.  

Leandro também participou de um painel sobre dados sensíveis, identidades digitais e outras questões que envolvem a privacidade na internet. Ele explica que o conceito de “DNA digital” destaca como nossas atividades online podem revelar informações pessoais, mesmo sem compartilharmos dados intencionalmente.  

“A alfabetização digital é importante, e as empresas precisam tornar a privacidade uma parte central de sua estratégia de design de produto por meio de princípios como transparência, controle do usuário e a priorização do bem-estar ao invés de apenas a conformidade legal”.  

Dia 4: ChatGPT, mobilidade, Amazon e IA no jornalismo 

No penúltimo dia de participação nos painéis do SXSW, Pompermaier esteve presente em conversas sobre humanização da inteligência artificial, mobilidade nas grandes cidades, o império de Jeff Bezos, Airbnb e a relevância da IA para o jornalismo. Sobre a conversa com o CEO da Uber e o prefeito de Austin, Leandro destaca a importância da colaboração entre cidades e empresas para uma maior mobilidade urbana.  

“Sustentabilidade é uma prioridade tanto para a Uber quanto para a cidade de Austin, mas equilibrar a acessibilidade com os objetivos ambientais pode ser desafiador e requer cooperação”, sintetiza.  

Foto: Arquivo pessoal

Assim como é útil para corporações midiáticas, a inteligência artificial pode ser uma grande aliada para o jornalismo. No entanto, Leandro alerta que ainda é necessária a supervisão humana na produção desse conteúdo.  

“Exemplos iniciais de conteúdo gerado por IA sem controle mostraram problemas como erros, plágio e imprecisões. Processos rigorosos com revisão humana são importantes.” 

Dia 5: IA, Tik Tok e saúde 

Finalizando os paineis dessa edição do evento, o gestor destaca que a inteligência artificial foi o assunto mais falado desse ano. Leandro participou de painéis sobre a importância de quebrar os padrões coloniais dos algoritmos. 

“É necessário envolver as comunidades indígenas e considerar suas perspectivas no desenvolvimento de tecnologias de IA. Isso ajuda a garantir que as tecnologias sejam desenvolvidas de maneira culturalmente relevante”, pontua.  

Leandro também participou em um painel sobre pessoas mais velhas e o Tik Tok. Ele pondera que o conteúdo intergeracional que reúne pessoas de diferentes idades pode ressoar amplamente ao mostrar humanidade e experiências compartilhadas através das gerações.  

“Marcas importantes estão reconhecendo o potencial do marketing para audiências mais velhas em plataformas como o TikTok, onde sua presença tem historicamente sido sub-representada. Parcerias com criadores sêniores populares abrem novas oportunidades”, complementa.  

Para finalizar sua participação, Pompermaier esteve em um painel sobre novidades que estão por vir na área da saúde. Nesse sentido, enfatiza que a IA e novas tecnologias estão expandindo o que pode ser detectado durante exames oftalmológicos para diagnosticar outras doenças, além de apenas problemas de visão. Isso pode ajudar a detectar condições mais cedo. 

“Avanços em áreas como óculos inteligentes, realidade aumentada e tecnologias assistivas têm potencial para ajudar tanto indivíduos com baixa visão/cegos quanto a população em geral, aprimorando capacidades de visão e gestão da saúde”, finaliza.  

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Abertura / Fotos: Uilllian Vargas

A Escola de Direito recebeu, nessa terça-feira (12), a segunda edição do Legal Innovation Experience, evento voltado para a inovação e tecnologia no meio jurídico. O evento foi organizado pela Escola em parceria com a Linklei, software de gestão para a rotina jurídica. Mais de 25 palestrantes nacionais e internacionais trouxeram aos mais de 400 participantes conhecimentos valiosos sobre as principais tendências e o futuro do Direito. 

As palestras e painéis do evento, que ocupou o Teatro do Prédio 40, abordaram temas como inteligência artificial, metaverso, privacidade e cibersegurança, legal design, visual law, legaltechs e inovação jurídica. A fundadora do Linklei e alumna PUCRS, Caroline Francescato, destaca a relevância dos tópicos tratados no evento:  

“Atualmente, temos no Brasil mais de 300 empresas do setor de tecnologia que estão revolucionando não só o dia a dia do advogado, mas também o acesso à Justiça. E para nós é uma alegria estarmos aqui na PUCRS trazendo todos esses conteúdos e todos esses conhecimentos para as pessoas que estão curiosas e querem se colocar nesse novo mundo da tecnologia e da inovação”

Além de apoiar a realização do Legal Innovation Experience, a Escola de Direito participou realizando um painel, que destacou as iniciativas de inovação e tecnologia realizadas pela Universidade. Para a professora Laís Machado Lucas, há uma grande sinergia entre o evento e a atuação da Escola:  

“A Escola de Direito da PUCRS já está preocupada há bastante tempo com a inovação do ensino jurídico e como a gente vai entregar esse profissional para o mercado, afinal de contas várias palestras que estão acontecendo estão nos trazendo as necessidades do mercado de contar com um profissional atualizado em inteligência artificial, com as questões do meio digital e que, principalmente, tenha habilidade para lidar com os novos tempos”.  

Entre os estudantes que participaram do evento está Erlane Alves dos Santos, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais. Ela considera que “participar do evento foi uma experiência muito enriquecedora, sobretudo diante das transformações digitais que o Direito tem sofrido nos últimos tempos”. 

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tecnopuc no sxsw

Evento acontece em Austin (Texas), nos Estados Unidos, é um dos maiores festivais de tecnologia e inovação do mundo. / Foto: Divulgação

A Universidade, por meio do seu Parque Científico e Tecnológico, o Tecnopuc, chegou para marcar presença no South by Southwest (SXSW) 2024. Tradicionalmente, a PUCRS se faz presente no evento, e  neste ano, a Universidade está sendo representada por um time de embaixadores:

A Universidade busca sempre trazer o que foi mostrado lá fora para dentro do Campus, seja no ensino ou nos serviços que oferta à comunidade -, o que há de mais relevante no mundo. Todos os anos a Universidade participa das conferências, palcos para a apresentação de tendências, invenções e inspirações para líderes de diferentes áreas e verticais da indústria. 

O evento é considerado o maior festival de inovação e criatividade do mundo e promove palestras e debates sobre tendências para os próximos anos em diferentes temas e áreas do conhecimento. Com conferências e temáticas que abordam tecnologia, cinema, música, educação e cultura, o SXSW começou hoje (8) e segue até o próximo sabádo, dia 16 de março, em Austin, no Texas (EUA). 

Nesta edição o tema inteligência artificial (IA) e seus impactos em diferentes áreas continua como uma extensão das discussões do evento de 2023. Representando a grande novidade do último ano, Peter Deng, head do ChatGPT, se junta à Josh Constine, da Signal Fire, para debater o papel dos seres humanos na era da IA. A sessão faz parte da trilha de inteligência artificial do SXSW, uma entre as 24 trilhas que abordam desde publicidade e brand experience, audiovisual e creator economy até cultura, design e mudanças climáticas. 

Leandro Pompermaier, gestor de Relacionamento & Negócios do Tecnopuc, destaca que o SXSW é um momento de conexão entre pessoas diferentes, com focos diferentes.

“Aqui é um espaço de lançamento de novos produtos e negócios. Um ambiente onde vemos em primeira mão pesquisas que irão se transformar em tendências de mercado. Empresários e grandes empresas estão aqui para entender exatamente como que esse movimento da inovação e da tecnologia pode influenciar os negócios. E nós, como um grande ambiente de pesquisa, inovação e empreendedorismo, estamos presentes não somente para nos conectarmos com os debates realizados aqui, mas também para que essa ponte chegue em Porto Alegre e a gente consiga reverberar essas discussões, e fazer com que o ecossistema se alimente dessas tendências”, afirma. 

Conteúdo e tendências em tempo real 

Novamente, nesta edição, a Universidade estará, em parceria com o Grupo RBS, realizando a cobertura do evento para garantir à sociedade o acesso a conteúdo exclusivo sobre tendências, empreendedorismo e inovação. Além de uma cobertura em tempo real, que será feita por uma equipe de profissionais e influenciadores, o Tecnopuc já está no clima do evento a partir do parceria da nova temporada do podcast Potter Entrevista, de Luciano Potter, com o tema “Tecnologia: maldição ou salvação?”. Clique aqui para ouvir no Spotify e aqui no YouTube 

tecnpuc no sxsw

Foto: Divulgação

Profissionais de diferentes áreas estão sendo convidados para participar e compartilhar sua opinião sobre a tecnologia. A proposta é ampliar a reflexão sobre seu uso.  Leandro Pompermaier, gestor de relacionamento e novos negócios do Tecnopuc, explica que, com o podcast, o objetivo é “trazer controvérsias sobre o uso da tecnologia, porque entendemos que a partir das contradições é que conseguimos inovar”.  

A temporada, que contou com Marcos Piangers na estreia, já tem três episódios lançados. No primeiro, o escritor, destaca que “estamos treinando uma máquina absurdamente inteligente, capaz, autônoma num comportamento doentio humano que está servindo outro robô, outro agente”. Já o segundo convidado, Leandro Pompermaier, pontua que “daqui para frente, no mundo, tecnologia tem que ser código aberto”.  

Na lista de entrevistadas está a empresária e integrante do Shark Tank Monique Evelle, o psiquiatra Rossandro Klinjey, o ex-secretário de inovação do RS Luis Lamb, entre outros. E no terceiro episódio, o médico Cristiano Englert traz uma visão da tecnologia como salvação na área da Medicina:

“Como médico, entusiasta de tecnologia e tendo trabalho nos últimos seis anos com startups da área de tecnologia, eu vejo pelo lado da salvação. A medicina vem evoluindo muito através da ciência e eu acho que a tecnologia vem no mesmo caminho, ela vem para agregar, para salvar mais pessoas”. 

Os episódios, que possuem produção do Da Terra Studio, serão lançados quinzenalmente, no Spotify e YouTube do Luciano Potter. A ação reforça o novo posicionamento do Parque Científico e Tecnológico da PUCRS: Tecnopuc Anywhere, que visa extrapolar as fronteiras físicas e conectar agentes da inovação, ciência e tecnologia em qualquer lugar. 

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Rosalia Barili (geóloga), Lennon Class (químico), Filipe Albano (engenheiro de produção) e Rafaela Caron (nutricionista). / Foto: Divulgação

A presença em um ecossistema de inovação possibilita um mindset voltado a gerar novas soluções a partir do encontro e da colaboração entre diferentes áreas. Exemplo disso é a análise cristalográfica de cálculos renais, o novo serviço do Instituto do Petróleo e dos Recursos Naturais (IPR) da PUCRS, com sede no Tecnopuc. O serviço tem o objetivo de apoiar médicos, nutricionistas e pacientes a tratar e prevenir cálculos renais. 

Saber quais minerais compõem os cálculos renais de cada paciente é uma informação importante para a tomada de decisões clínicas, a prevenção de recorrências e o tratamento das pessoas que enfrentam esse problema. Foi ao ver laudos que médicos recebem de análises de cálculos renais que o engenheiro de produção, Filipe Albano, que é também gerente da qualidade do IPR e professor da Escola Politécnica da PUCRS, teve a ideia que deu origem ao novo serviço.

“Os cálculos renais são minerais e, por isso, têm relação com o que fazemos aqui no IPR, com nossos equipamentos e tecnologias”, conta Filipe. “Sabendo disso, levei a ideia para equipe do nosso Laboratório de Caracterização de Rochas, coordenado pela geóloga Rosalia Barili da Cunha, que aceitou o desafio”. 

O médico nefrologista e clínico geral Giovani Gadonski, chefe do serviço de clínica médica do Hospital São Lucas, professor adjunto e agente de Inovação da Escola de Medicina da PUCRS explica que investigar o que causa os cálculos renais, especialmente em pessoas que apresentam quadros repetidos, é importante. “A análise dos cálculos permite descobrir quais os minerais específicos estão envolvidos no processo, o que possibilita orientar o tratamento para que eles não voltem a ser formar, seja por meio de dieta, hábitos e até medicações que serão guiadas a partir dessa análise”. Gadonski alerta, ainda, que além da intensidade da dor, as pedras podem causar complicações, como infecções e piora do funcionamento dos rins, reforçando a necessidade de entender como prevenir um novo episódio. 

A análise do cálculo renal é realizada no Difratômetro de Raios-X (DRX) do IPR, método utilizado para análise mineralógica e cristalográfica. Assim como o DRX, o Laboratório de Caracterização de Rochas, acreditado pela ISO/IEC 17025, conta com equipamentos de ponta e equipe especializada, composta por geólogos e químicos.

“Quando submetemos o cálculo renal à radiação não ionizante, parte dessa radiação é absorvida e outra parte difratada. Os padrões de difração resultantes são expressos como picos com posições e intensidades variáveis. Essas posições variam conforme a estrutura cristalina da amostra e, por sua vez, refletem sua composição química e volume das diferentes fases, possibilitando a identificação e quantificação dos minerais que compõem aquele cálculo”, explica Rosalia.

Foto: Giordano Toldo

A especialista conta, ainda, que esse tipo de análise pode ser aplicado a quaisquer materiais que apresentam cristalinidade e, por isso, a técnica pode ser utilizada para apoiar no tratamento de outras condições, como cálculos biliares e de vesícula, além de ajudar a identificar e de biominerais associados a nódulos. 

Médicos, nutricionistas e pacientes que contratarem o serviço receberão um laudo contendo a imagem da pedra em microscópio e a identificação de todos os minerais que estão em sua composição. Com isso, poderão traçar uma estratégia para prevenir, por meio da alimentação, por exemplo, a formação de novos cálculos renais, além de direcionar o melhor tratamento. 

“A alimentação é parte importante no cuidado de pacientes com cálculos renais e distúrbios metabólicos relacionados. Dietas ricas em proteínas, sódio e alimentos ultraprocessados podem aumentar a formação de cálculos, enquanto a hidratação adequada e o consumo equilibrado de alimentos in natura, especialmente frutas cítricas, vegetais e fontes adequadas de cálcio, podem reduzir os riscos. A avaliação criteriosa do padrão alimentar, evitando suplementos prejudiciais, e a análise detalhada dos exames laboratoriais (sangue e urina), bem como da composição mineral dos cálculos possibilitam individualizar o tratamento nutricional e melhorar o cuidado ao paciente”, relata a nutricionista Rafaela Caron, doutora em Nefrologia e professora da Escola Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS. 

Esse trabalho multidisciplinar, que envolve engenheiros, geólogos e químicos para apoiar médicos, nutricionistas e pacientes reforça a relevância da atuação ecossistêmica na área da inovação. “O novo serviço do IPR é um exemplo claro de como a inovação acontece. Ao fazer parte de um ecossistema de inovação, como o Tecnopuc, as pessoas conseguem olhar para além de suas áreas de formação e de atuação na busca de soluções a problemas diversos. E, em colaboração com profissionais de diferentes áreas, encontrar novos caminhos para impactar positivamente a sociedade”, destaca Flavia Fiorin, gestora de operações e empreendedorismo do Tecnopuc. 

Como contratar

O valor da análise é de R$ 248 e mais informações podem ser obtidas com o IPR, pelo WhatsApp (51) 98348-0174) e pelo e-e-mail [email protected]. O IPR é um dos dois laboratórios do Brasil a realizar esse tipo de análise. 

Sobre o IPR 

Localizado no Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc) desde a sua fundação, em 2014, o Instituto do Petróleo e dos Recursos Naturais (IPR), tem por objetivo fomentar, dar visibilidade e proporcionar um crescimento sustentado das ações da universidade em pesquisa, desenvolvimento e inovação na área de petróleo e derivados, recursos naturais, energia e meio ambiente. O Instituto possui acreditação internacional nas normas ISO/IEC17025 e ISO17034, cobrindo as atividades desenvolvidas em seus laboratórios, incluindo os ensaios realizados, amostragem e produção de materiais de referência certificados. 

Como elemento-chave do instituto, uma equipe multidisciplinar composta por professores, pesquisadores, auxiliares de laboratório, profissionais administrativos e alunos de graduação e pós-graduação da PUCRS desenvolve atividades de excelência, fazendo com que resultados de análises, produzidos com rigor e qualidade, sejam transformados em informações estratégicas e elementos de tomada de decisão para os parceiros do instituto. Acesse o site oficial do IPR. 

Sua estrutura no Parque compreende 5000 m² de área construída, com um prédio de sete andares (o 96), onde os quatro primeiros são destinados a laboratórios de alta complexidade e os três últimos a salas de pesquisadores e infraestrutura administrativa. O IPR inclui o Laboratório de Análises Químicas (LAQ), o Laboratório de Caracterização de Rochas (LCR), o Laboratório de Geoquímica e Petrofísica (LGP), o Laboratório de Isótopos e Geocronologia (LIG), Laboratório de Monitoramento Ambiental e Biotecnologia (LMA) e o Laboratório de Tecnologias de Baixo Carbono e Hidrogênio (LBC). 

Recentemente, o IPR passou a oferecer o Inventário de Gases de Efeito Estufa e foi finalista do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2023 em projeto com a Petrobras. 

Cristiano Aguzzoli é pesquisador associado do InsCer. / Foto: Paulo Nemitz

O médico neurologista e pesquisador-associado do Instituto do Cérebro da PUCRS, Cristiano S. Aguzzoli, recebeu financiamento de 250 mil dólares da organização internacional Alzheimer’s Association. O investimento será destinado para a condução de sua pesquisa Glial Reactivity Marker Predictive Value on Neuropsychiatric Symptoms in Alzheimer’s disease (Valor preditivo do marcador de reatividade glial em sintomas neuropsiquiátricos na doença de Alzheimer), que visa identificar marcadores inflamatórios no sangue capazes de prever sintomas neuropsiquiátricos em pacientes com a doença neurodegenerativa de maior incidência no mundo. 

O projeto de pesquisa financiado é fruto dos resultados obtidos em recente estudo liderado por Cristiano e realizado na Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. O estudo contou ainda com a supervisão do professor Dr. Tharick Ali Pascoal, e a participação de outros dois pesquisadores-associados do InsCer, o neurocientista Eduardo Zimmer e o neurologista Lucas Schilling.

“O estudo revelou que a neuroinflamação medida por neuroimagem contribui substancialmente para o desenvolvimento de sintomas neuropsiquiátricos em pacientes com doença de Alzheimer. Agora, o projeto proposto que obtivemos financiamento se baseia nos resultados desse estudo anterior e busca investigar se marcadores sanguíneos de inflamação têm associação e podem predizer sintomas neuropsiquiátricos em um estudo longitudinal”, destaca Cristiano.

A proposta do projeto passou por um criterioso e competitivo processo de seleção pela organização internacional Alzheimer’s Association, maior associação de financiamento não governamental dedicada à pesquisa sobre a Doença de Alzheimer e Desordens Relacionadas (DADR). A organização é comprometida com o avanço e financiamento de pesquisas de alto impacto e altamente relevantes para o desenvolvimento de métodos, tratamentos e, por fim, a cura da Doença de Alzheimer. 

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O estudo conduzido por Cristiano é original no Brasil. No mundo, pesquisas prévias demonstraram a associação de proteínas beta-amilóide e Tau a sintomas neuropsiquiátricos, mas poucos centros investigam a associação desses sintomas à neuroinflamação nos pacientes com doença de Alzheimer.

“A conquista deste financiamento representa uma oportunidade única de trazer investimento exterior para a ciência brasileira e, desta forma, contribuir para aprimoramento de pesquisas conduzidas no nosso país e na América Latina”, reforça Cristiano. 

Segundo Heather M. Snyder, Ph.D., vice-presidente de Relações Médicas e Científicas da Associação de Alzheimer, um dos objetivos é promover a pesquisa de médicos de diversas origens e perspectivas em todo o mundo. “Como maior financiadora mundial sem fins lucrativos da ciência do Alzheimer e da demência, a Associação de Alzheimer tem orgulho de financiar cientistas clínicos. É uma necessidade importante em nossa área apoiar especialistas tanto em pesquisa quanto em atendimento ao paciente”, pontua Snyder. 

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Disciplina Empreendedorismo Digita é ofertada pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação, da Escola Politécnica. / Foto: Divulgação Tecnopuc

De que forma as pesquisas desenvolvidas nos programas de pós-graduação da PUCRS podem gerar mais impacto na sociedade?  Essa é a provocação central da disciplina Empreendedorismo Digital: Transformando Conhecimento em Desenvolvimento, ofertada pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC), da Escola Politécnica, mas que pode ser cursada por estudantes de todos os programas de pós-graduação da Universidade.     

Luiz Gustavo Leao Fernandes, diretor de Pós-Graduação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPESQ) explica que acompanhando tendências dos cenários nacional e internacional, os cursos de mestrado e doutorado da PUCRS vêm cada vez mais apresentando oportunidades formativas que aproximem a pesquisa acadêmica da inovação e do empreendedorismo.

“Iniciativas como a disciplina de Empreendedorismo Digital do PPGCC são belas oportunidades de aproximação de diferentes áreas do conhecimento e lançamento de projetos interdisciplinares de empreendedorismo. Juntam-se a esta disciplina outras iniciativas, como o lançamento, em 2023, da possibilidade de os alunos de pós-graduação obterem créditos por atividades de inovação e empreendedorismo durante seus cursos e o Programa Hangar, que oferece a oportunidade para estudantes da pós-graduação stricto sensu aprenderem a transformar suas pesquisas em negócios”, destaca. 

Realizada ao longo de duas semanas durante o mês de janeiro, na modalidade intensiva, a edição de 2024 reuniu mestrandos e doutorandos de quatro programas: Ciência da Computação, Direito, Engenharia e Tecnologia de Materiais e Psicologia. Ministrada pelos professores Jorge Audy e Rafael Prikladnicki, superintendente de inovação e desenvolvimento e assessor da superintendência de inovação e desenvolvimento do Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc), respectivamente, a disciplina contou, ainda, com convidados para abordar tópicos específicos.     

Milene Selbach Silveira, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação destaca que oferecer oportunidades de formação sobre inovação e empreendedorismo permite tanto estimular a criação de novos negócios, quanto fomentar atitudes inovadoras e empreendedoras no dia a dia de mestrandos/as e doutorandos/as.

“Além deste foco, que é o cerne da disciplina, as trocas possibilitadas entre estudantes de diferentes áreas do conhecimento são outro fator fundamental. Cada vez mais temos estudantes de outros cursos em nossas disciplinas, trazendo suas vivências sobre o assunto, o que tem proporcionado discussões riquíssimas em sala de aula e oportunidades de realização de trabalhos conjuntos incorporando estes diferentes saberes e perspectivas”, declara.   

Foto: Divulgação Tecnopuc

Longe de ser uma proposta isolada, a disciplina é exemplo das oportunidades que os estudantes da PUCRS têm de vivenciar uma trajetória de inovação e empreendedorismo na Universidade, bem como de transformar seu conhecimento em impacto social positivo. Dentro dessa perspectiva, estão o Track Startup, que integra as sete Escolas da Universidade, o Laboratório Interdisciplinar de Empreendedorismo e Inovação da PUCRS (Idear) e o Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc) com o objetivo de fortalecer o ecossistema de inovação.

A iniciativa envolve disciplinas nos diferentes cursos; eventos – como a Maratona de Inovação e o Tecnopuc Experience; programas, como o Startup Garage; e atendimentos individualizados pelas equipes do IDEAR e do Tecnopuc Startups. Na pós-graduação, destaca-se o Programa Hangar – direcionado a apoiar estudantes na transformação de seus projetos de pesquisa em negócios.      

Sobre as aulas 

Organizada em oito encontros e com carga horária total de 30 horas-aula, a disciplina Empreendedorismo Digital oferece uma imersão no ecossistema de inovação da Universidade. Mesclando aulas teóricas e práticas, os alunos aprendem sobre inovação e conhecem recursos para explorar suas pesquisas sob a ótica do empreendedorismo e do impacto.   

Na aula com a equipe do Tecnopuc Startups, por exemplo, o grupo aprendeu a montar um Lean Canvas – ferramenta de gerenciamento estratégico adaptada do Business Model Canvas para a realidade de startups, e a fazer um pitch – modelo objetivo e rápido de apresentação de negócios, projetos e ideias. Além da abordagem desses assuntos, realizada por Vinícius Becker e Pedro Lunelli, do Tecnopuc Startups, os estudantes tiveram um bate-papo com representantes de duas startups que integram o Tecnopuc: Débora Engelmann, da Whispers, e Julia Couto, da NoHarmAI. Em comum, ambos os negócios foram originados de pesquisas realizadas na Pós-Graduação.   

Também houve uma visita pelo Tecnopuc, guiada por Daniel Laguna, líder de prospecção, na qual o grupo pode conhecer mais a estrutura do Parque, bem como os programas nele desenvolvidos e as empresas integrantes do ecossistema – de startups a corporates. Já no último encontro, os alunos apresentaram seus projetos de pesquisa em um pitch de até cinco minutos, preparado a partir do Lean Canvas por eles preenchido. Uma banca composta por Pedro Lunelli, Gabriele Jeffman e Jéssica Rodrigues, do Tecnopuc Startups, avaliou as apresentações e destacou as conexões que os estudantes conseguiram fazer entre suas pesquisas científicas e a adaptação delas como propostas para o mercado.   

“Criamos essa disciplina após uma provocação e um convite do então coordenador do PPGCC, professor Luiz Gustavo – atual diretor de pós-graduação na PROPESQ. Desde então, sempre nos surpreendemos com a repercussão e o interesse genuíno dos alunos em conectar cada vez mais sua pesquisa com o impacto que ela pode gerar na sociedade. O fato de a cada ano aumentar o número de alunos de diversos programas de pós-graduação da Universidade que se matriculam demonstra o quanto esse tema é importante e necessário. E isso só aumenta a nossa responsabilidade de continuar discutindo inovação, desenvolvimento e impacto na sociedade em todos os níveis de ensino na PUCRS”, avalia Prikladnicki.   

Foto: Giordano Toldo

A avaliação feita pelo grupo de estudantes ao final das aulas vai ao encontro da fala do professor Rafael.

“A disciplina foi extremamente importante para mim, principalmente porque estou no primeiro semestre, ainda definindo o que pesquisarei. Entrei com muitas dúvidas e saio dela com muitas outras perguntas, mas são perguntas muito mais assertivas, que vão me direcionar para o lugar que quero ir. Isso já me ajudou muito. Fora a questão de toda essa mentalidade, desse ecossistema de inovação que a gente vivencia ao longo dessas duas semanas. Isso realmente é enriquecedor e motiva muito para criar coisas novas”, avalia Neverson Santos, que está no início do mestrado em Ciência da Computação.     

Gabriel Hamester, bacharel e mestre em Direito pela PUCRS e doutorando do segundo ano de Direito, compartilha da opinião do colega e destaca a possibilidade que a disciplina deu para os alunos testarem seus problemas de pesquisa de forma aplicável e de se relacionar com estudantes de outras áreas para criar soluções com base em suas descobertas acadêmicas: “Essa disciplina me trouxe certeza daquilo que quero pesquisar e, principalmente, aplicar. E o próprio Parque me dá a oportunidades de construir essa trilha e buscar efetivar esse problema. No meu caso, é um problema que envolve a sociedade e eu preciso buscar parceiros em outras áreas que vão contribuir”, enfatiza.   

Para além da disciplina   

Oferecida desde 2020, a disciplina já teve diferentes formatos: vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação e aberta a todos os pós-graduandos da PUCRS, bem como adaptada para necessidades específicas dos programas das escolas de Negócios, Direito e Medicina. Seus resultados têm sido observados para além dos créditos e desempenhos acadêmicos.   

Júnior César Alves, CEO e founder da Aidron, fez a disciplina enquanto estava no Mestrado em Ciência da Computação. Ele conta que já tinha começado a empreender, mas que as aulas abriram uma série de visões sobre como estruturar o modelo de negócios. Hoje, a startup do Júnior é integrante do Tecnopuc e vinculada ao NAVI – Hub de AI e Ciência de Dados liderado pelo Tecnopuc e pela Wisidea Ventures: “O principal diferencial é o networking que o Tecnopuc proporciona. São iniciativas de fomento nas startups, transcendendo de apenas um local onde me reúno com outros empreendedores. Fora as seções de mentoria que estão sempre dispostos a fazer”, declara o empreendedor.  

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